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‘Geladeira’ convida as pessoas para desfrutarem de uma boa leitura na parada de ônibus

Redação / AG por Redação / AG
21 de outubro de 2019
em Educação
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‘Geladeira’ convida as pessoas para desfrutarem de uma boa leitura na parada de ônibus
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Em Campo Bom, quem espera o ônibus na primeira parada da rua Visconde de Mauá, no sentido Centro/bairro, não tem motivo para ficar no celular enquanto o coletivo não vem. Isso porque este ponto, em especial, é diferente de outras paradas espalhadas pela cidade.

Além da cobertura metálica e dos bancos, o ponto de ônibus conta com uma geladeira recheada de livros. Todos gratuitamente à disposição dos passageiros. A ação faz parte do projeto Paradoteca, criado por alunos da Escola Técnica Estadual 31 de Janeiro. A iniciativa entrou em funcionamento há cerca de duas semanas e está fazendo sucesso. “Nossa principal intenção é incentivar a leitura. Hoje, a gente sente que as pessoas leem cada vez menos livros, às vezes, por falta de oportunidade. Nós queremos oportunizar isso para todos que passam por aqui”, conta o professor de Sociologia, Jéferson Nunes, 42 anos, coordenador da Paradoteca.

Inspiração

A geladeira sem uso ganhou uma nova função nas mãos dos alunos das turmas 223 e 224. O projeto surgiu em uma aula do professor em meados do mês de junho, sobre espaços culturais em Campo Bom. “Então questionei sobre a leitura dos jovens hoje, eles me responderam muitas coisas, a leitura no celular, as diferenças de ler um livro e ler as mensagens escritas em redes sociais. Então eu novamente questionei sobre os espaços de cultura e leitura. As respostas também foram variadas. Porém surgiu uma dúvida. Uma parada de ônibus poderia se tornar um ponto de leitura? Será que conseguiríamos unir livros para montar uma Paradoteca? O desafio foi lançado e eles toparam”, relembra Nunes.

Para conseguir tirar a ideia do papel foi preciso unir as duas turmas do segundo ano da instituição. Montada a equipe, as tarefas foram distribuídas: um grupo ficou responsável por catalogar os livros que chegavam através de doações. Outro colocou a mão na massa e reformou a geladeira que foi doada por uma aluna da escola. Pediram permissão à prefeitura, que cedeu a eles o direito de utilizar o espaço público e ainda fixaram o eletrodoméstico junto à estrutura da parada. “Conseguimos arrecadar 170 títulos, todos foram inventariados. Também colocamos alguns jornais e revistas e para dar um toque mais íntimo colocamos uma samambaia, para os usuários se sentirem em casa”, explicou a estudante Larissa Konrath,16.

Doações

Embora o projeto tenha sido idealizado pelos estudantes do 31 de Janeiro, qualquer pessoa pode colaborar com o projeto fazendo doações. Quem quiser, pode levar suas doações de livros e revistas diretamente a Paradoteca, que fica no ponto de ônibus logo em frente à instituição de ensino (rua Visconde de Mauá, 100 – Centro, Campo Bom).

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  • EXCLUSIVO |✍️ @mairanpacheco 

Celebrado em 1º de maio, o Dia do Trabalhador é mais do que uma data no calendário: é um convite à valorização de quem, com dedicação diária, constrói e movimenta a comunidade. Em Campo Bom, o trabalho sempre foi um dos pilares do desenvolvimento, presente nas mais diversas áreas; da indústria ao comércio, da educação aos serviços, do empreendedorismo às iniciativas que nascem dentro de casa.
A origem da data remete ao final do século XIX, a partir de mobilizações de trabalhadores por melhores condições de trabalho, especialmente a redução da jornada para oito horas diárias. O marco histórico foi a Revolta de Haymarket, nos Estados Unidos, que se tornou símbolo da luta por direitos trabalhistas em todo o mundo. Desde então, o 1º de maio passou a ser reconhecido internacionalmente como um dia de reflexão, memória e valorização da classe trabalhadora.
Parte dessa história passa, inevitavelmente, pela força da indústria calçadista. Por décadas, o setor do calçado foi a principal engrenagem econômica do município, responsável por gerar empregos, renda e oportunidades para milhares de famílias. Nas linhas de produção, homens e mulheres ajudaram a consolidar a identidade de uma cidade reconhecida pela sua capacidade produtiva e pelo espírito trabalhador de sua gente.
Hoje, mesmo diante das transformações do mercado e da diversificação das atividades econômicas, o legado permanece vivo. Novas profissões surgem, outras se reinventam, e o conhecimento se torna ferramenta essencial para acompanhar as mudanças. Ainda assim, o valor do trabalho segue o mesmo: dignificar, gerar pertencimento e impulsionar o crescimento coletivo.
Mais do que números ou setores, o trabalho aparece no cotidiano: na porta que abre cedo, na máquina que começa a rodar, no atendimento que acolhe, na ideia que vira sustento. É ele que conecta histórias, sustenta famílias e dá ritmo à cidade. Neste Dia do Trabalhador, o reconhecimento está na soma silenciosa de esforços que, todos os dias, fazem a cidade seguir em frente.

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  • AG CONTIGO | 30.04

Destaques da edição impressa 🗞️

➡️ 1º de maio: a força de quem faz Campo Bom acontecer;

➡️ Campo Bom na trilha do penta com Elias Weiss;

➡️ M’Bororé lança edição histórica do 25º Sarau de Arte Gaúcha.

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  • Que comecem os jogos ⛹️‍♀️🤾‍♂️🏃‍♀️⚽️🥋

#40olimpiadaestudantildecampobom

📷 Briane Colissi e Mairan Pacheco/AG
  • A 40ª Olimpíada Estudantil de Campo Bom teve sua abertura oficial na manhã desta quinta-feira (30), no Ginásio do CEI, marcando o início de mais uma edição do maior evento esportivo estudantil do município.

Com expectativa de mais de 9 mil inscrições ao longo do ano, a competição reúne estudantes das redes municipal, estadual e privada em diversas modalidades esportivas, promovendo integração, espírito esportivo e formação entre os jovens.

A cerimônia contou com o tradicional acendimento da pira olímpica e homenagens a pessoas que contribuíram para a história da Olimpíada ao longo de suas quatro décadas.

As disputas seguem até novembro, com encerramento e premiação dos destaques de cada categoria.

SAIBA MAIS: www.agazetacb.com.br (LINK NA BIO)
  • Bom dia, leitores e leitoras 🥰

Confira a capa da edição de hoje, 30 de Abril.

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#jornalagazetacb #campobom #noticiascampobom #jornalismocomunitario #jornaldointerior
  • EXCLUSIVO | ✍️ @mairanpacheco 

A Escola Municipal de Educação Infantil (EMEI) Amarelinha, no bairro Porto Blos, recebe mais de 130 crianças, desde o berçário até o pré-2, acolhendo os pequenos de 0 a 5 anos. É neste palco de desenvolvimento desde os primeiros passos que a escola se destaca por uma ideia que reúne literatura, representação e construção de cidadania: a Afroteca.

Idealizada em 2023, a Afroteca nasceu da reformulação da biblioteca escolar, com o intuito de ampliar os debates sobre questões étnico-raciais no ambiente educativo.

O projeto ganhou ainda mais força em 2025, motivado pelas discussões pedagógicas e pelas experiências relatadas pela professora do Projeto da Diversidade. A troca de ideias entre a equipe, somada ao entusiasmo geral, levou à criação de um espaço especial no saguão da escola. O local, que antes abrigava a Geladeira Literária, ação que permite o empréstimo de livros pela comunidade, passou a receber também obras que valorizam diferentes etnias, ampliando o acesso à diversidade cultural.

Além dos livros, a Afroteca reúne instrumentos, brinquedos, tecidos e outros materiais que conversam com as histórias disponíveis no acervo, proporcionando uma experiência sensorial e educativa. As obras não são exclusivas do público infantil, sendo acessíveis também aos adultos que frequentam o espaço.

A formação do acervo contou com sugestões vindas de cursos oferecidos pela Secretaria Municipal de Educação, além da participação de membros da escola em eventos como o projeto Descolonizando Saberes e o Simpósio de Educação Infantil, que trataram do tema em oficinas e palestras. Entre os critérios de seleção, destaca-se a valorização de autores negros, fortalecendo a representatividade nas histórias apresentadas às crianças.

Com uma proposta pedagógica focada na educação antirracista, o projeto vai além do cumprimento de regras e se integra à vida da escola.

MATÉRIA COMPLETA EM: www.agazetacb.com.br (LINK NA BIO)
  • AG CONTIGO | 29.03

➡️ Inscrições abertas para o curso básico de informática voltado à inclusão digital.

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  • Os vereadores de Campo Bom aprovaram por unanimidade, na sessão ordinária desta segunda-feira (27), um projeto de lei que determina a suspensão da cobrança da tarifa de abastecimento de água em situações de descontinuidade do serviço ou quando o fornecimento ocorrer fora dos padrões de potabilidade.

A proposta, assinada por todos os parlamentares da Câmara Municipal, representa mais um passo no trabalho de fiscalização dos serviços prestados pela Corsan e agora segue para sanção do prefeito Giovani Feltes.
O projeto tem como objetivo garantir que a cobrança da tarifa ocorra apenas quando o serviço for prestado de forma eficiente, contínua e segura. A medida também busca coibir falhas e inadequações no abastecimento, prevendo a criação de um mecanismo administrativo que permita à Prefeitura suspender a cobrança sempre que forem constatadas irregularidades.

Durante a mesma sessão, os vereadores também aprovaram, por unanimidade, uma moção de repúdio à Aegea/Corsan, em razão da precariedade do serviço prestado no município.

Além disso, foram aprovados três pedidos de informação, três requerimentos, dois projetos de lei e uma moção. A sessão contou ainda com a participação do secretário municipal de Desenvolvimento Social, Gabriel Colissi, que apresentou dados e detalhou as ações do município em relação ao atendimento às pessoas em situação de rua.

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