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“Fruta de Tapera”, interpretada por André Teixeira, é a campeã do 21º Acampamento da Canção Nativa

Redação / AG por Redação / AG
3 de março de 2024
em Comunidade
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“Fruta de Tapera”, interpretada por André Teixeira, é a campeã do 21º Acampamento da Canção Nativa
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Final do festival de música ocorreu na noite de sábado, 2, no Parque do Trabalhador, inserido na Programação do 44º Rodeio Nacional que segue até dia 10

Mais uma vez, o Acampamento da Canção Nativa mostrou porque é um dos mais tradicionais festivais de música nativista do RS. A 21ª edição do evento, realizado nas noites de sexta, 1º, e sábado, 2, dentro da programação do 44º Rodeio Nacional de Campo Bom, contou com mais de mil composições inéditas inscritas.

E a grande campeão foi “Fruta De Tapera”, milonga de autoria de Francisco Brasil (letra) e Vitor Amorim (música), interpretada por André Teixeira.

A segunda colocada foi a milonga “A Cura E O Veneno”, de Matheus Marchezan Bauer (letra) e Pirisca Grecco (música), na voz de Maria Alice; terceira colocada foi a milonga “Estrela Do Pasto (O Mapa Pra Tua Morada)”, de Sérgio Carvalho Pereira (letra) e Juliano Gomes (música), interpretada por Fabiano Bacchieri.

A Música Mais Popular foi “De volta”, chamamé com letra e música de Pingo Martins, na voz de Cairon da Silva e Gustavo Ortácio. O Melhor Arranjo foi de “Fruta de Tapera”; Melhor Instrumentista, Edilberto Bérgamo (Chamarrita Pontezuela); Melhor Intérprete, Maria Alice (A cura e o veneno); Melhor Poema, Estrela do pasto (Mapa da tua morada) – Sérgio Carvalho Pereira; Melhor melodia, De volta (Pingo Martins).


Fase Regional
O 21º Acampamento da Canção Nativa definiu na sexta-feira, 1º, os campeões da fase regional. O chamamé “De volta” e a chamarra “Rastro, campo e distância” foram as escolhidas para completar o grupo das 14 finalistas. “De volta” tem letra e música de Pingo Martins e foi interpretada por Cairon da Silva e Gustavo Ortácio. “Rastro, campo e distância”, tem letra e música de Diego Machado e foi interpretada por Diego Machado e Rodrigo Morales.


Os campeões do 9º Acampamentinho
Na noite de quinta-feira, 29, ocorreu o 9º Acampamentinho da Canção Nativa. Na categoria Piazito (de 5 a 12 anos) a vencedora foi Vale Mazui, interpretando a canção “Sem saber notícias tuas”; e em 2º lugar ficou Valentina Corrêa, com “Chapéu”. Na categoria Piá (13 a 17 anos), o vencedor foi Henry Ramos, com “Romance da Quinta Lua”; e em 2º lugar João Camargo, interpretando “Sonho Pitanga”.


Os jurados
A comissão julgadora do 21º Acampamento e do 9º Acampamentinho da Canção Nativa foi composta por Adriano Lima, Érlon Péricles, Lucas Gross, Rogério Ávila e Xirú Antunes. No total, foram distribuídos mais de R$ 100 mil em prêmios nos três dias de evento.


O Rodeio
O calor intenso, comum para essa época do ano, e a possibilidade de chuva nunca aperrearam os concorrentes e nem apoquentaram a gauchada urbana que vem ao município desde 1979 para o Rodeio Nacional de Campo Bom. Com chuva e barro, ou poeira e calorão, ao longo dos anos, o evento se consolidou como um dos maiores, do gênero, no Rio Grande do Sul. E é com esse espírito arrojado e acolhedor que gaúchos e gaúchas, dos mais diversos rincões do estado e do país, estão sendo recebidos no 44º Rodeio Nacional de Campo Bom. O evento começou na quarta-feira (28) e segue com intensa e variada programação até 10 de março, no Parque do Trabalhador. “A comunidade campo-bonense está irmanada com visitantes de vários municípios não só da Região, mas de todo o RS e até de outros estados. A administração municipal tem fomentado a cultura gaúcha, inclusive oferecendo aulas de dança nas escolas, fazendo crescer o conhecimento dessa riquíssima tradição e ajudando a aumentar a participação nos CTGs locais”, observa o prefeito Luciano Orsi.


A entrada no Parque do Trabalhador é gratuita na segunda, na terça e na quarta-feira. De quinta a domingo, o ingresso é R$ 10 para maiores de 15 anos e R$ 5 para crianças de 8 a 14 anos e estudantes com carteirinha. Crianças com até 7 anos e idosos (acima de 60 anos) não pagam entrada. Para os bailes o ingresso é R$ 20, já inclusa a entrada no rodeio. O estacionamento custa R$ 10 para motos e R$ 20 para carros.


A programação do 44º Rodeio Nacional vai das provas campeiras às danças tradicionais, passando por shows, bailes, além do Acampamento da Canção Nativa. A realização é da Prefeitura de Campo Bom e dos CTGs Campo Verde, Guapos do Itapuí, M’Bororé e Palanques da Tradição, com apoio do Movimento Tradicionalista Gaúcho (MTG), da 30ª Região Tradicionalista do MTG e da Câmara Municipal de Vereadores. Confira as atrações que ainda estão por vir:

Domingo – dia 03/03
8h30 – Bocha campeira trio e bocha 48 dupla
16h – Show de Luiza Barbosa
18h – Show do Quarteto Coração de Potro

Segunda-feira – dia 04/03
18h30 – Sessão da Câmara de Vereadores
20h – Show de Paulinho Mixaria
Terça-feira – dia 05/03
19h30 – Invernadas dos CTGs
20h – Show de Diego Machado
Quarta-feira – dia 06/03
18h – Taça Esquenta Campo Verde
19h30 – Invernadas dos CTGs
20h – Show de Machadinho
Quinta-feira – dia 07/03
8h – Laço (Senhor, Veterano, Vaqueano, Irmão, Patrão, Capataz, Sócio Campo Verde, Caldeirão Campo Verde)
20h – Show de Armada Campeira
22h – Show de Jorge Guedes & Família
Sexta-feira – dia 08/03
8h – Laço (Pai e Filho/Filha + 12 anos, Guri, Duplas, Quarteto Cidade de Campo Bom, Força A, B, C, eliminatórias da Gineteada)
19h30 – Dança gaúcha do Programa Acolher
20h – Jamil Show
22h – Show Baile com Grupo Chão Gaúcho
24h – Baile com Tchê Chaleira
Sábado – dia 09/03
7h – Laço (Pai e Filho/Filha – 12 anos, Piá, Prenda, Prova de Rédeas, Duplas, eliminatórias da Gineteada)
8h – Danças Tradicionais (Mirim)
Intérprete Solista (Mirim, Juvenil, Prenda/Peão)
Declamação (Mirim e Juvenil Prenda/Peão)
13h – Danças Tradicionais (Pré-Mirim)
14h – Danças Tradicionais (Juvenil)
Chula (Mirim, Juvenil, Adulto e Veterano)
20h – Show de Murilo Finger
22h – Show Baile com Grupo Carona
24h – Baile com JJSV
Domingo – dia 10/03
6h – Eliminatória Laço (Duplas Força A e B)
Final Laço (Duplas, Forças D, C, B e E)
Grande Final Laço Duplas Força A no Mocho
Final Laçadas de Quarteto (Forças C, B e A)
Final da Gineteada
8h – Trova
9h – Declamação (Adulto Prenda/Peão)
10h – Danças Tradicionais (Veterana)
13h – Danças Tradicionais (Xirú)
14h – Danças Tradicionais (Adulta)
Intérprete Solista (Adulto Prenda/Peão)
16h – Show de Eco do Pampa
18h – Show de Mano Lima

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Neste 8 de março, celebramos o Dia Internacional da Mulher reconhecendo a força, a sensibilidade e a determinação de mulheres que transformam realidades todos os dias. Mais do que uma data comemorativa, é um momento de reflexão sobre conquistas, desafios e, principalmente, sobre o papel essencial que elas desempenham na construção de uma sociedade mais justa, humana e igualitária. Em cada espaço ocupado, seja na liderança, no cuidado, na gestão ou no trabalho diário, há histórias de coragem, dedicação e inspiração.

Sofia Godoy, Atleta.

Apesar da pouca idade, a skatista Sofia Godoy já se mostra um exemplo de mulher a ser seguido. Atualmente com 17 anos, a atleta iniciou no esporte aos 11, por influência do pai. Ainda que o skate tenha sido, por muitos anos, uma prática majoritariamente masculina, Sofia conta que não sentiu preconceito quando iniciou nas competições, pois outras mulheres já haviam iniciado anteriormente. “Sei que se eu tivesse começado pouco tempo antes, isso provavelmente teria sido diferente. Gosto muito de escutar as meninas que começaram no skate por minha influência, isso com certeza me motiva ainda mais”, conta.
A jovem skatista que leva o nome de Campo Bom em competições mundo afora aconselha meninas que sonhem em viver do esporte. “Se esse é seu sonho, não desista. Mesmo que tenham momentos difíceis, é muito importante que sua vontade de realizar seja muito maior que os dias ruins. Claro que você vai cair, às vezes se machucar, mas tem que sempre levantar e ir de novo, já pronta para a próxima”, conclui.

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Marlete da Silva, Industriária.

A comunidade campo-bonense sempre foi marcada pela sua resiliência e pela força do trabalho. Marlete da Silva, de 56 anos, é uma das mulheres que tão bem representam a classe trabalhadora da cidade. Atuando como conserteira em fábrica de calçados, ela criou os dois filhos, atualmente com 20 e 28 anos, como mãe solo. “Acho que o Dia da Mulher é muito importante para fortalecer o crescimento de mulheres que passaram por alguma situação e conseguiram dar a volta por cima, independente do que passou. Com muito orgulho, eu sou uma delas”, menciona.

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Elizane Barcelos, Empresária.

Uma empresa familiar que iniciou pelas mãos e talento de uma mulher e, hoje, se tornou uma das principais marcas da cidade. Elizane Barcelos de Menezes, de 54 anos, é mãe de três filhos e avó de dois netos. Iniciou na produção calçadista há 17 anos e consagrou a empresa Zanni Barcelos como uma marca conceituada. Como mulher, ela destaca os desafios de empreender. “Acho que a maior dificuldade é conciliar casa e trabalho. Sendo empresária, temos muitas demandas que exigem nossa presença constante”, comenta. Para mulheres que sonhem em começar o próprio negócio, ela deixa um conselho. “Analisar a viabilidade do empreendimento e começar, ter muita determinação. Vão surgir muitas dificuldades, tem que ter muita resiliência pra vencer”, reforça.

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Brenda Brentano, Maquiadora.

Atuar na área da beleza é muito mais do que cuidar da aparência das pessoas. O que começou como um hobby se transformou em paixão e profissão para a maquiadora Brenda Brentano, de 33 anos. “Eu digo que a maquiagem que me escolheu. Comecei a me automaquiar, justamente para elevar minha autoestima. Minhas amigas começaram a me pedir para maquiá-las, pois gostavam do que eu fazia, o que acabou virando um hobby. Depois, decidi me aprofundar no assunto e seguir como profissão”, conta.
Ela conta a satisfação de ver a felicidade no olhar de cada cliente. “Pra mim é muito gratificante ver minhas clientes se amando, gostando de se ver bonita, a maioria das vezes uma beleza que sempre esteve ali, mas estava escondida por não tirar um momento para si. Ver elas bem e empoderadas é indescritível, saber que estou trazendo à tona algo bom e relevante para a vida delas. Com certeza é umas das coisas que me move a seguir nessa profissão”, conclui.

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Naama da Rosa, Enfermeira.

Aos 34 anos, Naama Laísa da Rosa ocupa o cargo de coordenadora das Unidades de Internação do Hospital Lauro Reus e docente. Profissional da enfermagem há 14 anos, ela destaca que, apesar de cerca de 85% dos profissionais da saúde serem mulheres, os cargos de liderança são ocupados, majoritariamente, por homens. “É um desafio ocupar e manter um cargo de liderança sendo mulher, onde existem barreiras culturais e estruturais de muitos anos. Temos que mostrar que temos competência e capacidade para alcançar esse cargo, muito mais que os homens”, destaca.
Para Naama, a busca constante pelo conhecimento é o caminho para conquistar os objetivos. “Sempre há novos estudos, protocolos, fluxos, a ciência é muito rápida nas descobertas e evoluções. A mulher que quer crescer e se desenvolver em cargos de gestão e liderança na área da saúde precisa ter conhecimento tanto nos processos de saúde, quanto de gestão e desenvolver a liderança. Além de resiliência e paciência para lidar com os desafios diários”, reforça, lembrando que o caminho é árduo, porém, recompensador. “É uma área que vale a pena, pois fazemos a diferença na vida das pessoas e dos profissionais que lideramos. Ser líder na área da saúde é ser referência para os profissionais e auxiliar em uma melhor assistência ao paciente sob nossos cuidados, e apesar de todos os obstáculos, o resultado desse trabalho é gratificante”, pontua.

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Josiane Wais, Sargento da Brigada Militar.

Há 14 anos, Josiane Wais compõe o efetivo da Brigada Militar do Rio Grande do Sul. Aos 32 anos de idade, é uma das mulheres que atua em Campo Bom, no posto de 1° Sargento da BM. Para ela, a atuar na Segurança Pública exige decisões firmes, equilíbrio emocional e postura diante de situações complexas. “Sendo mulher, além dos desafios próprios da função, também assumimos a responsabilidade de abrir caminhos e fortalecer a presença feminina na instituição. Ainda é uma área majoritariamente masculina, mas temos demonstrado, ao longo dos anos, que estamos plenamente preparadas para ocupar qualquer espaço”, pontua.
Sgt Wais encoraja outras mulheres que desejam entrar para a Segurança Pública. “Não é uma profissão simples. Exige disciplina, preparo físico e emocional e muita responsabilidade. Mas também é uma carreira extremamente gratificante, porque lidamos diretamente com a proteção da sociedade. Meu conselho é: estudem, se qualifiquem e ingressem sabendo que vocês pertencem a esse espaço. O lugar da mulher é onde ela decide estar”, finaliza.

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