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Atletismo na teoria e na prática na Morada do Sol

Redação / AG por Redação / AG
21 de outubro de 2019
em Esportes
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Atletismo na teoria e na prática na Morada do Sol
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Duas vezes por semana, 50 alunos da EMEF Morada Do Sol, zona Leste de Campo Bom, participam no contraturno escolar do Projeto Atletismo. Entre mais de vinte modalidades existentes no esporte, apenas o salto com vara não é praticado. As aulas que iniciaram em 2014 desenvolvem habilidades em diversas modalidades de corrida, revezamento, arremesso e lançamentos de peso, martelo, disco e dardo, entre outros. E o que começou como uma alternativa para os estudantes da escola que na época tinha apenas dois anos de inauguração, competirem na Olimpíada Escolar Municipal, hoje é referência na descoberta de novos talentos. De janeiro ao mês de setembro foram conquistadas 102 medalhas em competições municipais e regionais. “Sabíamos que em outras modalidades não teríamos chance na disputa com as demais escolas, por isso o atletismo surgiu como uma opção que foi bem aceita desde o princípio. A escola não possuía contraturno escolar na época e nós abrimos a primeira opção”, relembrou Lucas Zabot, professor de Educação Física e idealizador do projeto.

Foi no improviso que o sonho do professor foi se tornando realidade. Parte do material foi fornecido pela Prefeitura, mas, como o atletismo é amplo e diverso, a comunidade escolar abraçou a causa e arregaçou as mangas. Com doações e eventos na escola mesmo, como brechós e vendas de cachorro-quente, aos poucos os materiais para os treinos foram conquistados. “Ainda falta muita coisa, que tornaria a preparação deles mais fácil e eficiente. Por isso sempre contamos com a colaboração de pessoas que quiserem sonhar alto junto com a EMEF Morada do Sol a nós procurarem. Toda a ajuda é bem-vinda”, revelou a diretora da instituição, Ursula da Silva.

Esporte como aliado da escola

Na Morada do Sol, o incentivo à prática esportiva surge ao lado do ensino. Para os estudantes do Pré ao 9º ano do ensino fundamental, que participam da equipe, a rotina escolar anda junto dos compromissos esportivos, como treinos e competições.

Aluna do 9º ano, Priscila Gomes, 15 anos, faz parte da equipe de atletismo e ocupa seu tempo com as aulas durante a manhã e os treinos duas vezes por semana no período da tarde. “Antes de entrar para a equipe eu sempre gostei de esportes, mas confesso que não conhecia muitas das modalidades do atletismo. Hoje não vejo a minha vida sem praticar esporte”, afirma.

Neste ano, Priscila conclui o nível Fundamental e se despede da instituição. Sem perspectiva de onde e nem como poderá continuar treinando e competido, a jovem atleta sonha. “Fico um pouco triste, porque não sei se na escola aonde vou estudar no próximo ano terão aulas de atletismo. Tomara que sim, eu estou torcendo muito para isso”, emociona-se a estudante que já praticou diversas modalidades no atletismo mas vem se destacando no arremesso de dardo.

Raissa Lima, 13 anos parece que tem rodinhas nos pés. A menina está voando nas pistas. Somente na etapa do dia 9 de setembro dos Jogos Escolares do Rio Grande do Sul (JERGS), disputada na Unisinos, em São Leopoldo, ela conquistou três medalhas. Duas de ouro (revezamento e 250m) e uma de prata (distância). Ela é uma das apostas do atletismo. “Pra mim mudou tudo desde que iniciei no projeto. Nunca tinha imaginado competir e hoje nós vamos para outras cidades e o pessoal agora está começando a conhecer a equipe do Morada do Sol. Antes não era assim, por muito tempo nós éramos os “azarões”. Isso é o resultado do nosso trabalho aqui, dentro da escola”, comenta Raissa, que já perdeu as contas de quantas vezes já subiu ao pódio nestes cinco anos participando do projeto.

Quem olha para Kahuany da Silva, 14, do alto dos seus 1.40 de altura não imagina como ela fica gigante competindo. Destaque na corrida de 800m, a pequena notável não consegue mais colocar no pescoço todas as medalhas que já conquistou no atletismo. Com um sorriso largo a estudante do 9º ano projeta um futuro promissor no esporte. “Gosto de tudo um pouco. Treinamos em todas as modalidades, o que me fez gostar do atletismo em si e com o passar dos anos fui me familiarizando mais com a corrida”, revela.

Formação de novos atletas

A diretora da instituição, destaca ainda a relação entre os alunos e os atletas. “Eles passaram a ser exemplo, uma mostra disto é o grande número de estudantes das séries iniciais que se interessam pelo contraturno. Além disso, entre eles existe uma maior interação e companheirismo. A parceria deles reflete e, muito, tanto no meio escolar como na vida pessoal deles”, explica.

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  • Os vereadores de Campo Bom aprovaram por unanimidade, na sessão ordinária desta segunda-feira (27), um projeto de lei que determina a suspensão da cobrança da tarifa de abastecimento de água em situações de descontinuidade do serviço ou quando o fornecimento ocorrer fora dos padrões de potabilidade.

A proposta, assinada por todos os parlamentares da Câmara Municipal, representa mais um passo no trabalho de fiscalização dos serviços prestados pela Corsan e agora segue para sanção do prefeito Giovani Feltes.
O projeto tem como objetivo garantir que a cobrança da tarifa ocorra apenas quando o serviço for prestado de forma eficiente, contínua e segura. A medida também busca coibir falhas e inadequações no abastecimento, prevendo a criação de um mecanismo administrativo que permita à Prefeitura suspender a cobrança sempre que forem constatadas irregularidades.

Durante a mesma sessão, os vereadores também aprovaram, por unanimidade, uma moção de repúdio à Aegea/Corsan, em razão da precariedade do serviço prestado no município.

Além disso, foram aprovados três pedidos de informação, três requerimentos, dois projetos de lei e uma moção. A sessão contou ainda com a participação do secretário municipal de Desenvolvimento Social, Gabriel Colissi, que apresentou dados e detalhou as ações do município em relação ao atendimento às pessoas em situação de rua.

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  • Inicia nos próximos dias, o calendário anual de podas de árvores, com cronograma organizado por regiões da cidade. O cronograma começa no dia 29 de abril e segue até 7 de maio, atendendo moradores da região Centro Norte e parte do bairro Genuíno Sampaio, abrangendo a área entre as avenidas Brasil, dos Estados e Emílio Vetter.

Na sequência, entre os dias 5 e 14 de maio, os serviços contemplam a região Centro Sul e parte do bairro Celeste, incluindo o trecho localizado entre as avenidas Brasil, Independência, Willy Reichert e Gustavo Vetter. A Administração Municipal reforça que os moradores devem realizar as podas dentro do período estabelecido para cada região e depositar os materiais corretamente nas calçadas, exclusivamente nos dias programados para recolhimento. O descarte fora do cronograma é considerado irregular e pode resultar em multa.

A Prefeitura orienta ainda que apenas resíduos de poda devem ser descartados, sem mistura com outros tipos de lixo. O cronograma poderá sofrer alterações em caso de condições climáticas desfavoráveis. Para os moradores que não puderem aguardar o período previsto para sua região, os resíduos podem ser destinados diretamente à Horta Comunitária da Aurora ou ao espaço ao lado da Usina de Reciclagem, na Estrada do Mônaco.

A Administração Municipal destaca ainda que a poda corretiva nas calçadas, quando necessária, é realizada pelo próprio município, contribuindo para a manutenção adequada da arborização urbana e reforçando o compromisso com a organização da cidade, a preservação ambiental e a colaboração entre poder público e comunidade.

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Casos de multas registradas em cidades onde o proprietário nunca esteve ou em que o veículo nem saiu da garagem estão se tornando mais comuns no Rio Grande do Sul. Esse tipo de ocorrência pode sinalizar a clonagem de placas, um crime usado por quadrilhas para esconder veículos roubados ou furtados.

A reportagem do Jornal A Gazeta foi procurada por um morador do bairro Porto Blos relatando ter recebido uma notificação de multa emitida pelo Departamento de Estradas e Rodagens do Estado de São Paulo (DER-SP). No documento consta a aplicação penalidade em decorrência da não utilização do cinto de segurança pelo condutor do veículo na cidade de Ubatuba, em 21 de janeiro de 2026. No entanto, de acordo com o leitor multado, o veículo nunca esteve em Ubatuba.

Ao receber uma notificação suspeita, o primeiro passo é agir rapidamente. A orientação é registrar um boletim de ocorrência relatando a possível clonagem e reunir documentos que provem a irregularidade. Os principais itens exigidos são: vistoria do Detran RS, cópia do Certificado de Registro do Veículo, do CRLV, documento de identificação do proprietário, cópia da multa suspeita e fotos do veículo (frente, traseira e laterais).

Segundo o advogado Allan Dyego Pimentel, formalizar o caso é essencial para evitar prejuízos maiores. “Quando o proprietário encontra uma multa ligada a um veículo que não estava sob sua posse ou em um local diferente, é bem provável que esteja diante de um caso de clonagem de placa. Nessas situações, o primeiro passo é registrar um boletim de ocorrência, pois esse documento será a base para todas as medidas administrativas e judiciais posteriores”, destaca.

Após o registro, o proprietário deve apresentar defesa junto ao órgão que aplicou a multa, anexando provas que mostrem a impossibilidade da infração, como comprovantes de localização, registros de pedágios ou imagens. Também é possível pedir a abertura de um processo administrativo para investigação, incluindo a análise de imagens do veículo infrator.

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  • A interferência de moradores de rua nas atividades do comércio, os furtos a residências, escolas e empresas e a sensação de insegurança preocupam lojistas e empresários de Campo Bom. Na última quinta-feira (16), o Comitê da Regional da ACI em Campo Bom reuniu-se com representantes da Brigada Militar, da Guarda Municipal, da Polícia Civil, da administração municipal e do Consepro para debater o tema e definir ações preventivas em conjunto.

Uma das ações em estudo é o desenvolvimento, nos próximos meses, de uma campanha para estimular a população de Campo Bom a fazer o registro de furtos e roubos. Com indicadores mais realistas, as forças de segurança poderão atuar com mais eficiência na prevenção e no combate aos crimes.

Débora Trierweiler, proprietária da Farmácia Apoteka e integrante do Comitê Regional da ACI e do Consepro de Campo Bom, relata que comerciantes têm enfrentado situações difíceis com moradores de rua na área central, além de furtos e transtornos, que também são registrados em bairros.

O secretário municipal de segurança e trânsito, Fernando Lehnen, afirma que a legislação limita a ação das forças de segurança, mas, ainda assim, a Guarda Municipal tem feito operações de fiscalização e identificação de pessoas com histórico de crimes. Um dos locais que são alvo é um galpão junto ao Parcão, onde moradores de rua se reúnem e pressionam a população do entorno.

A maioria dos moradores de rua é dependente química e conhecida das forças de segurança. “Somente a ação dos órgãos de segurança não basta. É necessário apoio psicológico, ação integrada com outras áreas e, em alguns, casos, internação compulsória, que deve ser autorizada por familiares”, explica.

Conforme a vice-prefeita Gênifer Engers, 44 pessoas em situação de rua estão cadastradas no CRAS (já foram 110) e recebem auxílio, como banho e alimentação. Pelos menos três já foram encaminhadas a empregos, mas permaneceram por pouco tempo. “Sabemos dos impactos à comunidade, estamos atentos a situação e estudamos ações”, informou.

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Moradora de Campo Bom desde 1983, a engenheira industrial química Vanda Ferreira Ribeiro tem se dedicado a um tema cada vez mais urgente: a poluição por microplásticos no meio ambiente. Atualmente em pesquisa de pós-doutorado na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), ela desenvolve uma análise com relação à presença dessas partículas no solo de áreas conhecidas da cidade, como o Parque do Trabalhador, o Parcão e a região onde o Arroio Schmidt encontra o Rio dos Sinos.

O objetivo é aproximar a ciência do cotidiano das pessoas. “Escolho locais que fazem parte da rotina da população para mostrar que o problema está aqui, perto de nós”, explica. A pesquisa, realizada há cerca de um ano, busca identificar microplásticos com tamanhos de até 0,2 milímetros, invisíveis a olho nu, mas com potencial de causar impactos ao meio ambiente e à saúde ao longo do tempo.

Os microplásticos são fragmentos menores que 5 milímetros, originados tanto da degradação de materiais maiores, como embalagens, fibras e pneus, quanto de produtos já fabricados em tamanho reduzido, como microesferas presentes em cosméticos. Segundo a pesquisadora, mesmo quando não são visíveis, eles continuam presentes e interagem com o meio ambiente. “A poluição não deixa de existir só porque não conseguimos enxergá-la”, destaca.

O estudo também está ligado à preservação dos banhados, áreas úmidas fundamentais para o equilíbrio ambiental. Esses locais funcionam como “esponjas naturais”, ajudando a reduzir alagamentos e armazenando carbono no solo, o que contribui diretamente no combate às mudanças climáticas. No entanto, no Vale do Sinos, mais de 70% dessas áreas já foram perdidas, e as que restam sofrem com a pressão da urbanização e o acúmulo de resíduos.

Além da pesquisa acadêmica, Vanda busca conscientizar a população sobre o descarte correto de resíduos e o consumo consciente. Para ela, pequenas atitudes fazem diferença no dia a dia. “Temos coleta de lixo, mas ainda falta a cultura de não jogar resíduos nas ruas. O que não é recolhido acaba nas bocas de lobo e segue para arroios, banhados e rios”, alerta.

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