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União para superar a dor

Redação / AG por Redação / AG
21 de outubro de 2019
em Saúde
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União para superar a dor
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A mobilização da sociedade em favor de mulheres que enfrentam o câncer é essencial durante e após o tratamento.

Receber o diagnóstico de um câncer de mama e lidar com as consequências geradas pela doença é um desafio. Geralmente, quem enfrenta o problema tem a autoestima fragilizada após perder os cabelos ou os seios, o que provoca grande impacto psicológico e emocional. A qualidade de vida, tanto das pacientes quanto da família, é afetada e, para isso, todo apoio é bem-vindo para enfrentar um momento delicado. Para driblar as dificuldades características dessa etapa, em Campo Bom a sociedade se une para oferecer serviços gratuitos, principalmente às populações carentes. A Liga Feminina de Combate ao Câncer Lilian Reuter auxilia as mulheres, seus familiares e cuidadores. As ações disponibilizam exames, remédios, alimentos e assistência social e psicológica.

A entidade que completa 33 anos no próximo dia 21, recebe pacientes de todo o município em tratamento na cidade, tanto mulheres como homens. Hoje, a Liga é totalmente mantida por doações e por eventos (Festival de Tortas, Feijoada da Liga, cachorro-quente e brechó) trabalha, primordialmente, com a difusão de informações para prevenir o câncer. Além disso, oferece à população carente em tratamento, medicamentos, cestas básicas, alimentação especial, entre outros recursos. Conforme a presidente da entidade, Sônia Lamb, apesar do símbolo da Liga ser uma rosa, nem tudo são flores no dia a dia e há muitos obstáculos a serem vencidos para garantir o bem-estar dos pacientes. Para ela, o engajamento do voluntariado e o apoio do empresariado local, garantem a continuidade das ações de prevenção que ocorrem durante todos os meses do ano, como é o caso das atividades voltadas ao câncer de pele, boca, mama, próstata e tantos outros. Segundo ela, é o aporte financeiro, conquistado através das parcerias entre a Liga e lideranças que garantem a continuidade dos serviços. “Quem mais ganha com tudo isso, sem sombra de dúvidas são os nossos pacientes e seus familiares, que muitas vezes chegam aqui devastados com o diagnóstico e encontram um amparo e apoio para enfrentar a caminhada”, ressalta.

Voluntárias movidas pelo amor ao próximo

Imagine um lugar que presta serviços de excelência gratuitamente à população carente. A Liga Feminina de Combate ao Câncer Lilian Reuter atende atualmente 70 pacientes ativos, em sua maioria mulheres. O gasto mensal apenas com remédios chega à R$ 6 mil. “Além das doações e campanhas, contamos com a parceira da Prefeitura, o que garante que nossos serviços permaneçam ativos”, revelou a vice-presidente da entidade Marli Martins. Voluntária há cerca de uma década, Marli conta que cada paciente atendido contribuiu para a construção da história da entidade. “É um prazer muito grande ajudar, ouvir, acolher e amenizar a dor do outro. Você dá e recebe muito mais”, garante a voluntária.

O voluntariado, quando brota do coração, torna-se um compromisso inadiável, uma missão que não tem dia e nem período para acabar. Prova do desprendimento são as horas de trabalho que a equipe de voluntárias da Liga. Sônia ressalta o número e afirma que além de beneficiar quem busca apoio na entidade, reduz o tempo de espera em filas do Sistema Único de Saúde (SUS). “Além de ajudar, ser voluntário propicia um crescimento pessoal. Tiramos o que temos de melhor de dentro de nós mesmas. O câncer tem cura, ainda mais quando há uma Liga de amor envolvida”, destaca emocionada.

Vamos juntos?

Com os serviços totalmente gratuitos, a entidade conta também com o trabalho voluntário de psicólogos, nutricionistas e oficineiros (para as atividades de artesanato). Mas, devido à grande procura pelo atendimento psicológico, a Liga está precisando de mais profissionais dispostos a doar parte de seu tempo. Se você quer entrar para esse time basta entrar em contato com a entidade, através do telefone: (51) 3597-6864.
A Liga funciona de segunda a sexta-feira, das 13h30 às 17h30, em sede localizada na rua 7 de Setembro, 411, Centro. Sônia informa que não é preciso de encaminhamento médico para participar das atividades da Liga. “A pessoa pode vir aqui e conhecer a entidade”, diz.

Caminhada do Outubro Rosa

Entre as ações que fazem parte da Campanha Outubro Rosa, está a tradicional caminhada da Liga Feminina de Combate ao Câncer, em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde, pelas ruas do centro da cidade. A ação ocorre sábado, 26, às 10hs, com saída da Avenida Brasil (em frente à loja Quero-Quero).

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  • Os vereadores de Campo Bom aprovaram por unanimidade, na sessão ordinária desta segunda-feira (27), um projeto de lei que determina a suspensão da cobrança da tarifa de abastecimento de água em situações de descontinuidade do serviço ou quando o fornecimento ocorrer fora dos padrões de potabilidade.

A proposta, assinada por todos os parlamentares da Câmara Municipal, representa mais um passo no trabalho de fiscalização dos serviços prestados pela Corsan e agora segue para sanção do prefeito Giovani Feltes.
O projeto tem como objetivo garantir que a cobrança da tarifa ocorra apenas quando o serviço for prestado de forma eficiente, contínua e segura. A medida também busca coibir falhas e inadequações no abastecimento, prevendo a criação de um mecanismo administrativo que permita à Prefeitura suspender a cobrança sempre que forem constatadas irregularidades.

Durante a mesma sessão, os vereadores também aprovaram, por unanimidade, uma moção de repúdio à Aegea/Corsan, em razão da precariedade do serviço prestado no município.

Além disso, foram aprovados três pedidos de informação, três requerimentos, dois projetos de lei e uma moção. A sessão contou ainda com a participação do secretário municipal de Desenvolvimento Social, Gabriel Colissi, que apresentou dados e detalhou as ações do município em relação ao atendimento às pessoas em situação de rua.

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  • Inicia nos próximos dias, o calendário anual de podas de árvores, com cronograma organizado por regiões da cidade. O cronograma começa no dia 29 de abril e segue até 7 de maio, atendendo moradores da região Centro Norte e parte do bairro Genuíno Sampaio, abrangendo a área entre as avenidas Brasil, dos Estados e Emílio Vetter.

Na sequência, entre os dias 5 e 14 de maio, os serviços contemplam a região Centro Sul e parte do bairro Celeste, incluindo o trecho localizado entre as avenidas Brasil, Independência, Willy Reichert e Gustavo Vetter. A Administração Municipal reforça que os moradores devem realizar as podas dentro do período estabelecido para cada região e depositar os materiais corretamente nas calçadas, exclusivamente nos dias programados para recolhimento. O descarte fora do cronograma é considerado irregular e pode resultar em multa.

A Prefeitura orienta ainda que apenas resíduos de poda devem ser descartados, sem mistura com outros tipos de lixo. O cronograma poderá sofrer alterações em caso de condições climáticas desfavoráveis. Para os moradores que não puderem aguardar o período previsto para sua região, os resíduos podem ser destinados diretamente à Horta Comunitária da Aurora ou ao espaço ao lado da Usina de Reciclagem, na Estrada do Mônaco.

A Administração Municipal destaca ainda que a poda corretiva nas calçadas, quando necessária, é realizada pelo próprio município, contribuindo para a manutenção adequada da arborização urbana e reforçando o compromisso com a organização da cidade, a preservação ambiental e a colaboração entre poder público e comunidade.

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Casos de multas registradas em cidades onde o proprietário nunca esteve ou em que o veículo nem saiu da garagem estão se tornando mais comuns no Rio Grande do Sul. Esse tipo de ocorrência pode sinalizar a clonagem de placas, um crime usado por quadrilhas para esconder veículos roubados ou furtados.

A reportagem do Jornal A Gazeta foi procurada por um morador do bairro Porto Blos relatando ter recebido uma notificação de multa emitida pelo Departamento de Estradas e Rodagens do Estado de São Paulo (DER-SP). No documento consta a aplicação penalidade em decorrência da não utilização do cinto de segurança pelo condutor do veículo na cidade de Ubatuba, em 21 de janeiro de 2026. No entanto, de acordo com o leitor multado, o veículo nunca esteve em Ubatuba.

Ao receber uma notificação suspeita, o primeiro passo é agir rapidamente. A orientação é registrar um boletim de ocorrência relatando a possível clonagem e reunir documentos que provem a irregularidade. Os principais itens exigidos são: vistoria do Detran RS, cópia do Certificado de Registro do Veículo, do CRLV, documento de identificação do proprietário, cópia da multa suspeita e fotos do veículo (frente, traseira e laterais).

Segundo o advogado Allan Dyego Pimentel, formalizar o caso é essencial para evitar prejuízos maiores. “Quando o proprietário encontra uma multa ligada a um veículo que não estava sob sua posse ou em um local diferente, é bem provável que esteja diante de um caso de clonagem de placa. Nessas situações, o primeiro passo é registrar um boletim de ocorrência, pois esse documento será a base para todas as medidas administrativas e judiciais posteriores”, destaca.

Após o registro, o proprietário deve apresentar defesa junto ao órgão que aplicou a multa, anexando provas que mostrem a impossibilidade da infração, como comprovantes de localização, registros de pedágios ou imagens. Também é possível pedir a abertura de um processo administrativo para investigação, incluindo a análise de imagens do veículo infrator.

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  • A interferência de moradores de rua nas atividades do comércio, os furtos a residências, escolas e empresas e a sensação de insegurança preocupam lojistas e empresários de Campo Bom. Na última quinta-feira (16), o Comitê da Regional da ACI em Campo Bom reuniu-se com representantes da Brigada Militar, da Guarda Municipal, da Polícia Civil, da administração municipal e do Consepro para debater o tema e definir ações preventivas em conjunto.

Uma das ações em estudo é o desenvolvimento, nos próximos meses, de uma campanha para estimular a população de Campo Bom a fazer o registro de furtos e roubos. Com indicadores mais realistas, as forças de segurança poderão atuar com mais eficiência na prevenção e no combate aos crimes.

Débora Trierweiler, proprietária da Farmácia Apoteka e integrante do Comitê Regional da ACI e do Consepro de Campo Bom, relata que comerciantes têm enfrentado situações difíceis com moradores de rua na área central, além de furtos e transtornos, que também são registrados em bairros.

O secretário municipal de segurança e trânsito, Fernando Lehnen, afirma que a legislação limita a ação das forças de segurança, mas, ainda assim, a Guarda Municipal tem feito operações de fiscalização e identificação de pessoas com histórico de crimes. Um dos locais que são alvo é um galpão junto ao Parcão, onde moradores de rua se reúnem e pressionam a população do entorno.

A maioria dos moradores de rua é dependente química e conhecida das forças de segurança. “Somente a ação dos órgãos de segurança não basta. É necessário apoio psicológico, ação integrada com outras áreas e, em alguns, casos, internação compulsória, que deve ser autorizada por familiares”, explica.

Conforme a vice-prefeita Gênifer Engers, 44 pessoas em situação de rua estão cadastradas no CRAS (já foram 110) e recebem auxílio, como banho e alimentação. Pelos menos três já foram encaminhadas a empregos, mas permaneceram por pouco tempo. “Sabemos dos impactos à comunidade, estamos atentos a situação e estudamos ações”, informou.

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Moradora de Campo Bom desde 1983, a engenheira industrial química Vanda Ferreira Ribeiro tem se dedicado a um tema cada vez mais urgente: a poluição por microplásticos no meio ambiente. Atualmente em pesquisa de pós-doutorado na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), ela desenvolve uma análise com relação à presença dessas partículas no solo de áreas conhecidas da cidade, como o Parque do Trabalhador, o Parcão e a região onde o Arroio Schmidt encontra o Rio dos Sinos.

O objetivo é aproximar a ciência do cotidiano das pessoas. “Escolho locais que fazem parte da rotina da população para mostrar que o problema está aqui, perto de nós”, explica. A pesquisa, realizada há cerca de um ano, busca identificar microplásticos com tamanhos de até 0,2 milímetros, invisíveis a olho nu, mas com potencial de causar impactos ao meio ambiente e à saúde ao longo do tempo.

Os microplásticos são fragmentos menores que 5 milímetros, originados tanto da degradação de materiais maiores, como embalagens, fibras e pneus, quanto de produtos já fabricados em tamanho reduzido, como microesferas presentes em cosméticos. Segundo a pesquisadora, mesmo quando não são visíveis, eles continuam presentes e interagem com o meio ambiente. “A poluição não deixa de existir só porque não conseguimos enxergá-la”, destaca.

O estudo também está ligado à preservação dos banhados, áreas úmidas fundamentais para o equilíbrio ambiental. Esses locais funcionam como “esponjas naturais”, ajudando a reduzir alagamentos e armazenando carbono no solo, o que contribui diretamente no combate às mudanças climáticas. No entanto, no Vale do Sinos, mais de 70% dessas áreas já foram perdidas, e as que restam sofrem com a pressão da urbanização e o acúmulo de resíduos.

Além da pesquisa acadêmica, Vanda busca conscientizar a população sobre o descarte correto de resíduos e o consumo consciente. Para ela, pequenas atitudes fazem diferença no dia a dia. “Temos coleta de lixo, mas ainda falta a cultura de não jogar resíduos nas ruas. O que não é recolhido acaba nas bocas de lobo e segue para arroios, banhados e rios”, alerta.

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