O que nasceu da necessidade de dar visibilidade à causa da surdocegueira se transformou, ao longo dos anos, em uma rede de acolhimento, atendimento e inclusão. Em Campo Bom, o Coletivo Movimento Acessível atua diretamente com crianças e adolescentes com deficiência e suas famílias, oferecendo serviços gratuitos e buscando ampliar sua estrutura. Para isso, o grupo procura parceiros que possam ajudar a realizar um sonho: conquistar uma sede própria para os atendimentos.
Atualmente, três profissionais de fonoaudiologia, psicologia e assistência social realizam os acompanhamentos nas casas dos alunos. São 12 crianças e adolescentes, de 4 a 17 anos, atendidos pelo projeto, enquanto outras quatro passam por triagem para ingressar. O trabalho, porém, vai além dos estudantes. O acolhimento dos cuidadores, sejam pais, mães ou outros familiares, é parte fundamental da proposta, fortalecendo vínculos e permitindo conhecer de forma mais profunda a realidade de cada criança. “Nosso propósito é garantir que nenhuma pessoa se sinta invisível. A inclusão é sobre pertencimento, autonomia e dignidade”, destaca a professora Dra. Fernanda Cristina Falkoski, uma das fundadoras do coletivo.
A falta de um espaço físico, no entanto, limita a ampliação das atividades. O Movimento Acessível busca uma empresa ou entidade que possa ceder um local para a instalação da sede, já que atualmente não possui recursos para custear aluguel ou adquirir um imóvel. A estrutura permitiria oferecer os atendimentos com mais conforto, privacidade e acolhimento às famílias.
O coletivo já conta com móveis e equipamentos necessários para os serviços especializados e também com voluntários interessados em atuar diretamente com as crianças. Todos aguardam apenas a disponibilidade de um espaço adequado para iniciar uma nova etapa do projeto, ampliando, assim, o número de pessoas atendidas e também as atividades ofertadas.
Formação também faz parte da atuação
Mesmo sem sede, o Movimento Acessível mantém uma agenda voltada à educação inclusiva. No dia 3 de agosto, o coletivo ministrou a formação “Inclusão 360° no cotidiano escolar”, destinada aos Auxiliares de Ensino e Estagiários da Rede Municipal de Campo Bom. Conduzida pela professora Dra. Fernanda Falkoski, doutora em Educação Especial, especialista em Neuroeducação e Educação Inclusiva, a atividade abordou estratégias de manejo no ambiente escolar, trabalho colaborativo e práticas para tornar os espaços mais acolhedores e acessíveis.
Outra formação ocorre na próxima terça-feira (18). Com o tema “Alfabetização Inclusiva 360°”, o curso será realizado de forma on-line, às 19h30, com duração de duas horas e certificado. Serão abordados temas como alfabetização e letramento, consciência fonológica, metodologias, recursos pedagógicos, público-alvo da Educação Especial, mediação e práticas inclusivas.
O investimento é de R$ 50, pelo Pix CNPJ 62.014.216/0001-63. Os recursos arrecadados ajudam no pagamento das despesas do projeto e na manutenção das ações gratuitas oferecidas pelo coletivo.
Mais do que uma iniciativa em busca de apoio, o Movimento Acessível já representa uma rede que atende famílias, acolhe cuidadores e capacita profissionais. Agora, busca parceiros para transformar esse trabalho em uma estrutura permanente, capaz de ampliar os atendimentos e oferecer um espaço ainda mais preparado para crianças, adolescentes e suas famílias.
Para conhecer o projeto, acesse movimento-acessivel-hub.org ou acompanhe o Instagram @coletivomovimentoacessivel.






