Para Danusa Cristina da Rosa, de 39 anos, e Audrius Dreher Lemes, de 46, moradores de Campo Bom, o que era apenas uma busca por novos ares tornou-se um estilo de vida. Após 15 anos juntos, em 2019, decidiram trocar a segurança de seus empregos na indústria por uma aventura ao redor do mundo, inicialmente em uma Kombi 1997 transformada em lar, e agora, em bicicletas.
A aventura começou no final de 2019, com destino ao Uruguai. A pandemia da Covid-19 os pegou de surpresa, estendendo sua estadia no país vizinho por mais de dois anos e meio. Com a reabertura das fronteiras, seguiram para a Argentina, cruzando a icônica Rota 40 de norte a sul até Ushuaia. Exploraram paisagens e culturas por cerca de nove meses, antes de retornarem ao Brasil, após quase cinco anos na estrada.
A paixão por movimento falou mais alto. Em junho de 2025, decidiram recomeçar, desta vez sobre duas rodas. Partiram de Campo Bom no dia 22 rumo ao Chuí. Desde então, cruzaram a costa do Uruguai, retornaram à Argentina e atravessaram o país de leste a oeste, por províncias como Entre Ríos, Santa Fé e Córdoba, até chegarem a Mendoza, aos pés dos Andes.
Atualmente, o casal está em Puente del Inca, um pequeno povoado a cerca de 30 quilômetros da fronteira chilena, enfrentando altitudes de até 2.740 metros, que devem ultrapassar os 3.200 metros na travessia. Além das baixas temperaturas, mesmo fora do inverno, carregam todo o necessário em carretas acopladas às bicicletas, incluindo comida, roupas e equipamentos de camping. Já pedalaram mais de 4.200 quilômetros desde o Rio Grande do Sul.
Apesar dos desafios, o que os impulsiona vai além das paisagens. “Não buscamos medalhas, mas conhecer pessoas. As amizades são o que realmente importa”, afirmam.
O próximo destino é Viña del Mar, no Chile, seguido pelo norte da América do Sul, passando por Peru, Colômbia e Equador. Sonham em retornar ao Brasil pela Amazônia, utilizando rotas fluviais pelo rio Amazonas, entre Manaus e Belém.
Ao longo do caminho, contam com a solidariedade das pessoas. “Nunca nos sentimos desamparados. A generosidade faz toda a diferença. Sozinhos não conseguiríamos”, dizem. A troca de experiências e culturas é o maior aprendizado desta jornada. Para acompanhar ou apoiar a viagem, siga o Instagram @projetoideiacao ou contribua via Pix pelo e-mail danusa.c.rosa@gmail.com.














