A segurança pública de Campo Bom passou por investimentos na estrutura da Brigada Militar e registrou mudanças nos indicadores criminais desde setembro de 2024, quando o capitão Elias Oliveira assumiu o comando da 3ª Companhia do 32º Batalhão da Brigada Militar (32º BPM). Pouco mais de dois anos à frente da corporação, completados em 12 de setembro, o oficial destaca a redução de crimes patrimoniais, a modernização dos equipamentos e a construção da nova sede como alguns dos principais resultados do período.
Os dados da segurança pública apontam que Campo Bom registrou 73 roubos em 2024 e 67 em 2025. Em 2026, até setembro, foram contabilizadas 33 ocorrências dessa natureza. Nos roubos de veículos, foram 26 registros em 2024, 15 em 2025 e seis nos primeiros nove meses deste ano. Já os furtos de veículos passaram de 68 em 2024 para 59 em 2025, chegando a 28 ocorrências até setembro de 2026.
O balanço parcial deste ano também contabiliza 434 furtos, 405 registros de estelionato e dois homicídios dolosos, com duas vítimas. Em 2024, foram registrados três homicídios dolosos, com quatro vítimas, enquanto 2025 terminou sem ocorrências dessa natureza.
Ao avaliar os resultados de 2026, Oliveira destaca reduções de 37% nos roubos a pedestres, 59% nos roubos de veículos e 54% nos furtos de veículos, percentuais apresentados pelo comandante com base na comparação utilizada pela corporação. “Desde o primeiro dia em Campo Bom, estabelecemos objetivos muito claros: reduzir os índices criminais, valorizar nossos policiais militares, investir em treinamento e equipamentos e aproximar ainda mais a Brigada Militar da comunidade”, afirma.
Para o comandante, os indicadores são resultado do trabalho coletivo dos policiais militares, aliado à busca por melhores condições de atuação. A proposta da gestão, segundo ele, foi estruturar a companhia a partir de três pilares: valorização dos profissionais, equipamentos adequados e treinamento contínuo.
Mais de R$ 1 milhão em investimentos
Entre as principais conquistas do período está a arrecadação de R$ 1,182 milhão por meio do Programa de Incentivo ao Aparelhamento da Segurança Pública (PISEG). Os recursos permitiram ampliar os equipamentos disponíveis para o trabalho policial, incluindo duas viaturas Toyota Corolla Cross semiblindadas, quatro fuzis T4, cinco espingardas calibre 12, coletes balísticos e outros materiais operacionais.
A companhia também prevê receber três viaturas Ford Territory ainda em 2026, além de outra unidade do mesmo modelo por meio de recursos do Senado Federal. Uma caminhonete Mitsubishi L200 Triton foi obtida por doação do Departamento Estadual de Trânsito (Detran), com intermediação do Grupo de Apoio à Brigada Militar (GAB).
Formado por empresários que apoiam a segurança pública, o GAB também contribuiu para a realização de treinamentos mensais de tiro durante dois anos consecutivos. Outro avanço foi a aquisição de kits individuais de atendimento pré-hospitalar para todos os policiais, ampliando a capacidade de prestar os primeiros socorros em situações de emergência.
Mais recentemente, a companhia adquiriu um drone de última geração, avaliado em aproximadamente R$ 50 mil, para auxiliar no patrulhamento, no monitoramento de eventos e nas operações policiais. Oliveira avalia que a participação da comunidade e do setor empresarial foi fundamental para viabilizar as melhorias. A parceria, segundo ele, contribui para modernizar a atuação policial e oferecer melhores condições de trabalho ao efetivo.
Novo quartel é um dos principais legados
Outro marco dos dois anos de comando é a construção da nova sede da 3ª Companhia do 32º BPM. Com investimento aproximado de R$ 3 milhões, viabilizado pela Prefeitura de Campo Bom por meio do Conselho Comunitário Pró-Segurança Pública (CONSEPRO), a estrutura deve ser inaugurada até o final de 2026.
A expectativa é que o novo espaço ofereça melhores condições de trabalho aos policiais e qualifique as atividades administrativas e operacionais da companhia. Para o comandante, o projeto representa a concretização de um objetivo estabelecido desde sua chegada ao município. “Não estamos falando apenas de uma nova edificação. Estamos falando de melhores condições de trabalho, valorização dos nossos policiais, modernização da estrutura administrativa e operacional e de um espaço preparado para atender às necessidades da segurança pública nos próximos anos”, destaca.
Além das melhorias materiais, Oliveira considera que a aproximação entre a Brigada Militar, empresários, lideranças e moradores está entre as mudanças importantes do período. Para ele, a participação da comunidade fortalece a instituição e contribui para a construção de uma cidade mais segura.
Ao olhar para o futuro, o capitão afirma que o objetivo é deixar uma companhia mais estruturada e preparada para os próximos anos. “Os comandantes passam, mas as instituições permanecem”, resume.






