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Reinventa Campo Bom: O desafio do aprendizado on-line

Redação / AG por Redação / AG
15 de setembro de 2020
em Comunidade
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Reinventa Campo Bom: O desafio do aprendizado on-line

Divulgação

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Na segunda matéria da série “Reinventa Campo Bom”, vamos falar sobre os desafios encontrados pelos profissionais de educação física para ensinar durante a pandemia. Enquanto a maioria das escolas e academias se fecharam por conta do isolamento social, algumas se abriram para o digital e mantiveram professores e alunos conectados.

Em seis meses, o avanço dos casos de Covid-19 fez com que o mundo entrasse em alerta máximo. O fechamento das academias e escolas de artes marciais por conta da expansão da pandemia do novo Coronavírus exigiu que os profissionais de educação física buscassem novas formas de desenvolver o trabalho e oferecer suas aulas. Surgiu então a tendência das aulas e consultorias on-line, que já ganhavam força, mas agora devem se consolidar de vez como alternativa de serviço na profissão.

De acordo com o Google Trends, que monitora os assuntos mais pesquisados no Brasil e no mundo, a procura por aulas online em geral (escolar, balé, dança, zumba, defesa pessoal, arte marcial) e cursos aumentou bastante nos últimos 60 dias, mais de 64%, destacando o interesse das pessoas por essas atividades durante a quarentena.

Para minimizar o distanciamento social, educadores marciais se adaptaram e oferecem aulas e consultoria por WhatsApp, apresentam lives, videoconferências e vídeos técnicos em suas redes sociais. Neste momento atípico, a tecnologia se mostrou uma opção de trabalho, como foi o caso da escola de artes márcias Pa-Kua que há dez anos atua no município na avenida São Leopoldo, 210, com oito modalidades diferentes: arte marcial, armas de corte, acrobacia, PaKua Ritmo, Arqueria Chinesa, Tai Chi, Yoga Chinesa e PaKua Chi. A instituição se adaptou ao “novo normal” através das ferramentas digitais. “A adaptação das aulas foi bastante lenta aqui em Campo Bom. Tiveram outras cidades, estados e países que conseguiram se adaptar um pouco melhor no início. Atualmente como as pessoas viram que a duração da pandemia seria por maior tempo que imaginavam, elas estão buscando as aulas on-line”, revelou Gabriel Pinheiro dos Passos, mestre IV grau na Pa-Kua.

A experiência é nova para profissionais que estavam habituados com o contato direto com os alunos e, segundo o mestre, jamais substituirão o trabalho presencial do professor/mestre e as tradições filosóficas das artes marciais. “Nós sabemos que fica mais difícil orientar os alunos à distância, entretanto, o propósito é oferecer meios para que você possa evoluir nessa quarentena, respeitando as normas de higienização e prevenção indicadas pela Organização Mundial da Saúde e Ministério da Saúde”, comenta Passos, que completa, “ Nunca havíamos trabalhado no formato virtual, pois pela filosofia da escola, acreditamos que o contato mestre e aluno no tatame seja fundamental, principalmente do ponto de vista energético”.

A fim de manter os alunos ativos em suas modalidades, o período da quarentena pôde dar ênfase para as partes de movimentação e posicionamento correto das posturas, trabalhando também o movimento técnico dos golpes. “A nossa preocupação foi de que os alunos não conseguissem se adaptar justamente por que vai contra a ideia da escola. Além das preocupações financeiras dos alunos prejudicados pela pandemia”.

Mas, com o passar do tempo, a expectativa para voltar aos treinos presenciais foi aumentando. As aulas retornaram no mês de abril sem contato físico, limite de pessoas, reforço na higienização e outros protocolos de segurança. “Seguindo os protocolos exigidos pelas autoridades de saúde, verificamos a temperatura corporal de todos os alunos antes de iniciarmos as aulas, passamos álcool em gel no início e durante as aulas, separamos os alunos em pequenas “ilhas” demarcadas no tatame, estipulamos um intervalo entre as aulas para realizar a sanitização do tatame e evitar o encontro entre as turmas que terminaram suas aulas e as que irão iniciar, e exigir o uso da máscara” aponta o profissional.

PaKua Campo Bom

  • Avenida São Leopoldo, 210 | Térreo | Centro | Campo Bom/RS
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  • Os vereadores de Campo Bom aprovaram por unanimidade, na sessão ordinária desta segunda-feira (27), um projeto de lei que determina a suspensão da cobrança da tarifa de abastecimento de água em situações de descontinuidade do serviço ou quando o fornecimento ocorrer fora dos padrões de potabilidade.

A proposta, assinada por todos os parlamentares da Câmara Municipal, representa mais um passo no trabalho de fiscalização dos serviços prestados pela Corsan e agora segue para sanção do prefeito Giovani Feltes.
O projeto tem como objetivo garantir que a cobrança da tarifa ocorra apenas quando o serviço for prestado de forma eficiente, contínua e segura. A medida também busca coibir falhas e inadequações no abastecimento, prevendo a criação de um mecanismo administrativo que permita à Prefeitura suspender a cobrança sempre que forem constatadas irregularidades.

Durante a mesma sessão, os vereadores também aprovaram, por unanimidade, uma moção de repúdio à Aegea/Corsan, em razão da precariedade do serviço prestado no município.

Além disso, foram aprovados três pedidos de informação, três requerimentos, dois projetos de lei e uma moção. A sessão contou ainda com a participação do secretário municipal de Desenvolvimento Social, Gabriel Colissi, que apresentou dados e detalhou as ações do município em relação ao atendimento às pessoas em situação de rua.

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  • Inicia nos próximos dias, o calendário anual de podas de árvores, com cronograma organizado por regiões da cidade. O cronograma começa no dia 29 de abril e segue até 7 de maio, atendendo moradores da região Centro Norte e parte do bairro Genuíno Sampaio, abrangendo a área entre as avenidas Brasil, dos Estados e Emílio Vetter.

Na sequência, entre os dias 5 e 14 de maio, os serviços contemplam a região Centro Sul e parte do bairro Celeste, incluindo o trecho localizado entre as avenidas Brasil, Independência, Willy Reichert e Gustavo Vetter. A Administração Municipal reforça que os moradores devem realizar as podas dentro do período estabelecido para cada região e depositar os materiais corretamente nas calçadas, exclusivamente nos dias programados para recolhimento. O descarte fora do cronograma é considerado irregular e pode resultar em multa.

A Prefeitura orienta ainda que apenas resíduos de poda devem ser descartados, sem mistura com outros tipos de lixo. O cronograma poderá sofrer alterações em caso de condições climáticas desfavoráveis. Para os moradores que não puderem aguardar o período previsto para sua região, os resíduos podem ser destinados diretamente à Horta Comunitária da Aurora ou ao espaço ao lado da Usina de Reciclagem, na Estrada do Mônaco.

A Administração Municipal destaca ainda que a poda corretiva nas calçadas, quando necessária, é realizada pelo próprio município, contribuindo para a manutenção adequada da arborização urbana e reforçando o compromisso com a organização da cidade, a preservação ambiental e a colaboração entre poder público e comunidade.

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Casos de multas registradas em cidades onde o proprietário nunca esteve ou em que o veículo nem saiu da garagem estão se tornando mais comuns no Rio Grande do Sul. Esse tipo de ocorrência pode sinalizar a clonagem de placas, um crime usado por quadrilhas para esconder veículos roubados ou furtados.

A reportagem do Jornal A Gazeta foi procurada por um morador do bairro Porto Blos relatando ter recebido uma notificação de multa emitida pelo Departamento de Estradas e Rodagens do Estado de São Paulo (DER-SP). No documento consta a aplicação penalidade em decorrência da não utilização do cinto de segurança pelo condutor do veículo na cidade de Ubatuba, em 21 de janeiro de 2026. No entanto, de acordo com o leitor multado, o veículo nunca esteve em Ubatuba.

Ao receber uma notificação suspeita, o primeiro passo é agir rapidamente. A orientação é registrar um boletim de ocorrência relatando a possível clonagem e reunir documentos que provem a irregularidade. Os principais itens exigidos são: vistoria do Detran RS, cópia do Certificado de Registro do Veículo, do CRLV, documento de identificação do proprietário, cópia da multa suspeita e fotos do veículo (frente, traseira e laterais).

Segundo o advogado Allan Dyego Pimentel, formalizar o caso é essencial para evitar prejuízos maiores. “Quando o proprietário encontra uma multa ligada a um veículo que não estava sob sua posse ou em um local diferente, é bem provável que esteja diante de um caso de clonagem de placa. Nessas situações, o primeiro passo é registrar um boletim de ocorrência, pois esse documento será a base para todas as medidas administrativas e judiciais posteriores”, destaca.

Após o registro, o proprietário deve apresentar defesa junto ao órgão que aplicou a multa, anexando provas que mostrem a impossibilidade da infração, como comprovantes de localização, registros de pedágios ou imagens. Também é possível pedir a abertura de um processo administrativo para investigação, incluindo a análise de imagens do veículo infrator.

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  • A interferência de moradores de rua nas atividades do comércio, os furtos a residências, escolas e empresas e a sensação de insegurança preocupam lojistas e empresários de Campo Bom. Na última quinta-feira (16), o Comitê da Regional da ACI em Campo Bom reuniu-se com representantes da Brigada Militar, da Guarda Municipal, da Polícia Civil, da administração municipal e do Consepro para debater o tema e definir ações preventivas em conjunto.

Uma das ações em estudo é o desenvolvimento, nos próximos meses, de uma campanha para estimular a população de Campo Bom a fazer o registro de furtos e roubos. Com indicadores mais realistas, as forças de segurança poderão atuar com mais eficiência na prevenção e no combate aos crimes.

Débora Trierweiler, proprietária da Farmácia Apoteka e integrante do Comitê Regional da ACI e do Consepro de Campo Bom, relata que comerciantes têm enfrentado situações difíceis com moradores de rua na área central, além de furtos e transtornos, que também são registrados em bairros.

O secretário municipal de segurança e trânsito, Fernando Lehnen, afirma que a legislação limita a ação das forças de segurança, mas, ainda assim, a Guarda Municipal tem feito operações de fiscalização e identificação de pessoas com histórico de crimes. Um dos locais que são alvo é um galpão junto ao Parcão, onde moradores de rua se reúnem e pressionam a população do entorno.

A maioria dos moradores de rua é dependente química e conhecida das forças de segurança. “Somente a ação dos órgãos de segurança não basta. É necessário apoio psicológico, ação integrada com outras áreas e, em alguns, casos, internação compulsória, que deve ser autorizada por familiares”, explica.

Conforme a vice-prefeita Gênifer Engers, 44 pessoas em situação de rua estão cadastradas no CRAS (já foram 110) e recebem auxílio, como banho e alimentação. Pelos menos três já foram encaminhadas a empregos, mas permaneceram por pouco tempo. “Sabemos dos impactos à comunidade, estamos atentos a situação e estudamos ações”, informou.

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Moradora de Campo Bom desde 1983, a engenheira industrial química Vanda Ferreira Ribeiro tem se dedicado a um tema cada vez mais urgente: a poluição por microplásticos no meio ambiente. Atualmente em pesquisa de pós-doutorado na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), ela desenvolve uma análise com relação à presença dessas partículas no solo de áreas conhecidas da cidade, como o Parque do Trabalhador, o Parcão e a região onde o Arroio Schmidt encontra o Rio dos Sinos.

O objetivo é aproximar a ciência do cotidiano das pessoas. “Escolho locais que fazem parte da rotina da população para mostrar que o problema está aqui, perto de nós”, explica. A pesquisa, realizada há cerca de um ano, busca identificar microplásticos com tamanhos de até 0,2 milímetros, invisíveis a olho nu, mas com potencial de causar impactos ao meio ambiente e à saúde ao longo do tempo.

Os microplásticos são fragmentos menores que 5 milímetros, originados tanto da degradação de materiais maiores, como embalagens, fibras e pneus, quanto de produtos já fabricados em tamanho reduzido, como microesferas presentes em cosméticos. Segundo a pesquisadora, mesmo quando não são visíveis, eles continuam presentes e interagem com o meio ambiente. “A poluição não deixa de existir só porque não conseguimos enxergá-la”, destaca.

O estudo também está ligado à preservação dos banhados, áreas úmidas fundamentais para o equilíbrio ambiental. Esses locais funcionam como “esponjas naturais”, ajudando a reduzir alagamentos e armazenando carbono no solo, o que contribui diretamente no combate às mudanças climáticas. No entanto, no Vale do Sinos, mais de 70% dessas áreas já foram perdidas, e as que restam sofrem com a pressão da urbanização e o acúmulo de resíduos.

Além da pesquisa acadêmica, Vanda busca conscientizar a população sobre o descarte correto de resíduos e o consumo consciente. Para ela, pequenas atitudes fazem diferença no dia a dia. “Temos coleta de lixo, mas ainda falta a cultura de não jogar resíduos nas ruas. O que não é recolhido acaba nas bocas de lobo e segue para arroios, banhados e rios”, alerta.

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