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Desvendando o mundo dos fungos brasileiros

Redação / AG por Redação / AG
8 de setembro de 2023
em Comunidade
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Desvendando o mundo dos fungos brasileiros

Giordanna Vallejos/AG

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Campo-bonense Jeferson Müller Timm revela como a paixão pela natureza o levou a criar um guia fotográfico pioneiro sobre os fungos do Brasil

Por Giordanna Vallejos

Há um reino misterioso escondido nos recantos da natureza brasileira, um mundo pouco explorado e cheio de segredos fascinantes. Foi em busca desse universo pouco conhecido que Jeferson Müller Timm, biólogo do município de Campo Bom e amante da fotografia, decidiu lançar, em 2022, a terceira edição do livro “Primavera Fungi”. Um projeto que começou com uma ideia ousada em 2019 e que, desde então, tem conquistado não apenas os cientistas, mas também a mente curiosa de todos aqueles que desejam se aventurar na compreensão desse reino efêmero e mágico dos fungos.

Uma ideia pioneira

Em 2005, quando Jeferson iniciou sua jornada acadêmica como bolsista de graduação, ele se deparou com uma lacuna preocupante em sua pesquisa: a falta de um guia de fungos com fotos brasileiro. “Só tínhamos livros em preto e branco ou guias estrangeiros. Era um desafio identificar nossas espécies locais”, lembra Jeferson. A inspiração para preencher essa lacuna veio de seu orientador e de sua paixão pela fotografia.

A ideia de criar um guia fotográfico completo sobre os fungos brasileiros foi amadurecendo ao longo dos anos, mas apenas em 2019, com a ascensão do financiamento coletivo, o projeto finalmente decolou. “Deu super certo porque é um livro direcionado para quem não é cientista, com uma abordagem mais popular, sem deixar de lado os principais termos técnicos”, explica Jeferson. Seu objetivo era simples, mas ambicioso: tornar o mundo dos fungos acessível para todos, desmistificando os tabus que cercam esses organismos.

Explorando o reino dos fungos

O “Primavera Fungi” não é apenas um livro de referência. Ele é uma porta de entrada para um mundo fascinante. Além de fornecer informações sobre a biologia dos fungos, Jeferson enfatiza a importância ecológica desses organismos, que estão mais próximos dos animais do que das plantas. Surpreendentemente, apenas 6% das espécies de fungos são conhecidas até hoje, e novas descobertas estão acontecendo, como uma possível espécie nova encontrada na Mata Leste, em Campo Bom.
O livro também aborda a questão nutricional dos fungos, desfazendo mitos. Além disso, o guia oferece receitas, algumas criadas pelo próprio autor e outras contribuídas por chefs renomados.

Caçadas de cogumelos

Além da publicação do livro, Jeferson promove atividades para aproximar as pessoas do mundo dos fungos, como as caçadas de cogumelos. “A maioria dos interessados são pessoas que querem comer cogumelos, sejam veganas ou entusiastas da culinária”, diz ele. Essas caçadas, que surgiram a partir de 2018, buscam resgatar o instinto de caçador-coletor e a conexão com a natureza, além da educação ambiental.

A paixão de Jeferson pelos fungos é palpável, e seu trabalho está contribuindo para desmitificar e popularizar esse reino misterioso. Ele acredita que, à medida que mais pessoas se conectarem com os fungos brasileiros, nossa compreensão e apreciação pela biodiversidade aumentarão.

Lançamento do livro

Para aqueles que desejam explorar o mundo dos fungos e a biodiversidade brasileira, Jeferson oferece cursos de identificação de fungos, as “caçadas de cogumelos”, focados não apenas nos comestíveis, mas também no papel ecológico, medicinal e intrigante desses organismos.

O lançamento oficial do livro, ocorrerá na Feira Ecológica de Porto Alegre, no sábado, dia 16 de setembro. Para adquirir os livros ou ter mais informações sobre as caçadas de cogumelos, acesse o site e o Instagram oficial (https://primaverafungi.com/) (https://www.instagram.com/primaverafungi/).

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  • Os vereadores de Campo Bom aprovaram por unanimidade, na sessão ordinária desta segunda-feira (27), um projeto de lei que determina a suspensão da cobrança da tarifa de abastecimento de água em situações de descontinuidade do serviço ou quando o fornecimento ocorrer fora dos padrões de potabilidade.

A proposta, assinada por todos os parlamentares da Câmara Municipal, representa mais um passo no trabalho de fiscalização dos serviços prestados pela Corsan e agora segue para sanção do prefeito Giovani Feltes.
O projeto tem como objetivo garantir que a cobrança da tarifa ocorra apenas quando o serviço for prestado de forma eficiente, contínua e segura. A medida também busca coibir falhas e inadequações no abastecimento, prevendo a criação de um mecanismo administrativo que permita à Prefeitura suspender a cobrança sempre que forem constatadas irregularidades.

Durante a mesma sessão, os vereadores também aprovaram, por unanimidade, uma moção de repúdio à Aegea/Corsan, em razão da precariedade do serviço prestado no município.

Além disso, foram aprovados três pedidos de informação, três requerimentos, dois projetos de lei e uma moção. A sessão contou ainda com a participação do secretário municipal de Desenvolvimento Social, Gabriel Colissi, que apresentou dados e detalhou as ações do município em relação ao atendimento às pessoas em situação de rua.

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  • Inicia nos próximos dias, o calendário anual de podas de árvores, com cronograma organizado por regiões da cidade. O cronograma começa no dia 29 de abril e segue até 7 de maio, atendendo moradores da região Centro Norte e parte do bairro Genuíno Sampaio, abrangendo a área entre as avenidas Brasil, dos Estados e Emílio Vetter.

Na sequência, entre os dias 5 e 14 de maio, os serviços contemplam a região Centro Sul e parte do bairro Celeste, incluindo o trecho localizado entre as avenidas Brasil, Independência, Willy Reichert e Gustavo Vetter. A Administração Municipal reforça que os moradores devem realizar as podas dentro do período estabelecido para cada região e depositar os materiais corretamente nas calçadas, exclusivamente nos dias programados para recolhimento. O descarte fora do cronograma é considerado irregular e pode resultar em multa.

A Prefeitura orienta ainda que apenas resíduos de poda devem ser descartados, sem mistura com outros tipos de lixo. O cronograma poderá sofrer alterações em caso de condições climáticas desfavoráveis. Para os moradores que não puderem aguardar o período previsto para sua região, os resíduos podem ser destinados diretamente à Horta Comunitária da Aurora ou ao espaço ao lado da Usina de Reciclagem, na Estrada do Mônaco.

A Administração Municipal destaca ainda que a poda corretiva nas calçadas, quando necessária, é realizada pelo próprio município, contribuindo para a manutenção adequada da arborização urbana e reforçando o compromisso com a organização da cidade, a preservação ambiental e a colaboração entre poder público e comunidade.

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Casos de multas registradas em cidades onde o proprietário nunca esteve ou em que o veículo nem saiu da garagem estão se tornando mais comuns no Rio Grande do Sul. Esse tipo de ocorrência pode sinalizar a clonagem de placas, um crime usado por quadrilhas para esconder veículos roubados ou furtados.

A reportagem do Jornal A Gazeta foi procurada por um morador do bairro Porto Blos relatando ter recebido uma notificação de multa emitida pelo Departamento de Estradas e Rodagens do Estado de São Paulo (DER-SP). No documento consta a aplicação penalidade em decorrência da não utilização do cinto de segurança pelo condutor do veículo na cidade de Ubatuba, em 21 de janeiro de 2026. No entanto, de acordo com o leitor multado, o veículo nunca esteve em Ubatuba.

Ao receber uma notificação suspeita, o primeiro passo é agir rapidamente. A orientação é registrar um boletim de ocorrência relatando a possível clonagem e reunir documentos que provem a irregularidade. Os principais itens exigidos são: vistoria do Detran RS, cópia do Certificado de Registro do Veículo, do CRLV, documento de identificação do proprietário, cópia da multa suspeita e fotos do veículo (frente, traseira e laterais).

Segundo o advogado Allan Dyego Pimentel, formalizar o caso é essencial para evitar prejuízos maiores. “Quando o proprietário encontra uma multa ligada a um veículo que não estava sob sua posse ou em um local diferente, é bem provável que esteja diante de um caso de clonagem de placa. Nessas situações, o primeiro passo é registrar um boletim de ocorrência, pois esse documento será a base para todas as medidas administrativas e judiciais posteriores”, destaca.

Após o registro, o proprietário deve apresentar defesa junto ao órgão que aplicou a multa, anexando provas que mostrem a impossibilidade da infração, como comprovantes de localização, registros de pedágios ou imagens. Também é possível pedir a abertura de um processo administrativo para investigação, incluindo a análise de imagens do veículo infrator.

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  • A interferência de moradores de rua nas atividades do comércio, os furtos a residências, escolas e empresas e a sensação de insegurança preocupam lojistas e empresários de Campo Bom. Na última quinta-feira (16), o Comitê da Regional da ACI em Campo Bom reuniu-se com representantes da Brigada Militar, da Guarda Municipal, da Polícia Civil, da administração municipal e do Consepro para debater o tema e definir ações preventivas em conjunto.

Uma das ações em estudo é o desenvolvimento, nos próximos meses, de uma campanha para estimular a população de Campo Bom a fazer o registro de furtos e roubos. Com indicadores mais realistas, as forças de segurança poderão atuar com mais eficiência na prevenção e no combate aos crimes.

Débora Trierweiler, proprietária da Farmácia Apoteka e integrante do Comitê Regional da ACI e do Consepro de Campo Bom, relata que comerciantes têm enfrentado situações difíceis com moradores de rua na área central, além de furtos e transtornos, que também são registrados em bairros.

O secretário municipal de segurança e trânsito, Fernando Lehnen, afirma que a legislação limita a ação das forças de segurança, mas, ainda assim, a Guarda Municipal tem feito operações de fiscalização e identificação de pessoas com histórico de crimes. Um dos locais que são alvo é um galpão junto ao Parcão, onde moradores de rua se reúnem e pressionam a população do entorno.

A maioria dos moradores de rua é dependente química e conhecida das forças de segurança. “Somente a ação dos órgãos de segurança não basta. É necessário apoio psicológico, ação integrada com outras áreas e, em alguns, casos, internação compulsória, que deve ser autorizada por familiares”, explica.

Conforme a vice-prefeita Gênifer Engers, 44 pessoas em situação de rua estão cadastradas no CRAS (já foram 110) e recebem auxílio, como banho e alimentação. Pelos menos três já foram encaminhadas a empregos, mas permaneceram por pouco tempo. “Sabemos dos impactos à comunidade, estamos atentos a situação e estudamos ações”, informou.

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Moradora de Campo Bom desde 1983, a engenheira industrial química Vanda Ferreira Ribeiro tem se dedicado a um tema cada vez mais urgente: a poluição por microplásticos no meio ambiente. Atualmente em pesquisa de pós-doutorado na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), ela desenvolve uma análise com relação à presença dessas partículas no solo de áreas conhecidas da cidade, como o Parque do Trabalhador, o Parcão e a região onde o Arroio Schmidt encontra o Rio dos Sinos.

O objetivo é aproximar a ciência do cotidiano das pessoas. “Escolho locais que fazem parte da rotina da população para mostrar que o problema está aqui, perto de nós”, explica. A pesquisa, realizada há cerca de um ano, busca identificar microplásticos com tamanhos de até 0,2 milímetros, invisíveis a olho nu, mas com potencial de causar impactos ao meio ambiente e à saúde ao longo do tempo.

Os microplásticos são fragmentos menores que 5 milímetros, originados tanto da degradação de materiais maiores, como embalagens, fibras e pneus, quanto de produtos já fabricados em tamanho reduzido, como microesferas presentes em cosméticos. Segundo a pesquisadora, mesmo quando não são visíveis, eles continuam presentes e interagem com o meio ambiente. “A poluição não deixa de existir só porque não conseguimos enxergá-la”, destaca.

O estudo também está ligado à preservação dos banhados, áreas úmidas fundamentais para o equilíbrio ambiental. Esses locais funcionam como “esponjas naturais”, ajudando a reduzir alagamentos e armazenando carbono no solo, o que contribui diretamente no combate às mudanças climáticas. No entanto, no Vale do Sinos, mais de 70% dessas áreas já foram perdidas, e as que restam sofrem com a pressão da urbanização e o acúmulo de resíduos.

Além da pesquisa acadêmica, Vanda busca conscientizar a população sobre o descarte correto de resíduos e o consumo consciente. Para ela, pequenas atitudes fazem diferença no dia a dia. “Temos coleta de lixo, mas ainda falta a cultura de não jogar resíduos nas ruas. O que não é recolhido acaba nas bocas de lobo e segue para arroios, banhados e rios”, alerta.

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