Celebrado neste domingo, 9 de agosto, o Dia dos Pais é uma data que vai além das homenagens familiares e do comércio aquecido. A origem da comemoração remonta ao início do século XX, nos Estados Unidos, quando a jovem Sonora Smart Dodd propôs a criação de um dia dedicado aos pais, inspirada pela história de seu próprio pai, que criou sozinho os filhos. No Brasil, a celebração passou a ser difundida a partir da década de 1950, consolidando-se como um momento de reconhecimento à figura paterna em suas múltiplas formas e significados.
Ao longo dos anos, o conceito de paternidade evoluiu e ganhou novas camadas, acompanhando as transformações sociais. Hoje, ser pai vai muito além do papel tradicional de provedor: envolve cuidado, presença, afeto e participação ativa na formação dos filhos. Em Campo Bom, essa diversidade de experiências se reflete nas trajetórias de homens que exercem a paternidade em diferentes contextos, seja na vida pública, nos serviços essenciais ou no cotidiano familiar.
Nesta edição especial, a reportagem destaca histórias de pais que representam distintos setores da comunidade campo-bonense; da política à saúde, um pai e avô que formou uma grande família, além de um olhar sensível sobre a vivência de um pai atípico. São relatos que evidenciam desafios, aprendizados e, sobretudo, o compromisso diário de cuidar, educar e inspirar, reforçando o verdadeiro significado de ser pai nos dias de hoje.
Aos 70 anos, Jorge Luiz Martins de Oliveira se orgulha ao olhar para a própria família e ver que todo o esforço que teve para construí-la valeu a pena. Pai de Darissa, Damiana e Dariele e avô de Augusto, Giovana, João, Pedro e Matheus, ele define a experiência com alegria. “Ser pai é maravilhoso e ser avô, então, é muito maravilhoso, porque é ser pai duas vezes”, conta. Jorge lembra que, por alguns momentos, precisou enfrentar a distância das filhas durante viagens a trabalho. “Foi bastante difícil, mas, graças a Deus, deu tudo certo. Conseguimos formar as três filhas na faculdade, apesar de alguns sacrifícios. Hoje, temos uma família unida e feliz, baseada em lealdade e muito carinho”, destaca.
Comemorando pela primeira vez o Dia dos Pais como pai, o presidente da Câmara de Vereadores, João Paulo Berkembrock, aguarda vive a ansiedade da espera pelo nascimento do primeiro filho, João Francisco. “É complexo transformar em palavras, pois sempre dizem que, ao descobrir a gestação, a mãe já se torna mãe, enquanto o pai se torna pai ao pegar o filho no colo pela primeira vez”, conta. “Eu sempre fui muito seguro nas minhas decisões com a maior dose de responsabilidade possível a partir do momento que formei uma família. Então, desde já, busco ter ainda mais cuidado com a minha esposa, com a nossa casa”, reflete o vereador.
Filho único do bancário aposentado Waldir Berkembrock, o cirurgião dentista dedica ao pai o exemplo que quer ser para João Francisco. “O que eu sei até aqui é muito mais por ser filho, por ter um exemplo positivo do meu pai. Acho que vou aprender com meu filho a partir do momento de ver meu filho, de saber que a vida que está nas minhas mãos depende totalmente de mim”, reforça. “É indescritível a sensação de viver a gestação, o misto do medo do início, a expectativa de saber se tudo vai dar certo. E agora a alegria de ver meu filho nos exames, evoluindo e crescendo saudável, são coisas que se somam no dia a dia e vão culminar no nascimento dele”, resume.
Se a paternidade, por si só, já é um desafio e tanto, criar um filho atípico exige ainda mais maturidade, responsabilidade e paciência. O empreendedor Patricio Ramos, de 50 anos, é pai do pequeno Davi Lucca, de 11, portador do Transtorno do Espectro Autista (TEA).
“Ser um pai atípico me ensinou a ser mais forte pra superar todos os desafios que não são poucos, mas o Davi me dá a cada dia mais força pra seguir em frente. Davi é o nosso grande milagre e quem me ensina a cada dia ser mais forte”, define.
Um dos médicos mais reconhecidos da cidade, o Dr. Emilio Carlos Germann, 71 anos, também vive a paternidade. Pai de Ana Paula, 46, é Luis Fernando, 44, ele resume a experiência de ter formado uma família em sentimento pleno.
“Em anos anteriores, responderia de outra forma. Agora, com filhos e netos, a paternidade, para mim, representa a oportunidade de viver o amar na sua plenitude”, define.



