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Artesãs campo-bonenses criam bonecas que auxiliam no combate ao abuso infantil

Redação / AG por Redação / AG
4 de agosto de 2023
em Comunidade
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Artesãs campo-bonenses criam bonecas que auxiliam no combate ao abuso infantil
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Forma lúdica favorece o aprendizado e simplifica abordagem do tema

Por Giordanna Vallejos

O Brasil tem enfrentado sérios desafios em relação ao abuso infantil, uma realidade alarmante que afeta milhares de crianças no país. Conforme a Agência Brasil, nos quatro primeiros meses deste ano, 17,5 mil violações sexuais contra crianças ou adolescentes foram registradas pelo Disque 100. Os dados são do Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania e apontam um aumento de quase 70% em relação ao mesmo período de 2022.

No entanto, iniciativas inovadoras e educativas vêm surgindo para combater esse problema. Recentemente, as irmãs Fernanda Chaves, artesã, e Roberta Chaves, artesã e cantora, proprietárias da Frescuriti, criaram uma solução criativa: bonecas educativas para ajudar profissionais de saúde a abordarem o delicado tema do abuso, com as crianças. Essas bonecas têm recebido feedbacks extremamente positivos, especialmente de profissionais que atuam na rede pública de saúde, que destacam a importância do recurso para a conscientização e a prevenção desse tipo de violência.

“Desenvolvemos a boneca a pedido de uma cliente. A partir desse pedido, e das postagens no Instagram, confeccionamos outras bonecas para profissionais de saúde. Tivemos muitos feedbacks positivos sobre a boneca. Tanto pelas redes sociais, quanto pessoalmente. Temos clientes que trabalham na rede pública de saúde, e relataram que esse recurso, seria muito importante para poder abordar e conversar com crianças em atendimento, por exemplo”, disse a artesã Fernanda Chaves.

Ela explica que por serem artesanais, os bonecos podem ser personalizados, como a cor do cabelo, pele e gênero, por exemplo. Fernanda também explica como a forma lúdica de tratar de um tema complicado pode simplificar tudo. “Por se tratar, muitas vezes, de um assunto delicado, o uso de um boneco, pode deixar mais leve para os pais a tarefa de explicar aos filhos sobre seu corpo. Crianças aprendem brincando, então o recurso facilita para que elas entendam. É muito importante que a criança, desde pequena, saiba onde pode ser ou não tocada. Sabendo sobre os limites e conhecendo seu corpo, é muito mais fácil que ela possa entender se algo de errado acontecer”, relata a artesã.

Semáforo do toque

A brincadeira é simples: com a supervisão de adultos de confiança, a criança deve marcar de verde, vermelho ou amarelo — em alusão ao semáforo de trânsito — os locais do corpo dela em que outras pessoas podem e não podem tocar. Isso é importante, inclusive, para que ela aprenda a respeitar os limites do próprio corpo e do corpo do outro. O boneco mede cerca de 30 cm de altura com a parte de trás do cabelo removível. Acompanha os “sinais” em verde, amarelo e vermelho, presos por velcro.

Programa Saúde na Escola

A Secretaria Municipal de Educação e Cultura (Smec) de Campo Bom informa que, para lidar com a violência e abuso em sala de aula, é fundamental ter mecanismos preventivos e estratégias de intervenção que promovam o diálogo entre a escola, aluno, família e rede municipal. “Para além do papel de identificação e notificação, a escola auxilia na prevenção, abordando o tema ao longo do trajeto escoar das crianças e adolescentes, respeitando as fases de crescimento e o assunto a abordar, respeitando as formas de expressão da sexualidade, sem reprimi-las. A educação sexual é um dos pilares do Programa Saúde na Escola no município. Realizamos atividades para adolescentes, como rodas de conversa nas escolas com temas transversais (tipos de violência, consentimento, cuidado e a responsabilidade), temos também a formação com palestras sobre violência, causas e suas manifestações, com os professores”, explica a secretária Simone Schneider.

Educação como rede de proteção

As atividades educativas para os pequenos (práticas corporais, desenhos, atividades que envolvam respeito e empatia) são instrumentos de informação e prevenção.
Todas as atividades realizadas no âmbito educacional visam ensinar a criança e o adolescente a reconhecer seus direitos e o respeito ao seu corpo e ao corpo do outro, fortalecendo e capacitando a sua defesa em situações de abuso.

A escola como rede de proteção assegura o acolhimento e o cuidado, encaminhando a situação à rede municipal (Creas, Conselho Tutelar, Assistência Social, Sistema de Saúde) para assegurar a garantia dos seus direitos.

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  • A conta de luz dos gaúchos atendidos pela RGE, empresa do grupo CPFL Energia, vai ficar mais cara a partir desta sexta-feira (19). A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) confirmou um reajuste médio de 16,06% nas tarifas.

Na prática, isso significa que o valor pago todos os meses pela energia elétrica deve aumentar já nas próximas faturas. O reajuste não é igual para todos: consumidores residenciais terão um aumento médio de cerca de 14,97%, enquanto indústrias e grandes empresas, que utilizam alta tensão, terão alta ainda maior, chegando a cerca de 19%.

Segundo a Aneel, o aumento acontece principalmente por causa de custos que fazem parte da conta de luz, como a compra de energia, o uso das redes de transmissão e encargos do setor elétrico. Esses valores não são definidos pela empresa distribuidora e acabam sendo repassados ao consumidor.

Outro fator importante é a recuperação de valores que deixaram de ser cobrados nos últimos anos. Em 2024, após as enchentes que atingiram o Rio Grande do Sul, o reajuste foi adiado para evitar um impacto imediato na população. Agora, parte desses custos está sendo incluída nas tarifas atuais.

A RGE atende mais de 3 milhões de unidades consumidoras em centenas de municípios do estado, o que faz com que o reajuste tenha impacto direto no orçamento de grande parte das famílias gaúchas.

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  • AG CONTIGO | 17.05

➡️ Conferência Municipal de Saúde, acontece neste sábado, 20.

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  • Diante da previsão de queda acentuada nas temperaturas nos próximos dias, a Prefeitura de Campo Bom disponibilizará abrigo emergencial para pessoas em situação de rua nas noites desta terça-feira (16) e quarta-feira (17). O anúncio foi feito pelo secretário municipal de Desenvolvimento Social e Habitação, Gabriel Colissi.

A estrutura será instalada no Ginásio Municipal Karl Heinz Kopittke, onde serão oferecidos acolhimento, camas, cobertores, banho quente e refeições. A iniciativa busca garantir proteção e dignidade às pessoas em situação de vulnerabilidade durante o período de frio intenso.

A ação contará com o trabalho das equipes do Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS), que realizarão buscas ativas pelas ruas da cidade para orientar e encaminhar as pessoas em situação de rua ao abrigo.

A comunidade também poderá colaborar informando casos de pessoas que necessitem de acolhimento. Os contatos podem ser feitos junto à Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social e Habitação ou à Guarda Municipal, pelo telefone 153.

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  • Uma mulher de aproximadamente 50 anos foi encaminhada ao Hospital Lauro Reus após se envolver em um acidente de trânsito na tarde desta terça-feira (16), em Campo Bom. O caso ocorreu por volta das 16h53, na Rua Pastor Frederico, no Centro da cidade.

Conforme o Corpo de Bombeiros Militar, a ocorrência foi registrada inicialmente como suspeita de vítima presa nas ferragens após o tombamento de um veículo. Ao chegarem ao local, os bombeiros encontraram a condutora já fora do automóvel, retirada por populares que prestaram auxílio logo após o acidente.

Segundo informações, a motorista apresentava sinais de confusão e relatou não se lembrar do que havia acontecido. A suspeita é de que ela tenha sofrido um mal súbito enquanto dirigia. O veículo acabou colidindo contra outro carro que estava no local e, na sequência, tombou.

Apesar da gravidade da ocorrência, a mulher não apresentava ferimentos aparentes. Os airbags laterais do automóvel foram acionados durante o acidente, contribuindo para a proteção da condutora.

A equipe dos bombeiros realizou a estabilização do veículo, que permanecia tombado e apresentava risco de movimentação, além da avaliação inicial da vítima e da imobilização cervical preventiva. Posteriormente, ela foi encaminhada ao Hospital Lauro Reus para avaliação médica.

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➡️ UBS Paulista terá atendimento pediátrico noturno.

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  • COLUNA | ✍ @allandyegopimentel 

A recente decisão do Supremo Tribunal Federal, proferida na última semana, analisou um dos temas mais relevantes da Previdência Social nos últimos anos: a aposentadoria especial. Para quem não está familiarizado com o assunto, trata-se do benefício destinado aos trabalhadores expostos, durante sua vida profissional, a condições que colocam em risco sua saúde ou sua integridade física.
Em uma votação apertada, o STF declarou a inconstitucionalidade da exigência de idade mínima criada pela Reforma da Previdência de 2019. Uma exigência que, desde o início, foi alvo de inúmeras críticas por contrariar a própria finalidade do benefício.

Afinal, essa espécie de aposentadoria não surgiu como privilégio, mas sim como um verdadeiro instrumento de proteção ao trabalhador. Seu objetivo nunca foi apenas reconhecer determinado tempo de serviço, mas evitar que pessoas submetidas a agentes nocivos permanecessem expostas por períodos excessivos e sofressem prejuízos significativos à sua saúde e à sua qualidade de vida. Estamos falando de trabalhadores que convivem diariamente com ruídos intensos, produtos químicos, agentes biológicos e outras condições capazes de comprometer sua saúde ao longo dos anos.

Com a Reforma da Previdência de 2019, além do tempo mínimo de exposição, passou-se a exigir também uma idade mínima para a obtenção do benefício. Na prática, isso significava que muitos trabalhadores, mesmo após completarem os 15, 20 ou 25 anos de atividade especial exigidos pela legislação, precisavam continuar trabalhando em ambientes insalubres até atingir a idade necessária para se aposentar.
Foi justamente esse ponto que levou a questão ao Supremo. Para a maioria dos ministros, a exigência de idade mínima esvaziava a lógica protetiva da aposentadoria especial. Se o benefício existe para limitar a exposição a agentes nocivos, obrigar o trabalhador a permanecer por mais tempo nessas condições significava, em muitos casos, prolongar justamente o risco que a própria legislação busca evitar.

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Nos últimos anos, o câncer de intestino tem chamado cada vez mais atenção da população e dos profissionais de saúde. Considerado um dos tipos de câncer mais frequentes no mundo, ele desperta dúvidas, preocupações e, infelizmente, também muitos mitos relacionados à alimentação.
É comum encontrar informações que prometem prevenir ou até curar o câncer por meio de alimentos específicos, dietas restritivas ou receitas milagrosas. No entanto, a ciência nos mostra uma realidade diferente: não existe um único alimento responsável pelo surgimento ou pela cura do câncer de intestino. O que realmente influencia o risco da doença é o conjunto de hábitos que cultivamos ao longo da vida.
A alimentação tem um papel importante na prevenção porque o intestino está em contato direto com tudo o que consumimos. Dietas ricas em frutas, verduras, legumes, feijões, lentilhas e cereais integrais fornecem fibras e diversos compostos naturais que ajudam a manter o intestino saudável. As fibras, por exemplo, auxiliam no funcionamento intestinal e contribuem para o equilíbrio da microbiota, conjunto de microrganismos que habita nosso intestino e participa ativamente da saúde do organismo.

Por outro lado, estudos apontam que o consumo frequente de carnes processadas, como salsicha, linguiça, presunto, salame e bacon, está associado a um aumento do risco para câncer colorretal. Isso não significa que uma pessoa desenvolverá a doença por consumir esses alimentos ocasionalmente, mas reforça a importância da moderação e da construção de hábitos alimentares equilibrados.
Também é importante esclarecer que não existem alimentos milagrosos com capacidade comprovada de prevenir ou curar o câncer. Alho, cúrcuma, chás, sucos verdes e outros alimentos podem fazer parte de uma alimentação saudável, mas não substituem exames preventivos, acompanhamento médico ou tratamentos indicados pelos profissionais de saúde.

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