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A QUESTÃO É: Emprego

Redação / AG por Redação / AG
20 de outubro de 2020
em Política
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A QUESTÃO É: Emprego
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Na sequência da série temática do AG sobre os planos dos candidatos à Prefeitura de Campo Bom, nesta semana o assunto é emprego. O tema tem presença cativa nas propostas dos cinco prefeituráveis e é um dos maiores desafios do vencedor do pleito deste ano. Na terceira edição da “A Questão é”, os candidatos à majoritária apresentam as suas propostas e ideias de como pretendem gerar a abertura de novos postos de trabalho e viabilizar a instalação de empresas no município.

ALEX BLOS DIAS (PRTB) | Vice: Sandra Rorato (PRTB)

Coligação: Campo Bom Acima de Tudo | Partidos: PRTB/PSDB

Contratação de Gestor para trabalhar exclusivamente na captação de empresas em todo território nacional. Transformar a atual SEDETUR em Secretaria Municipal de Inovação, Empreendedorismo, Economia Solidária e Turismo. Buscar a diversidade industrial e transformar Campo Bom no maior cluster de moda do Brasil. Aprimorar os meios de incentivos fiscais para atrair empresas dispostas a investir em nosso município gerando emprego e renda. Valorizar as empresas locais oferecendo suporte gerencial através de parcerias com Sebrae e Institutos privados (FGV e FEEVALE) e estudar a necessidade de cada empreendedor. Através disto priorizar a permanência e o crescimento destas empresas no município. Oportunizar Cursos de Capacitação Técnica que viabilizem o acesso rápido no mercado de trabalho através de programas federais, estaduais ou parcerias com Instituições de Ensino. Criação de oficinas que estimulem o Empreendedorismo e a criação de micro empreendedores auxiliando-os na regularização e/ou abertura de suas empresas, bem como estimular as iniciativas associativas ou grupos de economia solidária, enfatizando essas atividades nos bairros. Criação de uma Feira Semanal para os Micro Empreendedores comercializarem seus produtos. Desta forma gera-se renda e a possibilidade de incremento e prosperidade das suas atividades.

CLEUSA NASCIMENTO (REPUBLICANOS) | Vice: Emerson Schneider (PTB)

Coligação: Campo Bom Para Todos | Partidos: Republicanos, Patriotas, PTB/PSL

Em relação a geração de emprego o nosso plano de governo está estruturado através de diversas ações que vão beneficiar a comunidade e incentivar o empreendedorismo em Campo Bom, para que possamos voltar a ser o Pequeno Gigante do Vale. Nossa proposta é criar e implantar duas novas áreas industriais, com estrutura para novos empreendimentos. Criar uma cooperativa de crédito através de pareceria com recursos públicos e privados. Além disso, vamos modificar e alterar o programa de geração de emprego e renda, criando um conselho consultivo e colaborativo, com o objetivo de definir novas ações e benefícios aos diversos segmentos econômicos do município. Vamos trabalhar também pela criação de um departamento de apoio aos micros e pequenos empreendedores, oportunizando todo o apoio durante a abertura da sua empresa. Buscaremos também, a captação de recursos junto ao Estado e União, para aplicar na agricultura do município, incentivaremos a instalação de novas agroindústrias em Campo Bom.

LUCIANO ORSI (PDT) | Vice: Paulo Gomes (MDB)

Coligação: Juntos Para Seguir Avançando | Partidos: PDT/MDB/PCdoB/PP/DEM

O índice do Caged, de agosto, mostra Campo Bom como a cidade gaúcha com maior número de empregos gerados entre municípios com até 200 mil habitantes. Vamos manter as ações, entre elas o Campo Bom para Negócios, que visa ampliar a geração de empregos e o faturamento das pequenas empresas; o Programa de Incentivo à Geração de Emprego (Pige), destinado à expansão das atividades de empresas consolidadas no município e ao incentivo a novos negócios. Também será mantido o Programa Supera, com auxílio do Pige, para prestar assessoria a Microempreendedores Individuais (MEIs), micro e empresas de pequeno porte, durante a pandemia. Será criado o COMAE – Comitê Municipal de Assessoramento ao Empreendedor, formado por servidores públicos e setor empresarial, com objetivo de conhecer as questões tributárias e fiscais a nível estadual e federal que impactam na vida das empresas e orientá-las na captação de recursos. Faremos estudo para implantação de um centro de eventos junto a ERS 239 para o desenvolvimento de ações no segmento de turismo, além da captação e implantação de novas empresas no novo Distrito Industrial, sempre buscando a diversificação da matriz industrial.

MARCO “MIKONGA” (PV) | Vice: Jaquiel de Oliveira (PV)

Coligação: Campo Bom Verde Sustentável | Partidos: PV

Abro a resposta da questão, prestando minha homenagem ao maior gerador de empregos em Campo Bom, o senhor Cláudio Strassburger. Graças a ousadia dele, não só Campo Bom ficou com maior número de vagas do que empregados. Gerou milhares de empregos aqui e em várias cidades do Brasil por ser o pioneiro na exportação de calçados. Não é por acaso que a foto que aparece atrás da minha imagem o Submarino Amarelo capa dos Beatles que tem a ver com a conquista do primeiro pedido de exportação para Inglaterra. Nossa vocação de calçadistas ainda resiste devido àquele primeiro pedido. Eu me inspiro nesta ousadia, também teremos um corpo técnico de apoio às empresas já existentes e as que abrirem. Implementação Política de Cooperativas para zerar o índice de desemprego.

VICENTE SELISTRE (PSB) | Vice: Rosalina Cardoso (PSB)

Coligação: Campo Bom Com Desenvolvimento e Participação | Partidos: PSB/PT

Propomos conciliação entre oportunidades, investimentos e iniciativas econômicas, focando na permanente geração de emprego e renda, com base em inovação, ciência, tecnologia e no princípio da cooperação. Com: A constituição de um Conselho Municipal de Desenvolvimento Econômico e Social como órgão institucional permanente. Maior integração das empresas de alta tecnologia com a comunidade, as escolas, a indústria, o comércio, os serviços; uma cidade tecnológica. Proteger e estimular vocações produtivas e criativas, como o importantíssimo setor calçadista e todo o ramo coureiro, gráfico, metalúrgico, plástico, químico e têxtil local. Acompanhamento e apoio à indústria oleira, à indústria de móveis e construção civil e também nossa agricultura- agroindústria. Ouvir, organizar, integrar e apoiar empresas do comércio, dos serviços, as MEIs e a economia solidária e criativa – cultural, artística, gastronômica, de entretenimento e turismo. Manter e ampliar ações de parceria e incentivo aos empreendimentos de tecnologia da informação, comunicação e biotecnologia da saúde. Criar incubadoras e centros de pesquisa com diversidade de iniciativas e com foco na capacitação, na inovação, na TI e de forma descentralizada pela cidade.

CONFIRA O CRONOGRAMA DA SÉRIE DE REPORTAGENS “A QUESTÃO É”

  • 02/10: Obras
  • 09/10: Habitação
  • 16/10: Empregos
  • 23/10: Saúde
  • 30/10: Educação
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  • Vereadores aprovam projeto que suspende cobrança de água em caso de falhas no abastecimento
  • Guarda Municipal prende homem por furto de fios na Celeste
  • Prefeitura inicia calendário anual de podas de árvores

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  • Os vereadores de Campo Bom aprovaram por unanimidade, na sessão ordinária desta segunda-feira (27), um projeto de lei que determina a suspensão da cobrança da tarifa de abastecimento de água em situações de descontinuidade do serviço ou quando o fornecimento ocorrer fora dos padrões de potabilidade.

A proposta, assinada por todos os parlamentares da Câmara Municipal, representa mais um passo no trabalho de fiscalização dos serviços prestados pela Corsan e agora segue para sanção do prefeito Giovani Feltes.
O projeto tem como objetivo garantir que a cobrança da tarifa ocorra apenas quando o serviço for prestado de forma eficiente, contínua e segura. A medida também busca coibir falhas e inadequações no abastecimento, prevendo a criação de um mecanismo administrativo que permita à Prefeitura suspender a cobrança sempre que forem constatadas irregularidades.

Durante a mesma sessão, os vereadores também aprovaram, por unanimidade, uma moção de repúdio à Aegea/Corsan, em razão da precariedade do serviço prestado no município.

Além disso, foram aprovados três pedidos de informação, três requerimentos, dois projetos de lei e uma moção. A sessão contou ainda com a participação do secretário municipal de Desenvolvimento Social, Gabriel Colissi, que apresentou dados e detalhou as ações do município em relação ao atendimento às pessoas em situação de rua.

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  • Inicia nos próximos dias, o calendário anual de podas de árvores, com cronograma organizado por regiões da cidade. O cronograma começa no dia 29 de abril e segue até 7 de maio, atendendo moradores da região Centro Norte e parte do bairro Genuíno Sampaio, abrangendo a área entre as avenidas Brasil, dos Estados e Emílio Vetter.

Na sequência, entre os dias 5 e 14 de maio, os serviços contemplam a região Centro Sul e parte do bairro Celeste, incluindo o trecho localizado entre as avenidas Brasil, Independência, Willy Reichert e Gustavo Vetter. A Administração Municipal reforça que os moradores devem realizar as podas dentro do período estabelecido para cada região e depositar os materiais corretamente nas calçadas, exclusivamente nos dias programados para recolhimento. O descarte fora do cronograma é considerado irregular e pode resultar em multa.

A Prefeitura orienta ainda que apenas resíduos de poda devem ser descartados, sem mistura com outros tipos de lixo. O cronograma poderá sofrer alterações em caso de condições climáticas desfavoráveis. Para os moradores que não puderem aguardar o período previsto para sua região, os resíduos podem ser destinados diretamente à Horta Comunitária da Aurora ou ao espaço ao lado da Usina de Reciclagem, na Estrada do Mônaco.

A Administração Municipal destaca ainda que a poda corretiva nas calçadas, quando necessária, é realizada pelo próprio município, contribuindo para a manutenção adequada da arborização urbana e reforçando o compromisso com a organização da cidade, a preservação ambiental e a colaboração entre poder público e comunidade.

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  • AG CONTIGO | 28.04

➡️ Campo Bom realiza testes de materiais na pavimentação das vias. 

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  • EXCLUSIVO | ✍ @mairanpacheco 

Casos de multas registradas em cidades onde o proprietário nunca esteve ou em que o veículo nem saiu da garagem estão se tornando mais comuns no Rio Grande do Sul. Esse tipo de ocorrência pode sinalizar a clonagem de placas, um crime usado por quadrilhas para esconder veículos roubados ou furtados.

A reportagem do Jornal A Gazeta foi procurada por um morador do bairro Porto Blos relatando ter recebido uma notificação de multa emitida pelo Departamento de Estradas e Rodagens do Estado de São Paulo (DER-SP). No documento consta a aplicação penalidade em decorrência da não utilização do cinto de segurança pelo condutor do veículo na cidade de Ubatuba, em 21 de janeiro de 2026. No entanto, de acordo com o leitor multado, o veículo nunca esteve em Ubatuba.

Ao receber uma notificação suspeita, o primeiro passo é agir rapidamente. A orientação é registrar um boletim de ocorrência relatando a possível clonagem e reunir documentos que provem a irregularidade. Os principais itens exigidos são: vistoria do Detran RS, cópia do Certificado de Registro do Veículo, do CRLV, documento de identificação do proprietário, cópia da multa suspeita e fotos do veículo (frente, traseira e laterais).

Segundo o advogado Allan Dyego Pimentel, formalizar o caso é essencial para evitar prejuízos maiores. “Quando o proprietário encontra uma multa ligada a um veículo que não estava sob sua posse ou em um local diferente, é bem provável que esteja diante de um caso de clonagem de placa. Nessas situações, o primeiro passo é registrar um boletim de ocorrência, pois esse documento será a base para todas as medidas administrativas e judiciais posteriores”, destaca.

Após o registro, o proprietário deve apresentar defesa junto ao órgão que aplicou a multa, anexando provas que mostrem a impossibilidade da infração, como comprovantes de localização, registros de pedágios ou imagens. Também é possível pedir a abertura de um processo administrativo para investigação, incluindo a análise de imagens do veículo infrator.

MATÉRIA COMPLETA EM: www.agazetacb.com.br (LINK NA BIO)
  • AG CONTIGO | 27.04

 ➡️ Cadastro Único Itinerante estará na Escola Morada do Sol.

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  • A interferência de moradores de rua nas atividades do comércio, os furtos a residências, escolas e empresas e a sensação de insegurança preocupam lojistas e empresários de Campo Bom. Na última quinta-feira (16), o Comitê da Regional da ACI em Campo Bom reuniu-se com representantes da Brigada Militar, da Guarda Municipal, da Polícia Civil, da administração municipal e do Consepro para debater o tema e definir ações preventivas em conjunto.

Uma das ações em estudo é o desenvolvimento, nos próximos meses, de uma campanha para estimular a população de Campo Bom a fazer o registro de furtos e roubos. Com indicadores mais realistas, as forças de segurança poderão atuar com mais eficiência na prevenção e no combate aos crimes.

Débora Trierweiler, proprietária da Farmácia Apoteka e integrante do Comitê Regional da ACI e do Consepro de Campo Bom, relata que comerciantes têm enfrentado situações difíceis com moradores de rua na área central, além de furtos e transtornos, que também são registrados em bairros.

O secretário municipal de segurança e trânsito, Fernando Lehnen, afirma que a legislação limita a ação das forças de segurança, mas, ainda assim, a Guarda Municipal tem feito operações de fiscalização e identificação de pessoas com histórico de crimes. Um dos locais que são alvo é um galpão junto ao Parcão, onde moradores de rua se reúnem e pressionam a população do entorno.

A maioria dos moradores de rua é dependente química e conhecida das forças de segurança. “Somente a ação dos órgãos de segurança não basta. É necessário apoio psicológico, ação integrada com outras áreas e, em alguns, casos, internação compulsória, que deve ser autorizada por familiares”, explica.

Conforme a vice-prefeita Gênifer Engers, 44 pessoas em situação de rua estão cadastradas no CRAS (já foram 110) e recebem auxílio, como banho e alimentação. Pelos menos três já foram encaminhadas a empregos, mas permaneceram por pouco tempo. “Sabemos dos impactos à comunidade, estamos atentos a situação e estudamos ações”, informou.

MATÉRIA COMPLETA EM: www.agazetacb.com.br (LINK NA BIO)
  • EXCLUSIVO | ✍ @mairanpacheco 

Moradora de Campo Bom desde 1983, a engenheira industrial química Vanda Ferreira Ribeiro tem se dedicado a um tema cada vez mais urgente: a poluição por microplásticos no meio ambiente. Atualmente em pesquisa de pós-doutorado na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), ela desenvolve uma análise com relação à presença dessas partículas no solo de áreas conhecidas da cidade, como o Parque do Trabalhador, o Parcão e a região onde o Arroio Schmidt encontra o Rio dos Sinos.

O objetivo é aproximar a ciência do cotidiano das pessoas. “Escolho locais que fazem parte da rotina da população para mostrar que o problema está aqui, perto de nós”, explica. A pesquisa, realizada há cerca de um ano, busca identificar microplásticos com tamanhos de até 0,2 milímetros, invisíveis a olho nu, mas com potencial de causar impactos ao meio ambiente e à saúde ao longo do tempo.

Os microplásticos são fragmentos menores que 5 milímetros, originados tanto da degradação de materiais maiores, como embalagens, fibras e pneus, quanto de produtos já fabricados em tamanho reduzido, como microesferas presentes em cosméticos. Segundo a pesquisadora, mesmo quando não são visíveis, eles continuam presentes e interagem com o meio ambiente. “A poluição não deixa de existir só porque não conseguimos enxergá-la”, destaca.

O estudo também está ligado à preservação dos banhados, áreas úmidas fundamentais para o equilíbrio ambiental. Esses locais funcionam como “esponjas naturais”, ajudando a reduzir alagamentos e armazenando carbono no solo, o que contribui diretamente no combate às mudanças climáticas. No entanto, no Vale do Sinos, mais de 70% dessas áreas já foram perdidas, e as que restam sofrem com a pressão da urbanização e o acúmulo de resíduos.

Além da pesquisa acadêmica, Vanda busca conscientizar a população sobre o descarte correto de resíduos e o consumo consciente. Para ela, pequenas atitudes fazem diferença no dia a dia. “Temos coleta de lixo, mas ainda falta a cultura de não jogar resíduos nas ruas. O que não é recolhido acaba nas bocas de lobo e segue para arroios, banhados e rios”, alerta.

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  • COLUNA | ✍️ @darosa_ju 

O Projeto de Lei 1404/2025 autoriza a quebra de sigilo bancário e fiscal em ações de pensão alimentícia, quando houver indícios de que o responsável pelo pagamento esteja ocultando bens ou rendimentos. A medida surge como resposta a uma realidade bastante comum: a dificuldade de se apurar a real capacidade financeira de quem deve pagar alimentos, especialmente quando há tentativa deliberada de esconder patrimônio.
Na prática, o que se busca é permitir que o juiz, diante de elementos concretos, possa acessar informações financeiras do devedor, como movimentações bancárias e declarações fiscais. Isso não seria automático nem indiscriminado. A quebra de sigilo continuaria sendo uma medida excepcional, dependente de decisão judicial fundamentada e baseada em indícios consistentes de fraude ou ocultação.
O sigilo bancário e fiscal é um direito importante, ligado à privacidade e à proteção de dados pessoais. Por isso, sua flexibilização exige cautela. O projeto tenta equilibrar esse direito com outro igualmente relevante: o direito de quem depende da pensão alimentícia para sua subsistência, educação e desenvolvimento.
Hoje, não são raros os casos em que o devedor aparenta não ter renda suficiente, mas mantém um padrão de vida incompatível com o que declara oficialmente. Esse descompasso dificulta a fixação de um valor justo de pensão e pode prejudicar diretamente quem mais precisa. A proposta legislativa busca justamente reduzir esse tipo de distorção, trazendo mais transparência para o processo.
O projeto visa fortalecer a efetividade das decisões judiciais em matéria de alimentos, dando mais acesso à realidade financeira do devedor, o juiz poderá fixar valores mais adequados e coibir práticas abusivas, como a ocultação de bens em nome de terceiros ou a omissão de rendimentos.
Mais do que uma medida de investigação, trata-se de um instrumento de proteção. A pensão alimentícia não é uma punição, mas um dever legal que garante dignidade a quem depende dela. Nesse contexto, permitir a quebra de sigilo em situações justificadas pode representar um avanço importante na busca por justiça e equilíbrio nas relações familiares.

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