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Família denuncia racismo por parte da Brigada Militar de Campo Bom

Redação / AG por Redação / AG
23 de junho de 2020
em Polícia
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Família denuncia racismo por parte da Brigada Militar de Campo Bom

Reprodução

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Na tarde da última sexta-feira, 19, um jovem negro foi abordado por dois soldados da Brigada Militar em uma parada de ônibus em frente ao seu trabalho no bairro Imigrante. Segundo a família do jovem, os soldados proferiram palavras de cunho racista e ainda o agrediram. Comerciantes próximo ao local filmaram a ação e o vídeo circula nas redes sociais.

A família tentou registrar um Boletim de Ocorrência na Delegacia de Polícia Civil de Campo Bom e no Ministério Público, onde, segundo a família, ambos se negaram a fazer o registro. Na tentativa na versão on-line, a família alega não ter a opção de crime de racismo e nem de agressão para registros. Na tarde de segunda-feira, 22, acompanhados de um advogado, o B.O. (Boletim de Ocorrência) pôde ser registrado na DP de Campo Bom. “Após tentativas ainda na sexta-feira sem sucesso, hoje (22/06) na companhia de um advogado, conseguimos registrar ocorrência do caso de violência e racismo por parte da Polícia, ocorrido dia 19/06. Durante a semana advogados do Movimento Negro acompanharão a vitima para fazer a ocorrência na ouvidoria da Secretaria Estadual de segurança em Porto Alegre” disse Valter Lemos Junior, irmão da vítima.

Trechos do Boletim de Ocorrência (2410/2020/100930) afirmam que, um dos policiais militares, ao fazer a revista na vítima, lhe desferiu um tapa na boca e chutes nas pernas. Confira o que diz parte do documento: “Na vítima, lhe desferiu um tapa na boca (lesionando) e chutes nas pernas, sendo que não agrediram o seu amigo que foi liberado, pois acredita por ser branco”.

Confira o posicionamento da Brigada Militar

De acordo o comandante da Brigada Militar campo-bonense, capitão Tiago Reimann, a abordagem ocorreu durante o patrulhamento de rotina da corporação depois que os policias identificaram que o jovem estava consumindo substâncias entorpecentes. “Devido à posse de drogas foi lavrado no local um termo circunstanciado, além de se negar a assinar o documento o rapaz afirmou que a abordagem era ilegal e que a Brigada Militar não poderia abordar ele. Devido à negativa, ele foi algemado e estava sendo conduzido à Delegacia de Polícia Civil do município quando voltou atrás e assinou o terno. Tão logo ele assinou o documento foi liberado”, detalhou Reimann.

Ainda segundo o comandante da BM, a corporação já analisou o vídeo que circula nas redes socias e não foi constada agressão ou injúria racial. “No vídeo em nenhum momento é registrado tanto o tapa como os chutes ou xingamentos. Até tem uma pessoa que fala que o BM deu um tapa no rosto do jovem, mas em nenhum momento o video mostra a tal agressão”, afirma, pontuando que a acusação de racismo também não é constatada. “Até porque ele foi abordado por um policial militar negro e no registro de ocorrência ele relata o abuso de autoridade e agressão, que na visão dele teriam ocorrido em virtude de ser negro”.

A Brigada Militar afirma ainda que com base no boletim de ocorrência o caso será encaminhado para abertura de procedimento investigatório interno. “Já reunimos a documentação necessária e será remetida ao comando superior para abertura de procedimento investigatório para apurar as supostas agressões e se houve realmente alguma injuria racial por parte dos policiais”, pontua Reimann.

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Neste 8 de março, celebramos o Dia Internacional da Mulher reconhecendo a força, a sensibilidade e a determinação de mulheres que transformam realidades todos os dias. Mais do que uma data comemorativa, é um momento de reflexão sobre conquistas, desafios e, principalmente, sobre o papel essencial que elas desempenham na construção de uma sociedade mais justa, humana e igualitária. Em cada espaço ocupado, seja na liderança, no cuidado, na gestão ou no trabalho diário, há histórias de coragem, dedicação e inspiração.

Sofia Godoy, Atleta.

Apesar da pouca idade, a skatista Sofia Godoy já se mostra um exemplo de mulher a ser seguido. Atualmente com 17 anos, a atleta iniciou no esporte aos 11, por influência do pai. Ainda que o skate tenha sido, por muitos anos, uma prática majoritariamente masculina, Sofia conta que não sentiu preconceito quando iniciou nas competições, pois outras mulheres já haviam iniciado anteriormente. “Sei que se eu tivesse começado pouco tempo antes, isso provavelmente teria sido diferente. Gosto muito de escutar as meninas que começaram no skate por minha influência, isso com certeza me motiva ainda mais”, conta.
A jovem skatista que leva o nome de Campo Bom em competições mundo afora aconselha meninas que sonhem em viver do esporte. “Se esse é seu sonho, não desista. Mesmo que tenham momentos difíceis, é muito importante que sua vontade de realizar seja muito maior que os dias ruins. Claro que você vai cair, às vezes se machucar, mas tem que sempre levantar e ir de novo, já pronta para a próxima”, conclui.

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Marlete da Silva, Industriária.

A comunidade campo-bonense sempre foi marcada pela sua resiliência e pela força do trabalho. Marlete da Silva, de 56 anos, é uma das mulheres que tão bem representam a classe trabalhadora da cidade. Atuando como conserteira em fábrica de calçados, ela criou os dois filhos, atualmente com 20 e 28 anos, como mãe solo. “Acho que o Dia da Mulher é muito importante para fortalecer o crescimento de mulheres que passaram por alguma situação e conseguiram dar a volta por cima, independente do que passou. Com muito orgulho, eu sou uma delas”, menciona.

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Elizane Barcelos, Empresária.

Uma empresa familiar que iniciou pelas mãos e talento de uma mulher e, hoje, se tornou uma das principais marcas da cidade. Elizane Barcelos de Menezes, de 54 anos, é mãe de três filhos e avó de dois netos. Iniciou na produção calçadista há 17 anos e consagrou a empresa Zanni Barcelos como uma marca conceituada. Como mulher, ela destaca os desafios de empreender. “Acho que a maior dificuldade é conciliar casa e trabalho. Sendo empresária, temos muitas demandas que exigem nossa presença constante”, comenta. Para mulheres que sonhem em começar o próprio negócio, ela deixa um conselho. “Analisar a viabilidade do empreendimento e começar, ter muita determinação. Vão surgir muitas dificuldades, tem que ter muita resiliência pra vencer”, reforça.

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Brenda Brentano, Maquiadora.

Atuar na área da beleza é muito mais do que cuidar da aparência das pessoas. O que começou como um hobby se transformou em paixão e profissão para a maquiadora Brenda Brentano, de 33 anos. “Eu digo que a maquiagem que me escolheu. Comecei a me automaquiar, justamente para elevar minha autoestima. Minhas amigas começaram a me pedir para maquiá-las, pois gostavam do que eu fazia, o que acabou virando um hobby. Depois, decidi me aprofundar no assunto e seguir como profissão”, conta.
Ela conta a satisfação de ver a felicidade no olhar de cada cliente. “Pra mim é muito gratificante ver minhas clientes se amando, gostando de se ver bonita, a maioria das vezes uma beleza que sempre esteve ali, mas estava escondida por não tirar um momento para si. Ver elas bem e empoderadas é indescritível, saber que estou trazendo à tona algo bom e relevante para a vida delas. Com certeza é umas das coisas que me move a seguir nessa profissão”, conclui.

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Naama da Rosa, Enfermeira.

Aos 34 anos, Naama Laísa da Rosa ocupa o cargo de coordenadora das Unidades de Internação do Hospital Lauro Reus e docente. Profissional da enfermagem há 14 anos, ela destaca que, apesar de cerca de 85% dos profissionais da saúde serem mulheres, os cargos de liderança são ocupados, majoritariamente, por homens. “É um desafio ocupar e manter um cargo de liderança sendo mulher, onde existem barreiras culturais e estruturais de muitos anos. Temos que mostrar que temos competência e capacidade para alcançar esse cargo, muito mais que os homens”, destaca.
Para Naama, a busca constante pelo conhecimento é o caminho para conquistar os objetivos. “Sempre há novos estudos, protocolos, fluxos, a ciência é muito rápida nas descobertas e evoluções. A mulher que quer crescer e se desenvolver em cargos de gestão e liderança na área da saúde precisa ter conhecimento tanto nos processos de saúde, quanto de gestão e desenvolver a liderança. Além de resiliência e paciência para lidar com os desafios diários”, reforça, lembrando que o caminho é árduo, porém, recompensador. “É uma área que vale a pena, pois fazemos a diferença na vida das pessoas e dos profissionais que lideramos. Ser líder na área da saúde é ser referência para os profissionais e auxiliar em uma melhor assistência ao paciente sob nossos cuidados, e apesar de todos os obstáculos, o resultado desse trabalho é gratificante”, pontua.

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Josiane Wais, Sargento da Brigada Militar.

Há 14 anos, Josiane Wais compõe o efetivo da Brigada Militar do Rio Grande do Sul. Aos 32 anos de idade, é uma das mulheres que atua em Campo Bom, no posto de 1° Sargento da BM. Para ela, a atuar na Segurança Pública exige decisões firmes, equilíbrio emocional e postura diante de situações complexas. “Sendo mulher, além dos desafios próprios da função, também assumimos a responsabilidade de abrir caminhos e fortalecer a presença feminina na instituição. Ainda é uma área majoritariamente masculina, mas temos demonstrado, ao longo dos anos, que estamos plenamente preparadas para ocupar qualquer espaço”, pontua.
Sgt Wais encoraja outras mulheres que desejam entrar para a Segurança Pública. “Não é uma profissão simples. Exige disciplina, preparo físico e emocional e muita responsabilidade. Mas também é uma carreira extremamente gratificante, porque lidamos diretamente com a proteção da sociedade. Meu conselho é: estudem, se qualifiquem e ingressem sabendo que vocês pertencem a esse espaço. O lugar da mulher é onde ela decide estar”, finaliza.

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