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Voluntários se vestem como personagens da série ‘La Casa de Papel’ para fazer bem

Redação / AG por Redação / AG
21 de setembro de 2020
em Comunidade
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Voluntários se vestem como personagens da série ‘La Casa de Papel’ para fazer bem
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Na versão campo-bonense os voluntários encaram os personagens “Campo Bom”, “Novo Hamburgo”, “Sapiranga” e “São Leopoldo”.

Com macacões vermelhos e máscaras do pintor Salvador Dalí, iguais aos usados na série espanhola “La Casa de Papel”, da Netflix, quatro moradores de Campo Bom resolveram inovar para fazer trabalho voluntários.

Diferente da série, os campo-bonenses não se reúnem para organizar um assalto à Casa da Moeda ou ao Banco Central da Espanha. Com bom humor e muita vontade de ajudar as famílias em situação de vulnerabilidade social, os dois casais do Projeto La Casa do Bem Comida na Mesa encaram os personagens para arrecadar alimentos e itens de higiene na porta de supermercados.

Os voluntários também se basearam no seleto grupo de criminosos para escolher os apelidos, mantendo assim o anonimato. Na série cada um dos personagens é chamado pelo nome de uma cidade do mundo, assim Berlim, Nairóbi, Tókio e Rio se transforam em Campo Bom, Novo Hamburgo, Sapiranga e São Leopoldo. “Nos fantasiamos, dançamos e brincamos com quem passa. O carinho que recebemos das pessoas que interagem e tiram fotos conosco nos fazem vibrar ainda mais a cada quilo de alimento recebido”, comentou Sapiranga, em entrevista exclusiva ao AG.

Pandemia motivou o grupo

Junto com a pandemia, veio também a diminuição de renda para alguns que já tinham pouco. Foi pensando neles que o quarteto, deu o pontapé inicial no projeto. “Sempre gostamos de fazer ações sociais, como a festa para crianças com distribuição de brinquedos, cachorro quente e refrigerante. Mas refletimos e pensamos que as pessoas não precisam somente no final do ano e resolvemos criar o La Casa do Bem”.

Famosos pelas ruas do município e, nas redes sociais do projeto, os voluntários que têm entre 28 e 38 anos trabalham na construção civil e no comércio não pretendem parar por aí. “O foco iniciou com arrecadação de alimento e itens de higiene pessoal, mas sabíamos que poderia tomar uma proporção maior. Já chegou até nós a necessidade de uma geladeira. Agora recebemos a doação de um fogão e leite especial por exemplo. Então acreditamos que a tendência é de ficar ainda maior e estamos prontos para os desafios”.

ANONIMATO

Assim como na série, os voluntários preferem manter o anonimato, seguindo o lema “Fazer o bem sem olhar a quem”. “Usamos as fantasias para chamar a atenção, pois de cara limpa fica mais difícil de arrecadar e também para não sermos identificados. E se fantasiar é para trazer a magia dos personagens e o enigma de ninguém saber quem está por de baixo das máscaras. A intenção é ajudar a quem precisa sem se auto promover”, completa Sapiranga.

A SÉRIE

“La Casa de Papel” é uma série espanhola produzida pela Atresmedia para um canal de TV do país. Após sua estreia em maio de 2017, foi adquirida pela Netflix, distribuída ao redor do mundo no serviço de transmissão de vídeos e se tornou um fenômeno de audiência. A previsão é que a quinta temporada deva estrear no primeiro semestre de 2021.

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Neste 8 de março, celebramos o Dia Internacional da Mulher reconhecendo a força, a sensibilidade e a determinação de mulheres que transformam realidades todos os dias. Mais do que uma data comemorativa, é um momento de reflexão sobre conquistas, desafios e, principalmente, sobre o papel essencial que elas desempenham na construção de uma sociedade mais justa, humana e igualitária. Em cada espaço ocupado, seja na liderança, no cuidado, na gestão ou no trabalho diário, há histórias de coragem, dedicação e inspiração.

Sofia Godoy, Atleta.

Apesar da pouca idade, a skatista Sofia Godoy já se mostra um exemplo de mulher a ser seguido. Atualmente com 17 anos, a atleta iniciou no esporte aos 11, por influência do pai. Ainda que o skate tenha sido, por muitos anos, uma prática majoritariamente masculina, Sofia conta que não sentiu preconceito quando iniciou nas competições, pois outras mulheres já haviam iniciado anteriormente. “Sei que se eu tivesse começado pouco tempo antes, isso provavelmente teria sido diferente. Gosto muito de escutar as meninas que começaram no skate por minha influência, isso com certeza me motiva ainda mais”, conta.
A jovem skatista que leva o nome de Campo Bom em competições mundo afora aconselha meninas que sonhem em viver do esporte. “Se esse é seu sonho, não desista. Mesmo que tenham momentos difíceis, é muito importante que sua vontade de realizar seja muito maior que os dias ruins. Claro que você vai cair, às vezes se machucar, mas tem que sempre levantar e ir de novo, já pronta para a próxima”, conclui.

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Marlete da Silva, Industriária.

A comunidade campo-bonense sempre foi marcada pela sua resiliência e pela força do trabalho. Marlete da Silva, de 56 anos, é uma das mulheres que tão bem representam a classe trabalhadora da cidade. Atuando como conserteira em fábrica de calçados, ela criou os dois filhos, atualmente com 20 e 28 anos, como mãe solo. “Acho que o Dia da Mulher é muito importante para fortalecer o crescimento de mulheres que passaram por alguma situação e conseguiram dar a volta por cima, independente do que passou. Com muito orgulho, eu sou uma delas”, menciona.

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Elizane Barcelos, Empresária.

Uma empresa familiar que iniciou pelas mãos e talento de uma mulher e, hoje, se tornou uma das principais marcas da cidade. Elizane Barcelos de Menezes, de 54 anos, é mãe de três filhos e avó de dois netos. Iniciou na produção calçadista há 17 anos e consagrou a empresa Zanni Barcelos como uma marca conceituada. Como mulher, ela destaca os desafios de empreender. “Acho que a maior dificuldade é conciliar casa e trabalho. Sendo empresária, temos muitas demandas que exigem nossa presença constante”, comenta. Para mulheres que sonhem em começar o próprio negócio, ela deixa um conselho. “Analisar a viabilidade do empreendimento e começar, ter muita determinação. Vão surgir muitas dificuldades, tem que ter muita resiliência pra vencer”, reforça.

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Brenda Brentano, Maquiadora.

Atuar na área da beleza é muito mais do que cuidar da aparência das pessoas. O que começou como um hobby se transformou em paixão e profissão para a maquiadora Brenda Brentano, de 33 anos. “Eu digo que a maquiagem que me escolheu. Comecei a me automaquiar, justamente para elevar minha autoestima. Minhas amigas começaram a me pedir para maquiá-las, pois gostavam do que eu fazia, o que acabou virando um hobby. Depois, decidi me aprofundar no assunto e seguir como profissão”, conta.
Ela conta a satisfação de ver a felicidade no olhar de cada cliente. “Pra mim é muito gratificante ver minhas clientes se amando, gostando de se ver bonita, a maioria das vezes uma beleza que sempre esteve ali, mas estava escondida por não tirar um momento para si. Ver elas bem e empoderadas é indescritível, saber que estou trazendo à tona algo bom e relevante para a vida delas. Com certeza é umas das coisas que me move a seguir nessa profissão”, conclui.

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Naama da Rosa, Enfermeira.

Aos 34 anos, Naama Laísa da Rosa ocupa o cargo de coordenadora das Unidades de Internação do Hospital Lauro Reus e docente. Profissional da enfermagem há 14 anos, ela destaca que, apesar de cerca de 85% dos profissionais da saúde serem mulheres, os cargos de liderança são ocupados, majoritariamente, por homens. “É um desafio ocupar e manter um cargo de liderança sendo mulher, onde existem barreiras culturais e estruturais de muitos anos. Temos que mostrar que temos competência e capacidade para alcançar esse cargo, muito mais que os homens”, destaca.
Para Naama, a busca constante pelo conhecimento é o caminho para conquistar os objetivos. “Sempre há novos estudos, protocolos, fluxos, a ciência é muito rápida nas descobertas e evoluções. A mulher que quer crescer e se desenvolver em cargos de gestão e liderança na área da saúde precisa ter conhecimento tanto nos processos de saúde, quanto de gestão e desenvolver a liderança. Além de resiliência e paciência para lidar com os desafios diários”, reforça, lembrando que o caminho é árduo, porém, recompensador. “É uma área que vale a pena, pois fazemos a diferença na vida das pessoas e dos profissionais que lideramos. Ser líder na área da saúde é ser referência para os profissionais e auxiliar em uma melhor assistência ao paciente sob nossos cuidados, e apesar de todos os obstáculos, o resultado desse trabalho é gratificante”, pontua.

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Josiane Wais, Sargento da Brigada Militar.

Há 14 anos, Josiane Wais compõe o efetivo da Brigada Militar do Rio Grande do Sul. Aos 32 anos de idade, é uma das mulheres que atua em Campo Bom, no posto de 1° Sargento da BM. Para ela, a atuar na Segurança Pública exige decisões firmes, equilíbrio emocional e postura diante de situações complexas. “Sendo mulher, além dos desafios próprios da função, também assumimos a responsabilidade de abrir caminhos e fortalecer a presença feminina na instituição. Ainda é uma área majoritariamente masculina, mas temos demonstrado, ao longo dos anos, que estamos plenamente preparadas para ocupar qualquer espaço”, pontua.
Sgt Wais encoraja outras mulheres que desejam entrar para a Segurança Pública. “Não é uma profissão simples. Exige disciplina, preparo físico e emocional e muita responsabilidade. Mas também é uma carreira extremamente gratificante, porque lidamos diretamente com a proteção da sociedade. Meu conselho é: estudem, se qualifiquem e ingressem sabendo que vocês pertencem a esse espaço. O lugar da mulher é onde ela decide estar”, finaliza.

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