Campo Bom está entre os sete municípios gaúchos onde o Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) deflagrou, nesta quinta-feira (22), a Operação Vitrine. A ação investiga a lavagem de dinheiro e a ocultação de patrimônio de um grupo associado a uma facção criminosa com atuação em todo o Estado. A operação resultou no cumprimento de 10 mandados de busca e 11 de sequestro de veículos. Foram apreendidos uma arma, dinheiro, drogas, joias, câmeras de vigilância e documentos.
A operação foi conduzida pelo 3º Núcleo Regional do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) – Vales. Além de Campo Bom, as medidas foram cumpridas em Sapucaia do Sul, Porto Alegre, Viamão, Capão da Canoa, Rio Grande e Lajeado. Cerca de 80 agentes participaram da ação, em conjunto com o Núcleo de Inteligência do Ministério Público (NIMP) e a Brigada Militar.
INVESTIGAÇÃO
Ao todo, 18 pessoas são investigadas por suspeita de envolvimento na administração e ocultação de patrimônio ligado ao grupo. Entre os bens identificados estão veículos de luxo avaliados em R$ 1,3 milhão, registrados em nome de terceiros sem aparente capacidade econômica para adquiri-los.
Segundo o MPRS, os automóveis seriam utilizados para ocultar a origem dos recursos, dissimular a propriedade dos bens e esconder os verdadeiros beneficiários do patrimônio, conferindo aparência de legalidade a valores relacionados às atividades investigadas.
A apuração também analisou movimentações financeiras, informações do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF) e vínculos empresariais e pessoais dos investigados. Conforme o Ministério Público, foram identificados indícios de movimentações milionárias em alguns dos núcleos investigados. Os fatos apurados incluem suspeitas de organização criminosa, lavagem de dinheiro e outros delitos relacionados à atuação da facção.









