A história do campo-bonense Adão Airton dos Passos Martins, de 65 anos, tem mobilizado familiares e amigos em uma corrente de solidariedade. Morador de Campo Bom desde os quatro anos de idade, Adão enfrenta hoje uma condição delicada de saúde após sofrer dois Acidentes Vasculares Cerebrais (AVCs) em março deste ano. Atualmente, ele reside em um lar no município e necessita de cuidados permanentes.
A situação ganhou contornos ainda mais difíceis para a família após o filho único, Ariston Martins, perder o emprego. Durante 47 dias, ele permaneceu ao lado do pai, acompanhando a internação no Hospital Lauro Reus, período em que precisou se afastar do trabalho. Sem renda no momento, Ariston criou uma vaquinha online para ajudar a custear a permanência do pai no lar e garantir a continuidade dos cuidados necessários.
A trajetória recente de Adão é marcada por perdas e desafios. Em fevereiro deste ano, ele perdeu a companheira por 18 anos, Marli Eliane Farias, que enfrentava um quadro de saúde delicado após um AVC. Durante cerca de dois anos, Adão foi o principal cuidador da esposa, dedicando-se integralmente a ela. A morte de Marli abalou profundamente o campo-bonense.
Pouco tempo depois, no dia 22 de março, Adão sofreu o primeiro AVC, que comprometeu sua fala. Horas após apresentar os primeiros sintomas, ele foi levado ao hospital, onde, ainda em observação, sofreu um segundo AVC, desta vez afetando os movimentos do lado direito do corpo e a deglutição. O quadro se agravou ao longo da internação, incluindo um episódio de hemorragia cerebral no início de abril.
Exames apontaram obstrução total da artéria carótida esquerda e cerca de 70% da direita, o que elevou significativamente o risco de novos episódios. Uma cirurgia chegou a ser cogitada, mas foi descartada devido à fragilidade do paciente e ao risco de complicações.
Desde então, Adão passou a depender de alimentação por sonda. Em abril, foi submetido a um procedimento de gastrostomia, permitindo a alimentação direta no estômago. Após receber alta hospitalar no dia 8 de maio, foi encaminhado para um lar, onde permanece sob cuidados.
O quadro de saúde exige atenção constante. Além do risco de novos AVCs, Adão também apresenta histórico cardíaco, com quatro infartos e seis stents, o que torna a situação ainda mais delicada. Ele necessita de acompanhamento com diferentes profissionais, incluindo fisioterapeuta, fonoaudiólogo, psicólogo e médico clínico geral. Também precisa de auxílio integral para atividades básicas, como alimentação e higiene.
Diante desse cenário, Ariston busca apoio para manter o pai assistido enquanto tenta se reerguer financeiramente e retornar ao mercado de trabalho. As doações podem ser feitas por meio da vaquinha online (clique aqui para acessar) ou via Pix, pela chave (51) 99277-9397, em nome de Ariston Martins.
A família reforça que qualquer contribuição é bem-vinda e pode fazer a diferença neste momento de reconstrução e cuidado.















