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Saudades de quem não conheci

Redação / AG por Redação / AG
7 de agosto de 2020
em Mauri Spengler
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Saudades de quem não conheci
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A saudade é um sentimento que expressa amor, mas também expressa dor e tem uma outra que dá prazer. Sinto saudade de tudo, das coisas que marcaram a minha vida, como a minha infância sofrida, que pouco tive, de uma infância, onde muitas vezes o trabalho, precisava estar à frente dos brinquedos e das brincadeiras. Sinto saudades do meu passado, de brincar de pião, jogar taco e de furar balões. Saudades da minha escola, dos meus colegas e das professoras e, também dos meus amigos. Muitos deles que nunca mais vi, mas que jamais esqueci. A saudade nos faz lembrar, nos faz chorar, outras vezes nos faz rir. Tem a saudade boa e a saudade ruim, aquela que machuca, a que dói o peito e alfineta a alma. Tem a saudade que se mata, essa é a melhor das saudades. Mas tem a saudade que se vive para sempre, que não sai de dentro de nós e que carregamos pelo resto de nossas vidas. Esta é a mais doída das saudades.

E é da mais doída das saudades que quero e preciso escrever. Da saudade que carrego comigo, de uma saudade que jamais poderei matá-la. Da saudade de uma pessoa que pouco vi e que muito pouco conheci. Meu PAI.

Mas como vou sentir saudades dos seus abraços, dos seus beijos, das suas broncas, dos seus erros ou dos seus acertos? Eu não lembro se ele me abraçou, se ele me beijou, não sei se ele me xingou, se ele acertou ou se ele errou e sequer lembro se ele sorriu para mim. Ele tinha 40 anos e eu apenas quatro. Não tive tempo para brincar com ele e de dizer que eu o amava até “o infinito”, ou até o “Japão”, ou até mesmo até “São Paulo”. Esta é a saudade que não dá pra matar e, que vai ficar comigo para sempre. Esta é a saudade que não gosto de sentir porque é uma saudade que machuca, que dói, que alfineta a alma e que nada posso fazer para deixá-la de sentir.

Ele tinha 40 anos, eu tinha quatro anos, este é o tempo da saudade, saudade que, eu sei, jamais vai me abandonar. Saudades de alguém que pouco vi e sequer conheci, mas nunca deixei de amar e por isto sinto saudades… Saudades eternas do MEU PAI.

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Celebrado em 1º de maio, o Dia do Trabalhador é mais do que uma data no calendário: é um convite à valorização de quem, com dedicação diária, constrói e movimenta a comunidade. Em Campo Bom, o trabalho sempre foi um dos pilares do desenvolvimento, presente nas mais diversas áreas; da indústria ao comércio, da educação aos serviços, do empreendedorismo às iniciativas que nascem dentro de casa.
A origem da data remete ao final do século XIX, a partir de mobilizações de trabalhadores por melhores condições de trabalho, especialmente a redução da jornada para oito horas diárias. O marco histórico foi a Revolta de Haymarket, nos Estados Unidos, que se tornou símbolo da luta por direitos trabalhistas em todo o mundo. Desde então, o 1º de maio passou a ser reconhecido internacionalmente como um dia de reflexão, memória e valorização da classe trabalhadora.
Parte dessa história passa, inevitavelmente, pela força da indústria calçadista. Por décadas, o setor do calçado foi a principal engrenagem econômica do município, responsável por gerar empregos, renda e oportunidades para milhares de famílias. Nas linhas de produção, homens e mulheres ajudaram a consolidar a identidade de uma cidade reconhecida pela sua capacidade produtiva e pelo espírito trabalhador de sua gente.
Hoje, mesmo diante das transformações do mercado e da diversificação das atividades econômicas, o legado permanece vivo. Novas profissões surgem, outras se reinventam, e o conhecimento se torna ferramenta essencial para acompanhar as mudanças. Ainda assim, o valor do trabalho segue o mesmo: dignificar, gerar pertencimento e impulsionar o crescimento coletivo.
Mais do que números ou setores, o trabalho aparece no cotidiano: na porta que abre cedo, na máquina que começa a rodar, no atendimento que acolhe, na ideia que vira sustento. É ele que conecta histórias, sustenta famílias e dá ritmo à cidade. Neste Dia do Trabalhador, o reconhecimento está na soma silenciosa de esforços que, todos os dias, fazem a cidade seguir em frente.

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➡️ 1º de maio: a força de quem faz Campo Bom acontecer;

➡️ Campo Bom na trilha do penta com Elias Weiss;

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  • Que comecem os jogos ⛹️‍♀️🤾‍♂️🏃‍♀️⚽️🥋

#40olimpiadaestudantildecampobom

📷 Briane Colissi e Mairan Pacheco/AG
  • A 40ª Olimpíada Estudantil de Campo Bom teve sua abertura oficial na manhã desta quinta-feira (30), no Ginásio do CEI, marcando o início de mais uma edição do maior evento esportivo estudantil do município.

Com expectativa de mais de 9 mil inscrições ao longo do ano, a competição reúne estudantes das redes municipal, estadual e privada em diversas modalidades esportivas, promovendo integração, espírito esportivo e formação entre os jovens.

A cerimônia contou com o tradicional acendimento da pira olímpica e homenagens a pessoas que contribuíram para a história da Olimpíada ao longo de suas quatro décadas.

As disputas seguem até novembro, com encerramento e premiação dos destaques de cada categoria.

SAIBA MAIS: www.agazetacb.com.br (LINK NA BIO)
  • Bom dia, leitores e leitoras 🥰

Confira a capa da edição de hoje, 30 de Abril.

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#jornalagazetacb #campobom #noticiascampobom #jornalismocomunitario #jornaldointerior
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A Escola Municipal de Educação Infantil (EMEI) Amarelinha, no bairro Porto Blos, recebe mais de 130 crianças, desde o berçário até o pré-2, acolhendo os pequenos de 0 a 5 anos. É neste palco de desenvolvimento desde os primeiros passos que a escola se destaca por uma ideia que reúne literatura, representação e construção de cidadania: a Afroteca.

Idealizada em 2023, a Afroteca nasceu da reformulação da biblioteca escolar, com o intuito de ampliar os debates sobre questões étnico-raciais no ambiente educativo.

O projeto ganhou ainda mais força em 2025, motivado pelas discussões pedagógicas e pelas experiências relatadas pela professora do Projeto da Diversidade. A troca de ideias entre a equipe, somada ao entusiasmo geral, levou à criação de um espaço especial no saguão da escola. O local, que antes abrigava a Geladeira Literária, ação que permite o empréstimo de livros pela comunidade, passou a receber também obras que valorizam diferentes etnias, ampliando o acesso à diversidade cultural.

Além dos livros, a Afroteca reúne instrumentos, brinquedos, tecidos e outros materiais que conversam com as histórias disponíveis no acervo, proporcionando uma experiência sensorial e educativa. As obras não são exclusivas do público infantil, sendo acessíveis também aos adultos que frequentam o espaço.

A formação do acervo contou com sugestões vindas de cursos oferecidos pela Secretaria Municipal de Educação, além da participação de membros da escola em eventos como o projeto Descolonizando Saberes e o Simpósio de Educação Infantil, que trataram do tema em oficinas e palestras. Entre os critérios de seleção, destaca-se a valorização de autores negros, fortalecendo a representatividade nas histórias apresentadas às crianças.

Com uma proposta pedagógica focada na educação antirracista, o projeto vai além do cumprimento de regras e se integra à vida da escola.

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