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Livro e exposição Legado que Inspira é homenagem da Amvag ao Bicentenário

Redação / AG por Redação / AG
19 de julho de 2024
em Comunidade
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Livro e exposição Legado que Inspira é homenagem da Amvag ao Bicentenário

Micael Araldi

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Publicação e painéis fotográficos foram lançados para a imprensa nesta sexta-feira, no Núcleo de Casas Enxaimel, em Ivoti

A Associação dos Municípios do Vale Germânico –Amvag, lança para a imprensa, na data de hoje, o livro Bicentenário da Imigração: Legado que Inspira. Por meio da publicação de 200 páginas e totalmente traduzida para o alemão oficial, as 14 cidades da Amvag que integram a região-berço da colonização alemã no Brasil prestam seu reconhecimento aos imigrantes que desembarcaram em São Leopoldo em 25 de julho de 1824, transformando o futuro aqui. As 321 imagens publicadas – maioria selecionadas por equipes das prefeituras – permitem observar que muito do legado germânico sobrevive e segue sendo passado de geração para geração, confirmando que o desenvolvimento conquistado é fruto do aprendizado dos que aqui chegaram há 200 anos. Além do livro, a homenagem conta com exposição fotográfica homônima formada por 14 imagens medindo 60x70cm extraídas do livro. Com tiragem de 2.100 exemplares, O Legado que Inspira será distribuído entre as prefeituras da Amvag, assim como a exposição: cada município receberá uma coleção completa que passará a integrar definitivamente seu acervo.

PERENE – “Trata-se de uma data muito importante para o Vale Germânico, por isso optamos por um projeto perene para homenageá-la. Daqui a 40, 50 ou 100 anos este livro será prova material do nosso reconhecimento a este legado e também comparativo do desenvolvimento da nossa região”, destaca Flavio Foss, presidente da Amvag. “A expressão popular de que uma imagem vale mais que mil palavras resume o livro que é essencialmente de fotos e legendas, mas muita simbologia”, destaca Flávio. Definido no final de 2023 e executado a partir de janeiro, o projeto teve coordenação e edição da jornalista Sílvia Trovo, colaboradora da Amvag.

CIDADES – Na publicação cada município está presente em sua respectiva seção onde, além de breve histórico da cidade, constam imagens selecionadas por suas equipes retratando a importância do legado. Há imagens de festas, gastronomia, folclore, espaços, pontos turísticos, igrejas, arquitetura, etc., tudo relacionado à imigração. Há fotos atuais e históricas. Um artigo de autoria dos respectivos prefeitos das 14 cidades, ressaltando a data e traduzido para o alemão, também consta do projeto. A ideia é que o artigo seja anexado ao livro quando presenteado.

SEÇÕES – Além das seções exclusivas de cada cidade, a publicação contempla três seções regionais: Da Terra à Indústria; Guiados pela Fé e Beleza Singular. “Nossa intenção foi mostrar que embora a agricultura tenha sido o início de tudo, 200 anos depois ela ainda é muito presente na região que valoriza também sua produção calçadista, uso da tecnologia e a educação”, descreve a editora. Já na seção Guiados pela Fé, optamos por publicar detalhes de imagens sacras, valorizando o imenso universo de igrejas, templos e espaços de contemplação que há no Vale Germânico”. A seção Beleza Singular destaca a natureza ímpar e também a arquitetura da região rica em cuidados e detalhes que atestam sua origem.

FOTOS – Um dos desafios do livro foi a seleção das imagens. “Recebemos quase 800 fotos. Fazer essa seleção foi o momento mais difícil devido à riqueza do material enviado pelas equipes”, relata a editora. A fim de facilitar a comunicação com o projeto, cada prefeito indicou um interlocutor de sua cidade que ficou responsável por entregar os materiais e fazer cumprir os prazos do projeto. “Acredito que se juntarmos todas as pessoas envolvidas, inclusive internamente nas prefeituras, temos quase 300 mãos que trabalharam para tornar isto possível”. A tradução do livro é da historiadora Solange Hamester Johann e o projeto gráfico, da publicitária Gabriela Michels. A foto de capa, retratando o Rio dos Sinos em São Leopoldo, praticamente no ponto de desembarque dos imigrantes há dois séculos, foi cedida pelo fotógrafo Thales Renato, da prefeitura de São Leopoldo. O livro possui selo FSC (Forest Stewardship Council), atestando que o processo produtivo utiliza insumos em conformidade com os critérios ambientais e sociais. A impressão ficou ao cargo da Gráfica Pallotti, de Santa Maria/RS. A Amvag estuda agora tornar a publicação acessível, transformando-o em áudio-livro.

ENCHENTE – “Este ano tudo está acontecendo numa velocidade alucinante e, em meio a um projeto destes, a maior enchente da história do RS não poderia ser ignorada na publicação. Praticamente à véspera de ir para a gráfica foi necessário reformatar o projeto para dar espaço a este registro e lembrar que, assim como em 1824, com foice e enxada, os imigrantes conseguiram transformar a história, e hoje, dois séculos depois, também faremos isto”, enfatiza a coordenadora do projeto.

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  • Os vereadores de Campo Bom aprovaram por unanimidade, na sessão ordinária desta segunda-feira (27), um projeto de lei que determina a suspensão da cobrança da tarifa de abastecimento de água em situações de descontinuidade do serviço ou quando o fornecimento ocorrer fora dos padrões de potabilidade.

A proposta, assinada por todos os parlamentares da Câmara Municipal, representa mais um passo no trabalho de fiscalização dos serviços prestados pela Corsan e agora segue para sanção do prefeito Giovani Feltes.
O projeto tem como objetivo garantir que a cobrança da tarifa ocorra apenas quando o serviço for prestado de forma eficiente, contínua e segura. A medida também busca coibir falhas e inadequações no abastecimento, prevendo a criação de um mecanismo administrativo que permita à Prefeitura suspender a cobrança sempre que forem constatadas irregularidades.

Durante a mesma sessão, os vereadores também aprovaram, por unanimidade, uma moção de repúdio à Aegea/Corsan, em razão da precariedade do serviço prestado no município.

Além disso, foram aprovados três pedidos de informação, três requerimentos, dois projetos de lei e uma moção. A sessão contou ainda com a participação do secretário municipal de Desenvolvimento Social, Gabriel Colissi, que apresentou dados e detalhou as ações do município em relação ao atendimento às pessoas em situação de rua.

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  • Inicia nos próximos dias, o calendário anual de podas de árvores, com cronograma organizado por regiões da cidade. O cronograma começa no dia 29 de abril e segue até 7 de maio, atendendo moradores da região Centro Norte e parte do bairro Genuíno Sampaio, abrangendo a área entre as avenidas Brasil, dos Estados e Emílio Vetter.

Na sequência, entre os dias 5 e 14 de maio, os serviços contemplam a região Centro Sul e parte do bairro Celeste, incluindo o trecho localizado entre as avenidas Brasil, Independência, Willy Reichert e Gustavo Vetter. A Administração Municipal reforça que os moradores devem realizar as podas dentro do período estabelecido para cada região e depositar os materiais corretamente nas calçadas, exclusivamente nos dias programados para recolhimento. O descarte fora do cronograma é considerado irregular e pode resultar em multa.

A Prefeitura orienta ainda que apenas resíduos de poda devem ser descartados, sem mistura com outros tipos de lixo. O cronograma poderá sofrer alterações em caso de condições climáticas desfavoráveis. Para os moradores que não puderem aguardar o período previsto para sua região, os resíduos podem ser destinados diretamente à Horta Comunitária da Aurora ou ao espaço ao lado da Usina de Reciclagem, na Estrada do Mônaco.

A Administração Municipal destaca ainda que a poda corretiva nas calçadas, quando necessária, é realizada pelo próprio município, contribuindo para a manutenção adequada da arborização urbana e reforçando o compromisso com a organização da cidade, a preservação ambiental e a colaboração entre poder público e comunidade.

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Casos de multas registradas em cidades onde o proprietário nunca esteve ou em que o veículo nem saiu da garagem estão se tornando mais comuns no Rio Grande do Sul. Esse tipo de ocorrência pode sinalizar a clonagem de placas, um crime usado por quadrilhas para esconder veículos roubados ou furtados.

A reportagem do Jornal A Gazeta foi procurada por um morador do bairro Porto Blos relatando ter recebido uma notificação de multa emitida pelo Departamento de Estradas e Rodagens do Estado de São Paulo (DER-SP). No documento consta a aplicação penalidade em decorrência da não utilização do cinto de segurança pelo condutor do veículo na cidade de Ubatuba, em 21 de janeiro de 2026. No entanto, de acordo com o leitor multado, o veículo nunca esteve em Ubatuba.

Ao receber uma notificação suspeita, o primeiro passo é agir rapidamente. A orientação é registrar um boletim de ocorrência relatando a possível clonagem e reunir documentos que provem a irregularidade. Os principais itens exigidos são: vistoria do Detran RS, cópia do Certificado de Registro do Veículo, do CRLV, documento de identificação do proprietário, cópia da multa suspeita e fotos do veículo (frente, traseira e laterais).

Segundo o advogado Allan Dyego Pimentel, formalizar o caso é essencial para evitar prejuízos maiores. “Quando o proprietário encontra uma multa ligada a um veículo que não estava sob sua posse ou em um local diferente, é bem provável que esteja diante de um caso de clonagem de placa. Nessas situações, o primeiro passo é registrar um boletim de ocorrência, pois esse documento será a base para todas as medidas administrativas e judiciais posteriores”, destaca.

Após o registro, o proprietário deve apresentar defesa junto ao órgão que aplicou a multa, anexando provas que mostrem a impossibilidade da infração, como comprovantes de localização, registros de pedágios ou imagens. Também é possível pedir a abertura de um processo administrativo para investigação, incluindo a análise de imagens do veículo infrator.

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  • A interferência de moradores de rua nas atividades do comércio, os furtos a residências, escolas e empresas e a sensação de insegurança preocupam lojistas e empresários de Campo Bom. Na última quinta-feira (16), o Comitê da Regional da ACI em Campo Bom reuniu-se com representantes da Brigada Militar, da Guarda Municipal, da Polícia Civil, da administração municipal e do Consepro para debater o tema e definir ações preventivas em conjunto.

Uma das ações em estudo é o desenvolvimento, nos próximos meses, de uma campanha para estimular a população de Campo Bom a fazer o registro de furtos e roubos. Com indicadores mais realistas, as forças de segurança poderão atuar com mais eficiência na prevenção e no combate aos crimes.

Débora Trierweiler, proprietária da Farmácia Apoteka e integrante do Comitê Regional da ACI e do Consepro de Campo Bom, relata que comerciantes têm enfrentado situações difíceis com moradores de rua na área central, além de furtos e transtornos, que também são registrados em bairros.

O secretário municipal de segurança e trânsito, Fernando Lehnen, afirma que a legislação limita a ação das forças de segurança, mas, ainda assim, a Guarda Municipal tem feito operações de fiscalização e identificação de pessoas com histórico de crimes. Um dos locais que são alvo é um galpão junto ao Parcão, onde moradores de rua se reúnem e pressionam a população do entorno.

A maioria dos moradores de rua é dependente química e conhecida das forças de segurança. “Somente a ação dos órgãos de segurança não basta. É necessário apoio psicológico, ação integrada com outras áreas e, em alguns, casos, internação compulsória, que deve ser autorizada por familiares”, explica.

Conforme a vice-prefeita Gênifer Engers, 44 pessoas em situação de rua estão cadastradas no CRAS (já foram 110) e recebem auxílio, como banho e alimentação. Pelos menos três já foram encaminhadas a empregos, mas permaneceram por pouco tempo. “Sabemos dos impactos à comunidade, estamos atentos a situação e estudamos ações”, informou.

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Moradora de Campo Bom desde 1983, a engenheira industrial química Vanda Ferreira Ribeiro tem se dedicado a um tema cada vez mais urgente: a poluição por microplásticos no meio ambiente. Atualmente em pesquisa de pós-doutorado na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), ela desenvolve uma análise com relação à presença dessas partículas no solo de áreas conhecidas da cidade, como o Parque do Trabalhador, o Parcão e a região onde o Arroio Schmidt encontra o Rio dos Sinos.

O objetivo é aproximar a ciência do cotidiano das pessoas. “Escolho locais que fazem parte da rotina da população para mostrar que o problema está aqui, perto de nós”, explica. A pesquisa, realizada há cerca de um ano, busca identificar microplásticos com tamanhos de até 0,2 milímetros, invisíveis a olho nu, mas com potencial de causar impactos ao meio ambiente e à saúde ao longo do tempo.

Os microplásticos são fragmentos menores que 5 milímetros, originados tanto da degradação de materiais maiores, como embalagens, fibras e pneus, quanto de produtos já fabricados em tamanho reduzido, como microesferas presentes em cosméticos. Segundo a pesquisadora, mesmo quando não são visíveis, eles continuam presentes e interagem com o meio ambiente. “A poluição não deixa de existir só porque não conseguimos enxergá-la”, destaca.

O estudo também está ligado à preservação dos banhados, áreas úmidas fundamentais para o equilíbrio ambiental. Esses locais funcionam como “esponjas naturais”, ajudando a reduzir alagamentos e armazenando carbono no solo, o que contribui diretamente no combate às mudanças climáticas. No entanto, no Vale do Sinos, mais de 70% dessas áreas já foram perdidas, e as que restam sofrem com a pressão da urbanização e o acúmulo de resíduos.

Além da pesquisa acadêmica, Vanda busca conscientizar a população sobre o descarte correto de resíduos e o consumo consciente. Para ela, pequenas atitudes fazem diferença no dia a dia. “Temos coleta de lixo, mas ainda falta a cultura de não jogar resíduos nas ruas. O que não é recolhido acaba nas bocas de lobo e segue para arroios, banhados e rios”, alerta.

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