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Conheça o novo capitão da Brigada Militar

Redação / AG por Redação / AG
2 de junho de 2023
em Polícia
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Conheça o novo capitão da Brigada Militar

Giordanna Vallejos/AG

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Por Giordanna Vallejos

O município foi contemplado com o novo comandante da Brigada Militar, na segunda-feira, 22. O Capitão Nilton Godoy Nunes Júnior assumiu a posição e trás consigo uma vasta experiência na carreira militar, que vivenciou em sua maior parte em Porto Alegre. Confira a entrevista exclusiva do Jornal A Gazeta com o capitão.

A Gazeta – Qual a sua bagagem profissional na área de segurança pública?
Capitão Nilton Godoy Nunes Júnior –
Eu já tenho 20 anos de Brigada Militar, ingressei em 2003 na academia de Polícia Militar como soldado e de 2003 até 2011 eu fui do batalhão de choque. Em 2012 fui inspetor da Polícia Civil em Alvorada por seis meses. Em novembro de 2012, ingressei na academia de Polícia Militar para fazer o curso superior da Polícia Militar, que me deu a chancela no posto de capitão de Brigada, no 9º batalhão, da região central de Porto Alegre. Comandei a companhia especial, que é a força tática, concomitante fui chefe da inteligência do 9º batalhão, até ser transferido para o comando de policiamento da capital. E este ano, fui designado para comandar Campo Bom.

AG – Como as experiências moldaram a sua perspectiva?
Godoy –
A nossa experiência vai fazendo a gente mudar olhares. Quando eu cheguei novo, lá atrás, eu queria só prender. E depois a experiência nos traz que a prisão é um resultado favorável, mas que alguém foi lesado, o Estado ou o cidadão, e eu comecei a entender que a melhor forma de atuação da polícia ostensiva é a prevenção, é fazer com que o cidadão não seja lesado. Dificilmente um criminoso vai atuar onde tiver a presença policial. Sempre falo a importância da atuação, de não apenas passar pelas ruas, mas parar em determinado local, conversar com a pessoa, ficar em um determinado local de visibilidade, porque a viatura não é tão vista quanto às pessoas circulando.

AG – Qual a importância da aproximação da Brigada Militar com a comunidade?
Godoy –
Essas experiências que citei anteriormente mudaram a minha forma de perceber como deveríamos conduzir o policiamento comunitário. Em 2014 fui designado para comandar a 3ª companhia do 9º batalhão. Eu precisava aprender a trabalhar com policiamento preventivo. Fiz um curso de polícia comunitária em 2015. Em 2017, fiz um curso de gestão em polícia comunitária no Japão, que é considerado o pioneiro na atividade de polícia comunitária. Retornei com mais ideias e coloquei esse trabalho em prática na região. A comunidade vai ser parceira sempre, mas ela depende da provocação da polícia. A minha última aproximação em Porto Alegre foi com a comunidade judaica, que é muito forte lá, tanto que sempre trago a bandeira comigo. Em 2019, através do ministério da diáspora de Israel, fui indicado para fazer um curso antissemitismo lá em Israel e voltei com uma visão diferente da realidade.

AG – Como se sente vindo trabalhar em Campo Bom?
Godoy –
Me sinto feliz por estar aqui, porque esses 20 anos foram estritamente Porto Alegre, e eu vislumbrava que faltava uma experiência de interior. E esse conhecimento que exerci lá, com a experiência de interior vai engrandecer muito a minha carreira e obviamente vai trazer toda essa experiência para Campo Bom. Eu vou fazer o meu melhor, temos as nossas limitações, eu sei que o índice de criminalidade de Campo Bom é menor do que o de Porto Alegre, mas não menos importante. Precisamos muito do auxílio das autoridades, da imprensa, da comunidade, para que juntos, possamos fazer o melhor para a segurança.

AG – Quais os planos para a segurança da cidade?
Godoy –
Vamos criar a patrulha comunitária, que vai fazer o serviço de patrulha comunitária e escolar, e quando eu receber efetivo vou fazer a patrulha escolar e a patrulha comunitária. Vamos criar grupos de WhatsApp com o Servidor Militar Estadual da sala de operações lincado nele 24h por dia, mas a urgência segue no 190, por telefone, mas o WhatsApp vai servir para que a comunidade nos oriente. Vamos retomar o Proerd e atender o maior número de escolas possível. Nós também somos parceiros para ações sociais, o quartel está como ponto de coleta para a campanha do agasalho.

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  • AG CONTIGO | 17.05

➡️ Conferência Municipal de Saúde, acontece neste sábado, 20.

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  • Diante da previsão de queda acentuada nas temperaturas nos próximos dias, a Prefeitura de Campo Bom disponibilizará abrigo emergencial para pessoas em situação de rua nas noites desta terça-feira (16) e quarta-feira (17). O anúncio foi feito pelo secretário municipal de Desenvolvimento Social e Habitação, Gabriel Colissi.

A estrutura será instalada no Ginásio Municipal Karl Heinz Kopittke, onde serão oferecidos acolhimento, camas, cobertores, banho quente e refeições. A iniciativa busca garantir proteção e dignidade às pessoas em situação de vulnerabilidade durante o período de frio intenso.

A ação contará com o trabalho das equipes do Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS), que realizarão buscas ativas pelas ruas da cidade para orientar e encaminhar as pessoas em situação de rua ao abrigo.

A comunidade também poderá colaborar informando casos de pessoas que necessitem de acolhimento. Os contatos podem ser feitos junto à Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social e Habitação ou à Guarda Municipal, pelo telefone 153.

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  • Uma mulher de aproximadamente 50 anos foi encaminhada ao Hospital Lauro Reus após se envolver em um acidente de trânsito na tarde desta terça-feira (16), em Campo Bom. O caso ocorreu por volta das 16h53, na Rua Pastor Frederico, no Centro da cidade.

Conforme o Corpo de Bombeiros Militar, a ocorrência foi registrada inicialmente como suspeita de vítima presa nas ferragens após o tombamento de um veículo. Ao chegarem ao local, os bombeiros encontraram a condutora já fora do automóvel, retirada por populares que prestaram auxílio logo após o acidente.

Segundo informações, a motorista apresentava sinais de confusão e relatou não se lembrar do que havia acontecido. A suspeita é de que ela tenha sofrido um mal súbito enquanto dirigia. O veículo acabou colidindo contra outro carro que estava no local e, na sequência, tombou.

Apesar da gravidade da ocorrência, a mulher não apresentava ferimentos aparentes. Os airbags laterais do automóvel foram acionados durante o acidente, contribuindo para a proteção da condutora.

A equipe dos bombeiros realizou a estabilização do veículo, que permanecia tombado e apresentava risco de movimentação, além da avaliação inicial da vítima e da imobilização cervical preventiva. Posteriormente, ela foi encaminhada ao Hospital Lauro Reus para avaliação médica.

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  • AG CONTIGO | 16.06

➡️ UBS Paulista terá atendimento pediátrico noturno.

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  • COLUNA | ✍ @allandyegopimentel 

A recente decisão do Supremo Tribunal Federal, proferida na última semana, analisou um dos temas mais relevantes da Previdência Social nos últimos anos: a aposentadoria especial. Para quem não está familiarizado com o assunto, trata-se do benefício destinado aos trabalhadores expostos, durante sua vida profissional, a condições que colocam em risco sua saúde ou sua integridade física.
Em uma votação apertada, o STF declarou a inconstitucionalidade da exigência de idade mínima criada pela Reforma da Previdência de 2019. Uma exigência que, desde o início, foi alvo de inúmeras críticas por contrariar a própria finalidade do benefício.

Afinal, essa espécie de aposentadoria não surgiu como privilégio, mas sim como um verdadeiro instrumento de proteção ao trabalhador. Seu objetivo nunca foi apenas reconhecer determinado tempo de serviço, mas evitar que pessoas submetidas a agentes nocivos permanecessem expostas por períodos excessivos e sofressem prejuízos significativos à sua saúde e à sua qualidade de vida. Estamos falando de trabalhadores que convivem diariamente com ruídos intensos, produtos químicos, agentes biológicos e outras condições capazes de comprometer sua saúde ao longo dos anos.

Com a Reforma da Previdência de 2019, além do tempo mínimo de exposição, passou-se a exigir também uma idade mínima para a obtenção do benefício. Na prática, isso significava que muitos trabalhadores, mesmo após completarem os 15, 20 ou 25 anos de atividade especial exigidos pela legislação, precisavam continuar trabalhando em ambientes insalubres até atingir a idade necessária para se aposentar.
Foi justamente esse ponto que levou a questão ao Supremo. Para a maioria dos ministros, a exigência de idade mínima esvaziava a lógica protetiva da aposentadoria especial. Se o benefício existe para limitar a exposição a agentes nocivos, obrigar o trabalhador a permanecer por mais tempo nessas condições significava, em muitos casos, prolongar justamente o risco que a própria legislação busca evitar.

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Nos últimos anos, o câncer de intestino tem chamado cada vez mais atenção da população e dos profissionais de saúde. Considerado um dos tipos de câncer mais frequentes no mundo, ele desperta dúvidas, preocupações e, infelizmente, também muitos mitos relacionados à alimentação.
É comum encontrar informações que prometem prevenir ou até curar o câncer por meio de alimentos específicos, dietas restritivas ou receitas milagrosas. No entanto, a ciência nos mostra uma realidade diferente: não existe um único alimento responsável pelo surgimento ou pela cura do câncer de intestino. O que realmente influencia o risco da doença é o conjunto de hábitos que cultivamos ao longo da vida.
A alimentação tem um papel importante na prevenção porque o intestino está em contato direto com tudo o que consumimos. Dietas ricas em frutas, verduras, legumes, feijões, lentilhas e cereais integrais fornecem fibras e diversos compostos naturais que ajudam a manter o intestino saudável. As fibras, por exemplo, auxiliam no funcionamento intestinal e contribuem para o equilíbrio da microbiota, conjunto de microrganismos que habita nosso intestino e participa ativamente da saúde do organismo.

Por outro lado, estudos apontam que o consumo frequente de carnes processadas, como salsicha, linguiça, presunto, salame e bacon, está associado a um aumento do risco para câncer colorretal. Isso não significa que uma pessoa desenvolverá a doença por consumir esses alimentos ocasionalmente, mas reforça a importância da moderação e da construção de hábitos alimentares equilibrados.
Também é importante esclarecer que não existem alimentos milagrosos com capacidade comprovada de prevenir ou curar o câncer. Alho, cúrcuma, chás, sucos verdes e outros alimentos podem fazer parte de uma alimentação saudável, mas não substituem exames preventivos, acompanhamento médico ou tratamentos indicados pelos profissionais de saúde.

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  • EXCLUSIVO | ✍ @mairanpacheco 

Uma trajetória que começou em Campo Bom e atravessou continentes ganhou, em 2026, um capítulo inesquecível: a campo-bonense Camila Blos está entre os profissionais que participaram da produção do curta-metragem “A menina que chorava pérolas”, vencedor do Oscar na categoria de Melhor Curta-Metragem de Animação.

Radicada no Canadá desde 2001, Camila construiu uma carreira sólida nos bastidores do audiovisual. Ela se mudou para Montreal para estudar Administração de Empresas, após já ter realizado intercâmbio na França. Foi no país norte-americano que descobriu sua vocação para o cinema, iniciando de forma discreta em uma produtora especializada em documentários sobre povos indígenas. A partir dali, não parou mais.

Com passagens por diferentes produtoras e pela CBC, rádio pública do Canadá, Camila chegou à National Film Board (NFB), uma das instituições mais respeitadas do mundo na produção de documentários e animações, com mais de 80 anos de história e reconhecida por preservar a cultura e a memória canadense por meio do audiovisual.

No filme premiado, Camila atuou como coordenadora de produção, sendo responsável por áreas fundamentais como organização de filmagens, contratos, pagamentos, gravações de voz e toda a estrutura administrativa que permite que uma obra saia do papel. “Quando o cineasta chega com a ideia, a gente faz acontecer”, resume.

O curta “A menina que chorava pérolas” tem 17 minutos de duração e utiliza a técnica de stop motion, um processo artesanal em que marionetes são fotografadas quadro a quadro para criar movimento. O nível de detalhamento é tão alto que, em um bom dia de trabalho, a equipe consegue produzir cerca de dois segundos de animação.

A história acompanha um menino que observa, pela fresta da parede, a vida de sua vizinha, uma menina que, ao chorar, transforma lágrimas em pérolas, em meio a um ambiente marcado pela violência da madrasta. A narrativa delicada aborda temas como o primeiro amor, o encantamento e a sensibilidade diante do sofrimento alheio.

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