Criado há nove anos, a partir da iniciativa da professora Isabel Caberlon, o projeto de câmbio em Campo Bom se consolidou como uma importante ação de promoção da saúde e da qualidade de vida para pessoas com 50 anos ou mais. O que começou com apenas seis atletas, hoje reúne em torno de 45 participantes, fortalecendo-se como um espaço de convivência e bem-estar.
Os treinos ocorrem às terças e sextas-feiras, das 8h às 10h, no Ginásio Municipal Karl Heinz Kopittke. A participação é gratuita e aberta à comunidade, sem necessidade de experiência, basta procurar a Secretaria Municipal de Esportes e realizar a inscrição com a professora responsável.
O câmbio é uma adaptação do voleibol, voltada ao público adulto e idoso. Diferente da modalidade tradicional, permite segurar a bola antes de lançá-la à quadra adversária, reduzindo o impacto e tornando o jogo mais acessível. As equipes são formadas por nove jogadores, e o objetivo segue semelhante ao vôlei: fazer a bola tocar o chão do adversário, priorizando o trabalho coletivo.
Os atletas que se destacam nos treinos de integração são convidados a compor a equipe de competição, que treina às segundas-feiras. O grupo, chamado Viva Mais, representa Campo Bom em torneios por todo o Estado.
Um dos destaques recentes foi o 3º Torneio Feminino de Câmbio de Campo Bom, realizado na sexta-feira (27/03), no Ginásio Municipal, em alusão ao Mês da Mulher. A equipe Praça Boianovski, de Capão da Canoa, foi a campeã. O segundo lugar ficou com o Cras Agapanto, de Presidente Lucena, e o terceiro com o Viva Mais A, de Campo Bom.
Mais do que esporte, o projeto promove integração entre os participantes, com atividades como passeios e rodas de conversa, fortalecendo vínculos e incentivando a qualidade de vida.

“A nossa ideia sempre foi tirar o idoso de dentro de casa. Grande parte do nosso grupo não praticava nenhuma atividade física e, agora, mantêm o corpo ativo. Tem gente que, no primeiro dia, só sentou para olhar o treino e, hoje, joga com a gente. O câmbio não é só jogo. Nós temos passeios, amizades e integração. Faz bem para o corpo e para a mente dos atletas”, Isabel Caberlon, treinadora.

“Entrei no câmbio por gostar de atividades físicas. Aqui, além do esporte, fazemos amizades. Vou continuar praticando enquanto puder, pois ajuda tanto o corpo quanto a mente”, Loiva Brentano, atleta, 60 anos.

“Comecei há quase dois anos, a convite de amigos. É muito bom aproveitar esse espaço público e garantir saúde e qualidade de vida”, Valdir Tondin, atleta, 65 anos.

“Classifico o esporte como vida. Faz bem para o corpo e para a mente. Sugiro que todos pratiquem esportes, pois só nos faz bem”, Leane Martini, atleta, 73 anos.














