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Prefeitura de Campo Bom recorrerá de decisão do TJRS sobre mortes por falta de oxigênio no Hospital Lauro Reus

Redação / AG por Redação / AG
29 de junho de 2026
em Comunidade
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Campo Bom inaugura novo Pronto Atendimento no Hospital Lauro Reus neste sábado

Divulgação PMCB

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Município contesta responsabilidade subsidiária mantida pelo Tribunal e critica exclusão da Air Liquide do processo; caso envolve 22 mortes registradas durante a crise de abastecimento de oxigênio em março de 2021.

A Prefeitura de Campo Bom informou que recorrerá da decisão do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJRS), que manteve a responsabilidade subsidiária do Município pelas mortes de pacientes ocorridas em março de 2021, durante a crise de desabastecimento de oxigênio no Hospital Lauro Reus.

Em nota oficial divulgada nesta segunda-feira (29), o Executivo Municipal afirmou que discorda do entendimento adotado pela 10ª Câmara Cível do TJRS e sustenta que não existe nexo causal entre a atuação do Município e os danos discutidos na Ação Civil Pública.

A decisão do Tribunal manteve a condenação da Associação Beneficente São Miguel, responsável pela gestão do hospital à época dos fatos, e a responsabilidade subsidiária da Prefeitura. Por outro lado, afastou a responsabilidade da empresa Air Liquide Brasil Ltda., fornecedora de oxigênio para a instituição.

Segundo o acórdão, a maioria dos desembargadores entendeu que a causa determinante da tragédia foram falhas causadas na gestão interna do hospital, incluindo a ausência de equipe técnica capacitada para operar o sistema de backup de oxigênio, a falta de coordenação na manutenção e a não realização da transição entre as equipes responsáveis. Os desembargadores entenderam, contudo, que a terceirização da administração hospitalar não afasta o dever do Município de fiscalizar a prestação do serviço público de saúde.

Na manifestação oficial, a Prefeitura afirma que sempre defendeu a inexistência de responsabilidade civil do Município, argumentando que o contrato de gestão atribuía integralmente à Associação Beneficente São Miguel a responsabilidade pela prestação dos serviços hospitalares, pelo fornecimento dos insumos necessários e por eventuais danos causados durante a execução do contrato.

O Município também criticou o afastamento da responsabilidade da Air Liquide. Conforme a nota, a empresa teria conhecimento do aumento expressivo do consumo de oxigênio durante a pandemia, realizava o monitoramento remoto dos níveis do tanque e teria sido comunicada sobre a necessidade urgente de reabastecimento, mas, segundo a Prefeitura, não adotou as providências necessárias para evitar o desabastecimento.

Ainda conforme o Executivo, esse entendimento foi compartilhado pelo Ministério Público, pela sentença de primeira instância, por dois desembargadores que votaram no processo, pelo inquérito da Polícia Civil e pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Câmara de Vereadores de Campo Bom, que apontaram responsabilidades da Associação Beneficente São Miguel e da Air Liquide.

Diante da decisão, a Prefeitura informou que apresentará recurso buscando o afastamento de sua responsabilidade subsidiária. Caso esse entendimento não seja acolhido, o Município pretende pedir o restabelecimento da responsabilidade solidária da Air Liquide, conforme havia sido reconhecido na sentença de primeiro grau.

A administração municipal também demonstrou preocupação com os impactos financeiros da decisão. Segundo a nota, além da ação civil pública, existem outras 22 ações indenizatórias individuais movidas por familiares das vítimas, e o impacto financeiro total das condenações pode chegar a R$ 40 milhões.

A Prefeitura argumenta que, ao excluir a responsabilidade da empresa fornecedora de oxigênio e manter apenas a Associação Beneficente São Miguel e, subsidiariamente, o Município no polo responsável pelas indenizações, o custo poderá recair sobre os cofres públicos e, consequentemente, sobre a população campo-bonense.

NOTA NA ÍNTEGRA:

O Município de Campo Bom entende que a decisão proferida pelo Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul não representa a solução jurídica mais adequada para os fatos discutidos na Ação Civil Pública.

A posição do Município permanece a de que inexiste responsabilidade civil de sua parte, ainda que subsidiária, pois não há nexo causal entre qualquer conduta imputável ao ente público e os danos objeto da demanda. O contrato administrativo de gestão do Hospital Lauro Reus atribuía à Associação Beneficente São Miguel a responsabilidade integral pela prestação dos serviços hospitalares, pela disponibilização dos insumos indispensáveis ao funcionamento da instituição e pelos danos eventualmente causados a terceiros, em conformidade com o art. 70 da Lei Federal nº 8.666/93, aplicável ao contrato, que estabelece ser do contratado a responsabilidade pelos danos decorrentes da execução contratual.

Assim, a tese defendida pelo Município sempre foi a de que o caso se enquadra em hipótese de culpa exclusiva de terceiros, circunstância apta a afastar a responsabilização da Administração Pública.

O principal ponto de divergência do Município, contudo, diz respeito ao afastamento da responsabilidade da empresa Air Liquide Brasil Ltda. A prova produzida nos autos demonstra que a fornecedora tinha pleno conhecimento do aumento extraordinário do consumo de oxigênio durante a pandemia, realizava o monitoramento dos níveis do tanque por sistema de telemetria, foi reiteradamente comunicada sobre a necessidade urgente de reabastecimento e, ainda assim, deixou de adotar as providências necessárias para evitar o desabastecimento.

Esse entendimento não foi sustentado apenas pelo Município. Foi igualmente adotado pela Promotoria de Justiça de Campo Bom na Ação Civil Pública, pelo Procurador de Justiça André Felipe de Camargo Alves, em parecer apresentado perante o Tribunal de Justiça, pela sentença de primeiro grau, bem como pelos votos dos Desembargadores Jorge Alberto Schreiner Pestana, relator do processo, e Jorge André Pereira Gailhard, que reconheceram a responsabilidade solidária da Air Liquide pelos fatos. No mesmo sentido, o Inquérito Policial concluiu pelo indiciamento de representantes da Associação Beneficente São Miguel e da Air Liquide pela prática, em tese, de homicídio culposo, enquanto a Comissão Parlamentar de Inquérito da Câmara de Vereadores de Campo Bom concluiu que a tragédia decorreu de falhas atribuídas exclusivamente à Associação Beneficente São Miguel e à Air Liquide. 

Diante desse cenário, o Município recorrerá da decisão, buscando o afastamento de sua responsabilização, ainda que subsidiária, por entender inexistente o nexo causal necessário à configuração da responsabilidade civil estatal. Subsidiariamente, buscará o restabelecimento da responsabilidade solidária da Air Liquide Brasil Ltda., nos exatos termos da sentença de primeiro grau e dos votos dos Desembargadores Jorge Alberto Schreiner Pestana e Jorge André Pereira Gailhard.

O Município também manifesta preocupação com os efeitos práticos do acórdão. Ao afastar a responsabilidade da Air Liquide e manter apenas a responsabilidade da Associação Beneficente São Miguel e, subsidiariamente, do Município, a decisão transfere, na prática, o custo das indenizações decorrentes da tragédia para os cofres públicos e, consequentemente, para toda a sociedade campo-bonense. O impacto financeiro estimado das condenações oriundas deste processo e dos 22 processos correlatos (ações indenizatórias individuais promovidas pelos familiares das vítimas) pode chegar a R$ 40 milhões.

Na avaliação do Município, esse resultado não apenas dificulta a efetiva reparação dos familiares das vítimas, como também faz com que toda a comunidade de Campo Bom – ou seja, 68 mil pessoas – suporte, indiretamente, o custo financeiro de indenizações decorrentes de fatos que, segundo sustentam o Município, o Ministério Público, a Polícia Civil e a Comissão Parlamentar de Inquérito, são imputáveis à Associação Beneficente São Miguel e à Air Liquide Brasil Ltda.

Relembre o caso

Em 19 de março de 2021, em um dos momentos mais críticos da pandemia de Covid-19, o sistema de abastecimento de oxigênio do Hospital Lauro Reus entrou em colapso. Seis pacientes morreram durante o desabastecimento, enquanto outros 16 óbitos registrados nos 15 dias seguintes também passaram a integrar a Ação Civil Pública proposta pelo Ministério Público.

Na decisão mais recente, o Tribunal de Justiça manteve a indenização por danos morais coletivos em R$ 1 milhão, rejeitando o pedido do Ministério Público para elevar o valor para R$ 8 milhões.

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  • A tradição gaúcha ganhou um novo capítulo na história de Campo Bom. A jovem Amália Celina Grün de Souza, representante do CTG Palanques da Tradição, conquistou na madrugada deste domingo o título de 1ª Prenda Juvenil da 30ª Região Tradicionalista, feito inédito para a entidade campo-bonense e que devolve ao município um importante protagonismo no Movimento Tradicionalista Gaúcho.

Com a conquista, Amália garantiu vaga para representar a 30ª Região Tradicionalista na Ciranda Estadual de Prendas, que ocorrerá em 2027, em Santa Maria. A classificação marca a primeira vez que o CTG Palanques da Tradição conquista uma primeira prenda regional em sua história.

Além do feito inédito para a entidade, o resultado encerra um jejum de duas décadas para Campo Bom na categoria juvenil. O município não conquistava o título de 1ª Prenda Juvenil Regional há 20 anos. Nos últimos anos, Campo Bom voltou a subir ao lugar mais alto do pódio em outras categorias, com os títulos de Renata da Silva, como 1ª Prenda Adulta, e Cecília Scholz, como 1ª Prenda Mirim.

O concurso foi realizado no CTG Amigos da Tradição, em Santa Maria do Herval, e dividido em duas etapas. No primeiro final de semana de junho, as candidatas participaram da mostra folclórica, das provas artísticas e das avaliações de oralidade. Já neste sábado, ocorreu a prova escrita, que exigiu conhecimentos sobre história, geografia e formação do Rio Grande do Sul, além de folclore, cultura, tradição e tradicionalismo gaúcho.

O resultado foi anunciado por volta das 2 horas da madrugada, quando foram conhecidas as novas prendas da 30ª Região Tradicionalista para a gestão 2025/2026.

Agora, a jovem inicia uma nova etapa de preparação para representar a região na disputa estadual, carregando consigo o orgulho da entidade e de toda a comunidade campo-bonense.

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  • Um homem foi preso pela Guarda Municipal de Campo Bom, suspeito de violência doméstica, nesta semana. A ocorrência foi registrada durante uma visita do acusado ao filho, na residência da ex-companheira.

Conforme a Guarda Municipal, a vítima relatou que o homem a ameaçou após puxá-la pelo braço e empurrá-la contra os cômodos da casa.

A guarnição foi acionada pelo Centro de Operações (COP) e, ao chegar ao endereço, ouviu o relato da mulher. Em seguida, os agentes localizaram o suspeito nas proximidades da residência. Ele foi abordado, identificado e encaminhado ao Hospital Dr. Lauro Reus para a realização do exame de corpo de delito. Posteriormente, foi apresentado na Delegacia de Polícia de Campo Bom, onde a ocorrência foi registrada.

A mulher informou aos agentes que pretende solicitar uma medida protetiva de urgência, afirmando temer pela própria segurança e pela integridade do filho.

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  • Bom dia, leitores e leitoras 🥰

Confira a capa da edição de hoje, 26 de junho.

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➡️ Cadastro Único Itinerante, acontece neste sábado. Para mais informações: (51) 99660-8193 | (51) 98033-2298
  • A Câmara Municipal promoveu, na tarde de terça-feira (23), uma reunião para discutir temas relacionados à segurança pública e à situação das pessoas em situação de rua no município. O encontro, convocado pela Mesa Diretora, reuniu secretários municipais, representantes das forças de segurança, vereadores e dezenas de comerciantes da região central da cidade.
Segundo o presidente da Câmara, João Paulo (MDB), a iniciativa teve como objetivo aproximar os diferentes setores envolvidos para construir soluções conjuntas para as demandas apresentadas pela comunidade. “A segurança, junto com a saúde e a educação, são sempre as pautas mais importantes para a população. Por isso, é preciso sentar e conversar quando há algum problema. Esse era o objetivo quando propusemos o encontro: colocar todas as partes na mesma mesa para, juntos, vermos o que pode ser feito”, destacou.
O vice-presidente da Câmara, Cleber Nunes (MDB), explicou que a reunião foi motivada por relatos de comerciantes sobre casos de importunação e furtos registrados na área central da cidade. Conforme ele, os vereadores foram procurados pelos empresários e buscaram promover o diálogo entre os órgãos responsáveis e a comunidade.
Representando o Executivo Municipal, participaram do encontro os secretários Gabriel Colissi, do Desenvolvimento Social, e Fernando Luz Lehnen, da Segurança. Colissi apresentou dados sobre o trabalho de abordagem social realizado pelo município, destacando os encaminhamentos para tratamento de dependência química e as ações que contribuíram para a redução do número de pessoas em situação de rua nos últimos anos.
Já o secretário Fernando Luz Lehnen e o tenente Escobar, representante da Brigada Militar, ressaltaram a importância do registro de boletins de ocorrência para subsidiar o trabalho das forças de segurança no combate à criminalidade. Diante das instabilidades registradas no telefone 190, Escobar informou que a população também pode acionar diretamente a Sala de Operações da Brigada Militar pelo número (51) 98413-9809.

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  • A equipe Paulista é a grande campeã do Campeonato Municipal de Bocha Veterano de Campo Bom. Após ser derrotada no primeiro confronto da decisão por 12 a 10, na cancha da Acofe, a equipe reagiu diante de sua torcida e garantiu o título ao vencer o jogo de volta por 12 a 5, no último sábado (20).

A conquista coroou a campanha da Paulista, que também precisou superar um resultado adverso nas semifinais. Contra a Sociedade Primavera, a equipe perdeu o jogo de ida por 12 a 11, mas se recuperou em casa com uma vitória expressiva por 12 a 0, assegurando vaga na final.

Já a Acofe chegou à decisão após eliminar a Operária com duas vitórias: 12 a 8 em casa e 12 a 11 atuando na cancha adversária.

Além da definição do campeão, a competição também premiou os destaques individuais. Chico, da Acofe, foi eleito o melhor ponteiro; César, da Paulista, recebeu o prêmio de melhor bochador; e Lico, também da Acofe, foi escolhido como destaque da competição.

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  • AG CONTIGO | 24.06

➡️ Liga de Combate ao Câncer de Campo Bom, é ponto de coleta de eletroeletrônicos.

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