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Adão Preto é patrono da primeira Tropeada de Campo Bom

Redação / AG por Redação / AG
9 de setembro de 2019
em Cultura
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Adão Preto é patrono da primeira Tropeada de Campo Bom

Fernanda Hescher/PMCB

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Por seus relevantes serviços prestados em prol do tradicionalismo e da cultura gaúcha, um dos tropeiros mais antigo da região, Adão Preto é o patrono da primeira Tropeada de Campo Bom, integrando a Semana Farroupilha 2019. Promovido pela Administração Municipal, por meio das secretarias de Educação e Cultura e de Desenvolvimento Econômico e Turismo, as festividades acontecem entre os dias 13 e 22 de setembro, no Parque Municipal do Trabalhador, com apoio dos CTG’s parceiros: Campo Verde, M’Bororé, Guapos do Itapuí e Palanques da Tradição, tendo entrada, estacionamento e atrações gratuitas e abertas ao público. A programação está repleta de shows, incluindo grandes nomes do Estado como Elton Saldanha, Jorge Guedes e Família, Shana Müller e André Teixeira, além de apresentações de dança dos campeões dos rodeios escolares, atividades culturais sobre o tradicionalismo gaúcho, provas de tiro e laço, Clarim do Acampamento – Festival Regional de Intérpretes Nativistas, e muito mais.

Segundo o prefeito Luciano Orsi,  é fundamental prestar um tributo a Adão Preto, um cidadão que soube muito bem manter e trazer vivos até os dias de hoje os costumes do povo gaúcho, representando a coragem do homem simples do campo que, além de desbravar caminhos pelo interior do Estado, deixou de legado aspectos do tropeirismo que ajudaram a construir a cultura que identifica o povo rio-grandense, quer seja nas lidas do campo, no vestuário, na música, na arte de cevar um chimarrão, na dança ou na culinária campeira. “Adão Preto tem uma história de vida única, que de sua forma simples, sincera e apaixonada soube difundir e cultuar as nossas tradições. Até mesmo o nome de nosso município devemos aos tropeiros, que consideraram nossa cidade um campo bom para descansarem em suas caravanas entre a Serra e a Capital. Agora, como parte das celebrações dos 60 anos de Campo Bom, queremos que esse grande legado, de um tropeiro que representa a eterna luta por nossa cultura e tradição, seja ressaltado”, define Orsi.

Adão Preto: Uma vida dedicada a tradição gaúcha

Em 26 março de 1927, nascia no interior  de São Francisco de Paula, Adão Manoel dos Reis, hoje com 92 anos (de registro).  Adão Preto, como é conhecido, ficou órfão de mãe logo ao nascer, seu pai então o entregou a família Lopes na qual trabalhava. A sua mãe de criação, fazendeira da região com um casal de filhos biológicos também ficou viúva logo em seguida, sendo que Adão, o único negro na família, cresceu desde cedo camperiando a cavalo pela fazenda. Tanto que, aos 15 anos, ele já fazia todas as lidas da fazenda e logo em seguida assumiu a função de capataz, pois sua mãe depositava plena confiança para administrar a fazenda, em meados de 45.

Foi por esta época que se iniciou sua jornada de peão e tropeiro, pois junto de sua mãe e seu irmão de criação saiam da fazenda em São Francisco para vender queijo em vacaria e comprar mantimentos para eles e vizinhos, no lombo de mulas.

Mais tarde suas tropeiradas eram só ele e seu irmão de criação que o acompanhava, quando levavam tropas de gado para vender em matadouros da região metropolitana, mais precisamente o de Viamão, tropiou varas de porcos de Jaquirana até Rolante (tropas de 150 a 200 porcos ), também faziam viagens para comprar e buscar mantimentos diversos da região litorânea de RS e SC para as fazendas de cima da serra,  sendo que os cargueiros eram mulas em média de 20 a 25 animais conduzido pela égua madrinha, trazendo cada uma delas 90kg de carga.

Nesta passagem de sua vida os negócios eram feitos na palavra e no fio do bigode, seu Adão tanto comprava mantimentos para as fazendas como vendia tropas de gado aos matadouros, mas o fator mais peculiar que os lotes de gado vendido aos matadouros eram pesados na balança de São Francisco e conferido pelo seu Adão o qual até hoje não sabe ler e nem escrever, e levava estas marcações em sua memória até o final da viagem.

Hoje, Adão é único vivo de sua família biológica e adotiva, seu carisma é inexplicável tanto em Campo Bom quanto nas cidades de cima da Serra por onde passou. Sua memória também é invejável, pois relata os fatos nos detalhes.

Adão Preto foi acolhido pelo CTG M’Bororé, onde se tornou idealizador e organizador da cavalgada da Primavera, atuando até hoje na entidade.

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  • Campo Bom registrou na manhã desta terça-feira a primeira geada de 2026. Conforme informações do coordenador da estação meteorológica local, Nilson Wolf, a temperatura mínima no município chegou a 4,4°C.

O fenômeno marcou a manhã com paisagens cobertas por fina camada de gelo em áreas de vegetação e pontos mais abertos da cidade, reflexo da intensa queda nas temperaturas registrada nos últimos dias na região.

No ano passado, a primeira ocorrência de geada em Campo Bom havia sido registrada apenas no dia 24 de junho, quando os termômetros marcaram mínima de 4°C.

A chegada antecipada do fenômeno neste ano reforça a atuação da massa de ar frio sobre o Rio Grande do Sul, mantendo as temperaturas baixas principalmente nas primeiras horas do dia.

Imagens: Nilson Wolff | Coordenador da estação metereológica de Campo Bom

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  • COLUNA DA LIGA | ✍️ @martafuerstenau

A palavra relação significa, conforme o dicionário, uma ligação, vínculo ou conexão entre uma coisa e outra; uma correlação, e, ou uma associação.

Trazendo isto para as relações familiares, podemos pensar que as relações podem ser fonte de apoio ou mesmo de tensão, pois conexões e correlações se estabelecem a todo momento entre pessoas de diversas contextos e vínculos diferentes.
Não existe família sem falar em relações e também sem falar em desafios. O que, geralmente muda é como cada pessoa lida com isso.

Estamos no século XXI, que é marcado por grandes avanços tecnológicos, científicos e transformações globais. Vivemos hoje, em um mesmo ambiente no convívio entre pais, filhos e avós, os quais estão vivendo e interagindo mais tempo juntos, visto o momento mais longevo da humanidade. No entanto, cada uma destas gerações cresceu em contextos diferentes, o que pode ocasionar conflitos constantes. Mesmo as mudanças de fase da vida, como casamento, nascimento de filhos, adolescência, separações, envelhecimento… cada fase exige uma reorganização da família, e isso nem sempre acontece de forma tranquila.

Muitas dificuldades começam não pelo que é dito, mas por como é dito, ou pelo que fica não dito. Suposições, ironias e falta de escuta ativa criam ruídos que vão se acumulando. Algumas famílias evitam brigas a qualquer custo; outras vivem em confronto constante. Nem um extremo nem outro é saudável, o desafio é aprender a discordar sem romper. Fácil? Nem sempre, mas possível através da busca por este equilíbrio.

Para isso, valem alguns questionamentos: Quem decide? Quem cuida? Quem sustenta? Quando esses papéis não estão claros ou, eles mudam e ninguém conversa sobre isso, surge sobrecarga, ressentimento e sensação de injustiça. Já, a falta de limites pode gerar opiniões, decisões, falta ou invasão de privacidade. Limites excessivos podem afastar e esfriar vínculos.
Ao mesmo tempo, esperar que a família dê conta de tudo, ou seja, desde o apoio emocional, validação, perfeição, pode levar à frustração. Nenhuma relação supre tudo o tempo todo.

Leia o conteúdo completo em: www.agazetacb.com.br (LINK NA BIO)
  • Um incêndio destruiu completamente a casa de Dona Therezinha da Rosa Fagundes, de 87 anos, na manhã de domingo (10), no bairro Aurora, em Campo Bom. O fogo iniciou por volta das 11h e, conforme relatos de familiares, a suspeita é de que as chamas tenham começado em um fogão a lenha utilizado pela idosa.

A residência foi totalmente consumida pelo incêndio. No mesmo pátio existem outras duas casas, onde moram filhas e netos da moradora. Uma das residências ao lado teve as paredes atingidas e chamuscadas pelas chamas, mas o fogo foi controlado antes que se espalhasse ainda mais.

O Corpo de Bombeiros de Campo Bom atuou no combate às chamas com apoio da equipe de Novo Hamburgo. No local também haviam animais. Algumas galinhas morreram no incêndio, enquanto outras foram resgatadas pelos bombeiros, junto com os cães da família.

Na manhã desta segunda-feira (11), equipes da Prefeitura de Campo Bom realizaram a limpeza do terreno atingido pelo incêndio.

Agora, familiares organizam uma campanha solidária para ajudar Dona Therezinha. A neta, Ana Paula Fagundes, pede doações de mantimentos, roupas de cama, utensílios para casa, materiais para reconstrução do muro e grades da residência, além de ração para os animais. “Calçados ela usa número 38, roupa de cama como lençol e fronha. Ela tem cinco cachorros que estão sem ração e algumas galinhas que sobreviveram ao incêndio também precisando de ração. Ganhamos algumas doações de alimentos, mas o que vier ajuda muito”, relatou Ana Paula. Doações podem ser entregues na Rua Santa Rosa, 289.

Quem puder contribuir com qualquer valor pode realizar doação via Pix: Ana Paula Fagundes da Cruz
Chave Pix: 51982539032 (PicPay)

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  • AG CONTIGO | 11.05

➡️ Semana de baixas temperaturas no município. Agasalhe-se 🧤🧣🧥

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  • EXCLUSIVO | ✍ @mairanpacheco 

O que começa como uma necessidade individual pode se transformar em um movimento capaz de impactar toda uma comunidade. Em Campo Bom, foi assim que nasceu o Coletivo Movimento Acessível, a partir da vivência, da escuta e da vontade de fazer diferente.

As raízes do grupo remontam a 2018, quando as fundadoras Fernanda Cristina Falkoski e Nádia Oliveira deram os primeiros passos com o apoio do poder público, buscando visibilidade para a causa da surdocegueira. A mobilização resultou na criação da Semana Municipal da Pessoa com Deficiência, mas, mais do que uma lei, deu origem a algo maior: uma rede de apoio construída no dia a dia.

“Começamos de forma muito simples, com conversas, trocas e acolhimento entre famílias. Aos poucos, fomos percebendo que não estávamos sozinhos e que juntos poderíamos ir muito além”, relembra Fernanda.

Desde então, o coletivo cresceu. Ganhou forma, voz e, em 2025, formalização jurídica. Hoje, atua como uma entidade assistencial que promove oficinas inclusivas, atividades culturais, produção de materiais acessíveis e ações de capacitação, sempre com um princípio claro: tudo deve ser gratuito e acessível.

Mas talvez o maior diferencial esteja no cuidado com quem cuida. A rede “Cuidando de Quem Cuida” fortalece vínculos, oferece escuta e combate o isolamento enfrentado por muitas famílias.

“Nosso propósito é garantir que nenhuma pessoa se sinta invisível. A inclusão é sobre pertencimento, autonomia e dignidade”, afirma Fernanda.

Com o olhar voltado para o futuro, o Movimento Acessível busca agora parceiros para tornar realidade o sonho da sede própria, um espaço que reúna atendimento especializado, formação e inovação em tecnologia assistiva. Um passo a mais em uma caminhada que começou pequena, mas que hoje já transforma vidas.

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  • As belezas do Outono na nossa cidade 🍁🍂🧣🧤🧥

📷 Briane Colissi/AG

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