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Morador de Campo Bom é o primeiro caso de reinfecção pelas variantes P.1 e P.2 de SARS-CoV-2 do RS

Redação / AG por Redação / AG
20 de abril de 2021
em Saúde
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Variante: Covid-19 e a sua rapidez de mutação
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Pesquisadores da Rede Corona-ômica BR-MCTI também identificaram contaminação precoce da variante P.1 no Estado.

O Laboratório de Microbiologia Molecular da Universidade Feevale, integrante da Rede Corona-ômica BR-MCTI, divulgou informe de estudo em que detectou o primeiro caso de reinfecção pelas variantes P.1 e P.2 do SARS-CoV-2, vírus causador da Covid-19. Além disso, a análise sugere que a primeira infecção em solo gaúcho pela variante P.1, originada mais provavelmente no norte do país, se deu antes do que se pensava anteriormente.

Os genomas sequenciados foram obtidos de um paciente residente de Campo Bom. A primeira amostra, a qual foi identificada com a variante P.1, foi coletada em 30 de novembro do ano passado, cerca de dois meses antes da disseminação desta cepa de forma intensa no Estado, no final de janeiro. Não foi possível determinar a fonte exata de transmissão desta variante ao paciente analisado pois, até onde foi possível investigar, este manteve contato com múltiplos outros indivíduos infectados nos dias anteriores à coleta do material. Estudos adicionais foram feitos na tentativa de detectar a P.1 em outras amostras no mesmo período e região do paciente, mas verificou-se que aquele foi um caso isolado, no entanto.

A segunda amostra foi coletada em meados de março e apontou reinfecção do paciente, agora com a variante P.2, identificada primeiramente no estado do Rio de Janeiro. De acordo com o coordenador da Rede Corona-ômica BR-MCTI e professor do mestrado em Virologia da Universidade Feevale, Fernando Spilki, esse caso precoce de P.1 não deve ter sido o causador da sua disseminação no Estado. Conforme investigações complementares feitas pelo grupo de pesquisa, “A P.1 só veio a se alastrar, mesmo, de final de janeiro em diante, ou seja, fatores sociais como veraneio, carnaval, entre outros, devem ter influenciado esse quadro”, explica. O pesquisador reforça o achado da reinfecção pela variante P.2, no entanto. “Por ser a primeira reinfecção detectada por estas duas variantes no mundo, o que chama atenção é de que são duas variantes com algumas mutações similares na proteína Spike, o principal alvo dos anticorpos formados contra o SARS-CoV-2”, completa.

A descrição completa dos resultados pode ser encontrada no  site www.researchsquare.com/article/rs-435535/v1. As sequências genômicas foram disponibilizadas em bancos de dados internacionais. A Rede Corona-ômica BR-MCTI é uma iniciativa do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações para monitorar a variação genética do SARS-CoV-2 no território nacional.

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Celebrado em 1º de maio, o Dia do Trabalhador é mais do que uma data no calendário: é um convite à valorização de quem, com dedicação diária, constrói e movimenta a comunidade. Em Campo Bom, o trabalho sempre foi um dos pilares do desenvolvimento, presente nas mais diversas áreas; da indústria ao comércio, da educação aos serviços, do empreendedorismo às iniciativas que nascem dentro de casa.
A origem da data remete ao final do século XIX, a partir de mobilizações de trabalhadores por melhores condições de trabalho, especialmente a redução da jornada para oito horas diárias. O marco histórico foi a Revolta de Haymarket, nos Estados Unidos, que se tornou símbolo da luta por direitos trabalhistas em todo o mundo. Desde então, o 1º de maio passou a ser reconhecido internacionalmente como um dia de reflexão, memória e valorização da classe trabalhadora.
Parte dessa história passa, inevitavelmente, pela força da indústria calçadista. Por décadas, o setor do calçado foi a principal engrenagem econômica do município, responsável por gerar empregos, renda e oportunidades para milhares de famílias. Nas linhas de produção, homens e mulheres ajudaram a consolidar a identidade de uma cidade reconhecida pela sua capacidade produtiva e pelo espírito trabalhador de sua gente.
Hoje, mesmo diante das transformações do mercado e da diversificação das atividades econômicas, o legado permanece vivo. Novas profissões surgem, outras se reinventam, e o conhecimento se torna ferramenta essencial para acompanhar as mudanças. Ainda assim, o valor do trabalho segue o mesmo: dignificar, gerar pertencimento e impulsionar o crescimento coletivo.
Mais do que números ou setores, o trabalho aparece no cotidiano: na porta que abre cedo, na máquina que começa a rodar, no atendimento que acolhe, na ideia que vira sustento. É ele que conecta histórias, sustenta famílias e dá ritmo à cidade. Neste Dia do Trabalhador, o reconhecimento está na soma silenciosa de esforços que, todos os dias, fazem a cidade seguir em frente.

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➡️ 1º de maio: a força de quem faz Campo Bom acontecer;

➡️ Campo Bom na trilha do penta com Elias Weiss;

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#40olimpiadaestudantildecampobom

📷 Briane Colissi e Mairan Pacheco/AG
  • A 40ª Olimpíada Estudantil de Campo Bom teve sua abertura oficial na manhã desta quinta-feira (30), no Ginásio do CEI, marcando o início de mais uma edição do maior evento esportivo estudantil do município.

Com expectativa de mais de 9 mil inscrições ao longo do ano, a competição reúne estudantes das redes municipal, estadual e privada em diversas modalidades esportivas, promovendo integração, espírito esportivo e formação entre os jovens.

A cerimônia contou com o tradicional acendimento da pira olímpica e homenagens a pessoas que contribuíram para a história da Olimpíada ao longo de suas quatro décadas.

As disputas seguem até novembro, com encerramento e premiação dos destaques de cada categoria.

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  • Bom dia, leitores e leitoras 🥰

Confira a capa da edição de hoje, 30 de Abril.

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A Escola Municipal de Educação Infantil (EMEI) Amarelinha, no bairro Porto Blos, recebe mais de 130 crianças, desde o berçário até o pré-2, acolhendo os pequenos de 0 a 5 anos. É neste palco de desenvolvimento desde os primeiros passos que a escola se destaca por uma ideia que reúne literatura, representação e construção de cidadania: a Afroteca.

Idealizada em 2023, a Afroteca nasceu da reformulação da biblioteca escolar, com o intuito de ampliar os debates sobre questões étnico-raciais no ambiente educativo.

O projeto ganhou ainda mais força em 2025, motivado pelas discussões pedagógicas e pelas experiências relatadas pela professora do Projeto da Diversidade. A troca de ideias entre a equipe, somada ao entusiasmo geral, levou à criação de um espaço especial no saguão da escola. O local, que antes abrigava a Geladeira Literária, ação que permite o empréstimo de livros pela comunidade, passou a receber também obras que valorizam diferentes etnias, ampliando o acesso à diversidade cultural.

Além dos livros, a Afroteca reúne instrumentos, brinquedos, tecidos e outros materiais que conversam com as histórias disponíveis no acervo, proporcionando uma experiência sensorial e educativa. As obras não são exclusivas do público infantil, sendo acessíveis também aos adultos que frequentam o espaço.

A formação do acervo contou com sugestões vindas de cursos oferecidos pela Secretaria Municipal de Educação, além da participação de membros da escola em eventos como o projeto Descolonizando Saberes e o Simpósio de Educação Infantil, que trataram do tema em oficinas e palestras. Entre os critérios de seleção, destaca-se a valorização de autores negros, fortalecendo a representatividade nas histórias apresentadas às crianças.

Com uma proposta pedagógica focada na educação antirracista, o projeto vai além do cumprimento de regras e se integra à vida da escola.

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