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PRÊMIO RBS: Com criatividade, professora incentiva a leitura

Redação / AG por Redação / AG
28 de outubro de 2019
em Educação
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PRÊMIO RBS: Com criatividade, professora incentiva a leitura

Joceline Silveira/AG

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A professora Simone Silva da Silva, da Escola Municipal de Ensino Fundamental 25 de Julho de Campo Bom, está na final do 7º Prêmio RBS de Educação, na categoria Escola Pública. A docente é responsável pelo projeto “Holocausto e os Discursos de Ódio”, desenvolvido com alunos do 9º ano.

A campo-bonense formada em História pela UFRGS e com mestrado na mesma instituição, atua há dez anos na rede pública municipal, oito deles, dedicados à escola do bairro 25 de Julho, onde desde o ano passado desenvolve o projeto que estimula a leitura e o senso crítico dos estudantes.

Leituras, teatro e cinema

Dentro do cronograma curricular dos alunos do último ano do ensino fundamental, a 2º Guerra Mundial despertou o anseio de ir além na educadora, que desejava despertar o hábito pela leitura e a autocrítica social nos adolescentes. “Não queria apenas passar o conteúdo de forma maçante, rígida e cansativa. A ideia era tornar a aula aberta, criativa e estimulante. Colocar uma pulguinha atrás da orelha deles que instigasse a pesquisa e a leitura”, relembrou Simone.

Associando a temática, a professora propôs a leitura do livro O Diário de Anne Frank, de 1947, considerado uma das obras mais importantes do século XX narra os sentimentos, medos e as pequenas alegrias de Anne, uma menina judia que, como sua família, lutou para sobreviver ao Holocausto. Após a leitura e discussão em sala de aula, o livro virou peça de teatro, interpretado pelos alunos que também assistiram o filme alemão sobre a vida da pequena judia. “O fechamento do projeto aconteceu com a palestra de três sobreviventes do Holocausto, que vieram à Campo Bom conversar com a turma. Foi um momento único, forte e histórico”, relembrou Simone, que frisou ainda a importância da visita dos sobreviventes ao município. “As lembranças da época não são boas, mas foi um choque de realidade para que isso nunca mais aconteça. Hoje em todo o mundo há cerca de 300 sobreviventes ainda vivos, ter o privilégio de conhecer três deles, lúcidos e com saúde foi algo que marcou a vida de todos nós”, relembra a professora.

Eleições 2018

Apenas no segundo turno das eleições presidenciais de 2018 o número de denúncias de discurso de ódio ou intolerância na internet, mais que dobraram em relação ao pleito de 2014 – passaram de 14.653 para 39.316. Os dados mostram que durante os 21 dias que separaram as duas votações, as denúncias com teor de xenofobia cresceram 2.369,5%, de apologia e incitação a crimes contra a vida, 630,52%, de neonazismo, 548,4%, de homofobia, 350,2%, de racismo, 218,2%, e de intolerância religiosa, 145,13%.

Todas essas manifestações foram levadas pelos próprios alunos para dentro da sala de aula, que começaram a encontrar semelhanças entre o livro escrito em 1947 e os dias atuais. “A discussão foi aberta pelo anseio deles em entender como uma obra escrita há mais de 70 anos continha um teor tão atual. Como tudo que aconteceu durante a II Guerra estava eclodindo em discursos de intolerância, racismo, xenofobia e homofobia. Despertar esse senso crítico nos alunos foi o grande ápice do projeto, pois estamos tornando esses jovens cidadão”, relembrou Simone.

Prêmio RBS de Educação

Realizado pelo Grupo RBS e pela Fundação Maurício Sirotsky Sobrinho, o concurso tem apoio técnico do Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária (Cenpec). O objetivo é estimular práticas de mediação e incentivo à leitura em diferentes áreas do conhecimento, como literatura, matemática, artes e ciência. Neste ano, foram inscritos 231 trabalhos de instituições de ensino de todo o Rio Grande do Sul. “Pelo segundo ano, temos professores da rede municipal finalistas no Prêmio RBS Educação. Em 2018, com a professora Ana Aline, da EMEF Presidente Vargas, vencedora, e, neste ano com a professora Simone. É um reconhecimento ao trabalho sério e competente dos professores junto aos alunos. Parabéns professora Simone. Estamos juntos nesta conquista. Vamos votar, votar, votar”, afirmou a secretaria de Educação e Cultura de Campo Bom, Simone Schneider.

A professora campo-bonense disputa o prêmio com outros nove professores, de diferentes municípios do Estado. A população pode votar na docente clicando aqui

A etapa final tem 20 projetos selecionados: 10 de escola s públicas e 10 de escolas privadas. Interessados podem participar indicando suas iniciativas favoritas no site do prêmio. O período para votar se encerra em 30 de outubro.

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  • AG CONTIGO | 17.05

➡️ Conferência Municipal de Saúde, acontece neste sábado, 20.

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  • Diante da previsão de queda acentuada nas temperaturas nos próximos dias, a Prefeitura de Campo Bom disponibilizará abrigo emergencial para pessoas em situação de rua nas noites desta terça-feira (16) e quarta-feira (17). O anúncio foi feito pelo secretário municipal de Desenvolvimento Social e Habitação, Gabriel Colissi.

A estrutura será instalada no Ginásio Municipal Karl Heinz Kopittke, onde serão oferecidos acolhimento, camas, cobertores, banho quente e refeições. A iniciativa busca garantir proteção e dignidade às pessoas em situação de vulnerabilidade durante o período de frio intenso.

A ação contará com o trabalho das equipes do Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS), que realizarão buscas ativas pelas ruas da cidade para orientar e encaminhar as pessoas em situação de rua ao abrigo.

A comunidade também poderá colaborar informando casos de pessoas que necessitem de acolhimento. Os contatos podem ser feitos junto à Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social e Habitação ou à Guarda Municipal, pelo telefone 153.

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  • Uma mulher de aproximadamente 50 anos foi encaminhada ao Hospital Lauro Reus após se envolver em um acidente de trânsito na tarde desta terça-feira (16), em Campo Bom. O caso ocorreu por volta das 16h53, na Rua Pastor Frederico, no Centro da cidade.

Conforme o Corpo de Bombeiros Militar, a ocorrência foi registrada inicialmente como suspeita de vítima presa nas ferragens após o tombamento de um veículo. Ao chegarem ao local, os bombeiros encontraram a condutora já fora do automóvel, retirada por populares que prestaram auxílio logo após o acidente.

Segundo informações, a motorista apresentava sinais de confusão e relatou não se lembrar do que havia acontecido. A suspeita é de que ela tenha sofrido um mal súbito enquanto dirigia. O veículo acabou colidindo contra outro carro que estava no local e, na sequência, tombou.

Apesar da gravidade da ocorrência, a mulher não apresentava ferimentos aparentes. Os airbags laterais do automóvel foram acionados durante o acidente, contribuindo para a proteção da condutora.

A equipe dos bombeiros realizou a estabilização do veículo, que permanecia tombado e apresentava risco de movimentação, além da avaliação inicial da vítima e da imobilização cervical preventiva. Posteriormente, ela foi encaminhada ao Hospital Lauro Reus para avaliação médica.

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  • AG CONTIGO | 16.06

➡️ UBS Paulista terá atendimento pediátrico noturno.

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  • COLUNA | ✍ @allandyegopimentel 

A recente decisão do Supremo Tribunal Federal, proferida na última semana, analisou um dos temas mais relevantes da Previdência Social nos últimos anos: a aposentadoria especial. Para quem não está familiarizado com o assunto, trata-se do benefício destinado aos trabalhadores expostos, durante sua vida profissional, a condições que colocam em risco sua saúde ou sua integridade física.
Em uma votação apertada, o STF declarou a inconstitucionalidade da exigência de idade mínima criada pela Reforma da Previdência de 2019. Uma exigência que, desde o início, foi alvo de inúmeras críticas por contrariar a própria finalidade do benefício.

Afinal, essa espécie de aposentadoria não surgiu como privilégio, mas sim como um verdadeiro instrumento de proteção ao trabalhador. Seu objetivo nunca foi apenas reconhecer determinado tempo de serviço, mas evitar que pessoas submetidas a agentes nocivos permanecessem expostas por períodos excessivos e sofressem prejuízos significativos à sua saúde e à sua qualidade de vida. Estamos falando de trabalhadores que convivem diariamente com ruídos intensos, produtos químicos, agentes biológicos e outras condições capazes de comprometer sua saúde ao longo dos anos.

Com a Reforma da Previdência de 2019, além do tempo mínimo de exposição, passou-se a exigir também uma idade mínima para a obtenção do benefício. Na prática, isso significava que muitos trabalhadores, mesmo após completarem os 15, 20 ou 25 anos de atividade especial exigidos pela legislação, precisavam continuar trabalhando em ambientes insalubres até atingir a idade necessária para se aposentar.
Foi justamente esse ponto que levou a questão ao Supremo. Para a maioria dos ministros, a exigência de idade mínima esvaziava a lógica protetiva da aposentadoria especial. Se o benefício existe para limitar a exposição a agentes nocivos, obrigar o trabalhador a permanecer por mais tempo nessas condições significava, em muitos casos, prolongar justamente o risco que a própria legislação busca evitar.

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Nos últimos anos, o câncer de intestino tem chamado cada vez mais atenção da população e dos profissionais de saúde. Considerado um dos tipos de câncer mais frequentes no mundo, ele desperta dúvidas, preocupações e, infelizmente, também muitos mitos relacionados à alimentação.
É comum encontrar informações que prometem prevenir ou até curar o câncer por meio de alimentos específicos, dietas restritivas ou receitas milagrosas. No entanto, a ciência nos mostra uma realidade diferente: não existe um único alimento responsável pelo surgimento ou pela cura do câncer de intestino. O que realmente influencia o risco da doença é o conjunto de hábitos que cultivamos ao longo da vida.
A alimentação tem um papel importante na prevenção porque o intestino está em contato direto com tudo o que consumimos. Dietas ricas em frutas, verduras, legumes, feijões, lentilhas e cereais integrais fornecem fibras e diversos compostos naturais que ajudam a manter o intestino saudável. As fibras, por exemplo, auxiliam no funcionamento intestinal e contribuem para o equilíbrio da microbiota, conjunto de microrganismos que habita nosso intestino e participa ativamente da saúde do organismo.

Por outro lado, estudos apontam que o consumo frequente de carnes processadas, como salsicha, linguiça, presunto, salame e bacon, está associado a um aumento do risco para câncer colorretal. Isso não significa que uma pessoa desenvolverá a doença por consumir esses alimentos ocasionalmente, mas reforça a importância da moderação e da construção de hábitos alimentares equilibrados.
Também é importante esclarecer que não existem alimentos milagrosos com capacidade comprovada de prevenir ou curar o câncer. Alho, cúrcuma, chás, sucos verdes e outros alimentos podem fazer parte de uma alimentação saudável, mas não substituem exames preventivos, acompanhamento médico ou tratamentos indicados pelos profissionais de saúde.

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  • EXCLUSIVO | ✍ @mairanpacheco 

Uma trajetória que começou em Campo Bom e atravessou continentes ganhou, em 2026, um capítulo inesquecível: a campo-bonense Camila Blos está entre os profissionais que participaram da produção do curta-metragem “A menina que chorava pérolas”, vencedor do Oscar na categoria de Melhor Curta-Metragem de Animação.

Radicada no Canadá desde 2001, Camila construiu uma carreira sólida nos bastidores do audiovisual. Ela se mudou para Montreal para estudar Administração de Empresas, após já ter realizado intercâmbio na França. Foi no país norte-americano que descobriu sua vocação para o cinema, iniciando de forma discreta em uma produtora especializada em documentários sobre povos indígenas. A partir dali, não parou mais.

Com passagens por diferentes produtoras e pela CBC, rádio pública do Canadá, Camila chegou à National Film Board (NFB), uma das instituições mais respeitadas do mundo na produção de documentários e animações, com mais de 80 anos de história e reconhecida por preservar a cultura e a memória canadense por meio do audiovisual.

No filme premiado, Camila atuou como coordenadora de produção, sendo responsável por áreas fundamentais como organização de filmagens, contratos, pagamentos, gravações de voz e toda a estrutura administrativa que permite que uma obra saia do papel. “Quando o cineasta chega com a ideia, a gente faz acontecer”, resume.

O curta “A menina que chorava pérolas” tem 17 minutos de duração e utiliza a técnica de stop motion, um processo artesanal em que marionetes são fotografadas quadro a quadro para criar movimento. O nível de detalhamento é tão alto que, em um bom dia de trabalho, a equipe consegue produzir cerca de dois segundos de animação.

A história acompanha um menino que observa, pela fresta da parede, a vida de sua vizinha, uma menina que, ao chorar, transforma lágrimas em pérolas, em meio a um ambiente marcado pela violência da madrasta. A narrativa delicada aborda temas como o primeiro amor, o encantamento e a sensibilidade diante do sofrimento alheio.

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