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A força dos trabalhadores campo-bonenses

Redação / AG por Redação / AG
28 de abril de 2023
em Comunidade
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A força dos trabalhadores campo-bonenses

Giordanna Vallejos/AG

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Conheça a história de três profissionais da cidade

Por Giordanna Vallejos

O Dia do Trabalhador é celebrado em 1º de maio. A origem da celebração remonta ao final do século XIX, quando trabalhadores de diversos países se mobilizaram para lutar por melhores condições de trabalho. Uma das principais conquistas trabalhistas da Revolta de Haymarket foi a redução da jornada de trabalho para oito horas diárias. Na época, os trabalhadores eram obrigados a trabalhar em média de 12 a 16 horas por dia.

Outra importante conquista foi a criação do Dia Internacional do Trabalhador, escolhido em homenagem aos trabalhadores e líderes sindicais que foram mortos durante a revolta e desde então tornou-se um símbolo da luta dos trabalhadores em todo o mundo.

Oscar Raupp Filho conta sua trajetória na indústria calçadista

Oscar Raupp Filho, abre o portão de sua casa com um sorriso, e explica, mesmo com seus 93 anos, sobre o passado com uma precisão de detalhes impressionante. Não é por acaso que ele representou Campo Bom, sendo o Operário-padrão da empresa Calçados Fillis S/A, e conquistou o segundo lugar no Estado, em 1985. “Meu currículo era um maço de cursos e prêmios. Ganhei um troféu, na semana seguinte nós fomos para receber 500 reais de premiação. Recebi o primeiro lugar em Campo Bom naquele ano e o segundo no Estado”, relembra.

Ele dedicou toda a sua vida, dos 14 aos 70, à indústria calçadista. Dia 26 de agosto de 1943 foi o seu primeiro emprego de carteira assinada, no qual ele fazia sapatos masculinos e femininos. “Em 1961 comecei a trabalhar no Fillis , onde trabalhei por 39 anos”, explica.

O operário saiu da empresa Fillis no ano de 2000. “Naquele ano, ensinei o que fazia e umas 10 pessoas ficaram no meu cargo. Meu chefe não queria que eu parasse, mas com 70 anos decidi parar de trabalhar, eu já estava aposentado”. Apesar disso, a vida de Oscar não se resumiu apenas à indústria.

Ao buscar uma caixa guardada com zelo em cima do armário, ele mostra diversos prêmios, honrarias e medalhas que conquistou em sua trajetória como atleta, líder e estudioso. Oscar foi um dos fundadores e presidentes da Associação de Funcionários dos Calçados Fillis.

Com um currículo extenso demais para caber em apenas uma reportagem, Oscar agora descansa em sua casa no Centro, aproveitando sua merecida aposentadoria, mas sem ficar parado. Com o espírito de atleta, ele conta que gosta de ficar dando voltas ao redor de sua residência para se exercitar. “Ontem eu dei umas 50 voltas”, disse ele, com toda a força e a alegria dos seus 93 anos bem vividos.

Recém-aposentada, merendeira relembra sua vida profissional

Eronita de Jesus Rosso da Silveira, de 59 anos, mais conhecida como Tia Nita, é uma figura popular no ambiente escolar. Ela trabalhou como merendeira em boa parte de sua vida e é conhecida por seu grande coração, oferecendo uma repetição a mais ou até lanches fora de hora para os alunos da Escola Estadual 31 de Janeiro. “Comecei trabalhando como merendeira na escola de Quatro Colônias. Sempre tive paixão por cozinhar. Depois a escola acabou fechando e desde então trabalho no 31, onde me aposentei semana passada”, disse ela.

Tia Nita ficou sabendo da notícia da aposentadoria pela direção da escola, em um anúncio no microfone durante o horário de intervalo. “Saiu no diário oficial, fomos na hora do recreio e comunicamos para ela a aposentadoria dela na frente de todo mundo, no microfone. Quero agradecer em especial a todo esse carinho com os alunos, esse cozinhar com amor, com bom humor, com alegria de viver. Ela sempre ajudou todos, nunca fez só a parte dela, sempre foi além”, explica a diretora da escola, Fabiana de Andrade Oliveira.

Com o coração grande, Tia Nita tinha fama de mimar os alunos da escola. “Eu dava merenda fora de hora, servia mais de uma vez, às vezes era conselheira amorosa dos alunos, são essas coisas que trazem alegria para gente, sou meio mãezona deles. Gosto quando os alunos de vinte anos atrás ainda me reconhecem na rua”.
Com relação ao ofício, ela conta que ama a profissão e que só mudaria a remuneração, que se aproxima de um salário mínimo, o que dificulta a qualidade de vida. Ela também deixa uma mensagem para todos da sua trajetória e outras merendeiras que seguem no trabalho. “Só tenho a agradecer o carinho de todos, e que as merendeiras não desanimem, para tocar em frente essa profissão, porque é muito bom. Agradeço por todos esses anos, a direção do Quatro Colônias e do 31”.

O papel essencial dos recicladores

Diariamente, os 40 cooperados da Cooperativa Coolabore separam 50 toneladas de resíduos, realizando a triagem do lixo coletado pela Prefeitura, tirando papéis, metais, plásticos, com várias separações cada. Existem cooperados com mais de 20 anos trabalhando com a reciclagem e cada um precisa fazer sua parte, pois em uma cooperativa, é como se todos fossem sócios do negócio.

No dia 5 de novembro de 1994, Geraldo Simmi participou da fundação da Cooperativa Coolabore, responsável pela separação de resíduos em Campo Bom e Novo Hamburgo. Ele relata que 90% do lixo do município vem misturado e apenas 10% têm separação entre orgânico e seco.

Esse local é uma oportunidade para geração de emprego e renda na cidade de Campo Bom. “Geramos economia para o município e por trás dessas 40 pessoas que trabalham aqui, há muitas famílias. Muitos cooperados não têm escolaridade, pois não exigimos qualificação, apenas vontade de trabalhar. Além disso, como somos uma cooperativa, a renda é distribuída igualmente entre todos, que gira em torno de dois salários mínimos para cada, mas varia conforme a produção e oscilação de mercado”, conclui.

Dessa forma, os trabalhadores da usina colaboram para a reciclagem do lixo e lidam com um serviço de utilidade pública, que mantém a cidade limpa e organizada, além de auxiliar com as questões ambientais, quando o aproveitamento dos resíduos é possível.

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  • Os vereadores de Campo Bom aprovaram por unanimidade, na sessão ordinária desta segunda-feira (27), um projeto de lei que determina a suspensão da cobrança da tarifa de abastecimento de água em situações de descontinuidade do serviço ou quando o fornecimento ocorrer fora dos padrões de potabilidade.

A proposta, assinada por todos os parlamentares da Câmara Municipal, representa mais um passo no trabalho de fiscalização dos serviços prestados pela Corsan e agora segue para sanção do prefeito Giovani Feltes.
O projeto tem como objetivo garantir que a cobrança da tarifa ocorra apenas quando o serviço for prestado de forma eficiente, contínua e segura. A medida também busca coibir falhas e inadequações no abastecimento, prevendo a criação de um mecanismo administrativo que permita à Prefeitura suspender a cobrança sempre que forem constatadas irregularidades.

Durante a mesma sessão, os vereadores também aprovaram, por unanimidade, uma moção de repúdio à Aegea/Corsan, em razão da precariedade do serviço prestado no município.

Além disso, foram aprovados três pedidos de informação, três requerimentos, dois projetos de lei e uma moção. A sessão contou ainda com a participação do secretário municipal de Desenvolvimento Social, Gabriel Colissi, que apresentou dados e detalhou as ações do município em relação ao atendimento às pessoas em situação de rua.

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  • Inicia nos próximos dias, o calendário anual de podas de árvores, com cronograma organizado por regiões da cidade. O cronograma começa no dia 29 de abril e segue até 7 de maio, atendendo moradores da região Centro Norte e parte do bairro Genuíno Sampaio, abrangendo a área entre as avenidas Brasil, dos Estados e Emílio Vetter.

Na sequência, entre os dias 5 e 14 de maio, os serviços contemplam a região Centro Sul e parte do bairro Celeste, incluindo o trecho localizado entre as avenidas Brasil, Independência, Willy Reichert e Gustavo Vetter. A Administração Municipal reforça que os moradores devem realizar as podas dentro do período estabelecido para cada região e depositar os materiais corretamente nas calçadas, exclusivamente nos dias programados para recolhimento. O descarte fora do cronograma é considerado irregular e pode resultar em multa.

A Prefeitura orienta ainda que apenas resíduos de poda devem ser descartados, sem mistura com outros tipos de lixo. O cronograma poderá sofrer alterações em caso de condições climáticas desfavoráveis. Para os moradores que não puderem aguardar o período previsto para sua região, os resíduos podem ser destinados diretamente à Horta Comunitária da Aurora ou ao espaço ao lado da Usina de Reciclagem, na Estrada do Mônaco.

A Administração Municipal destaca ainda que a poda corretiva nas calçadas, quando necessária, é realizada pelo próprio município, contribuindo para a manutenção adequada da arborização urbana e reforçando o compromisso com a organização da cidade, a preservação ambiental e a colaboração entre poder público e comunidade.

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  • AG CONTIGO | 28.04

➡️ Campo Bom realiza testes de materiais na pavimentação das vias. 

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Casos de multas registradas em cidades onde o proprietário nunca esteve ou em que o veículo nem saiu da garagem estão se tornando mais comuns no Rio Grande do Sul. Esse tipo de ocorrência pode sinalizar a clonagem de placas, um crime usado por quadrilhas para esconder veículos roubados ou furtados.

A reportagem do Jornal A Gazeta foi procurada por um morador do bairro Porto Blos relatando ter recebido uma notificação de multa emitida pelo Departamento de Estradas e Rodagens do Estado de São Paulo (DER-SP). No documento consta a aplicação penalidade em decorrência da não utilização do cinto de segurança pelo condutor do veículo na cidade de Ubatuba, em 21 de janeiro de 2026. No entanto, de acordo com o leitor multado, o veículo nunca esteve em Ubatuba.

Ao receber uma notificação suspeita, o primeiro passo é agir rapidamente. A orientação é registrar um boletim de ocorrência relatando a possível clonagem e reunir documentos que provem a irregularidade. Os principais itens exigidos são: vistoria do Detran RS, cópia do Certificado de Registro do Veículo, do CRLV, documento de identificação do proprietário, cópia da multa suspeita e fotos do veículo (frente, traseira e laterais).

Segundo o advogado Allan Dyego Pimentel, formalizar o caso é essencial para evitar prejuízos maiores. “Quando o proprietário encontra uma multa ligada a um veículo que não estava sob sua posse ou em um local diferente, é bem provável que esteja diante de um caso de clonagem de placa. Nessas situações, o primeiro passo é registrar um boletim de ocorrência, pois esse documento será a base para todas as medidas administrativas e judiciais posteriores”, destaca.

Após o registro, o proprietário deve apresentar defesa junto ao órgão que aplicou a multa, anexando provas que mostrem a impossibilidade da infração, como comprovantes de localização, registros de pedágios ou imagens. Também é possível pedir a abertura de um processo administrativo para investigação, incluindo a análise de imagens do veículo infrator.

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 ➡️ Cadastro Único Itinerante estará na Escola Morada do Sol.

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  • A interferência de moradores de rua nas atividades do comércio, os furtos a residências, escolas e empresas e a sensação de insegurança preocupam lojistas e empresários de Campo Bom. Na última quinta-feira (16), o Comitê da Regional da ACI em Campo Bom reuniu-se com representantes da Brigada Militar, da Guarda Municipal, da Polícia Civil, da administração municipal e do Consepro para debater o tema e definir ações preventivas em conjunto.

Uma das ações em estudo é o desenvolvimento, nos próximos meses, de uma campanha para estimular a população de Campo Bom a fazer o registro de furtos e roubos. Com indicadores mais realistas, as forças de segurança poderão atuar com mais eficiência na prevenção e no combate aos crimes.

Débora Trierweiler, proprietária da Farmácia Apoteka e integrante do Comitê Regional da ACI e do Consepro de Campo Bom, relata que comerciantes têm enfrentado situações difíceis com moradores de rua na área central, além de furtos e transtornos, que também são registrados em bairros.

O secretário municipal de segurança e trânsito, Fernando Lehnen, afirma que a legislação limita a ação das forças de segurança, mas, ainda assim, a Guarda Municipal tem feito operações de fiscalização e identificação de pessoas com histórico de crimes. Um dos locais que são alvo é um galpão junto ao Parcão, onde moradores de rua se reúnem e pressionam a população do entorno.

A maioria dos moradores de rua é dependente química e conhecida das forças de segurança. “Somente a ação dos órgãos de segurança não basta. É necessário apoio psicológico, ação integrada com outras áreas e, em alguns, casos, internação compulsória, que deve ser autorizada por familiares”, explica.

Conforme a vice-prefeita Gênifer Engers, 44 pessoas em situação de rua estão cadastradas no CRAS (já foram 110) e recebem auxílio, como banho e alimentação. Pelos menos três já foram encaminhadas a empregos, mas permaneceram por pouco tempo. “Sabemos dos impactos à comunidade, estamos atentos a situação e estudamos ações”, informou.

MATÉRIA COMPLETA EM: www.agazetacb.com.br (LINK NA BIO)
  • EXCLUSIVO | ✍ @mairanpacheco 

Moradora de Campo Bom desde 1983, a engenheira industrial química Vanda Ferreira Ribeiro tem se dedicado a um tema cada vez mais urgente: a poluição por microplásticos no meio ambiente. Atualmente em pesquisa de pós-doutorado na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), ela desenvolve uma análise com relação à presença dessas partículas no solo de áreas conhecidas da cidade, como o Parque do Trabalhador, o Parcão e a região onde o Arroio Schmidt encontra o Rio dos Sinos.

O objetivo é aproximar a ciência do cotidiano das pessoas. “Escolho locais que fazem parte da rotina da população para mostrar que o problema está aqui, perto de nós”, explica. A pesquisa, realizada há cerca de um ano, busca identificar microplásticos com tamanhos de até 0,2 milímetros, invisíveis a olho nu, mas com potencial de causar impactos ao meio ambiente e à saúde ao longo do tempo.

Os microplásticos são fragmentos menores que 5 milímetros, originados tanto da degradação de materiais maiores, como embalagens, fibras e pneus, quanto de produtos já fabricados em tamanho reduzido, como microesferas presentes em cosméticos. Segundo a pesquisadora, mesmo quando não são visíveis, eles continuam presentes e interagem com o meio ambiente. “A poluição não deixa de existir só porque não conseguimos enxergá-la”, destaca.

O estudo também está ligado à preservação dos banhados, áreas úmidas fundamentais para o equilíbrio ambiental. Esses locais funcionam como “esponjas naturais”, ajudando a reduzir alagamentos e armazenando carbono no solo, o que contribui diretamente no combate às mudanças climáticas. No entanto, no Vale do Sinos, mais de 70% dessas áreas já foram perdidas, e as que restam sofrem com a pressão da urbanização e o acúmulo de resíduos.

Além da pesquisa acadêmica, Vanda busca conscientizar a população sobre o descarte correto de resíduos e o consumo consciente. Para ela, pequenas atitudes fazem diferença no dia a dia. “Temos coleta de lixo, mas ainda falta a cultura de não jogar resíduos nas ruas. O que não é recolhido acaba nas bocas de lobo e segue para arroios, banhados e rios”, alerta.

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  • COLUNA | ✍️ @darosa_ju 

O Projeto de Lei 1404/2025 autoriza a quebra de sigilo bancário e fiscal em ações de pensão alimentícia, quando houver indícios de que o responsável pelo pagamento esteja ocultando bens ou rendimentos. A medida surge como resposta a uma realidade bastante comum: a dificuldade de se apurar a real capacidade financeira de quem deve pagar alimentos, especialmente quando há tentativa deliberada de esconder patrimônio.
Na prática, o que se busca é permitir que o juiz, diante de elementos concretos, possa acessar informações financeiras do devedor, como movimentações bancárias e declarações fiscais. Isso não seria automático nem indiscriminado. A quebra de sigilo continuaria sendo uma medida excepcional, dependente de decisão judicial fundamentada e baseada em indícios consistentes de fraude ou ocultação.
O sigilo bancário e fiscal é um direito importante, ligado à privacidade e à proteção de dados pessoais. Por isso, sua flexibilização exige cautela. O projeto tenta equilibrar esse direito com outro igualmente relevante: o direito de quem depende da pensão alimentícia para sua subsistência, educação e desenvolvimento.
Hoje, não são raros os casos em que o devedor aparenta não ter renda suficiente, mas mantém um padrão de vida incompatível com o que declara oficialmente. Esse descompasso dificulta a fixação de um valor justo de pensão e pode prejudicar diretamente quem mais precisa. A proposta legislativa busca justamente reduzir esse tipo de distorção, trazendo mais transparência para o processo.
O projeto visa fortalecer a efetividade das decisões judiciais em matéria de alimentos, dando mais acesso à realidade financeira do devedor, o juiz poderá fixar valores mais adequados e coibir práticas abusivas, como a ocultação de bens em nome de terceiros ou a omissão de rendimentos.
Mais do que uma medida de investigação, trata-se de um instrumento de proteção. A pensão alimentícia não é uma punição, mas um dever legal que garante dignidade a quem depende dela. Nesse contexto, permitir a quebra de sigilo em situações justificadas pode representar um avanço importante na busca por justiça e equilíbrio nas relações familiares.

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