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Nei da Silveira transforma objetos antigos em memória viva de Campo Bom e do mundo

Redação / AG por Redação / AG
13 de junho de 2025
em Comunidade
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Nei da Silveira transforma objetos antigos em memória viva de Campo Bom e do mundo

Briane Colissi/AG

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Nei da Silveira soma mais de 18 mil chaveiros, mil copos de chopp e muitos objetos que contam histórias

O entrevistado desta edição é alguém cujo acervo é mais antigo do que ele próprio. Nei Paulo da Silveira, de 55 anos, nasceu em Montenegro, mas foi em Campo Bom que construiu sua história. Chegou à cidade ainda pequeno, aos quatro anos de idade. Desde então, vem colecionando objetos que atravessam décadas e carregam memórias únicas, muitas delas ligadas à própria história campo-bonense.
Pai de Artur Gabriel, de 25 anos, e de Patrícia Carolina, de 32. Nei trabalha atualmente com instalações hidráulicas, e é justamente no exercício da profissão que, muitas vezes, encontra verdadeiros tesouros escondidos: objetos esquecidos em casas antigas ou descartados, mas que ganham novo valor quando passam a fazer parte de suas coleções.

A paixão por colecionar começou no ano de 2001, durante as tradicionais gincanas de bairro, quando Nei era presidente da Associação de Moradores do Bairro Paulista. Na época, os chaveiros e copos de chopp eram itens comuns nas provas, e acabaram se tornando as primeiras peças do seu acervo pessoal. O que começou com poucos objetos se transformou em uma coleção impressionante: hoje, são mais de 18 mil chaveiros e cerca de mil copos de chopp, cada um com sua própria história.
Para ampliar sua coleção, Nei participa de feiras especializadas e mantém contato com outros colecionadores.

A paixão por colecionar começou no ano de 2001, durante as tradicionais gincanas de bairro, quando Nei era presidente da Associação de Moradores do Bairro Paulista. Na época, os chaveiros e copos de chopp eram itens comuns nas provas, e acabaram se tornando as primeiras peças do seu acervo pessoal. O que começou com poucos objetos se transformou em uma coleção impressionante: hoje, são mais de 18 mil chaveiros e cerca de mil copos de chopp, cada um com sua própria história.


Para ampliar sua coleção, Nei participa de feiras especializadas e mantém contato com outros colecionadores. Ele também recorre à internet, onde garimpa itens raros e encontra oportunidades únicas. “A gente sempre está de olho. Às vezes, acha uma relíquia por acaso”, conta.
Nei revela que sua busca é guiada por uma meta organizada: “Eu tenho um livro dos itens raros, e tento trabalhar em cima do livro. Já completei praticamente 60% dele”, explica. E mesmo com tantos objetos, ele ainda tem desejos em aberto, como encontrar o boneco da Pepsi de 1998, item raro, difícil de achar e com valor elevado no mercado.
A rotina do colecionador é movida a pesquisa e organização. “Quando chega um lote de compras, eu vou pesquisar o que tem, e separo o que dá pra vender e o que vou ficar pra mim. E sempre tem novidades. Na coleção tu nunca pode dizer ‘tenho tudo’”, afirma.


Entre os objetos que mais despertam seu afeto estão os copos dos Trapalhões, que marcaram sua infância, e uma luminária com bonecos dos Thundercats, desenho que ele acompanhava com entusiasmo quando criança.
Além de colecionar, Nei também restaura muitos dos objetos que adquire. “Principalmente os mais artesanais, que não perdem valor com variações. Quando vem danificado, eu mesmo dou um jeito”, explica.
Para Nei, o verdadeiro valor das peças vai além do material. “Pra mim, nada é lixo. Eu respeito todo tipo de coleção, assim como eu tenho várias coisas”, afirma com convicção.
A família, longe de estranhar o hobby, participa ativamente da busca. A namorada Fernanda de Souza Amaral, o ajuda bastante aos finais de semana, ajudando a garimpar, participando das feiras e separando itens que chegam.
Com espírito de preservação e muito entusiasmo, Nei deixa um recado:
“Não coloquem fora. Arrumem um destino. Se tiver alguém interessado em vender, doar ou trocar, eu tô à disposição pra conversar. Para não se perder.”

Quer trocar, doar, vender ou alugar um item colecionável? Entre em contato com Nei pelo número (51) 99539-7300.

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Neste 8 de março, celebramos o Dia Internacional da Mulher reconhecendo a força, a sensibilidade e a determinação de mulheres que transformam realidades todos os dias. Mais do que uma data comemorativa, é um momento de reflexão sobre conquistas, desafios e, principalmente, sobre o papel essencial que elas desempenham na construção de uma sociedade mais justa, humana e igualitária. Em cada espaço ocupado, seja na liderança, no cuidado, na gestão ou no trabalho diário, há histórias de coragem, dedicação e inspiração.

Sofia Godoy, Atleta.

Apesar da pouca idade, a skatista Sofia Godoy já se mostra um exemplo de mulher a ser seguido. Atualmente com 17 anos, a atleta iniciou no esporte aos 11, por influência do pai. Ainda que o skate tenha sido, por muitos anos, uma prática majoritariamente masculina, Sofia conta que não sentiu preconceito quando iniciou nas competições, pois outras mulheres já haviam iniciado anteriormente. “Sei que se eu tivesse começado pouco tempo antes, isso provavelmente teria sido diferente. Gosto muito de escutar as meninas que começaram no skate por minha influência, isso com certeza me motiva ainda mais”, conta.
A jovem skatista que leva o nome de Campo Bom em competições mundo afora aconselha meninas que sonhem em viver do esporte. “Se esse é seu sonho, não desista. Mesmo que tenham momentos difíceis, é muito importante que sua vontade de realizar seja muito maior que os dias ruins. Claro que você vai cair, às vezes se machucar, mas tem que sempre levantar e ir de novo, já pronta para a próxima”, conclui.

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Marlete da Silva, Industriária.

A comunidade campo-bonense sempre foi marcada pela sua resiliência e pela força do trabalho. Marlete da Silva, de 56 anos, é uma das mulheres que tão bem representam a classe trabalhadora da cidade. Atuando como conserteira em fábrica de calçados, ela criou os dois filhos, atualmente com 20 e 28 anos, como mãe solo. “Acho que o Dia da Mulher é muito importante para fortalecer o crescimento de mulheres que passaram por alguma situação e conseguiram dar a volta por cima, independente do que passou. Com muito orgulho, eu sou uma delas”, menciona.

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Elizane Barcelos, Empresária.

Uma empresa familiar que iniciou pelas mãos e talento de uma mulher e, hoje, se tornou uma das principais marcas da cidade. Elizane Barcelos de Menezes, de 54 anos, é mãe de três filhos e avó de dois netos. Iniciou na produção calçadista há 17 anos e consagrou a empresa Zanni Barcelos como uma marca conceituada. Como mulher, ela destaca os desafios de empreender. “Acho que a maior dificuldade é conciliar casa e trabalho. Sendo empresária, temos muitas demandas que exigem nossa presença constante”, comenta. Para mulheres que sonhem em começar o próprio negócio, ela deixa um conselho. “Analisar a viabilidade do empreendimento e começar, ter muita determinação. Vão surgir muitas dificuldades, tem que ter muita resiliência pra vencer”, reforça.

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Brenda Brentano, Maquiadora.

Atuar na área da beleza é muito mais do que cuidar da aparência das pessoas. O que começou como um hobby se transformou em paixão e profissão para a maquiadora Brenda Brentano, de 33 anos. “Eu digo que a maquiagem que me escolheu. Comecei a me automaquiar, justamente para elevar minha autoestima. Minhas amigas começaram a me pedir para maquiá-las, pois gostavam do que eu fazia, o que acabou virando um hobby. Depois, decidi me aprofundar no assunto e seguir como profissão”, conta.
Ela conta a satisfação de ver a felicidade no olhar de cada cliente. “Pra mim é muito gratificante ver minhas clientes se amando, gostando de se ver bonita, a maioria das vezes uma beleza que sempre esteve ali, mas estava escondida por não tirar um momento para si. Ver elas bem e empoderadas é indescritível, saber que estou trazendo à tona algo bom e relevante para a vida delas. Com certeza é umas das coisas que me move a seguir nessa profissão”, conclui.

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Naama da Rosa, Enfermeira.

Aos 34 anos, Naama Laísa da Rosa ocupa o cargo de coordenadora das Unidades de Internação do Hospital Lauro Reus e docente. Profissional da enfermagem há 14 anos, ela destaca que, apesar de cerca de 85% dos profissionais da saúde serem mulheres, os cargos de liderança são ocupados, majoritariamente, por homens. “É um desafio ocupar e manter um cargo de liderança sendo mulher, onde existem barreiras culturais e estruturais de muitos anos. Temos que mostrar que temos competência e capacidade para alcançar esse cargo, muito mais que os homens”, destaca.
Para Naama, a busca constante pelo conhecimento é o caminho para conquistar os objetivos. “Sempre há novos estudos, protocolos, fluxos, a ciência é muito rápida nas descobertas e evoluções. A mulher que quer crescer e se desenvolver em cargos de gestão e liderança na área da saúde precisa ter conhecimento tanto nos processos de saúde, quanto de gestão e desenvolver a liderança. Além de resiliência e paciência para lidar com os desafios diários”, reforça, lembrando que o caminho é árduo, porém, recompensador. “É uma área que vale a pena, pois fazemos a diferença na vida das pessoas e dos profissionais que lideramos. Ser líder na área da saúde é ser referência para os profissionais e auxiliar em uma melhor assistência ao paciente sob nossos cuidados, e apesar de todos os obstáculos, o resultado desse trabalho é gratificante”, pontua.

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Josiane Wais, Sargento da Brigada Militar.

Há 14 anos, Josiane Wais compõe o efetivo da Brigada Militar do Rio Grande do Sul. Aos 32 anos de idade, é uma das mulheres que atua em Campo Bom, no posto de 1° Sargento da BM. Para ela, a atuar na Segurança Pública exige decisões firmes, equilíbrio emocional e postura diante de situações complexas. “Sendo mulher, além dos desafios próprios da função, também assumimos a responsabilidade de abrir caminhos e fortalecer a presença feminina na instituição. Ainda é uma área majoritariamente masculina, mas temos demonstrado, ao longo dos anos, que estamos plenamente preparadas para ocupar qualquer espaço”, pontua.
Sgt Wais encoraja outras mulheres que desejam entrar para a Segurança Pública. “Não é uma profissão simples. Exige disciplina, preparo físico e emocional e muita responsabilidade. Mas também é uma carreira extremamente gratificante, porque lidamos diretamente com a proteção da sociedade. Meu conselho é: estudem, se qualifiquem e ingressem sabendo que vocês pertencem a esse espaço. O lugar da mulher é onde ela decide estar”, finaliza.

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