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Impasse entre Secretaria Estadual de Educação e Município adia início de curso profissionalizante

Redação / AG por Redação / AG
30 de agosto de 2019
em Educação
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Impasse entre Secretaria Estadual de Educação e Município adia início de curso profissionalizante

Angélica Spengler/AG

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O Rio Grande do Sul apresenta algumas características próprias de países em desenvolvimento, entre as quais a desigualdade na distribuição da renda e deficiências no sistema educacional. Esses dois problemas estão diretamente associados. Pobreza e ausência de escolarização são deficiências que poderão ser superadas se enfrentadas simultaneamente.

Visando disponibilizar uma opção de qualificação profissional gratuita, inicialmente para trinta alunos do ensino médio da Escola Estadual Fernando Ferrari, a administração municipal, através de uma parceria com a instituição e a Universidade Feevale, iniciaria no dia 26 de agosto o curso Programador em Java. Com o investimento por aluno de R$ 1.210,00, totalizando R$ 36.320,00 de recursos municipais em 304 horas aulas. Qualificação que foi cancelada devido à não cedência do espaço na instituição pela Secretaria Estadual de Educação, que tem como titular da pasta, o ex-prefeito de Campo Bom, Faisal Karam.

Solicitação partiu da direção da escola

A Escola Estadual de Ensino Médio Fernando Ferrari, é uma das doze instituições de ensino que começaram o ano letivo de 2018 com a implantação do Ensino Médio em Tempo Integral. A instituição, que conta atualmente com mais de 380 estudantes, foi uma das primeiras no Estado aprovadas em um processo seletivo pelo Ministério da Educação, onde recebeu um cronograma estabelecido pela Secretaria de Educação Básica (SEB).

De acordo com o Prefeito Luciano Orsi, a equipe diretiva da instituição solicitou à Administração a disponibilização de cursos de qualificação para completar a grade curricular, pois o período de permanecia dos estudantes na instituição havia sido ampliado (de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 16h15) mas a oferta de atividades não. Na ocasião a direção da escola disponibilizou o espaço na instituição para o desenvolvimento da qualificação, através da assinatura, no dia 20 de agosto do termo de cooperação. “O município, através do Programa Avança/Qualifica, atendeu a um acordo firmado com a escola FF, em que esta concordou em ceder suas dependências para desenvolver o projeto em questão. A Secretaria de Educação do Estado, ao invés de simplesmente concordar com o proposto, editou um termo de um projeto Estadual, sem qualquer ligação com o objeto do projeto idealizado pelo município. Ocorre que a Seduc está querendo inverter a ordem dos fatos”, afirmou Orsi em entrevista exclusiva ao AG.

Ainda segundo o prefeito a necessidade foi identificada e avalizada pelo Conselho Municipal de Políticas Públicas para suprir a falta de mão de obra qualificada no Município, além de criar uma ocupação eficiente para os jovens do Ensino Médio. Não somente na região, mas em todo o Brasil há falta de profissionais na área de TI. “Muitas empresas instaladas em Campo Bom têm sua equipe de TI alocada em outros Municípios, devido à falta de profissionais nessa área. Estimamos que temos uma necessidade reprimida de 80 a 100 postos de trabalho nesse segmento”, revela.

O que diz a Secretaria Estadual de Educação

Em seu pronunciamento, Faisal Karam, Secretário Estadual de Educação informou que o curso não iniciou, pois, o termo de cooperação assinado, não estava nos moldes da Lei do Programa Estadual – Escola Melhor: Sociedade Melhor, em andamento nas Escolas do Estado do RS desde 2015, que autoriza as atividades de parceria na escola. “Em momento algum a Secretaria negou o espaço da escola estadual para a Prefeitura de Campo Bom. O que ocorre é que existe uma tramitação, tem um projeto chamado Escola Melhor: Sociedade Melhor, onde há termos de adesão. Quem assina esse termo de adesão é o Secretario Estadual ou o Governador, qualquer convênio funciona assim. Este por incrível que pareça sofreu adulteração. Foi alterado no município de Campo Bom, infelizmente. Onde se tirou o slogan do Governo Estadual, se tirou pautas do próprio convênio, adulterando este. Com isso eu não posso compactuar”, afirmou Karam em um vídeo postado em suas redes sociais.

Acusações que são rebatidas por Orsi. “As acusações de adulteração são caluniosas. A Secretaria de Educação do Estado tentou impor condições que não correspondiam a realidade do programa Avança / Qualifica e do objetivo da atividade. O Município concordou com a direção da escola, que esta apenas cederia uma sala. Ao receber um termo, que sequer fazia referência ao Município como parceiro, sendo este o mentor, pagador e criador do programa, foram sugeridas algumas modificações, as quais foram aceitas e assinadas pela escola. Assim, houve um ajuste mútuo do instrumento para atender a realidade do programa. Vale frisar, mesmo assim, o Município concordou com a referência da Lei Estadual no termo e na participação da Seduc como parceira, inclusive com o brasão do Estado impresso no documento”, rebate o prefeito.

Posição da direção da escola

O cancelamento do curso repercutiu entre os alunos e a equipe diretiva da instituição, em uma postagem feita em suas redes sociais, Maristela Brentano, diretora da Escola Fernando Ferrari agradeceu a Administração e a Universidade Feevale pelo interesse em oferecer o curso na escola. “Nos enche de orgulho contar com o apoio e a confiança da Prefeitura Municipal na figura do prefeito Luciano Orsi, em realizar um Curso de Qualificação Profissional na escola, nos encoraja a pensar, cuidar ainda mais do nosso espaço torná-lo adequado às parcerias que estão por vir. Agradecemos aos professores da Feevale em especial ao reitor da Universidade, Cleber Prodanov. Este cenário nos transporta para as semanas que antecederam o dia 26. Nas quais foram investidos recursos financeiros na preparação da sala e dos equipamentos para abrigar o curso. Tivemos histórias de vida com perspectivas de mudança. A sala está pronta, a logística de atendimento dos alunos também”, detalhou a diretora da Escola Fernando Ferrari.

UECB

A União dos Estudantes de Campo Bom também se manifestou durante esta semana. “A gente não está pedindo nada de mais, até porque a escola já tem todo o equipamento preparado. Só precisamos de um ‘sim’ e é isso que esperamos agora do Governador do Estado e do Secretário de Educação” disse Andriele Souza, vice- presidenta da UECB.

Escola Melhor: Sociedade Melhor

De acordo com as especificações da Portaria da SEDUC, que regulamenta o Programa Escola Melhor: Sociedade Melhor a participação da comunidade poderá acontecer de diversas ações através de doação de recursos materiais às escolas, patrocínio para a manutenção, entre outras doações.

Confira na íntegra o que diz a Portaria: https://educacao.rs.gov.br/escola-melhor

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  • EXCLUSIVO | ✍ @mairanpacheco 

Casos de multas registradas em cidades onde o proprietário nunca esteve ou em que o veículo nem saiu da garagem estão se tornando mais comuns no Rio Grande do Sul. Esse tipo de ocorrência pode sinalizar a clonagem de placas, um crime usado por quadrilhas para esconder veículos roubados ou furtados.

A reportagem do Jornal A Gazeta foi procurada por um morador do bairro Porto Blos relatando ter recebido uma notificação de multa emitida pelo Departamento de Estradas e Rodagens do Estado de São Paulo (DER-SP). No documento consta a aplicação penalidade em decorrência da não utilização do cinto de segurança pelo condutor do veículo na cidade de Ubatuba, em 21 de janeiro de 2026. No entanto, de acordo com o leitor multado, o veículo nunca esteve em Ubatuba.

Ao receber uma notificação suspeita, o primeiro passo é agir rapidamente. A orientação é registrar um boletim de ocorrência relatando a possível clonagem e reunir documentos que provem a irregularidade. Os principais itens exigidos são: vistoria do Detran RS, cópia do Certificado de Registro do Veículo, do CRLV, documento de identificação do proprietário, cópia da multa suspeita e fotos do veículo (frente, traseira e laterais).

Segundo o advogado Allan Dyego Pimentel, formalizar o caso é essencial para evitar prejuízos maiores. “Quando o proprietário encontra uma multa ligada a um veículo que não estava sob sua posse ou em um local diferente, é bem provável que esteja diante de um caso de clonagem de placa. Nessas situações, o primeiro passo é registrar um boletim de ocorrência, pois esse documento será a base para todas as medidas administrativas e judiciais posteriores”, destaca.

Após o registro, o proprietário deve apresentar defesa junto ao órgão que aplicou a multa, anexando provas que mostrem a impossibilidade da infração, como comprovantes de localização, registros de pedágios ou imagens. Também é possível pedir a abertura de um processo administrativo para investigação, incluindo a análise de imagens do veículo infrator.

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  • AG CONTIGO | 27.04

 ➡️ Cadastro Único Itinerante estará na Escola Morada do Sol.

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  • A interferência de moradores de rua nas atividades do comércio, os furtos a residências, escolas e empresas e a sensação de insegurança preocupam lojistas e empresários de Campo Bom. Na última quinta-feira (16), o Comitê da Regional da ACI em Campo Bom reuniu-se com representantes da Brigada Militar, da Guarda Municipal, da Polícia Civil, da administração municipal e do Consepro para debater o tema e definir ações preventivas em conjunto.

Uma das ações em estudo é o desenvolvimento, nos próximos meses, de uma campanha para estimular a população de Campo Bom a fazer o registro de furtos e roubos. Com indicadores mais realistas, as forças de segurança poderão atuar com mais eficiência na prevenção e no combate aos crimes.

Débora Trierweiler, proprietária da Farmácia Apoteka e integrante do Comitê Regional da ACI e do Consepro de Campo Bom, relata que comerciantes têm enfrentado situações difíceis com moradores de rua na área central, além de furtos e transtornos, que também são registrados em bairros.

O secretário municipal de segurança e trânsito, Fernando Lehnen, afirma que a legislação limita a ação das forças de segurança, mas, ainda assim, a Guarda Municipal tem feito operações de fiscalização e identificação de pessoas com histórico de crimes. Um dos locais que são alvo é um galpão junto ao Parcão, onde moradores de rua se reúnem e pressionam a população do entorno.

A maioria dos moradores de rua é dependente química e conhecida das forças de segurança. “Somente a ação dos órgãos de segurança não basta. É necessário apoio psicológico, ação integrada com outras áreas e, em alguns, casos, internação compulsória, que deve ser autorizada por familiares”, explica.

Conforme a vice-prefeita Gênifer Engers, 44 pessoas em situação de rua estão cadastradas no CRAS (já foram 110) e recebem auxílio, como banho e alimentação. Pelos menos três já foram encaminhadas a empregos, mas permaneceram por pouco tempo. “Sabemos dos impactos à comunidade, estamos atentos a situação e estudamos ações”, informou.

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  • EXCLUSIVO | ✍ @mairanpacheco 

Moradora de Campo Bom desde 1983, a engenheira industrial química Vanda Ferreira Ribeiro tem se dedicado a um tema cada vez mais urgente: a poluição por microplásticos no meio ambiente. Atualmente em pesquisa de pós-doutorado na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), ela desenvolve uma análise com relação à presença dessas partículas no solo de áreas conhecidas da cidade, como o Parque do Trabalhador, o Parcão e a região onde o Arroio Schmidt encontra o Rio dos Sinos.

O objetivo é aproximar a ciência do cotidiano das pessoas. “Escolho locais que fazem parte da rotina da população para mostrar que o problema está aqui, perto de nós”, explica. A pesquisa, realizada há cerca de um ano, busca identificar microplásticos com tamanhos de até 0,2 milímetros, invisíveis a olho nu, mas com potencial de causar impactos ao meio ambiente e à saúde ao longo do tempo.

Os microplásticos são fragmentos menores que 5 milímetros, originados tanto da degradação de materiais maiores, como embalagens, fibras e pneus, quanto de produtos já fabricados em tamanho reduzido, como microesferas presentes em cosméticos. Segundo a pesquisadora, mesmo quando não são visíveis, eles continuam presentes e interagem com o meio ambiente. “A poluição não deixa de existir só porque não conseguimos enxergá-la”, destaca.

O estudo também está ligado à preservação dos banhados, áreas úmidas fundamentais para o equilíbrio ambiental. Esses locais funcionam como “esponjas naturais”, ajudando a reduzir alagamentos e armazenando carbono no solo, o que contribui diretamente no combate às mudanças climáticas. No entanto, no Vale do Sinos, mais de 70% dessas áreas já foram perdidas, e as que restam sofrem com a pressão da urbanização e o acúmulo de resíduos.

Além da pesquisa acadêmica, Vanda busca conscientizar a população sobre o descarte correto de resíduos e o consumo consciente. Para ela, pequenas atitudes fazem diferença no dia a dia. “Temos coleta de lixo, mas ainda falta a cultura de não jogar resíduos nas ruas. O que não é recolhido acaba nas bocas de lobo e segue para arroios, banhados e rios”, alerta.

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  • COLUNA | ✍️ @darosa_ju 

O Projeto de Lei 1404/2025 autoriza a quebra de sigilo bancário e fiscal em ações de pensão alimentícia, quando houver indícios de que o responsável pelo pagamento esteja ocultando bens ou rendimentos. A medida surge como resposta a uma realidade bastante comum: a dificuldade de se apurar a real capacidade financeira de quem deve pagar alimentos, especialmente quando há tentativa deliberada de esconder patrimônio.
Na prática, o que se busca é permitir que o juiz, diante de elementos concretos, possa acessar informações financeiras do devedor, como movimentações bancárias e declarações fiscais. Isso não seria automático nem indiscriminado. A quebra de sigilo continuaria sendo uma medida excepcional, dependente de decisão judicial fundamentada e baseada em indícios consistentes de fraude ou ocultação.
O sigilo bancário e fiscal é um direito importante, ligado à privacidade e à proteção de dados pessoais. Por isso, sua flexibilização exige cautela. O projeto tenta equilibrar esse direito com outro igualmente relevante: o direito de quem depende da pensão alimentícia para sua subsistência, educação e desenvolvimento.
Hoje, não são raros os casos em que o devedor aparenta não ter renda suficiente, mas mantém um padrão de vida incompatível com o que declara oficialmente. Esse descompasso dificulta a fixação de um valor justo de pensão e pode prejudicar diretamente quem mais precisa. A proposta legislativa busca justamente reduzir esse tipo de distorção, trazendo mais transparência para o processo.
O projeto visa fortalecer a efetividade das decisões judiciais em matéria de alimentos, dando mais acesso à realidade financeira do devedor, o juiz poderá fixar valores mais adequados e coibir práticas abusivas, como a ocultação de bens em nome de terceiros ou a omissão de rendimentos.
Mais do que uma medida de investigação, trata-se de um instrumento de proteção. A pensão alimentícia não é uma punição, mas um dever legal que garante dignidade a quem depende dela. Nesse contexto, permitir a quebra de sigilo em situações justificadas pode representar um avanço importante na busca por justiça e equilíbrio nas relações familiares.
  • Cinco cães e dois gatos foram resgatados na tarde deste domingo (26) em uma residência no bairro Firenze, em Campo Bom, após uma ação envolvendo a vereadora Kayanne Braga (PDT), a ONG Campo Bom pra Cachorro, a Guarda Municipal e a Justiça.

Segundo a vereadora, a mobilização começou após um pedido de ajuda relacionado a animais que estariam abandonados no local. A denúncia foi encaminhada ao Ministério Público, que repassou o caso para a Vara Regional do Meio Ambiente, resultando na expedição de um mandado de busca e apreensão para retirada dos animais.

Conforme relato de Kayanne ao AG, a tutora dos animais teria sido encaminhada para uma instituição de acolhimento e os bichos ficaram sem os devidos cuidados. A suspeita é de que um familiar estaria indo ao local apenas esporadicamente para levar comida, o que teria agravado a situação.

Na manhã deste domingo, uma oficial de Justiça entrou em contato com a ONG e com a vereadora para acompanhar o cumprimento da ordem judicial. Ao chegarem ao endereço, não havia ninguém na residência. Diante disso, foi solicitado um novo mandado autorizando a entrada no imóvel, com apoio da Guarda Municipal.

Durante a ação, a equipe encontrou um cenário de extrema precariedade. Dos cinco cães resgatados, dois apresentavam estado de saúde considerado grave. No pátio da residência, foi encontrado um gato morto, que estava sendo devorado pelos demais animais. Outros dois gatos foram localizados dentro de uma churrasqueira, em situação crítica, extremamente debilitados.

Após o resgate, os sete animais foram encaminhados para atendimento veterinário na Kings Pet, onde recebem os primeiros cuidados e avaliação clínica.

Diante da gravidade do caso e dos custos com atendimento, medicação e recuperação, a ONG Campo Bom pra Cachorro está pedindo ajuda da comunidade para custear o tratamento dos animais. As doações podem ser feitas via Pix, pelo CNPJ 24.494.672/0001-69.

O caso seguirá sendo acompanhado pelos órgãos competentes, que irão apurar as responsabilidades e eventuais crimes de maus-tratos contra os animais.

MAIS NOTICIAS EM: www.agazetacb.com.br (LINK NA BIO)
  • AG CONTIGO | 24.03

Destaques da edição impressa 🗞️

➡️ EMEI Amarelinha cria Afroteca e fortalece educação antirracista;

➡️ Estudo revela poluição por microplásticos na cidade;

➡️ Multa indevida? Saiba como agir em casos de clonagem de placas.

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  • Bom dia, leitores e leitoras 🥰

Confira a capa da edição de hoje, 24 de Abril.

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