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Cerca de 78,3% das famílias Brasileiras estão endividadas

Redação / AG por Redação / AG
26 de janeiro de 2024
em Comunidade
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Cerca de 78,3% das famílias Brasileiras estão endividadas
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Confira o que causa o alto endividamento dos Brasileiros e as possíveis soluções

O endividamento das famílias Brasileiras é uma realidade preocupante no país. De acordo com a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC) de 2023, cerca de 78,3% das famílias brasileiras estão endividadas, ou seja, possuem dívidas em atraso ou não. Além disso, a inadimplência atinge 43,85% da população, segundo o Mapa da Inadimplência e Renegociação de Dívidas elaborado pelo Serasa.

Causa e consequência

Diante desse cenário alarmante, é importante compreender as razões por trás desse alto nível de endividamento no país. Segundo Cláudio Roberto Schmitz Júnior, especialista em Controladoria e Finanças e Educador Financeiro pela Fundação La Salle, muitas famílias enfrentam situações financeiras complicadas e acabam recorrendo a soluções práticas para resolver seus problemas. “O crédito fácil disponível atualmente traz consigo taxas de juros exorbitantes, que nem sempre são consideradas no momento da contratação. Essas taxas, por vezes, inviabilizam o pagamento das dívidas, comprometendo o sustento básico das famílias”, elucida.

Lei do Superendividamento

Para lidar com essa questão, em 2021 foi criada a Lei do Superendividamento, buscando oferecer algum alívio para aqueles que estão com dívidas em atraso. Cláudio explica que a lei proporciona uma saída para aqueles que se encontram nessa situação, permitindo que procurem órgãos de defesa do consumidor, como Procon ou mesmo o Judiciário do município. “Ao recorrer a esses órgãos, é importante que as dívidas estejam organizadas, a fim de verificar se o caso se enquadra como superendividamento. Um estudo é realizado para elaborar, juntamente com os credores, uma nova negociação que possibilite o pagamento das dívidas de forma mais justa e digna”, disse ele.

A importância da educação financeira

No entanto, para aqueles que não se encontram em situação de superendividamento, a educação financeira é a chave para enfrentar o endividamento. Conforme o especialista em Controladoria e Finanças, questões como consumo consciente, distinção entre necessidade e desejo, além do controle financeiro, devem ser estudadas por todas as famílias. Essas ferramentas permitem um enfrentamento mais eficaz de um eventual endividamento.

Para evitar o endividamento, a educação financeira desempenha um papel fundamental. Cláudio elucida que realizar um controle financeiro das entradas e saídas de dinheiro da família é um passo essencial, pois permite identificar os gastos possíveis de acordo com a renda gerada. “A regra básica é gastar menos do que se ganha. Caso seja necessário recorrer ao crédito, é fundamental analisar as diferentes opções do mercado, considerando que a opção mais fácil geralmente é a mais cara. É importante verificar o custo efetivo total da operação para fazer comparações e incluir no controle financeiro o pagamento das parcelas. A família que contrata um empréstimo deve estar ciente de que será necessário fazer um esforço financeiro futuro para quitá-lo”.

Cartões de crédito e empréstimo são os grandes “vilões”

O mau uso do cartão de crédito, aliado à facilidade de obtenção e às altas taxas de juros, o torna o principal responsável pelo endividamento. Atualmente, o cartão de crédito é oferecido automaticamente assim que uma conta bancária é aberta, o que contribui para sua utilização descontrolada. O empréstimo consignado também é de fácil acesso e, embora não exija esforço imediato para o pagamento das prestações, reduz a renda mensal por um longo período.

Diante do alto endividamento das famílias brasileiras, é fundamental conscientizar a população sobre a importância da educação financeira e da busca por soluções adequadas. É necessário um esforço conjunto da sociedade, do governo e das instituições para enfrentar esse desafio e buscar uma melhoria no cenário econômico do país.

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Celebrado em 1º de maio, o Dia do Trabalhador é mais do que uma data no calendário: é um convite à valorização de quem, com dedicação diária, constrói e movimenta a comunidade. Em Campo Bom, o trabalho sempre foi um dos pilares do desenvolvimento, presente nas mais diversas áreas; da indústria ao comércio, da educação aos serviços, do empreendedorismo às iniciativas que nascem dentro de casa.
A origem da data remete ao final do século XIX, a partir de mobilizações de trabalhadores por melhores condições de trabalho, especialmente a redução da jornada para oito horas diárias. O marco histórico foi a Revolta de Haymarket, nos Estados Unidos, que se tornou símbolo da luta por direitos trabalhistas em todo o mundo. Desde então, o 1º de maio passou a ser reconhecido internacionalmente como um dia de reflexão, memória e valorização da classe trabalhadora.
Parte dessa história passa, inevitavelmente, pela força da indústria calçadista. Por décadas, o setor do calçado foi a principal engrenagem econômica do município, responsável por gerar empregos, renda e oportunidades para milhares de famílias. Nas linhas de produção, homens e mulheres ajudaram a consolidar a identidade de uma cidade reconhecida pela sua capacidade produtiva e pelo espírito trabalhador de sua gente.
Hoje, mesmo diante das transformações do mercado e da diversificação das atividades econômicas, o legado permanece vivo. Novas profissões surgem, outras se reinventam, e o conhecimento se torna ferramenta essencial para acompanhar as mudanças. Ainda assim, o valor do trabalho segue o mesmo: dignificar, gerar pertencimento e impulsionar o crescimento coletivo.
Mais do que números ou setores, o trabalho aparece no cotidiano: na porta que abre cedo, na máquina que começa a rodar, no atendimento que acolhe, na ideia que vira sustento. É ele que conecta histórias, sustenta famílias e dá ritmo à cidade. Neste Dia do Trabalhador, o reconhecimento está na soma silenciosa de esforços que, todos os dias, fazem a cidade seguir em frente.

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  • A 40ª Olimpíada Estudantil de Campo Bom teve sua abertura oficial na manhã desta quinta-feira (30), no Ginásio do CEI, marcando o início de mais uma edição do maior evento esportivo estudantil do município.

Com expectativa de mais de 9 mil inscrições ao longo do ano, a competição reúne estudantes das redes municipal, estadual e privada em diversas modalidades esportivas, promovendo integração, espírito esportivo e formação entre os jovens.

A cerimônia contou com o tradicional acendimento da pira olímpica e homenagens a pessoas que contribuíram para a história da Olimpíada ao longo de suas quatro décadas.

As disputas seguem até novembro, com encerramento e premiação dos destaques de cada categoria.

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A Escola Municipal de Educação Infantil (EMEI) Amarelinha, no bairro Porto Blos, recebe mais de 130 crianças, desde o berçário até o pré-2, acolhendo os pequenos de 0 a 5 anos. É neste palco de desenvolvimento desde os primeiros passos que a escola se destaca por uma ideia que reúne literatura, representação e construção de cidadania: a Afroteca.

Idealizada em 2023, a Afroteca nasceu da reformulação da biblioteca escolar, com o intuito de ampliar os debates sobre questões étnico-raciais no ambiente educativo.

O projeto ganhou ainda mais força em 2025, motivado pelas discussões pedagógicas e pelas experiências relatadas pela professora do Projeto da Diversidade. A troca de ideias entre a equipe, somada ao entusiasmo geral, levou à criação de um espaço especial no saguão da escola. O local, que antes abrigava a Geladeira Literária, ação que permite o empréstimo de livros pela comunidade, passou a receber também obras que valorizam diferentes etnias, ampliando o acesso à diversidade cultural.

Além dos livros, a Afroteca reúne instrumentos, brinquedos, tecidos e outros materiais que conversam com as histórias disponíveis no acervo, proporcionando uma experiência sensorial e educativa. As obras não são exclusivas do público infantil, sendo acessíveis também aos adultos que frequentam o espaço.

A formação do acervo contou com sugestões vindas de cursos oferecidos pela Secretaria Municipal de Educação, além da participação de membros da escola em eventos como o projeto Descolonizando Saberes e o Simpósio de Educação Infantil, que trataram do tema em oficinas e palestras. Entre os critérios de seleção, destaca-se a valorização de autores negros, fortalecendo a representatividade nas histórias apresentadas às crianças.

Com uma proposta pedagógica focada na educação antirracista, o projeto vai além do cumprimento de regras e se integra à vida da escola.

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