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Cinquenta anos de dedicação e amor à pediatria

Redação / AG por Redação / AG
28 de março de 2022
em Comunidade
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Cinquenta anos de dedicação e amor à pediatria

Luana Quintana/AG

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“Parabéns pra você; Nesta data querida; Muitas felicidades; Muitos anos de vida”, cantavam as vozes de dois meninos através do telefone celular do Dr. Luiz Edmundo Möller. E as vozes ecoavam pela sala e pelo corredor preenchendo o consultório pediátrico da Av. João XXIII, nº 218. “Eu gosto muito quando você me ajuda e quando você me cuida. Eu gosto muito de como você resolve as coisas. Tu é muito legal”, finalizavam os pequenos.

Em comemoração ao cinquentenário de dedicação e amor à pediatria, o AG conversou com exclusividade com o Dr. Luiz, e resolveu trazer um pouco mais de quem é ele. Natural do interior de Taquara, mais especificamente de Santa Cruz do Pinhal, vindo de família humilde, Luiz Edmundo batalhou muito e estudou muito até chegar aos 29 anos de idade e começar a atuar no nosso município. Foram seis anos interno na primeira instituição de ensino dirigida pelos Irmãos Maristas em Novo Hamburgo, o Colégio São Jacó – atual Campus I da Universidade Feevale.

Depois de mais estudos e cursinhos para tentar entrar na faculdade, na segunda tentativa, passou em 28º no vestibular da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e, em 1969, se formou. Em 1970 iniciou e fez dois anos de residência de pediatria na Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre. Em setembro de 1971, começou a trabalhar como clínico no Sindicato dos Sapateiros, em Campo Bom. Em seguida, no verão, se tornou médico nas piscinas do Clube 15 de Novembro. Trabalhou, também, na Fundação Assistencial e Cultural das Indústrias de Campo Bom (Facicab), que atendia empresas como Catléia, Schmidt Irmãos e Reichert entre outras.

Cinco dias após seu aniversário, em 20 de março de 1972, há exatos cinquenta anos, o Dr. Luiz começou a clinicar em Campo Bom, passando por endereços como Rua Lima e Silva, Av. Brasil, Rua Aimoré, até chegar na atual Av. João XXIII. Ele conta que, no início, logo quando se instalou em Campo Bom, foi difícil. “No primeiro dia que atuei, tive seis crianças, e isso foi uma beleza. Depois, para continuar, foi difícil. Mas, em algum momento, o número de pacientes aumentou muito, onde eu precisei, inclusive, chamar ajuda, foi aí que o Dr. Ademar Trein começou a trabalhar comigo. Logo depois, o Dr. Ricardo Kieling veio também”, conta

“Trabalhar com crianças é algo muito gratificante”

O porquê da escolha pela pediatria é simples: gratificação e conhecimento. “Eu gosto muito de estudar, sempre fui um rato de biblioteca, e eu descobri que a pediatria tem muito para ser estudado, desde a parte física, quanto a parte mental e psicológica. É muito abrangente. Inclusive, continuo estudando, depois de tanto tempo, eu assino dois periódicos de atualização e estudo eles. Além de que, trabalhar com crianças é algo muito gratificante.”

Quem é o Dr. Luiz?

Nas palavras emocionadas e com lágrimas nos olhos, Dr. Luiz se descreve como, “Sou proveniente de uma família pobre, muito pobre do interior de Taquara, e por sorte eu tive um pai” [pausa] “um pai que acreditava em mim, um pai visionário. Ele era colono e eu, desde criança, dizia que queria ser médico, algo que era uma utopia na época. Meus tios olhavam e diziam pro meu pai: ‘Tu é louco? Tu acha que teu filho vai ser médico?’, mas, por algum motivo, algum professor viu algo em mim, chamou o meu pai pra conversar e meu pai disse ‘tu vai estudar’. Em 1956, meu pai bancou o primeiro ano do Ensino Médio em Taquara. E eu ia muito bem na escola, em função disso, meu pai começou a mexer os pauzinhos e tentar conseguir uma bolsa de estudos. Eu sei que ele correu. Correu, correu, correu. Até conseguir uma bolsa. Então, tudo que sou, é derivado do meu pai”.

Hoje, já aposentado, não pensa em parar. “Quando me perguntam se eu ainda trabalho, eu peço pra tirarem o ‘ainda’ de lado. Eu tenho pique para trabalhar, faço isso com gosto. É tudo questão de gostar, de se sentir bem com o que faz. Eu procuro trabalhar da melhor forma possível e a gratificação pelos resultados do meu trabalho me dão prazer. Isso tudo não tem preço”, finaliza.

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