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“A fé e a vontade de viver me ajudaram na luta contra o câncer”

Redação / AG por Redação / AG
28 de outubro de 2019
em Saúde
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“A fé e a vontade de viver me ajudaram na luta contra o câncer”

Angélica Spengler/AG

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Conheça a história de duas irmãs guerreiras que enfrentaram o câncer de mama.

Receber o diagnóstico de câncer de mama não é fácil. Ninguém está preparado para encarar uma situação como essa, e a história de Mari Lúcia Klug, não foi diferente. A notícia veio em abril de 2018, momento de estabilidade na vida da professora, que havia trocado de emprego um mês antes do diagnostico, após receber proposta para ser coordenadora pedagógica de uma instituição particular campo-bonense. Após notar um nódulo no seio direito durante o banho e procurar um mastologista, veio a notícia avassaladora: câncer de mama. A doença, claro, trouxe medo, insegurança, mas trouxe também força, fé, vontade de vencer, muita compaixão e vontade de fazer a diferença. “Tive um baque, foi uma coisa horrível. Estava no meu melhor momento, novo emprego, iniciando meu mestrado. Só pensava que não podia morrer porque tinha meus filhos. Pirei mesmo. As pessoas tinham pena de mim. Mas eu decidi que ia viver, que iria lutar”, relembra Mari, hoje com 36 anos.

Diagnosticada com o câncer de mama triplo x negativo, subtipo de câncer que representa cerca de 15% a 20% de todos os casos de câncer de mama no mundo e se destaca por afetar, geralmente, mulheres jovens e ser agressivo, a professora iniciou o tratamento que terá três estágios: quimioterapia , cirurgia para retirada da mama e por último, as radioterapias. “Ainda tenho um longo percurso pela frente, não escolhi ter essa doença, mais posso escolher como vou passar por ela”, afirma Mari.

Entre cinco irmãs, três casos de câncer de mama

Terceira entre cinco filhas, Mari além de seguir a carreira das duas irmãs mais velhas, infelizmente recebeu o mesmo diagnóstico. Zeloir Terezinha Klug, é professora do ensino fundamental em Novo Hamburgo e há dez anos foi diagnosticada com câncer de mama. Passou por todo o tratamento e seguiu como um dos pilares nos momentos mais difíceis que a família natural de Camaquã passou. “Somos cinco irmãs mulheres. Das cinco, três tiveram câncer de mama, acredita? Por isso é tão importante em uma família as outras ficarem alertas. Naquela época, só íamos ao ginecologista para a parte ginecológica, mal se tocava na mama”, explica Zeloir, que completa, “quando fui diagnosticada, infelizmente os tratamentos não eram tão modernos. Eram muito invasivos, com diversos efeitos colaterais. E até descobrirem o que seria ideal para mim foram feitos muitos testes, o que no fim ajudou minhas irmãs, pois tivemos o mesmo tipo de câncer e o que foi testado no meu tratamento depois foram utilizados nelas”, recorda Zeloir, hoje com 44 anos, curada do câncer de mama.

A união fez a força

Ter com quem contar em todos os momentos da vida é essencial, mas em casos como o das irmãs Klug o apoio familiar faz toda a diferença. Elas contam como foi importante ter a família por perto. “Graças a Deus fui muito privilegiada, foi criada uma rede de apoio – família, amigos, vizinhos- que sempre foram muito presentes durante todo o processo, desde quando recebi o diagnóstico, me acompanharam em todas as fases”, revela Mari.

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Celebrado em 1º de maio, o Dia do Trabalhador é mais do que uma data no calendário: é um convite à valorização de quem, com dedicação diária, constrói e movimenta a comunidade. Em Campo Bom, o trabalho sempre foi um dos pilares do desenvolvimento, presente nas mais diversas áreas; da indústria ao comércio, da educação aos serviços, do empreendedorismo às iniciativas que nascem dentro de casa.
A origem da data remete ao final do século XIX, a partir de mobilizações de trabalhadores por melhores condições de trabalho, especialmente a redução da jornada para oito horas diárias. O marco histórico foi a Revolta de Haymarket, nos Estados Unidos, que se tornou símbolo da luta por direitos trabalhistas em todo o mundo. Desde então, o 1º de maio passou a ser reconhecido internacionalmente como um dia de reflexão, memória e valorização da classe trabalhadora.
Parte dessa história passa, inevitavelmente, pela força da indústria calçadista. Por décadas, o setor do calçado foi a principal engrenagem econômica do município, responsável por gerar empregos, renda e oportunidades para milhares de famílias. Nas linhas de produção, homens e mulheres ajudaram a consolidar a identidade de uma cidade reconhecida pela sua capacidade produtiva e pelo espírito trabalhador de sua gente.
Hoje, mesmo diante das transformações do mercado e da diversificação das atividades econômicas, o legado permanece vivo. Novas profissões surgem, outras se reinventam, e o conhecimento se torna ferramenta essencial para acompanhar as mudanças. Ainda assim, o valor do trabalho segue o mesmo: dignificar, gerar pertencimento e impulsionar o crescimento coletivo.
Mais do que números ou setores, o trabalho aparece no cotidiano: na porta que abre cedo, na máquina que começa a rodar, no atendimento que acolhe, na ideia que vira sustento. É ele que conecta histórias, sustenta famílias e dá ritmo à cidade. Neste Dia do Trabalhador, o reconhecimento está na soma silenciosa de esforços que, todos os dias, fazem a cidade seguir em frente.

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➡️ 1º de maio: a força de quem faz Campo Bom acontecer;

➡️ Campo Bom na trilha do penta com Elias Weiss;

➡️ M’Bororé lança edição histórica do 25º Sarau de Arte Gaúcha.

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  • Que comecem os jogos ⛹️‍♀️🤾‍♂️🏃‍♀️⚽️🥋

#40olimpiadaestudantildecampobom

📷 Briane Colissi e Mairan Pacheco/AG
  • A 40ª Olimpíada Estudantil de Campo Bom teve sua abertura oficial na manhã desta quinta-feira (30), no Ginásio do CEI, marcando o início de mais uma edição do maior evento esportivo estudantil do município.

Com expectativa de mais de 9 mil inscrições ao longo do ano, a competição reúne estudantes das redes municipal, estadual e privada em diversas modalidades esportivas, promovendo integração, espírito esportivo e formação entre os jovens.

A cerimônia contou com o tradicional acendimento da pira olímpica e homenagens a pessoas que contribuíram para a história da Olimpíada ao longo de suas quatro décadas.

As disputas seguem até novembro, com encerramento e premiação dos destaques de cada categoria.

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  • Bom dia, leitores e leitoras 🥰

Confira a capa da edição de hoje, 30 de Abril.

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A Escola Municipal de Educação Infantil (EMEI) Amarelinha, no bairro Porto Blos, recebe mais de 130 crianças, desde o berçário até o pré-2, acolhendo os pequenos de 0 a 5 anos. É neste palco de desenvolvimento desde os primeiros passos que a escola se destaca por uma ideia que reúne literatura, representação e construção de cidadania: a Afroteca.

Idealizada em 2023, a Afroteca nasceu da reformulação da biblioteca escolar, com o intuito de ampliar os debates sobre questões étnico-raciais no ambiente educativo.

O projeto ganhou ainda mais força em 2025, motivado pelas discussões pedagógicas e pelas experiências relatadas pela professora do Projeto da Diversidade. A troca de ideias entre a equipe, somada ao entusiasmo geral, levou à criação de um espaço especial no saguão da escola. O local, que antes abrigava a Geladeira Literária, ação que permite o empréstimo de livros pela comunidade, passou a receber também obras que valorizam diferentes etnias, ampliando o acesso à diversidade cultural.

Além dos livros, a Afroteca reúne instrumentos, brinquedos, tecidos e outros materiais que conversam com as histórias disponíveis no acervo, proporcionando uma experiência sensorial e educativa. As obras não são exclusivas do público infantil, sendo acessíveis também aos adultos que frequentam o espaço.

A formação do acervo contou com sugestões vindas de cursos oferecidos pela Secretaria Municipal de Educação, além da participação de membros da escola em eventos como o projeto Descolonizando Saberes e o Simpósio de Educação Infantil, que trataram do tema em oficinas e palestras. Entre os critérios de seleção, destaca-se a valorização de autores negros, fortalecendo a representatividade nas histórias apresentadas às crianças.

Com uma proposta pedagógica focada na educação antirracista, o projeto vai além do cumprimento de regras e se integra à vida da escola.

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