Em entrevista exclusiva ao Jornal A Gazeta o prefeito Giovani Feltros fala de toda a sua emoção e alegria em administrar Campo Bom pela quarta vez.
Jornal A Gazeta: Nestes pouco mais de 12 anos de mandatos, o senhor comemora pela 13ª vez o aniversário de Campo Bom no cargo de prefeito. Qual o tamanho desta honraria?
Giovani Feltes: Ser prefeito de Campo Bom é, acima de tudo, uma grande honra e uma responsabilidade enorme. Sou alguém profundamente ligado à cidade, à sua história e às pessoas que aqui vivem. Ter exercido quatro mandatos é algo significativo, mas encaro essa trajetória não como um título, e sim como a missão de servir, gerir com seriedade e olhar crítico, cobrando de mim e da equipe resultados concretos. É um cargo que exige muito, mas que carrego com respeito, dedicação e um forte vínculo com a cidade que amo.
AG: O senhor nasceu pouco antes da emancipação de Campo Bom. Em que momento surgiu o desejo de um dia ser prefeito? Após a primeira eleição, imaginou retornar ao cargo outras vezes?
Giovani:Apesar de ter nascido oficialmente em São Leopoldo, minha vida, minha família e minha identidade são ligadas a Campo Bom. Curiosamente, nunca tive, inicialmente, o sonho de ser prefeito. Quando jovem, pensava mais na atuação legislativa, cheguei a sonhar em ser deputado assim que me filiei ao partido e construí minha trajetória política no MDB. A possibilidade de ser prefeito surgiu de forma natural, com o amadurecimento político e o crescimento da cidade. Lá na primeira vez, nunca imaginei exercer quatro mandatos, especialmente em um período em que não havia reeleição. Cada eleição foi resultado de construção política, diálogo e confiança da comunidade. Sempre cumpri integralmente meus mandatos e sigo com o mesmo compromisso até hoje.
AG: Nos mandatos como prefeito, houve alguma obra que o senhor sonhou e conseguiu transformar em realidade?
Giovani: Sim, várias. Muitas ideias nasceram ainda quando eu era vereador. A Avenida Brasil, por exemplo, sempre foi pensada como a espinha dorsal da cidade. Sua duplicação constava desde o primeiro Plano Diretor, ainda na década de 1950, antes mesmo da emancipação. Era uma obra complexa, cara, mas necessária para colocar Campo Bom em outro patamar urbano. Entre os sonhos concretizados estão o Complexo do CEI, que reúne escola, teatro, cinema, piscina, ginásio e biblioteca, além do Largo Irmãos Vetter. Este último foi inspirado em experiências que conheci na Europa, espaços de convivência pensados para as pessoas se encontrarem, sorrirem, viverem a cidade. São obras que marcaram minha trajetória e a história do município.
AG: Entre tantas obras entregues, quais o senhor destacaria como as cinco mais importantes?
Giovani: Destaco a duplicação da Avenida Brasil em toda sua extensão; a pavimentação e qualificação da Avenida dos Municípios e a duplicação do trecho entre o bairro Porto Blos e Sapiranga; o conjunto de obras do Complexo do CEI; a construção do Largo Irmãos Vetter,e a revitalização do Largo Marilu Kehl e da Praça João Blos; além dos investimentos contínuos na educação, como a construção da EMEF Borges de Medeiros e de tantas outras escolas de ensino fundamental e infantil, a pavimentação de ruas, os loteamentos populares e a conclusão e modernização do prédio da Prefeitura. Todas essas obras foram construídas em diálogo com a comunidade e fazem parte de uma história coletiva.
AG: Houve alguma obra que permaneceu apenas como sonho e ainda não foi possível realizar?
Giovani: Sim. Comentei com algumas lideranças e empresários sobre o sonho de implantar em Campo Bom um equipamento público absolutamente inovador, que integrasse educação, tecnologia, memória, cultura e arquitetura contemporânea. A ideia é um espaço que se torne referência em nível estadual, capaz de atrair estudantes, professores e visitantes, funcionando como um verdadeiro polo de conhecimento, inovação e formação cidadã. Trata-se de um projeto pensado a partir de parcerias entre o poder público e a iniciativa privada, com potencial de deixar um legado duradouro para as futuras gerações. É um sonho grande, complexo e que exige convergência de esforços e planejamento, mas sigo acreditando que Campo Bom tem capacidade e vocação para, um dia, torná-lo realidade.
AG: Qual presente o senhor gostaria de anunciar aos campo-bonenses neste aniversário de 67 anos?
Giovani: Mais do que um presente, destaco uma grande conquista: a transformação do Hospital Lauro Reus. Estamos investindo dezenas de milhões de reais para entregar uma estrutura muito superior à que existia, adequada às necessidades da cidade e da região. Ainda haverá desafios, como em qualquer sistema de saúde, mas estamos avançando com responsabilidade, qualidade e planejamento. Isso me deixa profundamente satisfeito.
AG: Deixe uma mensagem aos campo-bonenses pelos 67 anos de Campo Bom.
Giovani: Campo Bom está de parabéns. É uma cidade que, como todas, enfrenta desafios, e é justamente por isso que o poder público existe: para cuidar, melhorar e oportunizar. Temos orgulho da nossa cidade, dos equipamentos públicos, do mobiliário urbano, da qualidade dos espaços e, principalmente, das pessoas. Seguiremos trabalhando juntos, com responsabilidade e diálogo, para fazer sempre mais e melhor. Campo Bom e nossa gente merecem. Parabéns!
POR: Mauri Spengler














