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Vereadora Gênifer Engers, a primeira mulher a presidir o Legislativa, fala com exclusividade ao Jornal A Gazeta

Redação / AG por Redação / AG
7 de janeiro de 2022
em Comunidade, Política
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Vereadora Gênifer Engers, a primeira mulher a presidir o Legislativa, fala com exclusividade ao Jornal A Gazeta

Guto Vargas/CMVCB

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Na tarde da última segunda-feira, 3 de janeiro, a vereadora Professora Gênifer Engers (PDT) iniciou seu mandato como presidente da Câmara de Vereadores de Campo Bom para o ano de 2022. A parlamentar comandará as atividades do Poder Legislativo até 31 de dezembro deste ano, sendo a primeira mulher, em 62 anos, a ocupar este cargo.

“Temos muito trabalho para executar e vamos realizar essas tarefas com muita responsabilidade e transparência”, explicou Gênifer. “Estamos com umas ideias bem legais que temos o objetivo de implementar ao longo do ano, sempre buscando o protagonismo que o Legislativo merece, garantindo o melhor para nossa população”, completou a presidente.

Além de Gênifer, a Mesa Diretiva para o ano de 2022 conta ainda com o vereador Jerri Moraes (MDB) na vice-presidência, Professor Jéferson Nunes (PDT) como Primeiro Secretário e Victor Souza (PCdoB) como Segundo Secretário.

A Professora Gênifer Engers tem 36 anos, é natural de Campo Bom, casada com Fernando Engers e mãe do Davi e do Murilo. Professora da rede municipal de ensino de Campo Bom há mais de 10 anos, é graduada em Pedagogia e Pós-Graduada em Educação Inclusiva. Foi eleita em sua primeira candidatura nas eleições de 2020 recebendo 973 votos.

Acompanhe a seguir a entrevista exclusiva concedida ao jornalista Mauri Spengler, do Jornal A Gazeta.

Jornal A Gazeta: Já na primeira vez em que se candidata, se elege vereadora, e no seu segundo ano de mandato, assume a presidência do Legislativo. Estás preparada para tamanho desafio?

Vereadora Gênifer Engers: Com certeza é um grande desafio, a preparação é muito necessária e já vem acontecendo há um ano, quando integrei a mesa diretora como vice presidente e pude ir tomando ciência dos trabalhos e dos trâmites da casa legislativa. Tivemos um ano de gestão participativa e o Vereador Alexandre compartilhou desde então comigo e com os colegas da mesa o seu conhecimento e o funcionamento e atribuições que tal cargo exige.

AG: Assumindo a presidência do Legislativo, entras para a história política de Campo Bom como sendo a primeira mulher a ocupar este cargo. O que tem a dizer sobre esta tamanha honraria?

Gênifer: Me sinto muito orgulhosa, feliz e com uma responsabilidade gigantesca em poder representar a todas as mulheres que já trilharam esse caminho e abriram espaço para que hoje eu pudesse estar a frente do Legislativo, pois a conquista não é só minha, leva o nome de todas as vereadoras que já passaram por aqui. Sabemos o “peso” da luta e as adversidades que nós, mulheres, enfrentamos diariamente no meio político. Ser a primeira mulher a assumir a presidência da Câmara Legislativa de Campo Bom é fruto de uma história que começou há muito tempo com essas mulheres que vislumbraram um futuro melhor para todos nós.

AG: Com está sendo conciliar a vida pessoal, profissional e política?

Gênifer: Posso dizer que a minha vida mudou muito de 2020 pra cá, e a adaptação é diária a todas as atribuições que a vereança exige e ainda a minha rotina enquanto professora da rede. Foi um ano intenso em que cada minuto fez a diferença. Mas eu tenho a sorte de ter uma rede de apoio (mãe, irmã e marido) muito boa que me dão força e suporte principalmente com os meus meninos que ainda exigem bastante atenção. Procuramos ter alguns momentos nossos e realizar algumas coisas em família, como o café da manhã de sábado, os almoços de domingo (mesmo que fora de casa, em algum evento ou ação, sempre com a família) e o sacolé e pracinha na saída da escola dos guris.

AG: Este ano acontecerão as eleições para governador, presidente, deputados federais e estaduais e senadores. Tu estas sendo indicada pelo partido como pré-candidata a Deputada Estadual, sente-se preparada para enfrentar mais este desafio?

Gênifer: Acredito que isso seja reflexo de um trabalho que venho desenvolvendo com muita seriedade e comprometimento, e agradeço a confiança do meu partido para tamanha representação, mas confesso que o desafio será grande, mas tenho a certeza de que de forma conjunta estaremos pensando sempre no melhor para nossa comunidade.

AG: Como pretende presidir o Legislativo? Terão mudanças que já podem ser anunciadas?

Gênifer: Vamos trabalhar de forma incansável para honrar nossa comunidade campo-bonense de forma democrática e eficiente, dando segmento ao trabalho tão bem desenvolvido até então, buscando modernizar e tornar mais acessível a todos. Iremos implantar a Escola do Legislativo, um projeto que visa promover a formação política para servidores, Vereadores e comunidade buscando aproximar os agentes e promover ações de educação política, além de ampliar o projeto Câmara Aberta (com visitação dos alunos) e Vereador Mirim.

AG: Neste primeiro ano de vereança ocupou o importante cargo de líder de governo. Fazendo uma auto avaliação entendes que conseguiu corresponder a expectativa e confiança do prefeito Luciano Orsi?

Gênifer: Me esforcei bastante para isso, mas tenho a humildade de dizer que no início foi mais difícil e algumas vezes não consegui corresponder da forma que gostaria, o que com o passar do tempo, com a experiência e conhecimento adquirido fui tendo mais maturidade e com o auxílio e condução do Prefeito em me deixar a par e pacientemente auxiliar nos esclarecimentos acredito que tenhamos tido êxito nos trabalhos.

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  • Os vereadores de Campo Bom aprovaram por unanimidade, na sessão ordinária desta segunda-feira (27), um projeto de lei que determina a suspensão da cobrança da tarifa de abastecimento de água em situações de descontinuidade do serviço ou quando o fornecimento ocorrer fora dos padrões de potabilidade.

A proposta, assinada por todos os parlamentares da Câmara Municipal, representa mais um passo no trabalho de fiscalização dos serviços prestados pela Corsan e agora segue para sanção do prefeito Giovani Feltes.
O projeto tem como objetivo garantir que a cobrança da tarifa ocorra apenas quando o serviço for prestado de forma eficiente, contínua e segura. A medida também busca coibir falhas e inadequações no abastecimento, prevendo a criação de um mecanismo administrativo que permita à Prefeitura suspender a cobrança sempre que forem constatadas irregularidades.

Durante a mesma sessão, os vereadores também aprovaram, por unanimidade, uma moção de repúdio à Aegea/Corsan, em razão da precariedade do serviço prestado no município.

Além disso, foram aprovados três pedidos de informação, três requerimentos, dois projetos de lei e uma moção. A sessão contou ainda com a participação do secretário municipal de Desenvolvimento Social, Gabriel Colissi, que apresentou dados e detalhou as ações do município em relação ao atendimento às pessoas em situação de rua.

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  • Inicia nos próximos dias, o calendário anual de podas de árvores, com cronograma organizado por regiões da cidade. O cronograma começa no dia 29 de abril e segue até 7 de maio, atendendo moradores da região Centro Norte e parte do bairro Genuíno Sampaio, abrangendo a área entre as avenidas Brasil, dos Estados e Emílio Vetter.

Na sequência, entre os dias 5 e 14 de maio, os serviços contemplam a região Centro Sul e parte do bairro Celeste, incluindo o trecho localizado entre as avenidas Brasil, Independência, Willy Reichert e Gustavo Vetter. A Administração Municipal reforça que os moradores devem realizar as podas dentro do período estabelecido para cada região e depositar os materiais corretamente nas calçadas, exclusivamente nos dias programados para recolhimento. O descarte fora do cronograma é considerado irregular e pode resultar em multa.

A Prefeitura orienta ainda que apenas resíduos de poda devem ser descartados, sem mistura com outros tipos de lixo. O cronograma poderá sofrer alterações em caso de condições climáticas desfavoráveis. Para os moradores que não puderem aguardar o período previsto para sua região, os resíduos podem ser destinados diretamente à Horta Comunitária da Aurora ou ao espaço ao lado da Usina de Reciclagem, na Estrada do Mônaco.

A Administração Municipal destaca ainda que a poda corretiva nas calçadas, quando necessária, é realizada pelo próprio município, contribuindo para a manutenção adequada da arborização urbana e reforçando o compromisso com a organização da cidade, a preservação ambiental e a colaboração entre poder público e comunidade.

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➡️ Campo Bom realiza testes de materiais na pavimentação das vias. 

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Casos de multas registradas em cidades onde o proprietário nunca esteve ou em que o veículo nem saiu da garagem estão se tornando mais comuns no Rio Grande do Sul. Esse tipo de ocorrência pode sinalizar a clonagem de placas, um crime usado por quadrilhas para esconder veículos roubados ou furtados.

A reportagem do Jornal A Gazeta foi procurada por um morador do bairro Porto Blos relatando ter recebido uma notificação de multa emitida pelo Departamento de Estradas e Rodagens do Estado de São Paulo (DER-SP). No documento consta a aplicação penalidade em decorrência da não utilização do cinto de segurança pelo condutor do veículo na cidade de Ubatuba, em 21 de janeiro de 2026. No entanto, de acordo com o leitor multado, o veículo nunca esteve em Ubatuba.

Ao receber uma notificação suspeita, o primeiro passo é agir rapidamente. A orientação é registrar um boletim de ocorrência relatando a possível clonagem e reunir documentos que provem a irregularidade. Os principais itens exigidos são: vistoria do Detran RS, cópia do Certificado de Registro do Veículo, do CRLV, documento de identificação do proprietário, cópia da multa suspeita e fotos do veículo (frente, traseira e laterais).

Segundo o advogado Allan Dyego Pimentel, formalizar o caso é essencial para evitar prejuízos maiores. “Quando o proprietário encontra uma multa ligada a um veículo que não estava sob sua posse ou em um local diferente, é bem provável que esteja diante de um caso de clonagem de placa. Nessas situações, o primeiro passo é registrar um boletim de ocorrência, pois esse documento será a base para todas as medidas administrativas e judiciais posteriores”, destaca.

Após o registro, o proprietário deve apresentar defesa junto ao órgão que aplicou a multa, anexando provas que mostrem a impossibilidade da infração, como comprovantes de localização, registros de pedágios ou imagens. Também é possível pedir a abertura de um processo administrativo para investigação, incluindo a análise de imagens do veículo infrator.

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  • AG CONTIGO | 27.04

 ➡️ Cadastro Único Itinerante estará na Escola Morada do Sol.

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  • A interferência de moradores de rua nas atividades do comércio, os furtos a residências, escolas e empresas e a sensação de insegurança preocupam lojistas e empresários de Campo Bom. Na última quinta-feira (16), o Comitê da Regional da ACI em Campo Bom reuniu-se com representantes da Brigada Militar, da Guarda Municipal, da Polícia Civil, da administração municipal e do Consepro para debater o tema e definir ações preventivas em conjunto.

Uma das ações em estudo é o desenvolvimento, nos próximos meses, de uma campanha para estimular a população de Campo Bom a fazer o registro de furtos e roubos. Com indicadores mais realistas, as forças de segurança poderão atuar com mais eficiência na prevenção e no combate aos crimes.

Débora Trierweiler, proprietária da Farmácia Apoteka e integrante do Comitê Regional da ACI e do Consepro de Campo Bom, relata que comerciantes têm enfrentado situações difíceis com moradores de rua na área central, além de furtos e transtornos, que também são registrados em bairros.

O secretário municipal de segurança e trânsito, Fernando Lehnen, afirma que a legislação limita a ação das forças de segurança, mas, ainda assim, a Guarda Municipal tem feito operações de fiscalização e identificação de pessoas com histórico de crimes. Um dos locais que são alvo é um galpão junto ao Parcão, onde moradores de rua se reúnem e pressionam a população do entorno.

A maioria dos moradores de rua é dependente química e conhecida das forças de segurança. “Somente a ação dos órgãos de segurança não basta. É necessário apoio psicológico, ação integrada com outras áreas e, em alguns, casos, internação compulsória, que deve ser autorizada por familiares”, explica.

Conforme a vice-prefeita Gênifer Engers, 44 pessoas em situação de rua estão cadastradas no CRAS (já foram 110) e recebem auxílio, como banho e alimentação. Pelos menos três já foram encaminhadas a empregos, mas permaneceram por pouco tempo. “Sabemos dos impactos à comunidade, estamos atentos a situação e estudamos ações”, informou.

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  • EXCLUSIVO | ✍ @mairanpacheco 

Moradora de Campo Bom desde 1983, a engenheira industrial química Vanda Ferreira Ribeiro tem se dedicado a um tema cada vez mais urgente: a poluição por microplásticos no meio ambiente. Atualmente em pesquisa de pós-doutorado na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), ela desenvolve uma análise com relação à presença dessas partículas no solo de áreas conhecidas da cidade, como o Parque do Trabalhador, o Parcão e a região onde o Arroio Schmidt encontra o Rio dos Sinos.

O objetivo é aproximar a ciência do cotidiano das pessoas. “Escolho locais que fazem parte da rotina da população para mostrar que o problema está aqui, perto de nós”, explica. A pesquisa, realizada há cerca de um ano, busca identificar microplásticos com tamanhos de até 0,2 milímetros, invisíveis a olho nu, mas com potencial de causar impactos ao meio ambiente e à saúde ao longo do tempo.

Os microplásticos são fragmentos menores que 5 milímetros, originados tanto da degradação de materiais maiores, como embalagens, fibras e pneus, quanto de produtos já fabricados em tamanho reduzido, como microesferas presentes em cosméticos. Segundo a pesquisadora, mesmo quando não são visíveis, eles continuam presentes e interagem com o meio ambiente. “A poluição não deixa de existir só porque não conseguimos enxergá-la”, destaca.

O estudo também está ligado à preservação dos banhados, áreas úmidas fundamentais para o equilíbrio ambiental. Esses locais funcionam como “esponjas naturais”, ajudando a reduzir alagamentos e armazenando carbono no solo, o que contribui diretamente no combate às mudanças climáticas. No entanto, no Vale do Sinos, mais de 70% dessas áreas já foram perdidas, e as que restam sofrem com a pressão da urbanização e o acúmulo de resíduos.

Além da pesquisa acadêmica, Vanda busca conscientizar a população sobre o descarte correto de resíduos e o consumo consciente. Para ela, pequenas atitudes fazem diferença no dia a dia. “Temos coleta de lixo, mas ainda falta a cultura de não jogar resíduos nas ruas. O que não é recolhido acaba nas bocas de lobo e segue para arroios, banhados e rios”, alerta.

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  • COLUNA | ✍️ @darosa_ju 

O Projeto de Lei 1404/2025 autoriza a quebra de sigilo bancário e fiscal em ações de pensão alimentícia, quando houver indícios de que o responsável pelo pagamento esteja ocultando bens ou rendimentos. A medida surge como resposta a uma realidade bastante comum: a dificuldade de se apurar a real capacidade financeira de quem deve pagar alimentos, especialmente quando há tentativa deliberada de esconder patrimônio.
Na prática, o que se busca é permitir que o juiz, diante de elementos concretos, possa acessar informações financeiras do devedor, como movimentações bancárias e declarações fiscais. Isso não seria automático nem indiscriminado. A quebra de sigilo continuaria sendo uma medida excepcional, dependente de decisão judicial fundamentada e baseada em indícios consistentes de fraude ou ocultação.
O sigilo bancário e fiscal é um direito importante, ligado à privacidade e à proteção de dados pessoais. Por isso, sua flexibilização exige cautela. O projeto tenta equilibrar esse direito com outro igualmente relevante: o direito de quem depende da pensão alimentícia para sua subsistência, educação e desenvolvimento.
Hoje, não são raros os casos em que o devedor aparenta não ter renda suficiente, mas mantém um padrão de vida incompatível com o que declara oficialmente. Esse descompasso dificulta a fixação de um valor justo de pensão e pode prejudicar diretamente quem mais precisa. A proposta legislativa busca justamente reduzir esse tipo de distorção, trazendo mais transparência para o processo.
O projeto visa fortalecer a efetividade das decisões judiciais em matéria de alimentos, dando mais acesso à realidade financeira do devedor, o juiz poderá fixar valores mais adequados e coibir práticas abusivas, como a ocultação de bens em nome de terceiros ou a omissão de rendimentos.
Mais do que uma medida de investigação, trata-se de um instrumento de proteção. A pensão alimentícia não é uma punição, mas um dever legal que garante dignidade a quem depende dela. Nesse contexto, permitir a quebra de sigilo em situações justificadas pode representar um avanço importante na busca por justiça e equilíbrio nas relações familiares.

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