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Como manter a saúde mental em tempos de quarentena

Redação / AG por Redação / AG
7 de abril de 2020
em Comunidade
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Como manter a saúde mental em tempos de quarentena

Angélica Spengler/UBM-CB

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Com a determinação do fechamento de muito ambientes de convivência em Campo Bom, desde comerciais – como restaurantes, bares, cinema, teatro, academias – até espaços públicos, como escolas e praças. A medida, adotada para conter a contaminação ante a pandemia da Covid-19, tem isolado as pessoas em suas próprias residências. A medida provocou a necessidade da restruturação da rotina de trabalho, adaptação ao afastamento das atividades sociais, e a procura de formas alternativas para cuidar da saúde sem sair de casa. E sem os devidos cuidados, o confinamento, com prazo ainda indeterminado, pode provocar danos psicológicos. A psicóloga clínica Márcia Nericke explica os efeitos que podem ser observados durante esse período, e como é possível evitar danos.

Jornal A Gazeta – Como lidar com a ansiedade na quarentena na prática?

Márcia Nericke – Estamos vivendo um momento atípico. Nossa vida cotidiana, muitas vezes, nos leva ao colapso. E por não estarmos preparados para tal, esse momento é mais delicado, uma vez que a palavra pandemia vem ligada a palavra morte. Embora seja preciso falar sobre a morte, vivemos em uma cultura que nega abordar esse assunto, e quando nos deparamos com situações como esta, onde a morte se torna uma narrativa contínua, nossa saúde mental se desestabiliza ocasionando estresse e ansiedade. Em quarentena com a família, quem tem filhos deve buscar estar junto deles, interagindo com conversas, contando histórias e com brincadeiras (de preferência sem o uso da internet). Para o casal pode ser um bom momento de planejar melhor o futuro. Quem sabe, buscar projetos que tenham sido deixados de lado. Esses podem ser discutidos novamente. Enquanto indivíduos, mesmo estando dentro de um ambiente familiar, não podemos esquecer que também temos necessidades pessoais, e que não podemos deixar nossos objetivos de lado. Desta forma, devemos organizar o dia com atividades que possam fazer que nos sintamos bem, como um filme com pipoca, arrumar o jardim, cuidar da casa, cuidar de si, ler um livro, fazer atividades físicas.

AG – Como o isolamento social atua no estresse e na ansiedade?

Márcia Nericke – Ao recebermos milhares de informações midiáticas, sendo elas verdadeiras ou não, falando sobre o invisível Covid-19, que não é palpável, produzimos no pensamento expectativas de adquirir uma patologia de algo imperceptível. Essa incerteza vivida no presente pode ser um fator desencadeante do estresse e da ansiedade. Desta forma, o fator isolamento pode atuar como um aditivo, quando se vive em um momento de insegurança futura sobre a própria vida. Quanto mais o indivíduo absorve material externo, sem um filtro adequado das notícias, mais está propício, até mesmo, a uma depressão ou pânico. Por isso, é importante nos mantermos ocupados com atividades saudáveis.

AG – Por conta da pandemia e todos os ‘problemas’ em torno do tema, está cada vez mais difícil relaxar. O que podemos fazer para abstrair e descansar a cabeça?

Márcia Nericke – Neste período de quarentena, sugiro fazer exercícios físicos, relaxamento mental como Mindfulness, procurando deixar de pensar por alguns minutos, buscando ouvir a respiração e o coração, apenas. Quanto ao nosso dia a dia normal, além desses, podemos acrescentar caminhadas, academia, andar de bicicleta, entre outros.

AG – Na sua opinião, as mídias sociais ajudam ou atrapalham nesta hora?

Márcia Nericke – Importante que a pessoa possa estar informada sobre o que é esse vírus e como fazer para evitar o contágio, lembrando sempre de fazer esta análise apenas em sites de órgãos oficiais. Estar o dia todo exposto a uma série de informações, pode deixar o sujeito cada vez mais vulnerável e apreensivo. Logo, ajuda reservarmos apenas um momento do dia para buscar informações de maneira geral, e no restante do dia, buscar ocupar-se com outros afazeres. Em se tratando das mídias online direcionadas para conversas, estas também podem apresentar circunstâncias que necessitam de maiores cuidados. Ou seja, quando usadas adequadamente elas podem auxiliar para diminuir a ausência de amigos e familiares, mas, por outro lado, podem trazer informações falsas que podem levar as pessoas ao pânico ou estresse maior.

AG – Há riscos de o isolamento social abalar as relações humanas durante a quarentena, como por exemplo, o casamento ou a relação com os filhos e outros familiares?

Márcia Nericke – Para que as relações venham a se abalar não precisa necessariamente de uma situação como esta. Claro que momentos como este que estamos passando podem deixar as pessoas mais suscetíveis, porém também pode vir como forma de fortalecer as relações, além de trazer consigo, um novo olhar para a vida e para si próprio.

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Casos de multas registradas em cidades onde o proprietário nunca esteve ou em que o veículo nem saiu da garagem estão se tornando mais comuns no Rio Grande do Sul. Esse tipo de ocorrência pode sinalizar a clonagem de placas, um crime usado por quadrilhas para esconder veículos roubados ou furtados.

A reportagem do Jornal A Gazeta foi procurada por um morador do bairro Porto Blos relatando ter recebido uma notificação de multa emitida pelo Departamento de Estradas e Rodagens do Estado de São Paulo (DER-SP). No documento consta a aplicação penalidade em decorrência da não utilização do cinto de segurança pelo condutor do veículo na cidade de Ubatuba, em 21 de janeiro de 2026. No entanto, de acordo com o leitor multado, o veículo nunca esteve em Ubatuba.

Ao receber uma notificação suspeita, o primeiro passo é agir rapidamente. A orientação é registrar um boletim de ocorrência relatando a possível clonagem e reunir documentos que provem a irregularidade. Os principais itens exigidos são: vistoria do Detran RS, cópia do Certificado de Registro do Veículo, do CRLV, documento de identificação do proprietário, cópia da multa suspeita e fotos do veículo (frente, traseira e laterais).

Segundo o advogado Allan Dyego Pimentel, formalizar o caso é essencial para evitar prejuízos maiores. “Quando o proprietário encontra uma multa ligada a um veículo que não estava sob sua posse ou em um local diferente, é bem provável que esteja diante de um caso de clonagem de placa. Nessas situações, o primeiro passo é registrar um boletim de ocorrência, pois esse documento será a base para todas as medidas administrativas e judiciais posteriores”, destaca.

Após o registro, o proprietário deve apresentar defesa junto ao órgão que aplicou a multa, anexando provas que mostrem a impossibilidade da infração, como comprovantes de localização, registros de pedágios ou imagens. Também é possível pedir a abertura de um processo administrativo para investigação, incluindo a análise de imagens do veículo infrator.

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  • A interferência de moradores de rua nas atividades do comércio, os furtos a residências, escolas e empresas e a sensação de insegurança preocupam lojistas e empresários de Campo Bom. Na última quinta-feira (16), o Comitê da Regional da ACI em Campo Bom reuniu-se com representantes da Brigada Militar, da Guarda Municipal, da Polícia Civil, da administração municipal e do Consepro para debater o tema e definir ações preventivas em conjunto.

Uma das ações em estudo é o desenvolvimento, nos próximos meses, de uma campanha para estimular a população de Campo Bom a fazer o registro de furtos e roubos. Com indicadores mais realistas, as forças de segurança poderão atuar com mais eficiência na prevenção e no combate aos crimes.

Débora Trierweiler, proprietária da Farmácia Apoteka e integrante do Comitê Regional da ACI e do Consepro de Campo Bom, relata que comerciantes têm enfrentado situações difíceis com moradores de rua na área central, além de furtos e transtornos, que também são registrados em bairros.

O secretário municipal de segurança e trânsito, Fernando Lehnen, afirma que a legislação limita a ação das forças de segurança, mas, ainda assim, a Guarda Municipal tem feito operações de fiscalização e identificação de pessoas com histórico de crimes. Um dos locais que são alvo é um galpão junto ao Parcão, onde moradores de rua se reúnem e pressionam a população do entorno.

A maioria dos moradores de rua é dependente química e conhecida das forças de segurança. “Somente a ação dos órgãos de segurança não basta. É necessário apoio psicológico, ação integrada com outras áreas e, em alguns, casos, internação compulsória, que deve ser autorizada por familiares”, explica.

Conforme a vice-prefeita Gênifer Engers, 44 pessoas em situação de rua estão cadastradas no CRAS (já foram 110) e recebem auxílio, como banho e alimentação. Pelos menos três já foram encaminhadas a empregos, mas permaneceram por pouco tempo. “Sabemos dos impactos à comunidade, estamos atentos a situação e estudamos ações”, informou.

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Moradora de Campo Bom desde 1983, a engenheira industrial química Vanda Ferreira Ribeiro tem se dedicado a um tema cada vez mais urgente: a poluição por microplásticos no meio ambiente. Atualmente em pesquisa de pós-doutorado na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), ela desenvolve uma análise com relação à presença dessas partículas no solo de áreas conhecidas da cidade, como o Parque do Trabalhador, o Parcão e a região onde o Arroio Schmidt encontra o Rio dos Sinos.

O objetivo é aproximar a ciência do cotidiano das pessoas. “Escolho locais que fazem parte da rotina da população para mostrar que o problema está aqui, perto de nós”, explica. A pesquisa, realizada há cerca de um ano, busca identificar microplásticos com tamanhos de até 0,2 milímetros, invisíveis a olho nu, mas com potencial de causar impactos ao meio ambiente e à saúde ao longo do tempo.

Os microplásticos são fragmentos menores que 5 milímetros, originados tanto da degradação de materiais maiores, como embalagens, fibras e pneus, quanto de produtos já fabricados em tamanho reduzido, como microesferas presentes em cosméticos. Segundo a pesquisadora, mesmo quando não são visíveis, eles continuam presentes e interagem com o meio ambiente. “A poluição não deixa de existir só porque não conseguimos enxergá-la”, destaca.

O estudo também está ligado à preservação dos banhados, áreas úmidas fundamentais para o equilíbrio ambiental. Esses locais funcionam como “esponjas naturais”, ajudando a reduzir alagamentos e armazenando carbono no solo, o que contribui diretamente no combate às mudanças climáticas. No entanto, no Vale do Sinos, mais de 70% dessas áreas já foram perdidas, e as que restam sofrem com a pressão da urbanização e o acúmulo de resíduos.

Além da pesquisa acadêmica, Vanda busca conscientizar a população sobre o descarte correto de resíduos e o consumo consciente. Para ela, pequenas atitudes fazem diferença no dia a dia. “Temos coleta de lixo, mas ainda falta a cultura de não jogar resíduos nas ruas. O que não é recolhido acaba nas bocas de lobo e segue para arroios, banhados e rios”, alerta.

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  • COLUNA | ✍️ @darosa_ju 

O Projeto de Lei 1404/2025 autoriza a quebra de sigilo bancário e fiscal em ações de pensão alimentícia, quando houver indícios de que o responsável pelo pagamento esteja ocultando bens ou rendimentos. A medida surge como resposta a uma realidade bastante comum: a dificuldade de se apurar a real capacidade financeira de quem deve pagar alimentos, especialmente quando há tentativa deliberada de esconder patrimônio.
Na prática, o que se busca é permitir que o juiz, diante de elementos concretos, possa acessar informações financeiras do devedor, como movimentações bancárias e declarações fiscais. Isso não seria automático nem indiscriminado. A quebra de sigilo continuaria sendo uma medida excepcional, dependente de decisão judicial fundamentada e baseada em indícios consistentes de fraude ou ocultação.
O sigilo bancário e fiscal é um direito importante, ligado à privacidade e à proteção de dados pessoais. Por isso, sua flexibilização exige cautela. O projeto tenta equilibrar esse direito com outro igualmente relevante: o direito de quem depende da pensão alimentícia para sua subsistência, educação e desenvolvimento.
Hoje, não são raros os casos em que o devedor aparenta não ter renda suficiente, mas mantém um padrão de vida incompatível com o que declara oficialmente. Esse descompasso dificulta a fixação de um valor justo de pensão e pode prejudicar diretamente quem mais precisa. A proposta legislativa busca justamente reduzir esse tipo de distorção, trazendo mais transparência para o processo.
O projeto visa fortalecer a efetividade das decisões judiciais em matéria de alimentos, dando mais acesso à realidade financeira do devedor, o juiz poderá fixar valores mais adequados e coibir práticas abusivas, como a ocultação de bens em nome de terceiros ou a omissão de rendimentos.
Mais do que uma medida de investigação, trata-se de um instrumento de proteção. A pensão alimentícia não é uma punição, mas um dever legal que garante dignidade a quem depende dela. Nesse contexto, permitir a quebra de sigilo em situações justificadas pode representar um avanço importante na busca por justiça e equilíbrio nas relações familiares.
  • Cinco cães e dois gatos foram resgatados na tarde deste domingo (26) em uma residência no bairro Firenze, em Campo Bom, após uma ação envolvendo a vereadora Kayanne Braga (PDT), a ONG Campo Bom pra Cachorro, a Guarda Municipal e a Justiça.

Segundo a vereadora, a mobilização começou após um pedido de ajuda relacionado a animais que estariam abandonados no local. A denúncia foi encaminhada ao Ministério Público, que repassou o caso para a Vara Regional do Meio Ambiente, resultando na expedição de um mandado de busca e apreensão para retirada dos animais.

Conforme relato de Kayanne ao AG, a tutora dos animais teria sido encaminhada para uma instituição de acolhimento e os bichos ficaram sem os devidos cuidados. A suspeita é de que um familiar estaria indo ao local apenas esporadicamente para levar comida, o que teria agravado a situação.

Na manhã deste domingo, uma oficial de Justiça entrou em contato com a ONG e com a vereadora para acompanhar o cumprimento da ordem judicial. Ao chegarem ao endereço, não havia ninguém na residência. Diante disso, foi solicitado um novo mandado autorizando a entrada no imóvel, com apoio da Guarda Municipal.

Durante a ação, a equipe encontrou um cenário de extrema precariedade. Dos cinco cães resgatados, dois apresentavam estado de saúde considerado grave. No pátio da residência, foi encontrado um gato morto, que estava sendo devorado pelos demais animais. Outros dois gatos foram localizados dentro de uma churrasqueira, em situação crítica, extremamente debilitados.

Após o resgate, os sete animais foram encaminhados para atendimento veterinário na Kings Pet, onde recebem os primeiros cuidados e avaliação clínica.

Diante da gravidade do caso e dos custos com atendimento, medicação e recuperação, a ONG Campo Bom pra Cachorro está pedindo ajuda da comunidade para custear o tratamento dos animais. As doações podem ser feitas via Pix, pelo CNPJ 24.494.672/0001-69.

O caso seguirá sendo acompanhado pelos órgãos competentes, que irão apurar as responsabilidades e eventuais crimes de maus-tratos contra os animais.

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  • AG CONTIGO | 24.03

Destaques da edição impressa 🗞️

➡️ EMEI Amarelinha cria Afroteca e fortalece educação antirracista;

➡️ Estudo revela poluição por microplásticos na cidade;

➡️ Multa indevida? Saiba como agir em casos de clonagem de placas.

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  • Bom dia, leitores e leitoras 🥰

Confira a capa da edição de hoje, 24 de Abril.

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