Se para a maioria de nós a Copa do Mundo é acompanhada pela televisão, para o campo-bonense LuisAndré Natus Júnior, 30 anos, o maior espetáculo do futebol ganhou som, cor e emoção ao vivo, diretamentedos Estados Unidos. Natural de Campo Bom e atualmente morando no Rio de Janeiro, ele viveu, pela primeira vez, aquilo que por muito tempo parecia distante: assistir a uma Copa do Mundo de dentro dos estádios e entre torcedores de todas as partes do planeta.
Coordenador comercial em uma grande varejista brasileira, Luis viu o sonho começar a se tornar realidade de forma inesperada. A viagem surgiu como premiação após vencer uma competição interna da empresa, que levou os melhores coordenadores para acompanhar um jogo da Seleção Brasileira em Miami. Mas o que já era especial ficou ainda maior: aproveitando o período de férias, ele decidiu estender a experiência e seguiu viagem até Nova York, mergulhando ainda mais no clima do Mundial.
A estreia não poderia ser diferente. No estádio, ele acompanhou de perto a goleada da Seleção Brasileira em cima da Escócia pelo placar de 3 a 0. O jogo ocorreu no último dia 24 de junho, no Hard Rock Stadium, em Miami. Já em Nova York, viveu outra faceta da Copa ao assistir à emocionante virada brasileira por 2 a 1 contra o Japão, após sair perdendo na etapa inicial. O placar garantiu a classificação do Brasil para as oitavas-de-final. Luis acompanhou a partida em uma fan fest, cercado por torcedores de diferentes nacionalidades, todos unidos pela paixão pelo futebol.
Mais do que os jogos, no entanto, o que tem marcado profundamente a experiência são os encontros. Em meio à multidão, Luis construiu amizades improváveis e especiais. Conversou, trocou histórias e celebrou o futebol com escoceses, japoneses e tantos outros torcedores que, mesmo vindos de culturas diferentes, compartilham o mesmo entusiasmo. “Essa troca de experiências e amizades entre as nações é algo marcante”, resume.
Entre os momentos que guarda com carinho, está também o encontro com um casal gaúcho, de Pelotas, reforçando que, mesmo a milhares de quilômetros de casa, sempre há um pedaço do Rio Grande do Sul por perto. Outro detalhe que o surpreendeu foi o carinho internacional pela Seleção Brasileira. Segundo ele, é comum ver torcedores de outros países pedindo fotos com brasileiros e demonstrando apoio durante os jogos, criando uma atmosfera única de conexão.
Torcedor desde sempre, Luis carrega consigo um sonho antigo. “Quando a Copa foi no Brasil, eu não consegui assistir a nenhum jogo. Então ver uma partida de Copa do Mundo sempre foi um objetivo antes de morrer”, revela. A viagem de Luis aos EUA se encerra nesta sexta-feira (3), mas as experiências vividas ao longo da Copa do Mundo ficarão para sempre na memória e no coração, comesperança dentro de campo. Se no início a expectativa era mais cautelosa, mirando quartas ou semifinais, o desempenho recente da Seleção reacendeu algo maior: a crença no hexacampeonato.
E foi assim, entre estádios lotados, fan fests vibrantes e encontros inesperados, que um campo-bonense escreveusua própria história dentro da Copa do Mundo. Porque enquanto “o mundo joga, Campo Bom vibra” e, desta vez, vibrou direto das arquibancadas do maior palco do futebol mundial.











