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Campo Bom é o berço de um dos fragmentos mais antigos de floresta do Vale do Sinos

Redação / AG por Redação / AG
2 de junho de 2023
em Comunidade
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Campo Bom é o berço de um dos fragmentos mais antigos de floresta do Vale do Sinos

Angélica Spengler/AG

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Por Giordanna Vallejos

Com 60 hectares de extensão e uma densa floresta, a Mata Leste é o lar de espécies em extinção e de árvores centenárias. Toda essa riqueza agora está protegida, com a implantação da primeira unidade de conservação de Campo Bom, o Parque Natural Municipal da Mata Leste.

O espaço é um dos fragmentos mais importantes de vegetação que ainda existe na região, por ter uma mata em estágio avançado de conservação, sendo uma das mais antigas do Vale dos Sinos. Ao olhar para a floresta, é possível vislumbrar espécies variadas de grandes árvores, que se erguem majestosas, sendo algumas tão altas que não é possível visualizar o seu topo. Suas raízes proeminentes marcam o chão da Mata Leste, coberto por uma densa camada de folhas e marcado por algumas tocas de animais que habitam por lá.

Além disso, cipós contorcidos e volumosos se unem entre uma árvore e outra. Os raios de sol transpassam tímidos, pela densa vegetação. Algumas árvores do local têm mais de 100 anos. Com a mata praticamente intocada, é possível ter a visão de como a região era na época que os colonizadores chegaram. Como se a própria floresta fosse um museu a céu aberto, pulsando a vida do passado.

Um dos fragmentos mais importantes do Vale dos Sinos

O biólogo Jeferson Timm, explica a relevância da preservação dessa floresta. “Esse é um dos fragmentos mais importantes de vegetação que ainda tem na bacia do Rio dos Sinos, e talvez a mata mais antiga da região, onde temos espécies de plantas que não são mais encontradas em outras regiões. Temos uma biodiversidade ímpar, uma biodiversidade que originalmente cobria toda essa região e só restou esse fragmento. Esse local já foi explorado, foram retiradas algumas espécies de interesse madeireiro, mas uma boa parte das espécies foram conservadas”, disse ele.

Pioneira, secundária e climácica

Jeferson Timm explica que existem três estágios de vegetação: a pioneira, a secundária e a climácica. Segundo ele, quando a área está degradada crescem as pioneiras, depois vem as secundárias e por fim as climácicas, que são plantas de dispersão com animais. A Mata Leste se enquadra na climácica, por isso, é mais antiga, rara, e boa parte das espécies do local produzem frutos.

Projeto VerdeSinos

“A identificação desse fragmento florestal, com 60 hectares, como de relevância, foi feita pelo ComitêSinos, dentro do projeto VerdeSinos. A equipe do comitê identificou que esse é um dos mais importantes, senão o mais importante, remanescente florestal da cobertura original das florestas do Vale dos Sinos. Quando os colonizadores chegaram aqui, as florestas tinham esse aspecto, antes de serem impactadas, por isso, essa área merece ser preservada”, relata o biólogo.

O início do projeto

O secretário de Meio Ambiente, João Flávio da Rosa, conta que a ideia de transformar a Mata Leste em um Parque Municipal vem sendo desenvolvida há muitos anos. “Tivemos acesso ao local através da Unisinos. A partir disso, começamos a fazer um planejamento, pensando em instalar uma reserva ambiental aqui. O município já tinha uma parte da área, que compõe a usina de reciclagem e com desapropriações, a área vai chegar a 60 hectares. Sabemos a relevância que tem para a região, porque temos espécies ameaçadas que merecem ser protegidas. O município prepara toda a questão legal de implantação dessa reserva para ser um Parque Municipal, que ela seja aberta, com controle, para a população poder ver esse patrimônio do município. Vamos fazer todo o processo legal para instituir o Parque Municipal de Campo Bom. Mapeamos as espécies com pesquisadores, temos trabalhado mais de cinco anos para transformar isso em realidade”.

Audiência pública

Como parte da programação da Semana do Meio Ambiente, no sábado, 3, haverá uma audiência pública para a implantação do Parque Natural Municipal da Mata Leste, às 9h, na Câmara de Vereadores. Toda a comunidade pode participar deste momento. Após concluídos os processos legais, a administração pretende fazer o cercamento do espaço, bem como criar trilhas guiadas, que poderão ser visitadas por escolas e pela comunidade. Para que além de um espaço de preservação, o local possa ser utilizado para a educação ambiental e pesquisas.

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  • A conta de luz dos gaúchos atendidos pela RGE, empresa do grupo CPFL Energia, vai ficar mais cara a partir desta sexta-feira (19). A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) confirmou um reajuste médio de 16,06% nas tarifas.

Na prática, isso significa que o valor pago todos os meses pela energia elétrica deve aumentar já nas próximas faturas. O reajuste não é igual para todos: consumidores residenciais terão um aumento médio de cerca de 14,97%, enquanto indústrias e grandes empresas, que utilizam alta tensão, terão alta ainda maior, chegando a cerca de 19%.

Segundo a Aneel, o aumento acontece principalmente por causa de custos que fazem parte da conta de luz, como a compra de energia, o uso das redes de transmissão e encargos do setor elétrico. Esses valores não são definidos pela empresa distribuidora e acabam sendo repassados ao consumidor.

Outro fator importante é a recuperação de valores que deixaram de ser cobrados nos últimos anos. Em 2024, após as enchentes que atingiram o Rio Grande do Sul, o reajuste foi adiado para evitar um impacto imediato na população. Agora, parte desses custos está sendo incluída nas tarifas atuais.

A RGE atende mais de 3 milhões de unidades consumidoras em centenas de municípios do estado, o que faz com que o reajuste tenha impacto direto no orçamento de grande parte das famílias gaúchas.

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  • AG CONTIGO | 17.05

➡️ Conferência Municipal de Saúde, acontece neste sábado, 20.

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  • Diante da previsão de queda acentuada nas temperaturas nos próximos dias, a Prefeitura de Campo Bom disponibilizará abrigo emergencial para pessoas em situação de rua nas noites desta terça-feira (16) e quarta-feira (17). O anúncio foi feito pelo secretário municipal de Desenvolvimento Social e Habitação, Gabriel Colissi.

A estrutura será instalada no Ginásio Municipal Karl Heinz Kopittke, onde serão oferecidos acolhimento, camas, cobertores, banho quente e refeições. A iniciativa busca garantir proteção e dignidade às pessoas em situação de vulnerabilidade durante o período de frio intenso.

A ação contará com o trabalho das equipes do Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS), que realizarão buscas ativas pelas ruas da cidade para orientar e encaminhar as pessoas em situação de rua ao abrigo.

A comunidade também poderá colaborar informando casos de pessoas que necessitem de acolhimento. Os contatos podem ser feitos junto à Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social e Habitação ou à Guarda Municipal, pelo telefone 153.

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  • Uma mulher de aproximadamente 50 anos foi encaminhada ao Hospital Lauro Reus após se envolver em um acidente de trânsito na tarde desta terça-feira (16), em Campo Bom. O caso ocorreu por volta das 16h53, na Rua Pastor Frederico, no Centro da cidade.

Conforme o Corpo de Bombeiros Militar, a ocorrência foi registrada inicialmente como suspeita de vítima presa nas ferragens após o tombamento de um veículo. Ao chegarem ao local, os bombeiros encontraram a condutora já fora do automóvel, retirada por populares que prestaram auxílio logo após o acidente.

Segundo informações, a motorista apresentava sinais de confusão e relatou não se lembrar do que havia acontecido. A suspeita é de que ela tenha sofrido um mal súbito enquanto dirigia. O veículo acabou colidindo contra outro carro que estava no local e, na sequência, tombou.

Apesar da gravidade da ocorrência, a mulher não apresentava ferimentos aparentes. Os airbags laterais do automóvel foram acionados durante o acidente, contribuindo para a proteção da condutora.

A equipe dos bombeiros realizou a estabilização do veículo, que permanecia tombado e apresentava risco de movimentação, além da avaliação inicial da vítima e da imobilização cervical preventiva. Posteriormente, ela foi encaminhada ao Hospital Lauro Reus para avaliação médica.

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➡️ UBS Paulista terá atendimento pediátrico noturno.

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  • COLUNA | ✍ @allandyegopimentel 

A recente decisão do Supremo Tribunal Federal, proferida na última semana, analisou um dos temas mais relevantes da Previdência Social nos últimos anos: a aposentadoria especial. Para quem não está familiarizado com o assunto, trata-se do benefício destinado aos trabalhadores expostos, durante sua vida profissional, a condições que colocam em risco sua saúde ou sua integridade física.
Em uma votação apertada, o STF declarou a inconstitucionalidade da exigência de idade mínima criada pela Reforma da Previdência de 2019. Uma exigência que, desde o início, foi alvo de inúmeras críticas por contrariar a própria finalidade do benefício.

Afinal, essa espécie de aposentadoria não surgiu como privilégio, mas sim como um verdadeiro instrumento de proteção ao trabalhador. Seu objetivo nunca foi apenas reconhecer determinado tempo de serviço, mas evitar que pessoas submetidas a agentes nocivos permanecessem expostas por períodos excessivos e sofressem prejuízos significativos à sua saúde e à sua qualidade de vida. Estamos falando de trabalhadores que convivem diariamente com ruídos intensos, produtos químicos, agentes biológicos e outras condições capazes de comprometer sua saúde ao longo dos anos.

Com a Reforma da Previdência de 2019, além do tempo mínimo de exposição, passou-se a exigir também uma idade mínima para a obtenção do benefício. Na prática, isso significava que muitos trabalhadores, mesmo após completarem os 15, 20 ou 25 anos de atividade especial exigidos pela legislação, precisavam continuar trabalhando em ambientes insalubres até atingir a idade necessária para se aposentar.
Foi justamente esse ponto que levou a questão ao Supremo. Para a maioria dos ministros, a exigência de idade mínima esvaziava a lógica protetiva da aposentadoria especial. Se o benefício existe para limitar a exposição a agentes nocivos, obrigar o trabalhador a permanecer por mais tempo nessas condições significava, em muitos casos, prolongar justamente o risco que a própria legislação busca evitar.

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Nos últimos anos, o câncer de intestino tem chamado cada vez mais atenção da população e dos profissionais de saúde. Considerado um dos tipos de câncer mais frequentes no mundo, ele desperta dúvidas, preocupações e, infelizmente, também muitos mitos relacionados à alimentação.
É comum encontrar informações que prometem prevenir ou até curar o câncer por meio de alimentos específicos, dietas restritivas ou receitas milagrosas. No entanto, a ciência nos mostra uma realidade diferente: não existe um único alimento responsável pelo surgimento ou pela cura do câncer de intestino. O que realmente influencia o risco da doença é o conjunto de hábitos que cultivamos ao longo da vida.
A alimentação tem um papel importante na prevenção porque o intestino está em contato direto com tudo o que consumimos. Dietas ricas em frutas, verduras, legumes, feijões, lentilhas e cereais integrais fornecem fibras e diversos compostos naturais que ajudam a manter o intestino saudável. As fibras, por exemplo, auxiliam no funcionamento intestinal e contribuem para o equilíbrio da microbiota, conjunto de microrganismos que habita nosso intestino e participa ativamente da saúde do organismo.

Por outro lado, estudos apontam que o consumo frequente de carnes processadas, como salsicha, linguiça, presunto, salame e bacon, está associado a um aumento do risco para câncer colorretal. Isso não significa que uma pessoa desenvolverá a doença por consumir esses alimentos ocasionalmente, mas reforça a importância da moderação e da construção de hábitos alimentares equilibrados.
Também é importante esclarecer que não existem alimentos milagrosos com capacidade comprovada de prevenir ou curar o câncer. Alho, cúrcuma, chás, sucos verdes e outros alimentos podem fazer parte de uma alimentação saudável, mas não substituem exames preventivos, acompanhamento médico ou tratamentos indicados pelos profissionais de saúde.

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