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PIBID: o diálogo entre a universidade e a escola

Redação / AG por Redação / AG
26 de novembro de 2019
em Educação
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PIBID: o diálogo entre a universidade e a escola

Joceline Silveira/AG

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Projeto desenvolvido em três escolas municipais influencia no desenvolvimento educacional de Campo Bom

O Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID) é um projeto da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) vinculada ao Ministério da Educação (MEC) que incentiva estudantes de cursos de licenciatura para o planejamento e execução de atividades pedagógicas em escolas públicas de Educação Básica, aprimorando sua formação e contribuindo para a melhoria da qualidade dessas escolas. Em Campo Bom uma parceria entre a Universidade Feevale e a Secretaria de Educação e Cultura (SMEC) desenvolve o PIBID há cerca de um ano e meio no contraturno escolar nas EMEFs Presidente Vargas, Morada do Sol e 25 de Julho, proporcionando oportunidades de criação e participação em experiências metodológicas, tecnológicas, e prática docente inovadoras e interdisciplinares que buscam a superação de problemas identificados no processo de ensino-aprendizagem. “O PIBID para o município é um ganho, em dois sentidos: à formação do futuro professor e às escolas, qualificando sempre mais a educação, com práticas pedagógicas diferenciadas, que despertam o interesse dos alunos, aprofundando, assim, o conhecimento”, afirmou a titular da SMEC, Simone Schneider.

COMO FUNCIONA

Cada escola conta com cerca de cinco acadêmicos, acompanhados de um professor supervisor da escola, com planejamento e supervisão também da Universidade. As ações que estão sendo colocadas em prática foram elaboradas por cada instituição, de acordo com suas necessidades, contemplando o subprojeto “Para reinventar o mundo, práticas interdisciplinares”, onde foram trabalhados três eixos – educação ambiental, diversidade e direitos humanos.

Jogos virtuais como estratégia de aprendizagem e inclusão – EMEF Presidente Vargas

Na escola do bairro Operária a tecnologia foi utilizada para quebrar paradigmas e trabalhar temas como diversidade étnica-racial e direitos humanos. Eles desenvolveram animações e jogos onde esses temas foram abordados de forma lúdica e inclusiva. “Chegamos neste contexto após a discussão sobre representatividade. Questionei os alunos se eles conheciam super-heróis, heroínas ou jogos que tivessem personagens que eles se identificassem como protagonistas. Como não encontramos partimos para a criação”, revelou a professora supervisora Gisele de Aguirres Pereira Após uma visita aos laboratórios do curso de Jogos Digitais da Universidade Feevale para conhecer novas ferramentas para a criação dos games a criatividade dos estudantes foi aguçada e surgiram jogos e animações sobre a vereadora carioca Marielle Franco, assassinada em março de 2018, lutando contra a corrupção, índios tentando conter as queimadas na Amazônia e a reivindicação de mulheres para se inserirem no mercado de trabalho em vagas consideradas tradicionalmente masculinas. “Nos surpreendeu o interesse deles por temas tão atuais e pertinentes. Acredito que além de aprenderem a usar os programas de produção e criação estes alunos irão sair do PIBID com uma nova visão sobre a nossa sociedade atual”, comentou o acadêmico do curso de História, Fábio Almeida.

Inclusão de crianças com necessidades especiais – EMEF 25 de Julho

Adotar estratégias educacionais inovadoras dando o exemplo na prática. Esse foi um dos objetivos do projeto desenvolvido na EMEF 25 de Julho com acadêmicos dos cursos de Biologia, Artes Visuais e História da Feevale com um grupo de dez alunos do 6º ao 9º do Ensino Fundamental. Ao abordarem o tema Direitos Humanos os estudantes optaram por trabalhar formas de inclusão dentro da escola, desenvolvendo jogos, atividades e melhorando os espaços da Sala de Recursos da instituição, que atende 12 alunos com necessidades especiais. “Ao debaterem sobre o tema uma nova janela se abriu, eles se deram conta que nem conheciam a Sala de Recursos, quem utilizava e de quê forma ela colabora para o desenvolvimento dos frequentadores”, explica a professora Sandra Brand.
Neste contexto os estudantes desenvolveram jogos que podem ser utilizados para ensinar e aprender de forma lúdica e, simultaneamente, inclusiva. Entre outras coisas, a utilização de jogos para o ensino e a aprendizagem possibilita o desenvolvimento: da coordenação motora, da percepção espacial, da atenção, da concentração, da criatividade, da boa reação a situações desafiadoras, da superação de fases e obstáculos, da escolha e elaboração de atividades, da elaboração de textos e desenhos. “Sem falar no orgulho que dá ver o resultado do nosso trabalho sendo aproveitado da melhor forma possível”, completou a estudante do 9º ano do ensino médio, Julia Dapper.

Iniciativas para promover no desenvolvimento educacional – EMEF Morada do Sol

No início do segundo semestre deste ano, quando os Direitos Humanos entraram em debate na Emef Morada do Sol, o Artigo 23 da Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH) instigou os nove alunos que participam do Projeto PIBID na instituição. O artigo deixa claro que: “Toda a pessoa tem direito ao trabalho, à livre escolha do trabalho, a condições equitativas e satisfatórias de trabalho e à proteção contra o desemprego. Todos têm direito, sem discriminação alguma, a salário igual por trabalho igual. Quem trabalha tem direito a uma remuneração equitativa e satisfatória…”. Ao analisar o documento com mais de 70 anos os adolescentes descobriram que o sonho de melhorar de vida e ingressar na faculdade não está tão distante assim. “Trouxemos o tema para a realidade deles, para o dia a dia. O que hoje um adolescente projeta para o seu futuro, aonde ele quer chegar. Foi aí que se abriu um leque de possibilidade que eles nem imaginavam que existia. Para muitos alunos concluir o segundo grau era o fim da vida escolar. Mostramos que não, que existem N formas de conseguir bolsas de estudo, financiamentos, descontos universitários e só basta eles estudarem e correrem atrás”, relembra a professora Évilin Kroth Sommer.
Durante os encontros os acadêmicos e a professora buscaram desenvolver atividades que exploraram a interdisciplinaridade, unindo diversas áreas do conhecimento.

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A ideia surgiu após um momento de oração, associada à imagem de um varal solidário. “Acabei sonhando com o chamado de criar uma conexão entre quem precisa de ajuda e quem quer ajudar”, relata André.Atuando com marketing digital, ele desenvolveu o projeto de forma independente, com apoio da família e do Instituto Eckart, que auxilia na divulgação e no atendimento das demandas.A participação ocorre pelo site, onde usuários podem cadastrar pedidos ou se voluntariar para ajudar, ou por contato direto com a equipe, que intermedia as necessidades.Desde o lançamento, o projeto soma 83 pedidos cadastrados, com 18 já atendidos, o que representa cerca de 21%, e 64 ainda em aberto. Todos passam por moderação para garantir autenticidade.Baseado no princípio “se foi ajudado, ajude alguém”, o projeto busca fortalecer uma corrente do bem. “Meu sonho é ver esse movimento crescer e inspirar uma cultura onde ajudar o próximo seja um hábito diário”, destaca o idealizador.Saiba como participar desta comunidade do bem através do site www.desejosdocoracao.com.br e no perfil @desejosdocoracao_MAIS MATÉRIAS EM www.agazetacb.com.br (LINK NA BIO)
  • EXCLUSIVO | Desde a quarta-feira, 25, o galpão do CTG Guapos do Itapuí, localizado na Avenida dos Estados, 911, começou a ser desmanchado, marcando o fim de um ciclo de cerca de 25 anos no local. A medida ocorre após uma decisão desfavorável em um processo judicial que tramitava desde 2011.De acordo com a patronagem da entidade, a decisão do Ministério Público determinou a adequação do espaço às exigências legais, principalmente com a implementação de isolamento acústico. Caso as medidas não fossem cumpridas, seria mantida a multa aplicada por perturbação ao sossego, que atualmente chega a aproximadamente R$ 1,287 milhão, valor corrigido ao longo dos anos.Sem condições financeiras de arcar com as adequações exigidas e diante da multa milionária, o CTG optou pela devolução do espaço como forma de obter a anistia da dívida. Conforme destacado pela patronagem, o galpão foi construído em uma área que, na época, não possuía vizinhança, sendo a ocupação do entorno posterior à instalação da entidade.
Inaugurado em agosto de 2000, o espaço foi palco de diversas atividades culturais e sociais, consolidando-se como referência na preservação das tradições gaúchas no município.Apesar da saída, o CTG Guapos do Itapuí já se prepara para um novo momento. A entidade recebeu um espaço cedido pela Prefeitura, localizado no Parque do Trabalhador, viabilizado por meio de emenda governamental. No entanto, o local é menor e ainda necessita de ampliações e adequações para atender plenamente às atividades desenvolvidas.AJUDE NA CONSTRUÇÃO DO NOVO ESPAÇOO CTG está promovendo uma vakinha para construir um novo espaço, onde possa voltar a realizar suas atividades. Acesse o link em nosso site.LEIA A MATÉRIA COMPLETA EM: www.agazetacb.com.br (LINK NA BIO)
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