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Alunos do Colégio Tiradentes lutam por canudos biodegradáveis

Redação / AG por Redação / AG
14 de junho de 2024
em Educação
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Alunos do Colégio Tiradentes lutam por canudos biodegradáveis
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Uma turma de 4º ano do Colégio Tiradentes, está protagonizando uma história inspiradora de conscientização ambiental. Orientados pela professora Carla Viviane Michel, as crianças não apenas realizaram um estudo de caso, mas também tomaram a iniciativa de escrever uma carta aberta à Coca-Cola, propondo a substituição dos canudos plásticos das embalagens de suco Kapo por alternativas biodegradáveis.

A jornada da consciência

A ideia surgiu durante as sondagens sobre o tema de pesquisa da Mostra de Projetos de Iniciação Científica. “Alguns alunos comentaram que gostariam de estudar sobre a vida de algum animal. Um aluno sugeriu as tartarugas marinhas e a ideia foi positiva porque uma aluna já tinha visitado o Projeto Tamar, em Santa Catarina. Outros colegas sugeriram o lixo no mar, e conseguimos unir todos os temas em uma única pesquisa”, explicou Carla Viviane Michel, professora de Língua Portuguesa e Pedagoga.

Para iniciar o projeto, a professora propôs uma atividade prática: arrecadar canudos plásticos utilizados apenas pelos alunos do turno da tarde. “Sabia que os canudos eram um fator considerável para a mortalidade da vida marinha e seria uma forma de conscientizar os alunos sobre o consumo do suco especificamente, que é industrializado e nocivo à saúde”, contou Carla.

O impacto

O momento de maior impacto para os alunos foi ao assistir um vídeo onde biólogos extraíam um canudo de dentro da narina de uma tartaruga marinha. “Eles ficaram apavorados e muito comovidos”, disse a professora. Esse foi o ponto de partida para um engajamento mais profundo.
A partir daí, os alunos pesquisaram mais sobre a poluição dos oceanos e a nocividade dos plásticos, especialmente dos canudos, para a vida marinha. “Coletamos embalagens para ser o depósito dos canudos e os alunos se organizaram em grupo para explicar nossa pesquisa e pedir ajuda no recolhimento dos canudos nas horas dos lanches”, explicou Carla.

A ação

A conscientização se estendeu além da sala de aula. A professora pediu aos alunos que pesquisassem quais produtos e marcas ainda usavam canudos plásticos. Descobriram que muitos achocolatados já utilizam canudos de papel, mas o suco Kapo, produzido pela Coca-Cola, ainda usava canudos de plástico. Isso levou à ideia de escrever uma carta aberta para a empresa.

Na carta, os alunos argumentaram sobre a poluição dos oceanos, o aumento dos plásticos no meio ambiente, a difícil reciclagem dos canudos, a mortalidade das tartarugas vítimas do consumo de plástico, e frisaram a responsabilidade da Coca-Cola em liderar práticas sustentáveis.

A resposta

A iniciativa recebeu apoio de famílias e da comunidade escolar. “Uma mãe me disse que a filha não quer mais que ela compre sucos pequenos, pois estudamos que a compra de embalagens maiores, tipo de 1 litro, geraria menos lixo”, relatou Carla. No entanto, ela sente que ainda falta mais engajamento da comunidade escolar como um todo.

Em resposta à carta, a Coca-Cola enviou uma mensagem de agradecimento e mencionou suas campanhas de sustentabilidade, mas os alunos e a professora esperam mais ações concretas. “Queremos mais! Eles são gigantes, uma potência como empresa! Precisam nos responder e dar mais efetividade no retorno para nossas crianças”, disse Carla.

O engajamento

Essa não foi a primeira ação de impacto ambiental no Colégio Tiradentes. Em 2023, os alunos do 5º ano, Manuela, Vinícius, Rafaela, Paola e Alice, propuseram aos administradores da cantina escolar substituir os copos descartáveis por copos de inox. A proposta foi aceita e implementada, resultando em uma redução significativa do lixo gerado na escola. “Parabéns aos alunos pela iniciativa e ao pessoal da cantina por abraçar esta causa! O meio ambiente agradece! Unidos somos insuperáveis!”, comemorou a professora Leila.

O futuro

A professora Carla acredita profundamente no impacto duradouro dessas ações. “Eles são o futuro e precisamos ajudá-los a frear a devastação ambiental. Precisamos fazer o que não fizemos no passado. Pensar sobre o consumo desnecessário, as ações que nos cabem no dia a dia e que fazem a diferença”, declarou. O lema escolhido pela colega Heloísa resume bem o espírito da iniciativa: “Preservar o futuro é cuidar do presente.” E é com essa determinação que os pequenos guardiões dos oceanos do Colégio Tiradentes continuam a lutar por um mundo mais sustentável.

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Celebrado em 1º de maio, o Dia do Trabalhador é mais do que uma data no calendário: é um convite à valorização de quem, com dedicação diária, constrói e movimenta a comunidade. Em Campo Bom, o trabalho sempre foi um dos pilares do desenvolvimento, presente nas mais diversas áreas; da indústria ao comércio, da educação aos serviços, do empreendedorismo às iniciativas que nascem dentro de casa.
A origem da data remete ao final do século XIX, a partir de mobilizações de trabalhadores por melhores condições de trabalho, especialmente a redução da jornada para oito horas diárias. O marco histórico foi a Revolta de Haymarket, nos Estados Unidos, que se tornou símbolo da luta por direitos trabalhistas em todo o mundo. Desde então, o 1º de maio passou a ser reconhecido internacionalmente como um dia de reflexão, memória e valorização da classe trabalhadora.
Parte dessa história passa, inevitavelmente, pela força da indústria calçadista. Por décadas, o setor do calçado foi a principal engrenagem econômica do município, responsável por gerar empregos, renda e oportunidades para milhares de famílias. Nas linhas de produção, homens e mulheres ajudaram a consolidar a identidade de uma cidade reconhecida pela sua capacidade produtiva e pelo espírito trabalhador de sua gente.
Hoje, mesmo diante das transformações do mercado e da diversificação das atividades econômicas, o legado permanece vivo. Novas profissões surgem, outras se reinventam, e o conhecimento se torna ferramenta essencial para acompanhar as mudanças. Ainda assim, o valor do trabalho segue o mesmo: dignificar, gerar pertencimento e impulsionar o crescimento coletivo.
Mais do que números ou setores, o trabalho aparece no cotidiano: na porta que abre cedo, na máquina que começa a rodar, no atendimento que acolhe, na ideia que vira sustento. É ele que conecta histórias, sustenta famílias e dá ritmo à cidade. Neste Dia do Trabalhador, o reconhecimento está na soma silenciosa de esforços que, todos os dias, fazem a cidade seguir em frente.

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  • A 40ª Olimpíada Estudantil de Campo Bom teve sua abertura oficial na manhã desta quinta-feira (30), no Ginásio do CEI, marcando o início de mais uma edição do maior evento esportivo estudantil do município.

Com expectativa de mais de 9 mil inscrições ao longo do ano, a competição reúne estudantes das redes municipal, estadual e privada em diversas modalidades esportivas, promovendo integração, espírito esportivo e formação entre os jovens.

A cerimônia contou com o tradicional acendimento da pira olímpica e homenagens a pessoas que contribuíram para a história da Olimpíada ao longo de suas quatro décadas.

As disputas seguem até novembro, com encerramento e premiação dos destaques de cada categoria.

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A Escola Municipal de Educação Infantil (EMEI) Amarelinha, no bairro Porto Blos, recebe mais de 130 crianças, desde o berçário até o pré-2, acolhendo os pequenos de 0 a 5 anos. É neste palco de desenvolvimento desde os primeiros passos que a escola se destaca por uma ideia que reúne literatura, representação e construção de cidadania: a Afroteca.

Idealizada em 2023, a Afroteca nasceu da reformulação da biblioteca escolar, com o intuito de ampliar os debates sobre questões étnico-raciais no ambiente educativo.

O projeto ganhou ainda mais força em 2025, motivado pelas discussões pedagógicas e pelas experiências relatadas pela professora do Projeto da Diversidade. A troca de ideias entre a equipe, somada ao entusiasmo geral, levou à criação de um espaço especial no saguão da escola. O local, que antes abrigava a Geladeira Literária, ação que permite o empréstimo de livros pela comunidade, passou a receber também obras que valorizam diferentes etnias, ampliando o acesso à diversidade cultural.

Além dos livros, a Afroteca reúne instrumentos, brinquedos, tecidos e outros materiais que conversam com as histórias disponíveis no acervo, proporcionando uma experiência sensorial e educativa. As obras não são exclusivas do público infantil, sendo acessíveis também aos adultos que frequentam o espaço.

A formação do acervo contou com sugestões vindas de cursos oferecidos pela Secretaria Municipal de Educação, além da participação de membros da escola em eventos como o projeto Descolonizando Saberes e o Simpósio de Educação Infantil, que trataram do tema em oficinas e palestras. Entre os critérios de seleção, destaca-se a valorização de autores negros, fortalecendo a representatividade nas histórias apresentadas às crianças.

Com uma proposta pedagógica focada na educação antirracista, o projeto vai além do cumprimento de regras e se integra à vida da escola.

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