A Gazeta CB
  • Início
  • Notícias
    • Cultura
    • Entretenimento
    • Negócios
    • Política
    • Saúde
  • Colunistas
    • Mauri Spengler
    • Processando Ideias
    • Débora Trierweiler
  • Comunidade
  • Educação
  • Polícia
  • Esportes
  • Publicações Legais
  • Contato
    • Pontos de Venda
Sem Resultado
Ver todos os resultados
  • Início
  • Notícias
    • Cultura
    • Entretenimento
    • Negócios
    • Política
    • Saúde
  • Colunistas
    • Mauri Spengler
    • Processando Ideias
    • Débora Trierweiler
  • Comunidade
  • Educação
  • Polícia
  • Esportes
  • Publicações Legais
  • Contato
    • Pontos de Venda
Sem Resultado
Ver todos os resultados
A Gazeta CB
Sem Resultado
Ver todos os resultados

Mais de 300 moradores precisaram deixar suas casas na enchente histórica que atingiu Campo Bom

Redação / AG por Redação / AG
23 de junho de 2023
em Comunidade
0 0
A A
Mais de 300 moradores precisaram deixar suas casas na enchente histórica que atingiu Campo Bom

JP4 Produções

Compartilhe no FacebookCompartilhe no TwitterCompartilhe no Whatsapp

A maior precipitação em 38 anos mostrou a solidariedade e a união da comunidade campo-bonense

Por Giordanna Vallejos

Pessoas vão e voltam dos seus trabalhos de retroescavadeira. Para sair de suas casas-ilhas, elas precisam pular na água gelada, que chega próxima a cintura, com correnteza, e subir na concha do transporte diferenciado. Em meio a água turva, é quase impossível diferenciar o que é o Rio dos Sinos e o que é a rua. Enquanto a retroescavadeira anda pelo bairro Barrinha, na tarde de segunda-feira, alguns moradores acenam, pedem carona, e outros gritam por água potável.

No bairro ribeirinho, a grande maioria das casas e pequenos comércios foram invadidos pela enchente, causando danos imensuráveis. Entradas foram barradas com o que havia à disposição: tábuas de madeira, sacos de cimento, plásticos e entre outros objetos na tentativa de amenizar os impactos da chuva. “Comecei na segunda-feira à tarde a trabalhar aqui. Desde o horário que eu cheguei, não parei de levar e buscar pessoas”, disse Felipe Blos, operador de máquinas.

Apesar de toda a tragédia, a quantidade de pessoas que chegavam para ajudar, tanto da administração pública quanto da comunidade, trazendo cestas básicas, produtos de higiene e limpeza, roupas, brinquedos e água, era fascinante. A perda foi grande, mas a ajuda foi na mesma proporção: mostrando a solidariedade do povo campo-bonense. Nessa matéria exclusiva do Jornal A Gazeta, relembre os diversos aspectos da enchente proporcionada pelo ciclone extratropical.

Proporções históricas

Os números da enchente são assustadores. De acordo com o Coordenador da Defesa Civil, Paulo Silveira, as chuvas deixaram 3.200 afetados no município de Campo Bom. Além disso, foram 270 desalojados, ou seja, pessoas que precisaram sair de suas casas e ir ficar em vizinhos, amigos e parentes, 96 desabrigados, que não tinham para onde ir e precisaram recorrer ao Ginásio Municipal e a Igreja do bairro Vila Rica, e 260 casas que foram inundadas. “Tem pessoas dessas casas inundadas que preferiram ficar nas residências, mesmo com a água no meio das canelas, para evitar roubos. Tivemos todas as ruas alagadas no bairro Bairrinha. Também foram fortemente afetados os bairros Porto Blos, Vila Rica, 25 de julho e Operária”, disse ele.

16 de junho de 2023

O dia 16 de junho de 2023, foi uma sexta-feira que entrou para a história do Rio Grande do Sul. O volume acumulado de chuva foi o maior registrado no Estado, para o mês de junho, desde 1961. Em Campo Bom, ocorreu a maior precipitação dos últimos 38 anos, de acordo com Nilson Pedro Wolf, encarregado da Estação de Meteorologia. O total de chuva atingiu impressionantes 301,6mm em um período de 24 horas, superando a média mensal de 141,2 mm.

Além disso, a cidade enfrentou a maior cheia desde 2015, quando o Rio dos Sinos atingiu 7,72 metros da régua da Ponte da Barrinha. No domingo, 18, o nível chegou a 7,60 metros e afetou principalmente os bairros próximos às margens, com ocorrência de enchentes e o consequente alagamento de várias ruas nos bairros Barrinha, Porto Blos, Vila Rica, Operária e 25 de Julho.

Diante da situação, muitas pessoas tiveram suas residências invadidas pelas águas. Em resposta, o prefeito Luciano Orsi anunciou que o Ginásio Municipal estaria disponível para abrigar os desabrigados. A solidariedade da comunidade campo-bonense foi imediata, resultando em doações significativas que chegaram ao local.

Escolas afetadas

Em consequência da chuva, as aulas foram suspensas temporariamente nas escolas Princesinha e Princesa Isabel, na Barrinha, e Presidente Vargas, na Operária. A Defesa Civil e a Prefeitura trabalharam incansavelmente para auxiliar os afetados, incluindo o transporte dos trabalhadores ilhados na segunda-feira.

A dor de perder tudo: desabrigados no Ginásio Municipal

“Nunca aconteceu de perder tudo, dessa vez eu não estava preparada. Eu moro há 46 anos lá. Dessa vez, entrou mais água do que em 2013 e não deu tempo de salvar nada. Foi feia a coisa, começou a vir a água de madrugada e só subiu. Tivemos que ser resgatados de retroescavadeira. Saímos só com a roupa do corpo” – Suzana Gonçalves de Oliveira, moradora do bairro Barrinha.

“A gente já não tinha quase nada, e agora foi tudo que a gente tinha com a água. Não deu tempo de salvar. Foi uma tristeza, a gente veio chorando para cá”. – Ariana Monteiro dos Santos, moradora do bairro Barrinha.

“A gente leva uma vida para conseguir as coisas, daí em dois toques, perde tudo” – Ana Gabriela Monteiro, moradora do bairro Barrinha.

“Nós chegamos aqui no começo, só estava o pessoal organizando o abrigo. Só temos que agradecer por ter esse espaço, ganhamos café da manhã, almoço, janta, tudo”. – Adriano Monteiro, morador do bairro Barrinha.

Tragédia em Maquiné

A Cidade de Maquiné foi palco de uma tragédia avassaladora na última quinta-feira. Christoph Schmeling, morador de Campo Bom, precisou enfrentar a dolorosa realidade de perder sua mãe, Agnes Schmeling, sua irmã, também Agnes Schmeling, e seu cunhado, Almir Marques Portela Lopes, para as águas da enchente. Em uma entrevista exclusiva, Christoph compartilhou os tristes detalhes do evento que abalou sua família.

A propriedade da família Schmeling, com mais de 100 hectares, havia sido adquirida com o propósito de preservar a natureza. No entanto, a casa construída no local também servia como residência de lazer para o casal e abrigava os pais de Christoph. Desde a morte de seu pai no ano passado, a irmã de Christoph, seu cunhado e sua mãe se tornaram os únicos moradores da casa.

Por volta das 21h de quinta-feira, a intensidade da chuva desencadeou uma avalanche de terras e rochas que atingiu o morro acima da residência. A força do impacto foi suficiente para deslocar as fundações da estrutura de dois pavimentos, que acabou desabando sobre os três residentes. As mortes foram instantâneas, os poupando de qualquer sofrimento.

Um legado de amor e solidariedade

Christoph descobriu que sua irmã, além de ter sido uma professora de música renomada no Instituto Federal, deixou um legado impressionante na região, onde dedicava seu tempo a programas sociais e projetos educativos relacionados à música, auxiliando crianças e adultos das comunidades mais carentes. Em vez de flores, a família solicitou que os amigos e conhecidos levassem alimentos não perecíveis ao velório, que foram destinados à comunidade de Maquiné, local onde Agnes dedicava seu trabalho voluntário. Graças à generosidade das pessoas, foram arrecadados 581 kg de alimentos. Mesmo em meio a tristeza, a família conseguiu honrar a memória dos entes queridos, e em especial, a irmã Agnes, ajudando a comunidade carente na qual ela atuava em vida.

Christoph não hesitou em expressar sua gratidão aos bombeiros, que trabalharam incansavelmente, mesmo com risco de deslizamentos. Ele também destacou a atuação da prefeitura, que prontamente disponibilizou maquinário e ofereceu todo o suporte necessário. Além disso, o governador e o vice-governador do Estado estiveram presentes no local, mostrando seu apoio à comunidade em luto.

Post Anterior

Democracia e o Estado Democrático de Direito

Próximo post

Solidariedade e ação em meio à adversidade

Notícias relacionadas

Vereadores aprovam projeto que suspende cobrança de água em caso de falhas no abastecimento
Comunidade

Vereadores aprovam projeto que suspende cobrança de água em caso de falhas no abastecimento

28 de abril de 2026
Recolhimento de podas segue cronograma em mais seis bairros entre 15 e 20 de julho
Comunidade

Prefeitura inicia calendário anual de podas de árvores

28 de abril de 2026
Veículos clonados acendem alerta no RS: saiba como agir ao receber multa indevida
Comunidade

Veículos clonados acendem alerta no RS: saiba como agir ao receber multa indevida

27 de abril de 2026
Próximo post
Solidariedade e ação em meio à adversidade

Solidariedade e ação em meio à adversidade

Doar Sangue: um ato que salva vidas

Doar Sangue: um ato que salva vidas

Dia do Orgulho Autista: Desafios e superações em busca de inclusão

Dia do Orgulho Autista: Desafios e superações em busca de inclusão

A Gazeta CB




O Jornal A Gazeta é um veículo de comunicação impresso da cidade de Campo Bom/RS fundado em 20 de agosto de 1986. Somos referência em informação e prestação de serviços junto à comunidade. Ética, transparência e responsabilidade social fazem parte da nossa tradição.





Últimas notícias

  • Vereadores aprovam projeto que suspende cobrança de água em caso de falhas no abastecimento
  • Guarda Municipal prende homem por furto de fios na Celeste
  • Prefeitura inicia calendário anual de podas de árvores

Marcadores

Colunistas Comunidade Cultura Débora Trierweiler Educação Entretenimento Esportes Geral Mauri Spengler Negócios Notícias Polícia Política Processando Ideias Saúde

 

A Gazeta CB

A Gazeta CB

Página no Facebook

 

Seguir Página

  • Os vereadores de Campo Bom aprovaram por unanimidade, na sessão ordinária desta segunda-feira (27), um projeto de lei que determina a suspensão da cobrança da tarifa de abastecimento de água em situações de descontinuidade do serviço ou quando o fornecimento ocorrer fora dos padrões de potabilidade.

A proposta, assinada por todos os parlamentares da Câmara Municipal, representa mais um passo no trabalho de fiscalização dos serviços prestados pela Corsan e agora segue para sanção do prefeito Giovani Feltes.
O projeto tem como objetivo garantir que a cobrança da tarifa ocorra apenas quando o serviço for prestado de forma eficiente, contínua e segura. A medida também busca coibir falhas e inadequações no abastecimento, prevendo a criação de um mecanismo administrativo que permita à Prefeitura suspender a cobrança sempre que forem constatadas irregularidades.

Durante a mesma sessão, os vereadores também aprovaram, por unanimidade, uma moção de repúdio à Aegea/Corsan, em razão da precariedade do serviço prestado no município.

Além disso, foram aprovados três pedidos de informação, três requerimentos, dois projetos de lei e uma moção. A sessão contou ainda com a participação do secretário municipal de Desenvolvimento Social, Gabriel Colissi, que apresentou dados e detalhou as ações do município em relação ao atendimento às pessoas em situação de rua.

MAIS NOTÍCIAS EM: www.agazetacb.com.br (LINK NA BIO)
  • Inicia nos próximos dias, o calendário anual de podas de árvores, com cronograma organizado por regiões da cidade. O cronograma começa no dia 29 de abril e segue até 7 de maio, atendendo moradores da região Centro Norte e parte do bairro Genuíno Sampaio, abrangendo a área entre as avenidas Brasil, dos Estados e Emílio Vetter.

Na sequência, entre os dias 5 e 14 de maio, os serviços contemplam a região Centro Sul e parte do bairro Celeste, incluindo o trecho localizado entre as avenidas Brasil, Independência, Willy Reichert e Gustavo Vetter. A Administração Municipal reforça que os moradores devem realizar as podas dentro do período estabelecido para cada região e depositar os materiais corretamente nas calçadas, exclusivamente nos dias programados para recolhimento. O descarte fora do cronograma é considerado irregular e pode resultar em multa.

A Prefeitura orienta ainda que apenas resíduos de poda devem ser descartados, sem mistura com outros tipos de lixo. O cronograma poderá sofrer alterações em caso de condições climáticas desfavoráveis. Para os moradores que não puderem aguardar o período previsto para sua região, os resíduos podem ser destinados diretamente à Horta Comunitária da Aurora ou ao espaço ao lado da Usina de Reciclagem, na Estrada do Mônaco.

A Administração Municipal destaca ainda que a poda corretiva nas calçadas, quando necessária, é realizada pelo próprio município, contribuindo para a manutenção adequada da arborização urbana e reforçando o compromisso com a organização da cidade, a preservação ambiental e a colaboração entre poder público e comunidade.

MAIS NOTÍCIAS EM: www.agazetacb.com.br (LINK NA BIO)
  • AG CONTIGO | 28.04

➡️ Campo Bom realiza testes de materiais na pavimentação das vias. 

MAIS NOTÍCIAS EM: www.agazetacb.com.br (LINK NA BIO)
  • EXCLUSIVO | ✍ @mairanpacheco 

Casos de multas registradas em cidades onde o proprietário nunca esteve ou em que o veículo nem saiu da garagem estão se tornando mais comuns no Rio Grande do Sul. Esse tipo de ocorrência pode sinalizar a clonagem de placas, um crime usado por quadrilhas para esconder veículos roubados ou furtados.

A reportagem do Jornal A Gazeta foi procurada por um morador do bairro Porto Blos relatando ter recebido uma notificação de multa emitida pelo Departamento de Estradas e Rodagens do Estado de São Paulo (DER-SP). No documento consta a aplicação penalidade em decorrência da não utilização do cinto de segurança pelo condutor do veículo na cidade de Ubatuba, em 21 de janeiro de 2026. No entanto, de acordo com o leitor multado, o veículo nunca esteve em Ubatuba.

Ao receber uma notificação suspeita, o primeiro passo é agir rapidamente. A orientação é registrar um boletim de ocorrência relatando a possível clonagem e reunir documentos que provem a irregularidade. Os principais itens exigidos são: vistoria do Detran RS, cópia do Certificado de Registro do Veículo, do CRLV, documento de identificação do proprietário, cópia da multa suspeita e fotos do veículo (frente, traseira e laterais).

Segundo o advogado Allan Dyego Pimentel, formalizar o caso é essencial para evitar prejuízos maiores. “Quando o proprietário encontra uma multa ligada a um veículo que não estava sob sua posse ou em um local diferente, é bem provável que esteja diante de um caso de clonagem de placa. Nessas situações, o primeiro passo é registrar um boletim de ocorrência, pois esse documento será a base para todas as medidas administrativas e judiciais posteriores”, destaca.

Após o registro, o proprietário deve apresentar defesa junto ao órgão que aplicou a multa, anexando provas que mostrem a impossibilidade da infração, como comprovantes de localização, registros de pedágios ou imagens. Também é possível pedir a abertura de um processo administrativo para investigação, incluindo a análise de imagens do veículo infrator.

MATÉRIA COMPLETA EM: www.agazetacb.com.br (LINK NA BIO)
  • AG CONTIGO | 27.04

 ➡️ Cadastro Único Itinerante estará na Escola Morada do Sol.

MAIS NOTICIAS EM: www.agazetacb.com.br (LINK NA BIO)
  • A interferência de moradores de rua nas atividades do comércio, os furtos a residências, escolas e empresas e a sensação de insegurança preocupam lojistas e empresários de Campo Bom. Na última quinta-feira (16), o Comitê da Regional da ACI em Campo Bom reuniu-se com representantes da Brigada Militar, da Guarda Municipal, da Polícia Civil, da administração municipal e do Consepro para debater o tema e definir ações preventivas em conjunto.

Uma das ações em estudo é o desenvolvimento, nos próximos meses, de uma campanha para estimular a população de Campo Bom a fazer o registro de furtos e roubos. Com indicadores mais realistas, as forças de segurança poderão atuar com mais eficiência na prevenção e no combate aos crimes.

Débora Trierweiler, proprietária da Farmácia Apoteka e integrante do Comitê Regional da ACI e do Consepro de Campo Bom, relata que comerciantes têm enfrentado situações difíceis com moradores de rua na área central, além de furtos e transtornos, que também são registrados em bairros.

O secretário municipal de segurança e trânsito, Fernando Lehnen, afirma que a legislação limita a ação das forças de segurança, mas, ainda assim, a Guarda Municipal tem feito operações de fiscalização e identificação de pessoas com histórico de crimes. Um dos locais que são alvo é um galpão junto ao Parcão, onde moradores de rua se reúnem e pressionam a população do entorno.

A maioria dos moradores de rua é dependente química e conhecida das forças de segurança. “Somente a ação dos órgãos de segurança não basta. É necessário apoio psicológico, ação integrada com outras áreas e, em alguns, casos, internação compulsória, que deve ser autorizada por familiares”, explica.

Conforme a vice-prefeita Gênifer Engers, 44 pessoas em situação de rua estão cadastradas no CRAS (já foram 110) e recebem auxílio, como banho e alimentação. Pelos menos três já foram encaminhadas a empregos, mas permaneceram por pouco tempo. “Sabemos dos impactos à comunidade, estamos atentos a situação e estudamos ações”, informou.

MATÉRIA COMPLETA EM: www.agazetacb.com.br (LINK NA BIO)
  • EXCLUSIVO | ✍ @mairanpacheco 

Moradora de Campo Bom desde 1983, a engenheira industrial química Vanda Ferreira Ribeiro tem se dedicado a um tema cada vez mais urgente: a poluição por microplásticos no meio ambiente. Atualmente em pesquisa de pós-doutorado na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), ela desenvolve uma análise com relação à presença dessas partículas no solo de áreas conhecidas da cidade, como o Parque do Trabalhador, o Parcão e a região onde o Arroio Schmidt encontra o Rio dos Sinos.

O objetivo é aproximar a ciência do cotidiano das pessoas. “Escolho locais que fazem parte da rotina da população para mostrar que o problema está aqui, perto de nós”, explica. A pesquisa, realizada há cerca de um ano, busca identificar microplásticos com tamanhos de até 0,2 milímetros, invisíveis a olho nu, mas com potencial de causar impactos ao meio ambiente e à saúde ao longo do tempo.

Os microplásticos são fragmentos menores que 5 milímetros, originados tanto da degradação de materiais maiores, como embalagens, fibras e pneus, quanto de produtos já fabricados em tamanho reduzido, como microesferas presentes em cosméticos. Segundo a pesquisadora, mesmo quando não são visíveis, eles continuam presentes e interagem com o meio ambiente. “A poluição não deixa de existir só porque não conseguimos enxergá-la”, destaca.

O estudo também está ligado à preservação dos banhados, áreas úmidas fundamentais para o equilíbrio ambiental. Esses locais funcionam como “esponjas naturais”, ajudando a reduzir alagamentos e armazenando carbono no solo, o que contribui diretamente no combate às mudanças climáticas. No entanto, no Vale do Sinos, mais de 70% dessas áreas já foram perdidas, e as que restam sofrem com a pressão da urbanização e o acúmulo de resíduos.

Além da pesquisa acadêmica, Vanda busca conscientizar a população sobre o descarte correto de resíduos e o consumo consciente. Para ela, pequenas atitudes fazem diferença no dia a dia. “Temos coleta de lixo, mas ainda falta a cultura de não jogar resíduos nas ruas. O que não é recolhido acaba nas bocas de lobo e segue para arroios, banhados e rios”, alerta.

MATÉRIA COMPLETA: www.agazetacb.com.br (LINK NA BIO)
  • COLUNA | ✍️ @darosa_ju 

O Projeto de Lei 1404/2025 autoriza a quebra de sigilo bancário e fiscal em ações de pensão alimentícia, quando houver indícios de que o responsável pelo pagamento esteja ocultando bens ou rendimentos. A medida surge como resposta a uma realidade bastante comum: a dificuldade de se apurar a real capacidade financeira de quem deve pagar alimentos, especialmente quando há tentativa deliberada de esconder patrimônio.
Na prática, o que se busca é permitir que o juiz, diante de elementos concretos, possa acessar informações financeiras do devedor, como movimentações bancárias e declarações fiscais. Isso não seria automático nem indiscriminado. A quebra de sigilo continuaria sendo uma medida excepcional, dependente de decisão judicial fundamentada e baseada em indícios consistentes de fraude ou ocultação.
O sigilo bancário e fiscal é um direito importante, ligado à privacidade e à proteção de dados pessoais. Por isso, sua flexibilização exige cautela. O projeto tenta equilibrar esse direito com outro igualmente relevante: o direito de quem depende da pensão alimentícia para sua subsistência, educação e desenvolvimento.
Hoje, não são raros os casos em que o devedor aparenta não ter renda suficiente, mas mantém um padrão de vida incompatível com o que declara oficialmente. Esse descompasso dificulta a fixação de um valor justo de pensão e pode prejudicar diretamente quem mais precisa. A proposta legislativa busca justamente reduzir esse tipo de distorção, trazendo mais transparência para o processo.
O projeto visa fortalecer a efetividade das decisões judiciais em matéria de alimentos, dando mais acesso à realidade financeira do devedor, o juiz poderá fixar valores mais adequados e coibir práticas abusivas, como a ocultação de bens em nome de terceiros ou a omissão de rendimentos.
Mais do que uma medida de investigação, trata-se de um instrumento de proteção. A pensão alimentícia não é uma punição, mas um dever legal que garante dignidade a quem depende dela. Nesse contexto, permitir a quebra de sigilo em situações justificadas pode representar um avanço importante na busca por justiça e equilíbrio nas relações familiares.

© 2025 A Gazeta - Jornal de Campo Bom. Todos os Direitos reservados.
A Gazeta é o jornal de maior destaque na comunidade desde 1986.

Bem vindo de volta!

Login para conta

Palavra-chave esquecida

Recupere sua senha

Please enter your username or email address to reset your password.

Entrar

Add New Playlist

Sem Resultado
Ver todos os resultados
  • Início
  • Notícias
    • Política
    • Negócios
    • Saúde
  • Colunistas
    • Mauri Spengler
    • Processando Ideias
    • Débora Trierweiler
  • Comunidade
  • Educação
  • Polícia
  • Cultura
  • Entretenimento
  • Esportes
  • Pontos de Venda
  • Publicações Legais
  • Contato

© 2019 A Gazeta - Jornal de Campo Bom. Todos os Direitos Reservados.