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Ex-jornalista do AG apresenta pesquisa em conferência de mídia na Escandinávia

Redação / AG por Redação / AG
1 de setembro de 2025
em Comunidade
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Ex-jornalista do AG apresenta pesquisa em conferência de mídia na Escandinávia

Arquivo Pessoal

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Giordanna apresenta pesquisa sobre povos indígenas em uma das maiores conferência de mídia da Escandinávia

Quando Giordanna Benkenstein Vallejos, 27 anos, deixou Campo Bom para estudar na pequena cidade de Volda, na Noruega, não imaginava que, em menos de um ano, estaria entre pesquisadores de ponta em um dos eventos acadêmicos mais importantes do continente. Hoje, mestranda em Media Practices na Volda University e ex-jornalista de A Gazeta, ela leva o nome da sua cidade natal para além do Atlântico, combinando investigação científica e produção audiovisual.
A oportunidade surgiu quando seu professor norueguês, Johan Roppen, percebeu seu interesse em pesquisa acadêmica. “Eles precisam de uma nova geração de pesquisadores aqui”, lembra Giordanna. Ao comentar sobre o NordMedia, uma das maiores conferências de mídia da Escandinávia, o docente revelou que o prazo de inscrições já havia encerrado. Mas, para sua surpresa, ele decidiu estender o prazo por um dia. “Precisei escrever uma ideia de projeto no mesmo dia para enviar. Foi um desafio, mas consegui”, conta. O esforço valeu a pena: seu trabalho foi aceito e ela se tornou uma das poucas estudantes de mestrado a participar de um evento dominado por doutores e pós-doutores.

Um olhar sobre o povo Sami

Sua pesquisa analisa quatro documentários sobre o povo Sami, população indígena da Noruega e de outras regiões do norte do mundo. O objetivo é compreender se há diferenças no resultado dessas produções quando o diretor é Sami ou não. “Quero entender como a bagagem cultural do diretor influencia no resultado e na percepção do público sobre questões políticas, sociais e culturais de um povo”, explica.
O interesse pelo tema nasceu de uma conexão pessoal. Giordanna tem ascendência de diversas culturas, entre elas, indígena. Ela conheceu a mãe de sua bisavó, que era indígena no Brasil. “Sempre tive um grande respeito e curiosidade pelos povos indígenas por causa dela”, afirma. Ao chegar à Noruega, ficou intrigada com o contraste entre o conceito que tinha de “indígena” e a realidade Sami: “Eles usam roupas de pele de rena, vivem no frio extremo”.
Além de estudar o tema, ela vivencia a prática como diretora de um documentário próprio sobre os Sami. Durante a produção, ela participou de manifestações contra uma empresa de mineração que pretende despejar resíduos em um fiorde localizado em território dos Sami. “Assim como os indígenas no Brasil, eles enfrentam disputas por território e diversos problemas sociais e ambientais.”
Na conferência realizada na Dinamarca, Giordanna foi a primeira a apresentar seu trabalho no grupo de pesquisa sobre linguagem de minorias. A mais jovem e a única latino-americana entre os participantes, também era a única mestranda entre doutores. “Foi muito desafiador, mas todos gostaram da minha apresentação”, conta.
O momento gerou discussões e perguntas que, segundo ela, vão enriquecer sua futura tese e possivelmente um artigo científico. Ao final, recebeu um convite para integrar um grupo internacional de pesquisa com membros da Finlândia, Dinamarca e Noruega.

Carreira, adaptação e conquistas na Noruega

Mesmo vivendo no exterior, Giordanna mantém forte ligação com Campo Bom. “Não importa o bairro ou a cidade onde você nasceu. Sonhar pequeno ou grande dá o mesmo trabalho, então sonhe grande”, aconselha. Apesar de ter nascido em Novo Hamburgo, foi em Campo Bom que passou a infância. “A rua Santo Inácio de Loyola está nos meus pensamentos todos os dias. Aprendi a caminhar na calçada da minha avó em Campo Bom, então tenho um vínculo muito forte com essa cidade. É um orgulho levar o nome de Campo Bom para a Dinamarca e para outros lugares do mundo.”
Sua trajetória no país nórdico, porém, não foi livre de obstáculos. No início, enfrentou barreiras linguísticas e dificuldade para conseguir emprego. “Comecei fazendo faxina e trabalhando em restaurantes, mas sempre com um olho no objetivo: voltar para minha área, fazer pesquisa e contar histórias, que é o que amo fazer.”
O esforço rendeu frutos rapidamente: em somente um ano vivendo na Noruega, mesmo sem dominar totalmente o idioma norueguês, Giordanna conquistou uma vaga como jornalista de vídeo para uma TV local que distribui conteúdo para três jornais da região. “Foi uma vitória pessoal e profissional, e a prova de que é possível abrir portas com dedicação e persistência.”
Ela também ressalta a valorização da ciência e da educação nos países nórdicos. “Quando apresentei minha ideia de pesquisa, a universidade imediatamente confirmou que pagaria toda a minha viagem, passagens e hotel. Eles investem em quem quer estudar e fazer pesquisa. Acho que o Brasil tem muito a aprender com isso.”

Olhar para o futuro

Agora, a jornalista-pesquisadora trabalha para aprimorar seu artigo com as críticas construtivas recebidas e já pensa no próximo passo. “Estou anotando tudo para desenvolver um trabalho bem construído, com os olhos no futuro doutorado.”
Para Giordanna, sua história é a prova de que determinação e coragem podem romper fronteiras. “O segredo é não desistir. O sonho tem que ser mais forte que qualquer adversidade.”.

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  • AG CONTIGO | 17.05

➡️ Conferência Municipal de Saúde, acontece neste sábado, 20.

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  • Diante da previsão de queda acentuada nas temperaturas nos próximos dias, a Prefeitura de Campo Bom disponibilizará abrigo emergencial para pessoas em situação de rua nas noites desta terça-feira (16) e quarta-feira (17). O anúncio foi feito pelo secretário municipal de Desenvolvimento Social e Habitação, Gabriel Colissi.

A estrutura será instalada no Ginásio Municipal Karl Heinz Kopittke, onde serão oferecidos acolhimento, camas, cobertores, banho quente e refeições. A iniciativa busca garantir proteção e dignidade às pessoas em situação de vulnerabilidade durante o período de frio intenso.

A ação contará com o trabalho das equipes do Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS), que realizarão buscas ativas pelas ruas da cidade para orientar e encaminhar as pessoas em situação de rua ao abrigo.

A comunidade também poderá colaborar informando casos de pessoas que necessitem de acolhimento. Os contatos podem ser feitos junto à Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social e Habitação ou à Guarda Municipal, pelo telefone 153.

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  • Uma mulher de aproximadamente 50 anos foi encaminhada ao Hospital Lauro Reus após se envolver em um acidente de trânsito na tarde desta terça-feira (16), em Campo Bom. O caso ocorreu por volta das 16h53, na Rua Pastor Frederico, no Centro da cidade.

Conforme o Corpo de Bombeiros Militar, a ocorrência foi registrada inicialmente como suspeita de vítima presa nas ferragens após o tombamento de um veículo. Ao chegarem ao local, os bombeiros encontraram a condutora já fora do automóvel, retirada por populares que prestaram auxílio logo após o acidente.

Segundo informações, a motorista apresentava sinais de confusão e relatou não se lembrar do que havia acontecido. A suspeita é de que ela tenha sofrido um mal súbito enquanto dirigia. O veículo acabou colidindo contra outro carro que estava no local e, na sequência, tombou.

Apesar da gravidade da ocorrência, a mulher não apresentava ferimentos aparentes. Os airbags laterais do automóvel foram acionados durante o acidente, contribuindo para a proteção da condutora.

A equipe dos bombeiros realizou a estabilização do veículo, que permanecia tombado e apresentava risco de movimentação, além da avaliação inicial da vítima e da imobilização cervical preventiva. Posteriormente, ela foi encaminhada ao Hospital Lauro Reus para avaliação médica.

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  • AG CONTIGO | 16.06

➡️ UBS Paulista terá atendimento pediátrico noturno.

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  • COLUNA | ✍ @allandyegopimentel 

A recente decisão do Supremo Tribunal Federal, proferida na última semana, analisou um dos temas mais relevantes da Previdência Social nos últimos anos: a aposentadoria especial. Para quem não está familiarizado com o assunto, trata-se do benefício destinado aos trabalhadores expostos, durante sua vida profissional, a condições que colocam em risco sua saúde ou sua integridade física.
Em uma votação apertada, o STF declarou a inconstitucionalidade da exigência de idade mínima criada pela Reforma da Previdência de 2019. Uma exigência que, desde o início, foi alvo de inúmeras críticas por contrariar a própria finalidade do benefício.

Afinal, essa espécie de aposentadoria não surgiu como privilégio, mas sim como um verdadeiro instrumento de proteção ao trabalhador. Seu objetivo nunca foi apenas reconhecer determinado tempo de serviço, mas evitar que pessoas submetidas a agentes nocivos permanecessem expostas por períodos excessivos e sofressem prejuízos significativos à sua saúde e à sua qualidade de vida. Estamos falando de trabalhadores que convivem diariamente com ruídos intensos, produtos químicos, agentes biológicos e outras condições capazes de comprometer sua saúde ao longo dos anos.

Com a Reforma da Previdência de 2019, além do tempo mínimo de exposição, passou-se a exigir também uma idade mínima para a obtenção do benefício. Na prática, isso significava que muitos trabalhadores, mesmo após completarem os 15, 20 ou 25 anos de atividade especial exigidos pela legislação, precisavam continuar trabalhando em ambientes insalubres até atingir a idade necessária para se aposentar.
Foi justamente esse ponto que levou a questão ao Supremo. Para a maioria dos ministros, a exigência de idade mínima esvaziava a lógica protetiva da aposentadoria especial. Se o benefício existe para limitar a exposição a agentes nocivos, obrigar o trabalhador a permanecer por mais tempo nessas condições significava, em muitos casos, prolongar justamente o risco que a própria legislação busca evitar.

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Nos últimos anos, o câncer de intestino tem chamado cada vez mais atenção da população e dos profissionais de saúde. Considerado um dos tipos de câncer mais frequentes no mundo, ele desperta dúvidas, preocupações e, infelizmente, também muitos mitos relacionados à alimentação.
É comum encontrar informações que prometem prevenir ou até curar o câncer por meio de alimentos específicos, dietas restritivas ou receitas milagrosas. No entanto, a ciência nos mostra uma realidade diferente: não existe um único alimento responsável pelo surgimento ou pela cura do câncer de intestino. O que realmente influencia o risco da doença é o conjunto de hábitos que cultivamos ao longo da vida.
A alimentação tem um papel importante na prevenção porque o intestino está em contato direto com tudo o que consumimos. Dietas ricas em frutas, verduras, legumes, feijões, lentilhas e cereais integrais fornecem fibras e diversos compostos naturais que ajudam a manter o intestino saudável. As fibras, por exemplo, auxiliam no funcionamento intestinal e contribuem para o equilíbrio da microbiota, conjunto de microrganismos que habita nosso intestino e participa ativamente da saúde do organismo.

Por outro lado, estudos apontam que o consumo frequente de carnes processadas, como salsicha, linguiça, presunto, salame e bacon, está associado a um aumento do risco para câncer colorretal. Isso não significa que uma pessoa desenvolverá a doença por consumir esses alimentos ocasionalmente, mas reforça a importância da moderação e da construção de hábitos alimentares equilibrados.
Também é importante esclarecer que não existem alimentos milagrosos com capacidade comprovada de prevenir ou curar o câncer. Alho, cúrcuma, chás, sucos verdes e outros alimentos podem fazer parte de uma alimentação saudável, mas não substituem exames preventivos, acompanhamento médico ou tratamentos indicados pelos profissionais de saúde.

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  • EXCLUSIVO | ✍ @mairanpacheco 

Uma trajetória que começou em Campo Bom e atravessou continentes ganhou, em 2026, um capítulo inesquecível: a campo-bonense Camila Blos está entre os profissionais que participaram da produção do curta-metragem “A menina que chorava pérolas”, vencedor do Oscar na categoria de Melhor Curta-Metragem de Animação.

Radicada no Canadá desde 2001, Camila construiu uma carreira sólida nos bastidores do audiovisual. Ela se mudou para Montreal para estudar Administração de Empresas, após já ter realizado intercâmbio na França. Foi no país norte-americano que descobriu sua vocação para o cinema, iniciando de forma discreta em uma produtora especializada em documentários sobre povos indígenas. A partir dali, não parou mais.

Com passagens por diferentes produtoras e pela CBC, rádio pública do Canadá, Camila chegou à National Film Board (NFB), uma das instituições mais respeitadas do mundo na produção de documentários e animações, com mais de 80 anos de história e reconhecida por preservar a cultura e a memória canadense por meio do audiovisual.

No filme premiado, Camila atuou como coordenadora de produção, sendo responsável por áreas fundamentais como organização de filmagens, contratos, pagamentos, gravações de voz e toda a estrutura administrativa que permite que uma obra saia do papel. “Quando o cineasta chega com a ideia, a gente faz acontecer”, resume.

O curta “A menina que chorava pérolas” tem 17 minutos de duração e utiliza a técnica de stop motion, um processo artesanal em que marionetes são fotografadas quadro a quadro para criar movimento. O nível de detalhamento é tão alto que, em um bom dia de trabalho, a equipe consegue produzir cerca de dois segundos de animação.

A história acompanha um menino que observa, pela fresta da parede, a vida de sua vizinha, uma menina que, ao chorar, transforma lágrimas em pérolas, em meio a um ambiente marcado pela violência da madrasta. A narrativa delicada aborda temas como o primeiro amor, o encantamento e a sensibilidade diante do sofrimento alheio.

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