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Prevenção e diagnóstico precoce são as boas e velhas armas contra o câncer de mama

Redação / AG por Redação / AG
15 de outubro de 2019
em Saúde
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Prevenção e diagnóstico precoce são as boas e velhas armas contra o câncer de mama
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No Outubro Rosa, AG vai apresentar série especial de reportagens: Matérias vão estar presentes em três edições deste mês, alertando sobre a importância da prevenção do câncer de mama

Alterações na cor e na textura da pele das mamas, coceira, ardência e dor na região, entre outros sinais facilmente perceptíveis, podem ser sintomas de câncer de mama, uma das patologias que mais acometem mulheres no Brasil e no mundo. De acordo com dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca), a doença responde por aproximadamente 28% dos novos casos a cada ano. Relativamente raro antes dos 35 anos, mas com alta progressiva nos índices, especialmente após os 50 anos, esse tumor, quando descoberto no estágio inicial, pode ser tratado com sucesso em mais de 90% das pacientes. Já nos casos mais avançados, descobertos no estágio três ou quatro, a taxa de cura pode ser menor que 20%.

Além disso, quando o tumor é descoberto precocemente, permite a sugestão de um protocolo mais conservador, tanto em relação à preservação da mama, com cirurgias menos mutilantes, quanto no que se refere aos tratamentos sistêmicos. No tratamento de tumores iniciais, nem sempre a quimioterapia é necessária. Entre os exames de imagem que sucedem a análise física, a mamografia é o principal método para o diagnóstico do câncer de mama, pois identifica lesões muito pequenas — inclusive as não palpáveis, ou seja, aquelas que não podem ser identificadas durante o exame clínico.

Em Campo Bom a palavra chave quando falamos sobre câncer de mama é rastreio. O rastreamento consiste na realização de exames em pessoas sem sintomas, integrantes de determinados grupos populacionais nos quais a incidência de câncer é mais alta. “Seu objetivo é identificar a possibilidade de existência de tumores em estágios iniciais, com chance de acesso mais rápido ao tratamento, reduzindo a mortalidade e melhorando a qualidade de vida das pacientes”, pontua Vanessa Paez Flores, coordenadora do Centro Materno Infantil (CMI), responsável pelo acompanhamento de todos os diagnósticos no município, que completa “normalmente, o exame realizado nessa fase detecta, casos presentes, alterações que podem indicar o câncer, sendo necessário, posteriormente, realizar outros procedimentos confirmatórios para se ter o diagnóstico definitivo. Esses exames adicionais já não são considerados de rastreamento e sim de diagnóstico”.

Estratégias de Rastreamento

O rastreamento pode ser classificado como oportunístico ou organizado. O primeiro ocorre quando a pessoa busca um serviço de saúde por algum outro motivo e o médico aproveita a oportunidade para solicitar exames para rastrear uma doença ou fator de risco. Já o segundo ocorre quando são definidos programas, como o que acontece em Campo Bom, para investigação sobre grupos populacionais, focados em detectar doenças antes que os sintomas se manifestem. Neste aspecto, os Agentes de Saúde da Família desempenham uma função essencial. “Todos os profissionais são treinados para atuar na prevenção e diagnóstico precoce. E como os Agentes estão em contato direto diariamente com as famílias o papel deles de conscientização e encaminhamento é fundamental”, revela.

400 mamografias por mês

Atualmente, de acordo com informações solicitadas pelo AG, são realizadas mensamente 400 mamografias em Campo Bom, todas elas passam pelo CMI onde é feita a análise e classificação de risco de cada paciente. “Esse trabalho é minucioso, todos os aspectos são observados para melhor encaminhamento das pacientes. Havendo alterações na mamografia nós mesmos agendamos a consulta com a mastologista e entramos em contato com a paciente informando a data da mesma. Agilizando o atendimento e posteriormente o tratamento”, explica Vanessa.

A lei nº 12.732 delimita o prazo máximo de 60 dias para o início do tratamento de pacientes da oncologia no Sistema Único de Saúde (SUS). Mas para as moradoras de Campo Bom, Estância Velha, Dois Irmãos, Ivoti e Novo Hamburgo, a espera tem sido bem mais longa. Os municípios têm como referência em oncologia o Hospital Regina, situado em Novo Hamburgo, mas as 90 vagas gerais para primeiro atendimento já não suprem a demanda da região e a espera hoje pode chegar a 150 dias. Fator que atrasa e atrapalha o início do tratamento. “Essa é uma grande falha a qual o município não tem como interceder e solucionar. A demanda vem em uma crescente, ano após ano, e o Ministério da Saúde não está conseguindo dar o suporte necessário”, comenta Vanessa.

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  • AG CONTIGO | 17.05

➡️ Conferência Municipal de Saúde, acontece neste sábado, 20.

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  • Diante da previsão de queda acentuada nas temperaturas nos próximos dias, a Prefeitura de Campo Bom disponibilizará abrigo emergencial para pessoas em situação de rua nas noites desta terça-feira (16) e quarta-feira (17). O anúncio foi feito pelo secretário municipal de Desenvolvimento Social e Habitação, Gabriel Colissi.

A estrutura será instalada no Ginásio Municipal Karl Heinz Kopittke, onde serão oferecidos acolhimento, camas, cobertores, banho quente e refeições. A iniciativa busca garantir proteção e dignidade às pessoas em situação de vulnerabilidade durante o período de frio intenso.

A ação contará com o trabalho das equipes do Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS), que realizarão buscas ativas pelas ruas da cidade para orientar e encaminhar as pessoas em situação de rua ao abrigo.

A comunidade também poderá colaborar informando casos de pessoas que necessitem de acolhimento. Os contatos podem ser feitos junto à Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social e Habitação ou à Guarda Municipal, pelo telefone 153.

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  • Uma mulher de aproximadamente 50 anos foi encaminhada ao Hospital Lauro Reus após se envolver em um acidente de trânsito na tarde desta terça-feira (16), em Campo Bom. O caso ocorreu por volta das 16h53, na Rua Pastor Frederico, no Centro da cidade.

Conforme o Corpo de Bombeiros Militar, a ocorrência foi registrada inicialmente como suspeita de vítima presa nas ferragens após o tombamento de um veículo. Ao chegarem ao local, os bombeiros encontraram a condutora já fora do automóvel, retirada por populares que prestaram auxílio logo após o acidente.

Segundo informações, a motorista apresentava sinais de confusão e relatou não se lembrar do que havia acontecido. A suspeita é de que ela tenha sofrido um mal súbito enquanto dirigia. O veículo acabou colidindo contra outro carro que estava no local e, na sequência, tombou.

Apesar da gravidade da ocorrência, a mulher não apresentava ferimentos aparentes. Os airbags laterais do automóvel foram acionados durante o acidente, contribuindo para a proteção da condutora.

A equipe dos bombeiros realizou a estabilização do veículo, que permanecia tombado e apresentava risco de movimentação, além da avaliação inicial da vítima e da imobilização cervical preventiva. Posteriormente, ela foi encaminhada ao Hospital Lauro Reus para avaliação médica.

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  • AG CONTIGO | 16.06

➡️ UBS Paulista terá atendimento pediátrico noturno.

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  • COLUNA | ✍ @allandyegopimentel 

A recente decisão do Supremo Tribunal Federal, proferida na última semana, analisou um dos temas mais relevantes da Previdência Social nos últimos anos: a aposentadoria especial. Para quem não está familiarizado com o assunto, trata-se do benefício destinado aos trabalhadores expostos, durante sua vida profissional, a condições que colocam em risco sua saúde ou sua integridade física.
Em uma votação apertada, o STF declarou a inconstitucionalidade da exigência de idade mínima criada pela Reforma da Previdência de 2019. Uma exigência que, desde o início, foi alvo de inúmeras críticas por contrariar a própria finalidade do benefício.

Afinal, essa espécie de aposentadoria não surgiu como privilégio, mas sim como um verdadeiro instrumento de proteção ao trabalhador. Seu objetivo nunca foi apenas reconhecer determinado tempo de serviço, mas evitar que pessoas submetidas a agentes nocivos permanecessem expostas por períodos excessivos e sofressem prejuízos significativos à sua saúde e à sua qualidade de vida. Estamos falando de trabalhadores que convivem diariamente com ruídos intensos, produtos químicos, agentes biológicos e outras condições capazes de comprometer sua saúde ao longo dos anos.

Com a Reforma da Previdência de 2019, além do tempo mínimo de exposição, passou-se a exigir também uma idade mínima para a obtenção do benefício. Na prática, isso significava que muitos trabalhadores, mesmo após completarem os 15, 20 ou 25 anos de atividade especial exigidos pela legislação, precisavam continuar trabalhando em ambientes insalubres até atingir a idade necessária para se aposentar.
Foi justamente esse ponto que levou a questão ao Supremo. Para a maioria dos ministros, a exigência de idade mínima esvaziava a lógica protetiva da aposentadoria especial. Se o benefício existe para limitar a exposição a agentes nocivos, obrigar o trabalhador a permanecer por mais tempo nessas condições significava, em muitos casos, prolongar justamente o risco que a própria legislação busca evitar.

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Nos últimos anos, o câncer de intestino tem chamado cada vez mais atenção da população e dos profissionais de saúde. Considerado um dos tipos de câncer mais frequentes no mundo, ele desperta dúvidas, preocupações e, infelizmente, também muitos mitos relacionados à alimentação.
É comum encontrar informações que prometem prevenir ou até curar o câncer por meio de alimentos específicos, dietas restritivas ou receitas milagrosas. No entanto, a ciência nos mostra uma realidade diferente: não existe um único alimento responsável pelo surgimento ou pela cura do câncer de intestino. O que realmente influencia o risco da doença é o conjunto de hábitos que cultivamos ao longo da vida.
A alimentação tem um papel importante na prevenção porque o intestino está em contato direto com tudo o que consumimos. Dietas ricas em frutas, verduras, legumes, feijões, lentilhas e cereais integrais fornecem fibras e diversos compostos naturais que ajudam a manter o intestino saudável. As fibras, por exemplo, auxiliam no funcionamento intestinal e contribuem para o equilíbrio da microbiota, conjunto de microrganismos que habita nosso intestino e participa ativamente da saúde do organismo.

Por outro lado, estudos apontam que o consumo frequente de carnes processadas, como salsicha, linguiça, presunto, salame e bacon, está associado a um aumento do risco para câncer colorretal. Isso não significa que uma pessoa desenvolverá a doença por consumir esses alimentos ocasionalmente, mas reforça a importância da moderação e da construção de hábitos alimentares equilibrados.
Também é importante esclarecer que não existem alimentos milagrosos com capacidade comprovada de prevenir ou curar o câncer. Alho, cúrcuma, chás, sucos verdes e outros alimentos podem fazer parte de uma alimentação saudável, mas não substituem exames preventivos, acompanhamento médico ou tratamentos indicados pelos profissionais de saúde.

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  • EXCLUSIVO | ✍ @mairanpacheco 

Uma trajetória que começou em Campo Bom e atravessou continentes ganhou, em 2026, um capítulo inesquecível: a campo-bonense Camila Blos está entre os profissionais que participaram da produção do curta-metragem “A menina que chorava pérolas”, vencedor do Oscar na categoria de Melhor Curta-Metragem de Animação.

Radicada no Canadá desde 2001, Camila construiu uma carreira sólida nos bastidores do audiovisual. Ela se mudou para Montreal para estudar Administração de Empresas, após já ter realizado intercâmbio na França. Foi no país norte-americano que descobriu sua vocação para o cinema, iniciando de forma discreta em uma produtora especializada em documentários sobre povos indígenas. A partir dali, não parou mais.

Com passagens por diferentes produtoras e pela CBC, rádio pública do Canadá, Camila chegou à National Film Board (NFB), uma das instituições mais respeitadas do mundo na produção de documentários e animações, com mais de 80 anos de história e reconhecida por preservar a cultura e a memória canadense por meio do audiovisual.

No filme premiado, Camila atuou como coordenadora de produção, sendo responsável por áreas fundamentais como organização de filmagens, contratos, pagamentos, gravações de voz e toda a estrutura administrativa que permite que uma obra saia do papel. “Quando o cineasta chega com a ideia, a gente faz acontecer”, resume.

O curta “A menina que chorava pérolas” tem 17 minutos de duração e utiliza a técnica de stop motion, um processo artesanal em que marionetes são fotografadas quadro a quadro para criar movimento. O nível de detalhamento é tão alto que, em um bom dia de trabalho, a equipe consegue produzir cerca de dois segundos de animação.

A história acompanha um menino que observa, pela fresta da parede, a vida de sua vizinha, uma menina que, ao chorar, transforma lágrimas em pérolas, em meio a um ambiente marcado pela violência da madrasta. A narrativa delicada aborda temas como o primeiro amor, o encantamento e a sensibilidade diante do sofrimento alheio.

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