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Universidade Feevale amplia ações em Campo Bom

Redação / AG por Redação / AG
18 de janeiro de 2023
em Comunidade
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Plásticos Hanisch instalará sua nova sede em Campo Bom
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Em 2022 foram realizadas atividades em diversas áreas

As universidades têm um importante papel, que é contribuir com as comunidades nas quais estão inseridas, com vistas ao desenvolvimento regional e à transformação da sociedade. Em seu Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI), a Universidade Feevale destaca que a educação e o conhecimento transformam a sociedade quando preparam sujeitos com autonomia intelectual e profissional e que assumem posições éticas. “Cidadãos e profissionais com sólida formação humana, científica e tecnológica impactam e transformam comunidades, cidades, instituições e empresas”, diz o documento.

O desenvolvimento social, econômico, político e cultural da sociedade passa pelo conhecimento e pelo avançar das ciências. Atuando em três campus e unidades em diferentes municípios, a Feevale mantém uma rede de parcerias com setores públicos e privados locais, regionais, nacionais e internacionais. Em Campo Bom, por exemplo, participa de diversas iniciativas junto a parceiros do município.

Segundo o reitor Cleber Prodanov, essa relação da Universidade Feevale com Campo Bom, assim como com os demais municípios, contribui, de forma efetiva, para o desenvolvimento socioeconômico da cidade. “A Feevale vem trabalhando de forma criativa, buscando inovar e se engajar, cada vez mais, com as comunidades” – afirma – “Somos parceiros e acreditamos que, por meio de alianças, poderemos avançar ainda mais na construção de melhorias para a sociedade, como saúde, criação de empresas, emprego, renda e educação”.

O prefeito Luciano Orsi diz que a parceria entre o município e a Feevale rendeu inúmeras conquistas para os campo-bonenses. “Os esforços conjuntos já prepararam dezenas de jovens para o mercado de trabalho, trouxeram um hospital veterinário do mais alto nível para a cidade e vão garantir um centro tecnológico educacional para nossos alunos. É algo muito importante para nós e que, esperamos, siga crescendo e trazendo ainda mais avanços para o município”, ressalta.

A presidente do Legislativo de Campo Bom na gestão passada, Gênifer Engers, lembra que a parceria com uma instituição do porte da Feevale é muito importante para o Legislativo. “Quando procuramos a Universidade para essa parceria, a escolhemos pela credibilidade e pelo destaque e importância que tem em nossa região. Estamos muito satisfeitos com essa cooperação e o Poder Legislativo tem convicção de que todas as ações desenvolvidas em conjunto terão como maior beneficiada a comunidade de Campo Bom”, salienta.

Para o presidente da Câmara de Vereadores de Campo Bom, Jerri Moraes, a Feevale é uma das principais instituições de ensino do Estado e protagonista na região. “Muitos profissionais, de diferentes áreas, que atuam no desenvolvimento e protagonismo de nossa cidade, são egressos da Feevale, o que demonstra a importância da universidade para o nosso município. O Poder Legislativo continuará apoiando tudo o que envolver a Feevale e se mostrar importante para nossa cidade e nossos cidadãos”, destaca.

Ano positivo

O ano de 2022 foi positivo, pois a Universidade Feevale conseguiu atender a diversas demandas do município de Campo Bom. Confira algumas ações:

Testes – Campo Bom foi um dos mais de 40 municípios para os quais a Feevale prestou serviços, fazendo exames, principalmente para diagnóstico da Covid-19. Além desses, fez testes para monkeypox, doença que se manifesta através de lesões na pele, e arboviroses, doenças causadas por vírus transmitidos, principalmente, pelo Aedes aegypti, como é o caso da dengue, zika e Chikungunya.

Startup Teens – Com o objetivo de disseminar o tema empreendedorismo e incentivar os alunos de Ensino Fundamental a criarem negócios inovadores, a Feevale realizou, em parceria com a Prefeitura, o Startup Teens. O evento contou com a participação de 90 estudantes de escolas da rede municipal de Campo Bom. Como resultado, surgiram projetos com capacidade de incubação tecnológica e de importância para a sociedade.

Centro tecnológico – A Feevale elaborou um memorial com possíveis soluções de restauro e desenvolvimento do projeto arquitetônico do prédio que abrigou o Grupo Escolar Theodomiro Porto da Fonseca, em Campo Bom, que será restaurado pela Prefeitura para receber um centro tecnológico educacional integrado. Inaugurado em 1933, o imóvel foi sede da primeira instituição de ensino estadual instalada em um distrito no Rio Grande do Sul – na época, o município ainda pertencia a São Leopoldo. O trabalho, que contou com egressos da Universidade, permitiu a integração de profissionais de Arquitetura e Engenharia e a prática da interdisciplinaridade.

Tecnologia assistiva – Está em tratativas o desenvolvimento de uma rede interdisciplinar de tecnologia assistiva. O objetivo é atender, no Rio Grande do Sul, pessoas com deficiência, através do desenvolvimento de tecnologias assistivas. Desenvolvido em parceria com a empresa Mover Acessibilidade, Prefeitura de Campo Bom e Escola Técnica Liberato Salzano Vieira da Cunha, o projeto aguarda resultado de captação de recursos da Financiadora de Inovação e Pesquisa (Finep).

Cursos in company – Três cursos in company foram realizados em Campo Bom, em parceria com a Prefeitura. Um deles foi de Língua Brasileira de Sinais (Libras), para servidores da área da Educação, e outros dois, de 276 horas de formação, estão em andamento. Esses cursos, de programação Java e Phyton, envolvem 40 estudantes do município. Também foi realizada uma palestra sobre comunicação positiva no evento em comemoração aos 52 anos da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Campo Bom.

Projeto Joga Aurora – Realizado em parceria com a Prefeitura de Campo Bom e a Nike, o projeto busca a inclusão social, por meio da prática esportiva, contribuindo na qualidade de vida, no crescimento pessoal e na promoção da cidadania de crianças do Bairro Aurora. Como resultado, houve o aumento do conhecimento de esporte coletivos, a oferta de experiências positivas relacionadas ao esporte, a promoção de espaço lúdico e rotina de atividades físicas e o diagnóstico de questões socioemocionais e suporte à escola e às famílias.

Projeto HIV: Fique Sabendo – O projeto, desenvolvido em parceria com a Prefeitura de Campo Bom, tem como objetivo promover o conhecimento sobre a temática HIV/Aids e Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) em escolas públicas e entidades socioassistenciais. Busca, também, ampliar a abordagem da prevenção em saúde junto a educadores e adolescentes, para que estejam conscientes dos perigos envolvidos e possam tornar-se multiplicadores. Entre as iniciativas está a orientação a adolescentes sobre prevenção de doenças sexualmente transmissíveis, a formação de professores para abordagem do tema no currículo e a promoção de campanhas de conscientização.

Pesquisa sobre transtornos de aprendizagem – A aquisição da leitura e da escrita de crianças da Educação Infantil diagnosticadas com transtorno de aprendizagem é o tema central de uma pesquisa desenvolvida pela Feevale junto a uma escola da rede municipal de ensino de Campo Bom. A pesquisa vai traçar o perfil de cada criança, a partir da história de sua vida e dos resultados obtidos por meio da aplicação de protocolos e de uma escala de letramento emergente, que visam avaliar suas competências linguísticas, cognitivas e sociais. Com base nisso, serão elaboradas propostas pedagógicas e materiais de apoio para subsidiarem o trabalho do professor e o acompanhamento dos familiares. A pesquisa ocorre em parceria com a Prefeitura de Campo Bom e a Associação de Assistência em Oncopediatria – Amo Criança.

Neuropsicologia – Em parceria com a Prefeitura de Campo Bom, o projeto Capacitação de cuidadores sobre neuropsicologia, com ênfase na relação entre estilo parental e desenvolvimento das funções executivas tem como objetivo verificar se há relações e o quanto os estilos parentais predizem o desenvolvimento das funções executivas dos filhos. A partir disso, deverá ser verificada a validade de conteúdo e o desenvolvimento de um programa de capacitação para cuidadores sobre o tema. Espera-se, com o estudo, construir uma capacitação para os pais, que o programa tenha validade de conteúdo a partir da análise de juízes e que seja efetivo, trazendo benefícios e conhecimento para os pais acerca de suas práticas e estilos parentais, instrumentalizando sobre como podem estimular as funções executivas e regulação emocional de seus filhos.

Aplicativo para autistas – Um projeto busca desenvolver um aplicativo educacional, disponível para dispositivos móveis e web, para auxiliar familiares e professores no processo de letramento emergente de crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA). Também tem, entre outros objetivos, revisar os conteúdos tradicionalmente indicados para a Educação Infantil e os objetivos de ensino de leitura e de escrita previstos para o primeiro e o segundo anos do Ensino Fundamental, considerando-se as crianças com esse diagnóstico. Espera-se, com isso, a melhoria da qualidade de vida dessas crianças e de seus familiares, bem como a prática pedagógica de professores que atuam com elas.

Riscos e desastres – O projeto integrado Laboratório de Vulnerabilidades, Riscos e Sociedade – Lavurs tem como objetivo contribuir para o avanço científico e comunitário das vulnerabilidades sociais, de riscos e desastres. A intenção é gerar estudos, diagnósticos, discussões e socialização de metodologias com gestores e tomadores de decisão dos municípios da Bacia Hidrográfica do Rio dos Sinos que apresentam áreas de riscos e de desastres, como é o caso de Campo Bom. São integrados, nos estudos, projetos, disciplinas e saberes de diversas áreas do conhecimento para a compreensão e criação de propostas que podem ser aplicadas e que gerem melhoria da qualidade ambiental, além de contribuir para a redução dos riscos.

Processos de urbanização – O projeto Tecitura social: história, saúde e urbanização nos vales do Sinos e do Taquari (RS/Século XX) investiga a relação entre saúde, medicina, enfermidades e processos de urbanização. O objetivo é discutir as transformações sociais, culturais e econômicas das localidades e as diferentes formas de lidar com a saúde, em meio ao processo de alterações no decorrer do século XX. Os conceitos e categorias que norteiam a pesquisa contribuirão para o avanço teórico e científico, com resultados aplicáveis na prática, principalmente a partir da relação ensino e pesquisa, gerando novos conhecimentos.

Acesso ao Legislativo – Neste ano, foi formalizada uma parceria com a Câmara Municipal de Campo Bom, envolvendo os cursos de Direito, Jornalismo e Relações Públicas da Feevale. O objetivo é proporcionar aos estudantes um fácil acesso às atividades do Legislativo, por meio de visitas guiadas, vagas de estágio e presença em audiências públicas, cursos e eventos, entre outras atividades. Também serão realizados cursos e eventos de extensão, como seminários, congressos e palestras para os vereadores e público em geral.

Atendimentos na saúde – Está em andamento uma parceria com as secretarias de Saúde e de Educação e Cultura de Campo Bom, em relação a práticas curriculares e estágios obrigatórios dos cursos da área da Saúde, como Educação Física, Quiropraxia, Enfermagem, Nutrição, Farmácia e Medicina. O objetivo é atender as demandas do munícipio, bem como proporcionar a integralização curricular dos cursos de graduação da área.

Eventos de lazer – A Feevale também está apoiando eventos de lazer aos finais de semana. Através do curso de Educação Física, são realizadas práticas de esporte e lazer na comunidade.

Hospital Veterinário Feevale (Hovet) – Neste ano, o Hospital Veterinário Feevale (Hovet) começou a prestar atendimentos aos animais, incluindo consulta clínica e com especialistas. Por meio de uma parceria com a Prefeitura de Campo Bom, a Universidade realiza atendimentos veterinários gratuitos para animais de rua e para animais de tutores de baixa renda. Por meio do projeto social FeevalePet: manejo sanitário e reprodutivo de cães e gatos de abrigos municipais, a Universidade contribui para o controle e prevenção de enfermidades de importância da saúde animal e para a contenção da população de cães e gatos oriundos de cidades da região, como Campo Bom. Em parceria com a secretaria de Meio Ambiente, são realizados atendimentos clínicos e castrações em cães e gatos de ONGs e do Centro Municipal de Bem-Estar Animal (Cempra).

Feevale Techpark – A unidade de Campo Bom do Feevale Techpark ganhou importantes empresas em 2022. O primeiro escritório no Brasil da holding norte-americana JKH Capital, por exemplo, foi inaugurado em um dos lotes do parque tecnológico. Desde a sua fundação, em 2008, a holding tem um crescimento médio de 160% ao ano. Além dos Estados Unidos, possui escritórios na Holanda e em Hong Kong, e investimentos em variados setores de sete países da América, Ásia e Europa. A empresa planeja, para este ano, um grande investimento em startups ligadas aos setores de tecnologia e energia.

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  • Os vereadores de Campo Bom aprovaram por unanimidade, na sessão ordinária desta segunda-feira (27), um projeto de lei que determina a suspensão da cobrança da tarifa de abastecimento de água em situações de descontinuidade do serviço ou quando o fornecimento ocorrer fora dos padrões de potabilidade.

A proposta, assinada por todos os parlamentares da Câmara Municipal, representa mais um passo no trabalho de fiscalização dos serviços prestados pela Corsan e agora segue para sanção do prefeito Giovani Feltes.
O projeto tem como objetivo garantir que a cobrança da tarifa ocorra apenas quando o serviço for prestado de forma eficiente, contínua e segura. A medida também busca coibir falhas e inadequações no abastecimento, prevendo a criação de um mecanismo administrativo que permita à Prefeitura suspender a cobrança sempre que forem constatadas irregularidades.

Durante a mesma sessão, os vereadores também aprovaram, por unanimidade, uma moção de repúdio à Aegea/Corsan, em razão da precariedade do serviço prestado no município.

Além disso, foram aprovados três pedidos de informação, três requerimentos, dois projetos de lei e uma moção. A sessão contou ainda com a participação do secretário municipal de Desenvolvimento Social, Gabriel Colissi, que apresentou dados e detalhou as ações do município em relação ao atendimento às pessoas em situação de rua.

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  • Inicia nos próximos dias, o calendário anual de podas de árvores, com cronograma organizado por regiões da cidade. O cronograma começa no dia 29 de abril e segue até 7 de maio, atendendo moradores da região Centro Norte e parte do bairro Genuíno Sampaio, abrangendo a área entre as avenidas Brasil, dos Estados e Emílio Vetter.

Na sequência, entre os dias 5 e 14 de maio, os serviços contemplam a região Centro Sul e parte do bairro Celeste, incluindo o trecho localizado entre as avenidas Brasil, Independência, Willy Reichert e Gustavo Vetter. A Administração Municipal reforça que os moradores devem realizar as podas dentro do período estabelecido para cada região e depositar os materiais corretamente nas calçadas, exclusivamente nos dias programados para recolhimento. O descarte fora do cronograma é considerado irregular e pode resultar em multa.

A Prefeitura orienta ainda que apenas resíduos de poda devem ser descartados, sem mistura com outros tipos de lixo. O cronograma poderá sofrer alterações em caso de condições climáticas desfavoráveis. Para os moradores que não puderem aguardar o período previsto para sua região, os resíduos podem ser destinados diretamente à Horta Comunitária da Aurora ou ao espaço ao lado da Usina de Reciclagem, na Estrada do Mônaco.

A Administração Municipal destaca ainda que a poda corretiva nas calçadas, quando necessária, é realizada pelo próprio município, contribuindo para a manutenção adequada da arborização urbana e reforçando o compromisso com a organização da cidade, a preservação ambiental e a colaboração entre poder público e comunidade.

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  • AG CONTIGO | 28.04

➡️ Campo Bom realiza testes de materiais na pavimentação das vias. 

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  • EXCLUSIVO | ✍ @mairanpacheco 

Casos de multas registradas em cidades onde o proprietário nunca esteve ou em que o veículo nem saiu da garagem estão se tornando mais comuns no Rio Grande do Sul. Esse tipo de ocorrência pode sinalizar a clonagem de placas, um crime usado por quadrilhas para esconder veículos roubados ou furtados.

A reportagem do Jornal A Gazeta foi procurada por um morador do bairro Porto Blos relatando ter recebido uma notificação de multa emitida pelo Departamento de Estradas e Rodagens do Estado de São Paulo (DER-SP). No documento consta a aplicação penalidade em decorrência da não utilização do cinto de segurança pelo condutor do veículo na cidade de Ubatuba, em 21 de janeiro de 2026. No entanto, de acordo com o leitor multado, o veículo nunca esteve em Ubatuba.

Ao receber uma notificação suspeita, o primeiro passo é agir rapidamente. A orientação é registrar um boletim de ocorrência relatando a possível clonagem e reunir documentos que provem a irregularidade. Os principais itens exigidos são: vistoria do Detran RS, cópia do Certificado de Registro do Veículo, do CRLV, documento de identificação do proprietário, cópia da multa suspeita e fotos do veículo (frente, traseira e laterais).

Segundo o advogado Allan Dyego Pimentel, formalizar o caso é essencial para evitar prejuízos maiores. “Quando o proprietário encontra uma multa ligada a um veículo que não estava sob sua posse ou em um local diferente, é bem provável que esteja diante de um caso de clonagem de placa. Nessas situações, o primeiro passo é registrar um boletim de ocorrência, pois esse documento será a base para todas as medidas administrativas e judiciais posteriores”, destaca.

Após o registro, o proprietário deve apresentar defesa junto ao órgão que aplicou a multa, anexando provas que mostrem a impossibilidade da infração, como comprovantes de localização, registros de pedágios ou imagens. Também é possível pedir a abertura de um processo administrativo para investigação, incluindo a análise de imagens do veículo infrator.

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  • AG CONTIGO | 27.04

 ➡️ Cadastro Único Itinerante estará na Escola Morada do Sol.

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  • A interferência de moradores de rua nas atividades do comércio, os furtos a residências, escolas e empresas e a sensação de insegurança preocupam lojistas e empresários de Campo Bom. Na última quinta-feira (16), o Comitê da Regional da ACI em Campo Bom reuniu-se com representantes da Brigada Militar, da Guarda Municipal, da Polícia Civil, da administração municipal e do Consepro para debater o tema e definir ações preventivas em conjunto.

Uma das ações em estudo é o desenvolvimento, nos próximos meses, de uma campanha para estimular a população de Campo Bom a fazer o registro de furtos e roubos. Com indicadores mais realistas, as forças de segurança poderão atuar com mais eficiência na prevenção e no combate aos crimes.

Débora Trierweiler, proprietária da Farmácia Apoteka e integrante do Comitê Regional da ACI e do Consepro de Campo Bom, relata que comerciantes têm enfrentado situações difíceis com moradores de rua na área central, além de furtos e transtornos, que também são registrados em bairros.

O secretário municipal de segurança e trânsito, Fernando Lehnen, afirma que a legislação limita a ação das forças de segurança, mas, ainda assim, a Guarda Municipal tem feito operações de fiscalização e identificação de pessoas com histórico de crimes. Um dos locais que são alvo é um galpão junto ao Parcão, onde moradores de rua se reúnem e pressionam a população do entorno.

A maioria dos moradores de rua é dependente química e conhecida das forças de segurança. “Somente a ação dos órgãos de segurança não basta. É necessário apoio psicológico, ação integrada com outras áreas e, em alguns, casos, internação compulsória, que deve ser autorizada por familiares”, explica.

Conforme a vice-prefeita Gênifer Engers, 44 pessoas em situação de rua estão cadastradas no CRAS (já foram 110) e recebem auxílio, como banho e alimentação. Pelos menos três já foram encaminhadas a empregos, mas permaneceram por pouco tempo. “Sabemos dos impactos à comunidade, estamos atentos a situação e estudamos ações”, informou.

MATÉRIA COMPLETA EM: www.agazetacb.com.br (LINK NA BIO)
  • EXCLUSIVO | ✍ @mairanpacheco 

Moradora de Campo Bom desde 1983, a engenheira industrial química Vanda Ferreira Ribeiro tem se dedicado a um tema cada vez mais urgente: a poluição por microplásticos no meio ambiente. Atualmente em pesquisa de pós-doutorado na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), ela desenvolve uma análise com relação à presença dessas partículas no solo de áreas conhecidas da cidade, como o Parque do Trabalhador, o Parcão e a região onde o Arroio Schmidt encontra o Rio dos Sinos.

O objetivo é aproximar a ciência do cotidiano das pessoas. “Escolho locais que fazem parte da rotina da população para mostrar que o problema está aqui, perto de nós”, explica. A pesquisa, realizada há cerca de um ano, busca identificar microplásticos com tamanhos de até 0,2 milímetros, invisíveis a olho nu, mas com potencial de causar impactos ao meio ambiente e à saúde ao longo do tempo.

Os microplásticos são fragmentos menores que 5 milímetros, originados tanto da degradação de materiais maiores, como embalagens, fibras e pneus, quanto de produtos já fabricados em tamanho reduzido, como microesferas presentes em cosméticos. Segundo a pesquisadora, mesmo quando não são visíveis, eles continuam presentes e interagem com o meio ambiente. “A poluição não deixa de existir só porque não conseguimos enxergá-la”, destaca.

O estudo também está ligado à preservação dos banhados, áreas úmidas fundamentais para o equilíbrio ambiental. Esses locais funcionam como “esponjas naturais”, ajudando a reduzir alagamentos e armazenando carbono no solo, o que contribui diretamente no combate às mudanças climáticas. No entanto, no Vale do Sinos, mais de 70% dessas áreas já foram perdidas, e as que restam sofrem com a pressão da urbanização e o acúmulo de resíduos.

Além da pesquisa acadêmica, Vanda busca conscientizar a população sobre o descarte correto de resíduos e o consumo consciente. Para ela, pequenas atitudes fazem diferença no dia a dia. “Temos coleta de lixo, mas ainda falta a cultura de não jogar resíduos nas ruas. O que não é recolhido acaba nas bocas de lobo e segue para arroios, banhados e rios”, alerta.

MATÉRIA COMPLETA: www.agazetacb.com.br (LINK NA BIO)
  • COLUNA | ✍️ @darosa_ju 

O Projeto de Lei 1404/2025 autoriza a quebra de sigilo bancário e fiscal em ações de pensão alimentícia, quando houver indícios de que o responsável pelo pagamento esteja ocultando bens ou rendimentos. A medida surge como resposta a uma realidade bastante comum: a dificuldade de se apurar a real capacidade financeira de quem deve pagar alimentos, especialmente quando há tentativa deliberada de esconder patrimônio.
Na prática, o que se busca é permitir que o juiz, diante de elementos concretos, possa acessar informações financeiras do devedor, como movimentações bancárias e declarações fiscais. Isso não seria automático nem indiscriminado. A quebra de sigilo continuaria sendo uma medida excepcional, dependente de decisão judicial fundamentada e baseada em indícios consistentes de fraude ou ocultação.
O sigilo bancário e fiscal é um direito importante, ligado à privacidade e à proteção de dados pessoais. Por isso, sua flexibilização exige cautela. O projeto tenta equilibrar esse direito com outro igualmente relevante: o direito de quem depende da pensão alimentícia para sua subsistência, educação e desenvolvimento.
Hoje, não são raros os casos em que o devedor aparenta não ter renda suficiente, mas mantém um padrão de vida incompatível com o que declara oficialmente. Esse descompasso dificulta a fixação de um valor justo de pensão e pode prejudicar diretamente quem mais precisa. A proposta legislativa busca justamente reduzir esse tipo de distorção, trazendo mais transparência para o processo.
O projeto visa fortalecer a efetividade das decisões judiciais em matéria de alimentos, dando mais acesso à realidade financeira do devedor, o juiz poderá fixar valores mais adequados e coibir práticas abusivas, como a ocultação de bens em nome de terceiros ou a omissão de rendimentos.
Mais do que uma medida de investigação, trata-se de um instrumento de proteção. A pensão alimentícia não é uma punição, mas um dever legal que garante dignidade a quem depende dela. Nesse contexto, permitir a quebra de sigilo em situações justificadas pode representar um avanço importante na busca por justiça e equilíbrio nas relações familiares.

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