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Roubo de veículos teve queda de 33% em 2020

Redação / AG por Redação / AG
27 de janeiro de 2021
em Polícia
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Roubo de veículos teve queda de 33% em 2020

Angélica Spengler/ArquivoAG

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Comparação é com o mesmo período do ano anterior.

A Secretaria de Segurança Pública (SSP) divulgou a última semana um balanço sobre crimes cometidos em todo o Rio Grande do Sul.

Em Campo Bom o comparativo, entre 2019 e 2020, mostra uma queda no número de roubo de veículos, em compensação houve aumento nos casos de furto.

A queda no número de roubos foi de 33%, tendo sido registradas 72 ocorrências (contra 96 em 2019). Já os furtos tiveram um aumento de 25%, com um total de 141 contra 112 do ano anterior.

De acordo com o comandante da Brigada Militar campo-bonense, capitão Tiago Reimann, a redução desse crime patrimonial – roubo de veículo – é especialmente importante e comemorada pela BM, pois impacta diretamente nos crimes contra a vida.

“Quando cheguei na 3ª Cia do 32º BPM, em fevereiro de 2017, tive como solicitação do Comando do Batalhão e do Comando do CRPO/VRS, o pedido de que eu desse a devida atenção a esse delito, pois Campo Bom teve em tempos pretéritos elevado índice de roubo de veículo, sendo assim, montamos um planejamento para diminuir tal índices, foram mapeadas as localidades onde mais tinham ocorrências desse crime, assim como horários, entre outras tantas variáveis”

explicou Reimann

O impacto dessa redução se mostra ainda mais expressivo quando comparado com os anos anteriores, como apontou o comandante da BM. Em 2016 foram registrados 283 furtos de veículos em Campo Bom, já em 2017 foram 142 ocorrências deste tipo de crime.

“A partir do mapeamento da criminalidade foi realizado o gerenciamento do policiamento ostensivo com maior eficácia e produtividade, o que fez com que gerasse reduções no ano de 2017, 2018 e 2019. Dentro dessas variáveis foram elencados alguns itens de produtividade, principalmente as abordagens veiculares”.

De acordo com Reimann, a corporação somou 5.568 veículos fiscalizados e abordagens a pessoas, sendo 6.471 pessoas abordadas, além das barreiras em locais de entrada e saída de veículos no município.

Elevação no número de furtos de veículos

Na contramão dessa diminuição, a variação no número de furto de veículos no mesmo período registrou aumento de 25% – entre janeiro e dezembro de 2019, 96 motoristas tiveram seus carros, motos e caminhões roubados. Com uma característica geográfica que facilita esses crimes, devido às várias saídas para a ERS-239 e para os municípios vizinhos como Novo Hamburgo e Sapiranga, a Polícia Militar trava uma batalha diária para combater e reduzir o número de veículos roubados e furtados na cidade. “Em 2017 Campo Bom figurava entre os dez municípios com o maior número dessa ocorrência no Estado. Conseguimos diminuir esses índices com o trabalho ostensivo, mas há muito ainda que se fazer”, salientou o comandante da BM, que salientou ainda o número de veículos recuperados, foram 85 veículos dentro da área de atuação do 32º BPM.

Registro do delito é fundamental para a investigação

Para o Comandante do CRPO-VRS, tenente-coronel Carlos Daniel Schultz Coelho, a colaboração das vítimas, através do registro de ocorrência é fundamental para as solucionar e coibir outros delitos “O B.O é ainda mais importante, pois respalda as investigações sendo útil para que o órgão possa tomar as devidas providências em relação ao acontecimento”, afirma.

Diferente do que muitas pessoas imaginam, o registro não é um procedimento burocrático. Segundo o tenente-coronel, a demanda é que faz o procedimento ser um pouco mais demorado. “Não é algo burocrático, mas as pessoas têm que ter um pouco de paciência, pois todos os dias são registrados muitos B.O, mas todas as pessoas que procuram a delegacia têm o seu documento registrado”, garantiu.

Com as novas tecnologias hoje também é possível realizar o registro de algumas situações pela internet na delegacia virtual como os caso de: extravio ou perda de documentos; crimes do tipo, furto, roubo e contra mulher e acidente de trânsito sem vítima. “A autoridade policial tem que tomar conhecimento de que houve algum fato criminoso para que possamos orientar as nossas ações. E de qualquer maneira, se ocorreu um roubo, furto, estelionato, a polícia tem que estar ciente, e a ciência que se da à polícia judiciária é através do boletim de ocorrência”, concluiu Coelho.

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➡️ Conferência Municipal de Saúde, acontece neste sábado, 20.

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  • Diante da previsão de queda acentuada nas temperaturas nos próximos dias, a Prefeitura de Campo Bom disponibilizará abrigo emergencial para pessoas em situação de rua nas noites desta terça-feira (16) e quarta-feira (17). O anúncio foi feito pelo secretário municipal de Desenvolvimento Social e Habitação, Gabriel Colissi.

A estrutura será instalada no Ginásio Municipal Karl Heinz Kopittke, onde serão oferecidos acolhimento, camas, cobertores, banho quente e refeições. A iniciativa busca garantir proteção e dignidade às pessoas em situação de vulnerabilidade durante o período de frio intenso.

A ação contará com o trabalho das equipes do Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS), que realizarão buscas ativas pelas ruas da cidade para orientar e encaminhar as pessoas em situação de rua ao abrigo.

A comunidade também poderá colaborar informando casos de pessoas que necessitem de acolhimento. Os contatos podem ser feitos junto à Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social e Habitação ou à Guarda Municipal, pelo telefone 153.

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  • Uma mulher de aproximadamente 50 anos foi encaminhada ao Hospital Lauro Reus após se envolver em um acidente de trânsito na tarde desta terça-feira (16), em Campo Bom. O caso ocorreu por volta das 16h53, na Rua Pastor Frederico, no Centro da cidade.

Conforme o Corpo de Bombeiros Militar, a ocorrência foi registrada inicialmente como suspeita de vítima presa nas ferragens após o tombamento de um veículo. Ao chegarem ao local, os bombeiros encontraram a condutora já fora do automóvel, retirada por populares que prestaram auxílio logo após o acidente.

Segundo informações, a motorista apresentava sinais de confusão e relatou não se lembrar do que havia acontecido. A suspeita é de que ela tenha sofrido um mal súbito enquanto dirigia. O veículo acabou colidindo contra outro carro que estava no local e, na sequência, tombou.

Apesar da gravidade da ocorrência, a mulher não apresentava ferimentos aparentes. Os airbags laterais do automóvel foram acionados durante o acidente, contribuindo para a proteção da condutora.

A equipe dos bombeiros realizou a estabilização do veículo, que permanecia tombado e apresentava risco de movimentação, além da avaliação inicial da vítima e da imobilização cervical preventiva. Posteriormente, ela foi encaminhada ao Hospital Lauro Reus para avaliação médica.

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➡️ UBS Paulista terá atendimento pediátrico noturno.

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  • COLUNA | ✍ @allandyegopimentel 

A recente decisão do Supremo Tribunal Federal, proferida na última semana, analisou um dos temas mais relevantes da Previdência Social nos últimos anos: a aposentadoria especial. Para quem não está familiarizado com o assunto, trata-se do benefício destinado aos trabalhadores expostos, durante sua vida profissional, a condições que colocam em risco sua saúde ou sua integridade física.
Em uma votação apertada, o STF declarou a inconstitucionalidade da exigência de idade mínima criada pela Reforma da Previdência de 2019. Uma exigência que, desde o início, foi alvo de inúmeras críticas por contrariar a própria finalidade do benefício.

Afinal, essa espécie de aposentadoria não surgiu como privilégio, mas sim como um verdadeiro instrumento de proteção ao trabalhador. Seu objetivo nunca foi apenas reconhecer determinado tempo de serviço, mas evitar que pessoas submetidas a agentes nocivos permanecessem expostas por períodos excessivos e sofressem prejuízos significativos à sua saúde e à sua qualidade de vida. Estamos falando de trabalhadores que convivem diariamente com ruídos intensos, produtos químicos, agentes biológicos e outras condições capazes de comprometer sua saúde ao longo dos anos.

Com a Reforma da Previdência de 2019, além do tempo mínimo de exposição, passou-se a exigir também uma idade mínima para a obtenção do benefício. Na prática, isso significava que muitos trabalhadores, mesmo após completarem os 15, 20 ou 25 anos de atividade especial exigidos pela legislação, precisavam continuar trabalhando em ambientes insalubres até atingir a idade necessária para se aposentar.
Foi justamente esse ponto que levou a questão ao Supremo. Para a maioria dos ministros, a exigência de idade mínima esvaziava a lógica protetiva da aposentadoria especial. Se o benefício existe para limitar a exposição a agentes nocivos, obrigar o trabalhador a permanecer por mais tempo nessas condições significava, em muitos casos, prolongar justamente o risco que a própria legislação busca evitar.

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Nos últimos anos, o câncer de intestino tem chamado cada vez mais atenção da população e dos profissionais de saúde. Considerado um dos tipos de câncer mais frequentes no mundo, ele desperta dúvidas, preocupações e, infelizmente, também muitos mitos relacionados à alimentação.
É comum encontrar informações que prometem prevenir ou até curar o câncer por meio de alimentos específicos, dietas restritivas ou receitas milagrosas. No entanto, a ciência nos mostra uma realidade diferente: não existe um único alimento responsável pelo surgimento ou pela cura do câncer de intestino. O que realmente influencia o risco da doença é o conjunto de hábitos que cultivamos ao longo da vida.
A alimentação tem um papel importante na prevenção porque o intestino está em contato direto com tudo o que consumimos. Dietas ricas em frutas, verduras, legumes, feijões, lentilhas e cereais integrais fornecem fibras e diversos compostos naturais que ajudam a manter o intestino saudável. As fibras, por exemplo, auxiliam no funcionamento intestinal e contribuem para o equilíbrio da microbiota, conjunto de microrganismos que habita nosso intestino e participa ativamente da saúde do organismo.

Por outro lado, estudos apontam que o consumo frequente de carnes processadas, como salsicha, linguiça, presunto, salame e bacon, está associado a um aumento do risco para câncer colorretal. Isso não significa que uma pessoa desenvolverá a doença por consumir esses alimentos ocasionalmente, mas reforça a importância da moderação e da construção de hábitos alimentares equilibrados.
Também é importante esclarecer que não existem alimentos milagrosos com capacidade comprovada de prevenir ou curar o câncer. Alho, cúrcuma, chás, sucos verdes e outros alimentos podem fazer parte de uma alimentação saudável, mas não substituem exames preventivos, acompanhamento médico ou tratamentos indicados pelos profissionais de saúde.

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  • EXCLUSIVO | ✍ @mairanpacheco 

Uma trajetória que começou em Campo Bom e atravessou continentes ganhou, em 2026, um capítulo inesquecível: a campo-bonense Camila Blos está entre os profissionais que participaram da produção do curta-metragem “A menina que chorava pérolas”, vencedor do Oscar na categoria de Melhor Curta-Metragem de Animação.

Radicada no Canadá desde 2001, Camila construiu uma carreira sólida nos bastidores do audiovisual. Ela se mudou para Montreal para estudar Administração de Empresas, após já ter realizado intercâmbio na França. Foi no país norte-americano que descobriu sua vocação para o cinema, iniciando de forma discreta em uma produtora especializada em documentários sobre povos indígenas. A partir dali, não parou mais.

Com passagens por diferentes produtoras e pela CBC, rádio pública do Canadá, Camila chegou à National Film Board (NFB), uma das instituições mais respeitadas do mundo na produção de documentários e animações, com mais de 80 anos de história e reconhecida por preservar a cultura e a memória canadense por meio do audiovisual.

No filme premiado, Camila atuou como coordenadora de produção, sendo responsável por áreas fundamentais como organização de filmagens, contratos, pagamentos, gravações de voz e toda a estrutura administrativa que permite que uma obra saia do papel. “Quando o cineasta chega com a ideia, a gente faz acontecer”, resume.

O curta “A menina que chorava pérolas” tem 17 minutos de duração e utiliza a técnica de stop motion, um processo artesanal em que marionetes são fotografadas quadro a quadro para criar movimento. O nível de detalhamento é tão alto que, em um bom dia de trabalho, a equipe consegue produzir cerca de dois segundos de animação.

A história acompanha um menino que observa, pela fresta da parede, a vida de sua vizinha, uma menina que, ao chorar, transforma lágrimas em pérolas, em meio a um ambiente marcado pela violência da madrasta. A narrativa delicada aborda temas como o primeiro amor, o encantamento e a sensibilidade diante do sofrimento alheio.

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