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ANIVERSÁRIO AG: O que estava acontecendo há trinta e seis anos em Campo Bom e no mundo?

Redação / AG por Redação / AG
19 de agosto de 2022
em Comunidade
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ANIVERSÁRIO AG: O que estava acontecendo há trinta e seis anos em Campo Bom e no mundo?
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O ano de 1986 foi reconhecido como o Ano Internacional da Paz, pela Organização das Nações Unidas (ONU). Entretanto, foi um ano um tanto quanto conturbado e cheio de marcos históricos.

Chernobyl

Em 26 de abril, uma tragédia aconteceu na Ucrânia (então parte da União Soviética): o acidente nuclear de Chernobyl, que ficou marcado como o pior acidente radioativo da história. Naquele dia, um dos reatores da antiga usina nuclear de Chernobyl explodiu após alguns testes que violavam os protocolos de segurança. Trinta e uma pessoas morreram logo após o desastre, de causas ligadas ao acidente. Mas, em 2005, um estudo da ONU estimou que ao menos 4 mil pessoas em vários países podem ter morrido nos anos seguintes, por doenças como o câncer de tireoide, causadas pela “nuvem de radiação”.

Copa do Mundo

De 31 de maio a 29 de junho, aconteceu a 13ª Copa do Mundo que contou com a participação de 24 países divididos em seis grupos de quatro participantes cada um. De cada grupo, os dois primeiros colocados se classificavam diretamente às oitavas de final, no México. A nação campeã foi a Argentina, tendo como vice, a Alemanha e em 3º colocado, a França. Essa Copa foi marcada como a Copa do Maradona, na qual ele se consolidou como o maior jogador da história da Argentina.

Nova República

Já no cenário brasileiro, o país vivia uma situação delicada no início da Nova República. A inflação pressionava, os salários estavam defasados e a dívida interna corroía as contas do Governo. O 31º Presidente do Brasil, José Sarney, eleito vice de Tancredo Neves nas eleições de 1985, exerceu a presidência interina até a morte de Neves. Sarney anunciou em cadeia de Rádio e TV a mudança mais radical na economia que o país já tivera: o Plano Cruzado, onde a moeda anterior, o cruzeiro, perdeu os três zeros à direita e foi substituído por uma moeda mais forte, o cruzado. O Plano decretou o fim da correção monetária e o congelamento de preços e tarifas.

No RS

A governança do Rio Grande do Sul era de Pedro Simon, e do vice, Sinval Guazzelli. Estavam no poder, também, os senadores José Fogaça e José Paulo Bisol, além de 31 deputados federais e 55 deputados estaduais na derradeira eleição para governador onde não vigiam os dois turnos.
Pequena

Gigante do Vale

Em Campo Bom, ou na Pequena Gigante do Vale, seus, aproximadamente, 45 mil habitantes, estavam sob a direção do 7º prefeito municipal (1983-1988): Karl Heinz Kopittke (PDS), como vice Breno Thoen (PDS), e sob o olhar dos vereadores: Danilo João da Silva (MDB), Daltro Renato Wolff (PDS), Deoclécio Schuetz (MDB), Domívio Libério da Silva (PDT), Giovani Batista Feltes (MDB), Ivo Caberlon (MDB), Jair Valdir Reinheimer (MDB), Léo Silvano (PDS), Maria do Carmo da Silva (PDS), Paulo Ricardo Trott (PDS) e Perci Ireno Luckmann (PDS).

Surge o AG

Mas, muito além disso, algo novo nascia na cidade: O Jornal A Gazeta. A ideia da criação do periódico começou a ser pensada e planejada no final de 1985, quando Mauri Spengler, Fernando da Silva Santos, Raquel Guimarães e Urquiza Santos passaram a se encontrar para colocar em prática essa idealização. Porém, foi somente em 20 de agosto de 1986 que surgiu a primeira edição do AG.

Diante da crise econômica pela qual passava o país, as dificuldades financeiras tiveram que ser enfrentadas pelo grupo, o que ocasionou as primeiras baixas na sociedade. O primeiro sócio a sair foi Urquiza, que voltou a trabalhar na indústria calçadista e logo depois foi a vez da jornalista Raquel Guimarães. Mesmo assim, Mauri e Fernando Santos continuaram tocando o jornal até o ano de 2002, quando Fernando também decidiu se desligar. A partir daí, Mauri Spengler assumiu a direção da empresa, situação esta, que acontece até os dias atuais.

…

Já dizia o escritor e jornalista colombiano, Gabriel García Márquez, o “Gabo”: porque o jornalismo é uma paixão insaciável que só se pode digerir e humanizar mediante a confrontação descarnada com a realidade. Quem não sofreu essa servidão que se alimenta dos imprevistos da vida, não pode imaginá-la. Quem não viveu a palpitação sobrenatural da notícia, o orgasmo do furo, a demolição moral do fracasso, não pode sequer conceber o que são. Ninguém que não tenha nascido para isso e esteja disposto a viver só para isso poderia persistir numa profissão tão incompreensível e voraz […]

E é com muito orgulho, ética, fome pela verdade e paixão que há 36 anos o Jornal A Gazeta pratica o verdadeiro jornalismo do interior. E é graças a vocês, os leitores, que comemoramos mais um dia 20 de agosto e almejamos mais trinta e seis anos de histórias para contar.

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  • Os vereadores de Campo Bom aprovaram por unanimidade, na sessão ordinária desta segunda-feira (27), um projeto de lei que determina a suspensão da cobrança da tarifa de abastecimento de água em situações de descontinuidade do serviço ou quando o fornecimento ocorrer fora dos padrões de potabilidade.

A proposta, assinada por todos os parlamentares da Câmara Municipal, representa mais um passo no trabalho de fiscalização dos serviços prestados pela Corsan e agora segue para sanção do prefeito Giovani Feltes.
O projeto tem como objetivo garantir que a cobrança da tarifa ocorra apenas quando o serviço for prestado de forma eficiente, contínua e segura. A medida também busca coibir falhas e inadequações no abastecimento, prevendo a criação de um mecanismo administrativo que permita à Prefeitura suspender a cobrança sempre que forem constatadas irregularidades.

Durante a mesma sessão, os vereadores também aprovaram, por unanimidade, uma moção de repúdio à Aegea/Corsan, em razão da precariedade do serviço prestado no município.

Além disso, foram aprovados três pedidos de informação, três requerimentos, dois projetos de lei e uma moção. A sessão contou ainda com a participação do secretário municipal de Desenvolvimento Social, Gabriel Colissi, que apresentou dados e detalhou as ações do município em relação ao atendimento às pessoas em situação de rua.

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  • Inicia nos próximos dias, o calendário anual de podas de árvores, com cronograma organizado por regiões da cidade. O cronograma começa no dia 29 de abril e segue até 7 de maio, atendendo moradores da região Centro Norte e parte do bairro Genuíno Sampaio, abrangendo a área entre as avenidas Brasil, dos Estados e Emílio Vetter.

Na sequência, entre os dias 5 e 14 de maio, os serviços contemplam a região Centro Sul e parte do bairro Celeste, incluindo o trecho localizado entre as avenidas Brasil, Independência, Willy Reichert e Gustavo Vetter. A Administração Municipal reforça que os moradores devem realizar as podas dentro do período estabelecido para cada região e depositar os materiais corretamente nas calçadas, exclusivamente nos dias programados para recolhimento. O descarte fora do cronograma é considerado irregular e pode resultar em multa.

A Prefeitura orienta ainda que apenas resíduos de poda devem ser descartados, sem mistura com outros tipos de lixo. O cronograma poderá sofrer alterações em caso de condições climáticas desfavoráveis. Para os moradores que não puderem aguardar o período previsto para sua região, os resíduos podem ser destinados diretamente à Horta Comunitária da Aurora ou ao espaço ao lado da Usina de Reciclagem, na Estrada do Mônaco.

A Administração Municipal destaca ainda que a poda corretiva nas calçadas, quando necessária, é realizada pelo próprio município, contribuindo para a manutenção adequada da arborização urbana e reforçando o compromisso com a organização da cidade, a preservação ambiental e a colaboração entre poder público e comunidade.

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Casos de multas registradas em cidades onde o proprietário nunca esteve ou em que o veículo nem saiu da garagem estão se tornando mais comuns no Rio Grande do Sul. Esse tipo de ocorrência pode sinalizar a clonagem de placas, um crime usado por quadrilhas para esconder veículos roubados ou furtados.

A reportagem do Jornal A Gazeta foi procurada por um morador do bairro Porto Blos relatando ter recebido uma notificação de multa emitida pelo Departamento de Estradas e Rodagens do Estado de São Paulo (DER-SP). No documento consta a aplicação penalidade em decorrência da não utilização do cinto de segurança pelo condutor do veículo na cidade de Ubatuba, em 21 de janeiro de 2026. No entanto, de acordo com o leitor multado, o veículo nunca esteve em Ubatuba.

Ao receber uma notificação suspeita, o primeiro passo é agir rapidamente. A orientação é registrar um boletim de ocorrência relatando a possível clonagem e reunir documentos que provem a irregularidade. Os principais itens exigidos são: vistoria do Detran RS, cópia do Certificado de Registro do Veículo, do CRLV, documento de identificação do proprietário, cópia da multa suspeita e fotos do veículo (frente, traseira e laterais).

Segundo o advogado Allan Dyego Pimentel, formalizar o caso é essencial para evitar prejuízos maiores. “Quando o proprietário encontra uma multa ligada a um veículo que não estava sob sua posse ou em um local diferente, é bem provável que esteja diante de um caso de clonagem de placa. Nessas situações, o primeiro passo é registrar um boletim de ocorrência, pois esse documento será a base para todas as medidas administrativas e judiciais posteriores”, destaca.

Após o registro, o proprietário deve apresentar defesa junto ao órgão que aplicou a multa, anexando provas que mostrem a impossibilidade da infração, como comprovantes de localização, registros de pedágios ou imagens. Também é possível pedir a abertura de um processo administrativo para investigação, incluindo a análise de imagens do veículo infrator.

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  • A interferência de moradores de rua nas atividades do comércio, os furtos a residências, escolas e empresas e a sensação de insegurança preocupam lojistas e empresários de Campo Bom. Na última quinta-feira (16), o Comitê da Regional da ACI em Campo Bom reuniu-se com representantes da Brigada Militar, da Guarda Municipal, da Polícia Civil, da administração municipal e do Consepro para debater o tema e definir ações preventivas em conjunto.

Uma das ações em estudo é o desenvolvimento, nos próximos meses, de uma campanha para estimular a população de Campo Bom a fazer o registro de furtos e roubos. Com indicadores mais realistas, as forças de segurança poderão atuar com mais eficiência na prevenção e no combate aos crimes.

Débora Trierweiler, proprietária da Farmácia Apoteka e integrante do Comitê Regional da ACI e do Consepro de Campo Bom, relata que comerciantes têm enfrentado situações difíceis com moradores de rua na área central, além de furtos e transtornos, que também são registrados em bairros.

O secretário municipal de segurança e trânsito, Fernando Lehnen, afirma que a legislação limita a ação das forças de segurança, mas, ainda assim, a Guarda Municipal tem feito operações de fiscalização e identificação de pessoas com histórico de crimes. Um dos locais que são alvo é um galpão junto ao Parcão, onde moradores de rua se reúnem e pressionam a população do entorno.

A maioria dos moradores de rua é dependente química e conhecida das forças de segurança. “Somente a ação dos órgãos de segurança não basta. É necessário apoio psicológico, ação integrada com outras áreas e, em alguns, casos, internação compulsória, que deve ser autorizada por familiares”, explica.

Conforme a vice-prefeita Gênifer Engers, 44 pessoas em situação de rua estão cadastradas no CRAS (já foram 110) e recebem auxílio, como banho e alimentação. Pelos menos três já foram encaminhadas a empregos, mas permaneceram por pouco tempo. “Sabemos dos impactos à comunidade, estamos atentos a situação e estudamos ações”, informou.

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Moradora de Campo Bom desde 1983, a engenheira industrial química Vanda Ferreira Ribeiro tem se dedicado a um tema cada vez mais urgente: a poluição por microplásticos no meio ambiente. Atualmente em pesquisa de pós-doutorado na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), ela desenvolve uma análise com relação à presença dessas partículas no solo de áreas conhecidas da cidade, como o Parque do Trabalhador, o Parcão e a região onde o Arroio Schmidt encontra o Rio dos Sinos.

O objetivo é aproximar a ciência do cotidiano das pessoas. “Escolho locais que fazem parte da rotina da população para mostrar que o problema está aqui, perto de nós”, explica. A pesquisa, realizada há cerca de um ano, busca identificar microplásticos com tamanhos de até 0,2 milímetros, invisíveis a olho nu, mas com potencial de causar impactos ao meio ambiente e à saúde ao longo do tempo.

Os microplásticos são fragmentos menores que 5 milímetros, originados tanto da degradação de materiais maiores, como embalagens, fibras e pneus, quanto de produtos já fabricados em tamanho reduzido, como microesferas presentes em cosméticos. Segundo a pesquisadora, mesmo quando não são visíveis, eles continuam presentes e interagem com o meio ambiente. “A poluição não deixa de existir só porque não conseguimos enxergá-la”, destaca.

O estudo também está ligado à preservação dos banhados, áreas úmidas fundamentais para o equilíbrio ambiental. Esses locais funcionam como “esponjas naturais”, ajudando a reduzir alagamentos e armazenando carbono no solo, o que contribui diretamente no combate às mudanças climáticas. No entanto, no Vale do Sinos, mais de 70% dessas áreas já foram perdidas, e as que restam sofrem com a pressão da urbanização e o acúmulo de resíduos.

Além da pesquisa acadêmica, Vanda busca conscientizar a população sobre o descarte correto de resíduos e o consumo consciente. Para ela, pequenas atitudes fazem diferença no dia a dia. “Temos coleta de lixo, mas ainda falta a cultura de não jogar resíduos nas ruas. O que não é recolhido acaba nas bocas de lobo e segue para arroios, banhados e rios”, alerta.

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