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Uma sexta-feira diferente no Jornal A Gazeta

Redação / AG por Redação / AG
12 de outubro de 2023
em Educação
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Uma sexta-feira diferente no Jornal A Gazeta

Angélica Spengler/AG

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Por Giordanna Vallejos

Nos meus breves anos de jornalismo, posso dizer que vivi experiências que ficarão para sempre guardadas em minha memória. Quando tiramos uma simples ideia do papel e colocamos em prática, podemos observar o poder transformador dela. E foi assim com o Diego Hairá Pessoa Souza, menino de apenas dez anos que sempre manifestou um desejo irrefutável de um dia ser repórter do Jornal A Gazeta.

Ao conhecê-lo, na Câmara de Vereadores, era nítida a sua capacidade de falar sobre diversos temas complexos e sua curiosidade – habilidades necessárias para um futuro jornalista. De certa forma, me enxerguei no brilho nos olhos dele ao falar sobre trabalhar com a profissão da qual sou completamente apaixonada.

No mesmo dia, sugeri para a Angélica e o Mauri, para deixarmos ele ser repórter por um dia. A Angélica, muito sabiamente, sugeriu que esperássemos para fazer a ação no dia das crianças. E assim os dias foram passando, e chamamos o pai dele e vereador da cidade, Victor Souza, para anunciar que Diego poderia escrever uma reportagem sobre qualquer tema, que seria publicada em homenagem ao dia das crianças.

Prontamente e com muita empolgação, Diego sugeriu que gostaria de entrevistar alguns colegas da sua escola, Marques do Herval, sobre animais. Como a ideia envolveu a educação, o Mauri escreveu um projeto, que foi aprovado pela secretária Simone Schneider e pela direção da escola.

Na sexta-feira dedicada ao repórter mirim, chegamos na escola pela manhã, colocamos o crachá de imprensa em Diego e ele entrevistou com muita habilidade os colegas, a professora, a diretora e a coordenadora. Além disso, finalizou com um longo discurso em agradecimento a todos.

Na parte da tarde, Diego trabalhou conosco na redação. Como um bom jornalista, transformou as suas anotações e percepções na matéria que pode ser lida ao lado. Acredito que nunca esquecerei a felicidade que ele demonstrou em estar na redação, muito menos o Mauri ou a Angélica. Espero que o Diego, em um futuro breve, seja um colega de profissão e que essa semente do Projeto Repórter Mirim, floresça mais vezes no Jornal A Gazeta.

Entrevistas do Repórter Mirim

O melhor dia da minha vida

Por: Diego Hairá Pessoa Souza
10 anos (Repórter Mirim)

Eu Diego, de dez anos, na sexta-feira, 6 de outubro, entrevistei meus colegas de aula da Escola Marques do Herval, na turma 51, sobre animais. O primeiro foi o meu melhor amigo Daniel Machado Pereira, de 10 anos. O Dani não tem animais, mas o seu animal favorito é a capivara, ele sempre quis ter uma, por se identificar com as capivaras.

Helena Valentina de Cristo, de 10 anos, tem um cachorro. O animal favorito dela logicamente é um cachorro. Perguntei o motivo de ter um cachorro, ela disse: “por serem companheiros e brincalhões”.

Pietro Aragão Morais, de 11 anos, morava em Porto Alegre. Não tem animais, mas gosta de cachorros, por serem fofos e brincalhões.

Manuela da Silva Araújo, de 11 anos, tem um cachorro e gosta logicamente de cachorros por serem fofos e porque dá para brincar com eles.

João Batista tem dois cachorros (Nutella e Boneca) seu animal preferido é o mais inusitado, um tatu-bola. Gosta de cachorros por serem fofos e porque protegem a casa.

Rafaela França, tem um cachorro e seu animal favorito é o hamster. Ela gosta de cachorros, por se identificar.

Otávio Nazario Dill tem três gatos, animal favorito dele é o gato. Por gostar e por ser fofo.

Alexia Marrie da Silva, de 10 anos, tem cinco cachorros, três gatos. O seu animal favorito é o gato e gosta de animais, por serem fofos e brincalhões.

Minha professora Lizandra Patrícia Gottlieb disse “Você escolheu um tema que apreciamos bastante, que são os animais. Também imagino o quanto esse momento está sendo significativo para ti, já que foi um sonho desde pequeno. Quero te parabenizar por esse momento e agradecer ao Jornal A Gazeta, por proporcionar esse momento para você e para a turma também. Tenho uma cachorrinha chamada Flor”.

A minha diretora, Pamela Manuela Silva Fontena Klein, disse “Esperamos que continue esse projeto, das crianças serem jornalistas por um dia. Tenho dois cachorros, um gato, uma tartaruga e mais de 100 tenébrios. Eles são besouros na fase larval. Tenho eles porque o meu pai, antes de falecer, começou a criar eles para pescar e ele faleceu. A minha herança foram os tenébrios, então cuidamos deles, é para pescar, mas tenho pena de colocar eles no anzol”.

A minha coordenadora, Grasiela Rodrigues Dias, disse “Achei muito legal, porque é a realização de um sonho teu. É o início de tudo. Ficamos felizes vendo que tu está realizado. Tenho quatro cachorros”.

Agradeço ao Jornal A Gazeta pela estrutura e o apoio. Agradeço a também a Giordanna que sugeriu o projeto.

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Uma trajetória que começou em Campo Bom e atravessou continentes ganhou, em 2026, um capítulo inesquecível: a campo-bonense Camila Blos está entre os profissionais que participaram da produção do curta-metragem “A menina que chorava pérolas”, vencedor do Oscar na categoria de Melhor Curta-Metragem de Animação.

Radicada no Canadá desde 2001, Camila construiu uma carreira sólida nos bastidores do audiovisual. Ela se mudou para Montreal para estudar Administração de Empresas, após já ter realizado intercâmbio na França. Foi no país norte-americano que descobriu sua vocação para o cinema, iniciando de forma discreta em uma produtora especializada em documentários sobre povos indígenas. A partir dali, não parou mais.

Com passagens por diferentes produtoras e pela CBC, rádio pública do Canadá, Camila chegou à National Film Board (NFB), uma das instituições mais respeitadas do mundo na produção de documentários e animações, com mais de 80 anos de história e reconhecida por preservar a cultura e a memória canadense por meio do audiovisual.

No filme premiado, Camila atuou como coordenadora de produção, sendo responsável por áreas fundamentais como organização de filmagens, contratos, pagamentos, gravações de voz e toda a estrutura administrativa que permite que uma obra saia do papel. “Quando o cineasta chega com a ideia, a gente faz acontecer”, resume.

O curta “A menina que chorava pérolas” tem 17 minutos de duração e utiliza a técnica de stop motion, um processo artesanal em que marionetes são fotografadas quadro a quadro para criar movimento. O nível de detalhamento é tão alto que, em um bom dia de trabalho, a equipe consegue produzir cerca de dois segundos de animação.

A história acompanha um menino que observa, pela fresta da parede, a vida de sua vizinha, uma menina que, ao chorar, transforma lágrimas em pérolas, em meio a um ambiente marcado pela violência da madrasta. A narrativa delicada aborda temas como o primeiro amor, o encantamento e a sensibilidade diante do sofrimento alheio.

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Um campo-bonense precisa da solidariedade da comunidade para enfrentar um dos momentos mais difíceis de sua vida. Morador do bairro Aurora, no Loteamento Vida Nova, recém-inaugurado e adaptado para cadeirantes, Maurício Mateus Krummenauer, de 28 anos, ficou paraplégico após um grave acidente de trânsito ocorrido no dia 31 de agosto de 2025, na cidade de Osório.

O acidente aconteceu quando Maurício retornava para Campo Bom com familiares. Ao sair da BR-290 (FreeWay), o motorista perdeu o controle do veículo, que colidiu contra o guard-rail e capotou. Maurício e o tio estavam no banco traseiro e foram projetados para a parte da frente do carro, sofrendo fortes impactos contra o painel.

Ambos foram socorridos e encaminhados inicialmente ao Hospital São Vicente de Paulo, em Osório, sendo posteriormente transferidos para o Hospital Cristo Redentor, em Porto Alegre. Maurício precisou passar por cirurgia na coluna, mas, infelizmente, a lesão foi irreversível, resultando em paralisia do peito para baixo.

Além das graves consequências motoras, ele também enfrentou complicações respiratórias, com acúmulo de líquido nos pulmões, o que exigiu drenagem e ainda hoje provoca falta de ar e cansaço frequente. A condição dificulta até mesmo a locomoção com cadeira de rodas manual, tornando essencial o uso de uma cadeira motorizada.

Atualmente, Maurício busca arrecadar cerca de R$ 5 mil para a compra do equipamento, que garantirá mais autonomia e qualidade de vida. Antes do acidente, ele havia começado recentemente a trabalhar como motorista de aplicativo com moto, após sair de outro emprego. Contribuições financeiras podem ser realizadas através da chave Pix (51) 99762-1688.

Diante das limitações impostas pela nova realidade, ele também necessita do uso de fraldas e de cuidados contínuos. Apesar das dificuldades, Maurício mantém a esperança e acredita na força da solidariedade. “Qualquer valor ajuda, e compartilhar minha história já faz diferença”, destaca. A comunidade pode contribuir com doações e também ajudando na divulgação da campanha.

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  • Um incêndio atingiu uma residência na Rua Camaquã, no bairro Imigrante Norte, em Campo Bom, na manhã desta segunda-feira (15). O Corpo de Bombeiros foi acionado pelo proprietário do imóvel, que percebeu fumaça saindo da casa ao retornar de uma saída para levar a esposa ao hospital.

De acordo com os bombeiros, o morador permaneceu fora por cerca de 40 minutos. Ao voltar, encontrou a residência tomada pela fumaça e acionou a corporação.

No local, os bombeiros identificaram indícios de que o fogo tenha começado próximo a uma tomada onde havia um carregador de celular. As chamas atingiram inicialmente a área ao lado de um sofá e se espalharam para outros móveis da sala.

Segundo a corporação, quando o fogo alcançou parte do teto, uma tubulação hidráulica acabou contribuindo para conter a propagação das chamas ao liberar água sobre o foco do incêndio. Como a casa estava completamente fechada, a falta de oxigênio também dificultou o avanço do fogo, que passou a produzir principalmente fumaça e brasas.

Apesar de o incêndio não ter se espalhado para outros cômodos, a fumaça e a fuligem atingiram praticamente toda a residência. Os principais prejuízos foram registrados na sala, onde houve perda quase total de móveis e equipamentos, incluindo sofá, televisão e aparelho de ar-condicionado.

Durante a ocorrência, os bombeiros também resgataram três cadelas que estavam dentro da casa. Os animais foram localizados e retirados em segurança por um dos soldados da corporação.

As causas do incêndio deverão ser apuradas, mas a suspeita inicial é de que o sinistro tenha sido provocado por um problema elétrico relacionado ao carregador de celular.

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  • AG CONTIGO | 15.06

➡️ Semana será de baixas temperaturas no município.

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  • EXCLUSIVO | ✍️ @maurispengler 

A convite do professor de Sociologia Jeferson Nunes, o diretor e fundador do Jornal A Gazeta, Mauri Spengler, esteve conversando com os estudantes dos terceiros anos da Escola 31 de janeiro, sendo sabatinado pelos alunos abordando o quesito Opinião e, por consequência, os milhares de editoriais publicados pelo semanário.

Mauri apresentou resumidamente um breve histórico do Jornal A Gazeta desde a sua fundação, que aconteceu em 20 de agosto de 1986. Lembrando que a edição número 1 do semanário estampou a chamada principal: “Alunos do 31 de Janeiro ameaçam paralisar se não receberem professores”, um problema comum e corriqueiro que acontecia com as escolas estaduais daquela época.

Para o diretor Mauri Spengler, “o encontro foi bastante proveitoso pois oportunizou apresentar aos alunos do 31 como é o funcionamento e a editoria de um jornal que carrega consigo uma história de quase 40 anos, fazendo um jornalismo absolutamente de raiz, noticiando tudo de mais importante que acontece em nossa cidade”.

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  • O Team Zecão W7 voltou a se destacar nas pistas de bicicross com resultados expressivos em competições estadual e nacional. Na segunda etapa da Copa do Brasil de BMX, realizada em 30 de maio, em Balneário Camboriú (SC), a equipe conquistou dois títulos em uma competição que reuniu aproximadamente 400 pilotos de diversos estados brasileiros.
Os campeões foram Pedro Schierholt, da Liga Campo-bonense de Bicicross, vencedor da categoria Boys 12 anos, e Gabriel Derzete, do Clube 19 de Julho, campeão da categoria Boys 14 anos. Além dos títulos, outros atletas da equipe também alcançaram boas colocações na competição nacional.
Os bons resultados tiveram sequência no último domingo, durante a quarta etapa do Campeonato Gaúcho de Bicicross, que contou com cerca de 230 atletas de cidades como Campo Bom, Sapiranga, Ivoti, Novo Hamburgo, Venâncio Aires, Estrela, Santa Cruz do Sul, Lajeado, Santa Maria, Pelotas e outros municípios gaúchos. Na etapa estadual, o Team Zecão W7 conquistou oito títulos com:

Pietro Schuler (Boys 7 anos)
Heitor Winck (Boys 8 anos)
Romeu Vieira (Boys 10 anos)
Murilo Lago (Boys 11 anos)
Pedro Schierholt (Boys 12 anos)
João Rambo (Boys 13 anos)
Gabriel Derzete (Boys 14 anos)
Liah Oliveira (Girls 15/19 anos)

A equipe também somou vice-campeonatos com Lorenzo Finger (Boys 12 anos), Juliana Gehardt (Girls 9/10 anos), Sofia Felix (Girls 11/12 anos), João Cardoso (Men 17/24 anos) e Márcio Serrano Júnior (Men).
Os terceiros lugares ficaram com Otávio Mainardi (Boys 6 anos), Benjamin Finger (Boys 9 anos), Miguel Huhn (Boys 10 anos) e Samuel Machado (Escolinha 11/12 anos). Arthur Zardinelo (Boys 8 anos) e Davi Serrano (Boys 12 anos) terminaram em quarto lugar. Felipe Erthal (Boys 11 anos) ficou em sétimo, enquanto Enzo Farias encerrou sua participação na oitava colocação.

Para viabilizar a participação de todos os atletas no Brasileiro, a equipe também busca apoio da comunidade e de patrocinadores para auxiliar nos custos da viagem e da competição.

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Na véspera da estreia da Seleção Brasileira na Copa do Mundo FIFA 2026, marcada para este sábado (13), contra o Marrocos, o clima de expectativa já toma conta de Campo Bom. Pelas ruas, nas conversas e, principalmente, dentro de casa, o sentimento é de esperança, ansiedade e, acima de tudo, união. Mais do que futebol, a Copa volta a ocupar um espaço especial na vida das famílias, reacendendo tradições e fortalecendo laços.

No Centro de Campo Bom, a família de Jade Weiss, 27 anos, traduz bem esse espírito. Ao lado do companheiro Dadiér Ataydes, 42, e do filho Derick, de apenas 3 anos, ela vive a preparação para o Mundial de forma afetiva e cheia de significado. A casa já começa a ganhar cores verde e amarelo, com bandeirinhas, uma bandeira do Brasil em destaque e enfeites simples, mas carregados de simbolismo.
A motivação para a decoração veio do integrante mais novo da família. Foi Derick quem despertou o interesse pelo futebol dentro de casa, transformando a Copa em algo ainda mais especial. “Quando ele começou a demonstrar interesse pelos jogos, a gente decidiu alimentar essa tradição para criar memórias com ele”, conta Jade.

A família acompanha a competição desde 2022, quando o menino nasceu, em meio a um período em que o convívio familiar se intensificou. Agora, com mais consciência e curiosidade, Derick passa a vivenciar a experiência de forma ainda mais intensa, o que torna esta edição da Copa diferente das anteriores.

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  • Um capotamento registrado na manhã deste sábado (13) mobilizou equipes de resgate na Rua Victor Meirelles, nº 27, no bairro Santa Lúcia, em Campo Bom. O acidente ocorreu por volta das 6h30 e deixou três pessoas feridas.

Conforme informações do Corpo de Bombeiros Militar, ao chegarem ao local os socorristas encontraram o veículo capotado, com duas vítimas presas em seu interior e uma terceira pessoa já fora do automóvel.

O SAMU, que também atendeu a ocorrência, prestou os primeiros socorros à vítima que estava fora do veículo. Enquanto isso, os bombeiros iniciaram o trabalho de desencarceramento das duas pessoas que permaneciam presas nas ferragens.

Durante a operação, uma ambulância do município chegou para prestar apoio. Após a retirada da primeira vítima do interior do carro, ela foi imobilizada e encaminhada ao hospital Lauro Reus, pela equipe municipal. Na sequência, os bombeiros realizaram o resgate da segunda vítima que estava no veículo, efetuando os procedimentos de atendimento pré-hospitalar e encaminhando-a ao hospital na ambulância da corporação.

As três vítimas receberam atendimento no local e foram conduzidas para avaliação médica. Até o momento, não foram divulgadas informações sobre o estado de saúde dos envolvidos nem sobre as causas do acidente.

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