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Entre São Paulo e Campo Bom: a experiência de Roger Augusto como criador de conteúdo

Redação / AG por Redação / AG
2 de dezembro de 2025
em Comunidade
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Entre São Paulo e Campo Bom: a experiência de Roger Augusto como criador de conteúdo

Briane Colissi/AG

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A história de um criador que descobriu que números importam, mas a essência importa muito mais

Criar conteúdo é incrível, mas ninguém conta o quanto isso pode ser instável. Tem dias em que a inspiração transborda e outros em que ela simplesmente não aparece. A maior batalha de quem posta na internet é manter a constância, mesmo quando a rotina aperta, a criatividade falha e o algoritmo parece não ajudar.
Esse é um dos relatos do campo-bonense Roger Augusto, 30 anos, que é sucesso nas redes sociais. Com seu jeito autêntico, misturando humor com fatos do dia a dia, ele conquistou a internet.


Apesar de ser apaixonado pela gravação de vídeos desde a infância, ao lado do irmão, foi de forma despretensiosa e espontânea que Roger começou a se tornar conhecido nas plataformas. Aproveitando a facilidade de comunicação e o carisma, fruto do lado artístico aflorado, ele iniciou as publicações ainda na era do SnapChat, em meados de 2015. Em pouco tempo, os vídeos repercutiram e os seguidores se encantaram com sua autenticidade.
Com a popularização do Instagram, Roger migrou para a nova rede, com o perfil @rogeeraugusto e manteve as postagens. Logo, a média de visualizações cresceu e o criador de conteúdo passou a ser reconhecido. “Foi um choque para mim, quando me dei conta de que realmente havia viralizado. Achei até engraçado quando as pessoas começaram a me reconhecer na rua e comentar comigo sobre os vídeos”, lembra.


O número de seguidores seguiu aumentando. Porém, como a plataforma favorece quem mantém constância, Roger percebeu que não se encaixa no ritmo de “postar por obrigação”. “É algo meu, não faço isso como uma obrigação, acho até pelo fato de não considerar isso um trabalho. Eu faço porque gosto e tenho facilidade. Mas tem períodos em que sinto um bloqueio”, comenta.
No início deste ano, a convite de uma amiga influenciadora de Novo Hamburgo, Roger aceitou o desafio de se mudar para São Paulo e participar da Mansão Maromba, um reality show que reúne criadores de conteúdo em uma casa, com regras e missões como divulgações, eventos e muito mais. Foram quatro intensos meses morando na maior cidade do país.
Apesar do bom desempenho e do crescimento nas plataformas (quando embarcou para São Paulo, tinha pouco mais de 18 mil seguidores; hoje, soma mais de 34 mil), Roger entendeu que era hora de voltar. “Eu sempre tive um sonho de mudar de cidade, morar em um lugar diferente. Só que é muito diferente tu ver através de registros, imagens e vídeos. Estar lá é outra realidade, em termos de segurança, estrutura e até de saúde. Aqui tem ar puro e árvores”, brinca.


A distância da família também pesou na decisão de retornar a Campo Bom. “Um pouco mais de um mês depois de eu ter ido, um amigo de infância morreu por complicações de saúde. Ali foi a primeira vez que eu senti por estar longe. Ainda que a família dele tenha me incentivado a ficar lá, por acreditarem no meu potencial, eu não via sentido em continuar criando conteúdos de humor no meio de um momento tão triste”, conta. “Aqui tenho meus pais, minha família, muitos amigos”, reforça.
De volta à cidade natal, Roger retornou à profissão que escolheu há quase 10 anos: designer de sobrancelhas. Trabalhar na área da beleza é uma de suas paixões. “Eu já tinha conquistado minhas clientes, e muitas delas retornaram para mim quando voltei”, diz. Segundo ele, ser criador de conteúdo em Campo Bom é mais difícil do que parece. “Aqui as pessoas não enxergam isso como um trabalho”, comenta.
Para o futuro, Roger não promete dedicação integral às redes, mas garante que, mesmo nos períodos de pausa, sempre volta. “Eu amo me comunicar, mas prefiro viver um dia de cada vez, de forma leve. Essa oscilação na constância faz parte da minha vida, então em breve eu volto a postar mais. Quem sabe faço parcerias com outros criadores para collabs, assim todo mundo cresce junto”, pontua.
A trajetória de Roger revela os bastidores de uma rotina que vai muito além do que aparece na tela. Entre desafios, mudanças e retornos, ele demonstra que criar conteúdo é também sobre equilíbrio: respeitar o próprio tempo, manter a essência e permitir que cada fase encontre seu espaço.

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Celebrado em 1º de maio, o Dia do Trabalhador é mais do que uma data no calendário: é um convite à valorização de quem, com dedicação diária, constrói e movimenta a comunidade. Em Campo Bom, o trabalho sempre foi um dos pilares do desenvolvimento, presente nas mais diversas áreas; da indústria ao comércio, da educação aos serviços, do empreendedorismo às iniciativas que nascem dentro de casa.
A origem da data remete ao final do século XIX, a partir de mobilizações de trabalhadores por melhores condições de trabalho, especialmente a redução da jornada para oito horas diárias. O marco histórico foi a Revolta de Haymarket, nos Estados Unidos, que se tornou símbolo da luta por direitos trabalhistas em todo o mundo. Desde então, o 1º de maio passou a ser reconhecido internacionalmente como um dia de reflexão, memória e valorização da classe trabalhadora.
Parte dessa história passa, inevitavelmente, pela força da indústria calçadista. Por décadas, o setor do calçado foi a principal engrenagem econômica do município, responsável por gerar empregos, renda e oportunidades para milhares de famílias. Nas linhas de produção, homens e mulheres ajudaram a consolidar a identidade de uma cidade reconhecida pela sua capacidade produtiva e pelo espírito trabalhador de sua gente.
Hoje, mesmo diante das transformações do mercado e da diversificação das atividades econômicas, o legado permanece vivo. Novas profissões surgem, outras se reinventam, e o conhecimento se torna ferramenta essencial para acompanhar as mudanças. Ainda assim, o valor do trabalho segue o mesmo: dignificar, gerar pertencimento e impulsionar o crescimento coletivo.
Mais do que números ou setores, o trabalho aparece no cotidiano: na porta que abre cedo, na máquina que começa a rodar, no atendimento que acolhe, na ideia que vira sustento. É ele que conecta histórias, sustenta famílias e dá ritmo à cidade. Neste Dia do Trabalhador, o reconhecimento está na soma silenciosa de esforços que, todos os dias, fazem a cidade seguir em frente.

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📷 Briane Colissi e Mairan Pacheco/AG
  • A 40ª Olimpíada Estudantil de Campo Bom teve sua abertura oficial na manhã desta quinta-feira (30), no Ginásio do CEI, marcando o início de mais uma edição do maior evento esportivo estudantil do município.

Com expectativa de mais de 9 mil inscrições ao longo do ano, a competição reúne estudantes das redes municipal, estadual e privada em diversas modalidades esportivas, promovendo integração, espírito esportivo e formação entre os jovens.

A cerimônia contou com o tradicional acendimento da pira olímpica e homenagens a pessoas que contribuíram para a história da Olimpíada ao longo de suas quatro décadas.

As disputas seguem até novembro, com encerramento e premiação dos destaques de cada categoria.

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  • Bom dia, leitores e leitoras 🥰

Confira a capa da edição de hoje, 30 de Abril.

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A Escola Municipal de Educação Infantil (EMEI) Amarelinha, no bairro Porto Blos, recebe mais de 130 crianças, desde o berçário até o pré-2, acolhendo os pequenos de 0 a 5 anos. É neste palco de desenvolvimento desde os primeiros passos que a escola se destaca por uma ideia que reúne literatura, representação e construção de cidadania: a Afroteca.

Idealizada em 2023, a Afroteca nasceu da reformulação da biblioteca escolar, com o intuito de ampliar os debates sobre questões étnico-raciais no ambiente educativo.

O projeto ganhou ainda mais força em 2025, motivado pelas discussões pedagógicas e pelas experiências relatadas pela professora do Projeto da Diversidade. A troca de ideias entre a equipe, somada ao entusiasmo geral, levou à criação de um espaço especial no saguão da escola. O local, que antes abrigava a Geladeira Literária, ação que permite o empréstimo de livros pela comunidade, passou a receber também obras que valorizam diferentes etnias, ampliando o acesso à diversidade cultural.

Além dos livros, a Afroteca reúne instrumentos, brinquedos, tecidos e outros materiais que conversam com as histórias disponíveis no acervo, proporcionando uma experiência sensorial e educativa. As obras não são exclusivas do público infantil, sendo acessíveis também aos adultos que frequentam o espaço.

A formação do acervo contou com sugestões vindas de cursos oferecidos pela Secretaria Municipal de Educação, além da participação de membros da escola em eventos como o projeto Descolonizando Saberes e o Simpósio de Educação Infantil, que trataram do tema em oficinas e palestras. Entre os critérios de seleção, destaca-se a valorização de autores negros, fortalecendo a representatividade nas histórias apresentadas às crianças.

Com uma proposta pedagógica focada na educação antirracista, o projeto vai além do cumprimento de regras e se integra à vida da escola.

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