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Empresário campo-bonense se destaca como um dos maiores exportadores de Orquídeas

Redação / AG por Redação / AG
23 de agosto de 2024
em Comunidade
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Empresário campo-bonense se destaca como um dos maiores exportadores de Orquídeas

Leonardo Rosa/AG

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Solar das Orquídeas leva o nome da cidade e as mais ricas espécies de plantas para o mundo todo.

Desde os 12 anos de idade, as orquídeas têm sido a grande paixão do empresário de Campo Bom, Francisco Ferreira, o popular “Chico das Orquídeas”, que transformou seu amor por essas plantas em um negócio de sucesso internacional. O que começou como um simples hobby, ao longo dos anos, se desenvolveu em uma das maiores operações de exportação de orquídeas do Brasil. Hoje, o Solar das Orquídeas, criada em 2013, localizada na rua Pedro Canísio Forneck, nº77, bairro Solar do Campo, é reconhecido como um dos principais exportadores de orquídeas do país, com mais de 10 mil plantas exportadas para diversos lugares ao redor do mundo. O empresário compartilha que sua paixão pelas orquídeas começou ao observar a delicadeza e a beleza das flores ainda na infância. “Comecei a colecionar muito novo com 12 anos de idade, e na época não tinha internet, eu pesquisava em livros. Com 16 anos, vou mais a fundo, começo a visitar um senhor que cultivava orquídeas no bairro Santa Lúcia, o Rudi Dietrich, e ali ouço seus ensinamentos e dicas”.

Com o passar dos anos, ele foi aprofundando seu conhecimento e aprimorando suas técnicas de cultivo, o que permitiu que dominasse a arte de cuidar dessas plantas. “Anterior ao meu trabalho com as orquídeas eu atuava no setor calçadista. Mas essa atividade, sempre foi meu plano B. Com o tempo, decidi dedicar meus finais de semana ao cultivo e a comercialização das orquídeas. Em 2014, a empresa que eu trabalhava fechou e me dediquei exclusivamente ao Solar.

O cuidado e a dedicação que Ferreira aplica no cultivo das orquídeas se refletem na qualidade excepcional das plantas, que são altamente valorizadas no mercado internacional. Em 2020, durante a pandemia Ferreira destaca que a empresa passou por uma reestruturação, tendo a internet como grande aliada. “Com a pandemia, passamos a nos colocar mais na internet, fomos o segundo orquidário do Brasil a iniciar as vendas on-line através de lives pelas redes sociais, sendo um marco na orquidofilia brasileira. Por se tratar de uma planta sensível, criamos aqui, uma forma muito segura de envio. Eu sempre digo que estamos embalando uma joia, inclusive se a planta é perfumada, os clientes relatam que quando ao abrir, sentem o cheiro da planta. E assim, chamamos a atenção do mercado internacional”, destaca. Sua trajetória não é apenas um exemplo de empreendedorismo bem-sucedido, mas também de como a paixão e a persistência podem levar ao reconhecimento global. “Em maio de 2023, foi a nossa primeira exportação, para o Japão. Desde lá, começou a ter uma procura muito grande da Ásia, Vietnã, Tailandia e Coreia do Sul. Para exportar, o mercado é muito criterioso, cada país tem uma forma de receber a planta. Aos poucos, fomos pegando e desenvolvendo uma expertise neste processo, o que favoreceu a recorrência das exportações, totalizando até o momento, 14 processos de exportação. Somos muito procurados em virtude da América do Sul ser o principal berço da espécie Cattleya”, enfatiza.

Além do sucesso comercial, ele se destaca pela preservação das diversas espécies de orquídeas, contribuindo para a biodiversidade e promovendo também o amor pela natureza e pela flor símbolo da cidade. “É importante destacar que temos uma espécie nativa de Campo Bom, a Cattleya intermedia flammea joazinho que foi encontrada há muitos anos as margens do banhado do Rio dos Sinos, na cidade de Campo Bom. isso precisa ser valorizado e preservado”.Francisco destaca que, como plano futuro, está trabalhando em um novo espaço que é a semente de um projeto destinado ao turismo de experiência, denominado como “Santuário das Orquideas”. “No mesmo local onde eu comecei meus ensinamentos com as orquídeas, no bairro Santa Lúcia. Atualmente, nós alugamos o espaço, e lá cultivamos e produzimos as plantas e aqui no Solar, fica a parte da comercialização das espécies. Como foi o lugar onde eu aprendi, meu sonho é transforma-lo futuramente em um santuário de orquídeas”, destaca. Com o crescimento de seu negócio, ele não apenas conseguiu estabelecer uma forte presença no mercado internacional, mas também se tornou uma referência para outros orquidófilos e empresários do setor. Ele conclui ainda, que, o segredo do sucesso está no equilíbrio entre a paixão e a profissionalização, fomentando o negócio de forma sustentável.

Saiba Mais:

O Solar das Orquídeas semanalmente, realiza todas às quintas e sexta-feira às 14 horas, um encontro on-line, transmitido via Facebook e Youtube, onde apresenta um mix de plantas em diversas fases do desenvolvimento. Estas vão desde seedlings diversos à orquídeas em floração, plantas raras, espécies e híbridos que dão um verdadeiro show de cores! Além das orquídeas, cada transmissão conta com muita informação, entretenimento, interação, sorteios e promoções. Confira AQUI a programação.

TRÊS CUIDADOS com a sua orquídea!

Luminosidade: Escolha um local iluminado e ventilado para sua orquídea. Dê preferência aos locais onde haja incidência apenas do sol da manhã, uma vez que este é mais ameno do que o sol da tarde. Evite expor sua planta diretamente ao sol do meio dia, mesmo que ela esteja sem flores.

Regas: Regue sua planta ao menos uma vez por semana em abundância, deixando a água escorrer pelo fundo do vaso. Use água mineral ou de poço e evite a água da chuva ou água clorada. Atenção: água em excesso pode fazer com que as raízes apodreçam, portanto não deixe água acumulada nos pratinhos.

Florada: Em algumas plantas, as flores podem durar de três a quatro meses, enquanto em outras variedades a floração não chega a durar um mês. A florada pode ocorrer anualmente ou uma vez a cada dois anos.


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  • Os vereadores de Campo Bom aprovaram por unanimidade, na sessão ordinária desta segunda-feira (27), um projeto de lei que determina a suspensão da cobrança da tarifa de abastecimento de água em situações de descontinuidade do serviço ou quando o fornecimento ocorrer fora dos padrões de potabilidade.

A proposta, assinada por todos os parlamentares da Câmara Municipal, representa mais um passo no trabalho de fiscalização dos serviços prestados pela Corsan e agora segue para sanção do prefeito Giovani Feltes.
O projeto tem como objetivo garantir que a cobrança da tarifa ocorra apenas quando o serviço for prestado de forma eficiente, contínua e segura. A medida também busca coibir falhas e inadequações no abastecimento, prevendo a criação de um mecanismo administrativo que permita à Prefeitura suspender a cobrança sempre que forem constatadas irregularidades.

Durante a mesma sessão, os vereadores também aprovaram, por unanimidade, uma moção de repúdio à Aegea/Corsan, em razão da precariedade do serviço prestado no município.

Além disso, foram aprovados três pedidos de informação, três requerimentos, dois projetos de lei e uma moção. A sessão contou ainda com a participação do secretário municipal de Desenvolvimento Social, Gabriel Colissi, que apresentou dados e detalhou as ações do município em relação ao atendimento às pessoas em situação de rua.

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  • Inicia nos próximos dias, o calendário anual de podas de árvores, com cronograma organizado por regiões da cidade. O cronograma começa no dia 29 de abril e segue até 7 de maio, atendendo moradores da região Centro Norte e parte do bairro Genuíno Sampaio, abrangendo a área entre as avenidas Brasil, dos Estados e Emílio Vetter.

Na sequência, entre os dias 5 e 14 de maio, os serviços contemplam a região Centro Sul e parte do bairro Celeste, incluindo o trecho localizado entre as avenidas Brasil, Independência, Willy Reichert e Gustavo Vetter. A Administração Municipal reforça que os moradores devem realizar as podas dentro do período estabelecido para cada região e depositar os materiais corretamente nas calçadas, exclusivamente nos dias programados para recolhimento. O descarte fora do cronograma é considerado irregular e pode resultar em multa.

A Prefeitura orienta ainda que apenas resíduos de poda devem ser descartados, sem mistura com outros tipos de lixo. O cronograma poderá sofrer alterações em caso de condições climáticas desfavoráveis. Para os moradores que não puderem aguardar o período previsto para sua região, os resíduos podem ser destinados diretamente à Horta Comunitária da Aurora ou ao espaço ao lado da Usina de Reciclagem, na Estrada do Mônaco.

A Administração Municipal destaca ainda que a poda corretiva nas calçadas, quando necessária, é realizada pelo próprio município, contribuindo para a manutenção adequada da arborização urbana e reforçando o compromisso com a organização da cidade, a preservação ambiental e a colaboração entre poder público e comunidade.

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Casos de multas registradas em cidades onde o proprietário nunca esteve ou em que o veículo nem saiu da garagem estão se tornando mais comuns no Rio Grande do Sul. Esse tipo de ocorrência pode sinalizar a clonagem de placas, um crime usado por quadrilhas para esconder veículos roubados ou furtados.

A reportagem do Jornal A Gazeta foi procurada por um morador do bairro Porto Blos relatando ter recebido uma notificação de multa emitida pelo Departamento de Estradas e Rodagens do Estado de São Paulo (DER-SP). No documento consta a aplicação penalidade em decorrência da não utilização do cinto de segurança pelo condutor do veículo na cidade de Ubatuba, em 21 de janeiro de 2026. No entanto, de acordo com o leitor multado, o veículo nunca esteve em Ubatuba.

Ao receber uma notificação suspeita, o primeiro passo é agir rapidamente. A orientação é registrar um boletim de ocorrência relatando a possível clonagem e reunir documentos que provem a irregularidade. Os principais itens exigidos são: vistoria do Detran RS, cópia do Certificado de Registro do Veículo, do CRLV, documento de identificação do proprietário, cópia da multa suspeita e fotos do veículo (frente, traseira e laterais).

Segundo o advogado Allan Dyego Pimentel, formalizar o caso é essencial para evitar prejuízos maiores. “Quando o proprietário encontra uma multa ligada a um veículo que não estava sob sua posse ou em um local diferente, é bem provável que esteja diante de um caso de clonagem de placa. Nessas situações, o primeiro passo é registrar um boletim de ocorrência, pois esse documento será a base para todas as medidas administrativas e judiciais posteriores”, destaca.

Após o registro, o proprietário deve apresentar defesa junto ao órgão que aplicou a multa, anexando provas que mostrem a impossibilidade da infração, como comprovantes de localização, registros de pedágios ou imagens. Também é possível pedir a abertura de um processo administrativo para investigação, incluindo a análise de imagens do veículo infrator.

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  • A interferência de moradores de rua nas atividades do comércio, os furtos a residências, escolas e empresas e a sensação de insegurança preocupam lojistas e empresários de Campo Bom. Na última quinta-feira (16), o Comitê da Regional da ACI em Campo Bom reuniu-se com representantes da Brigada Militar, da Guarda Municipal, da Polícia Civil, da administração municipal e do Consepro para debater o tema e definir ações preventivas em conjunto.

Uma das ações em estudo é o desenvolvimento, nos próximos meses, de uma campanha para estimular a população de Campo Bom a fazer o registro de furtos e roubos. Com indicadores mais realistas, as forças de segurança poderão atuar com mais eficiência na prevenção e no combate aos crimes.

Débora Trierweiler, proprietária da Farmácia Apoteka e integrante do Comitê Regional da ACI e do Consepro de Campo Bom, relata que comerciantes têm enfrentado situações difíceis com moradores de rua na área central, além de furtos e transtornos, que também são registrados em bairros.

O secretário municipal de segurança e trânsito, Fernando Lehnen, afirma que a legislação limita a ação das forças de segurança, mas, ainda assim, a Guarda Municipal tem feito operações de fiscalização e identificação de pessoas com histórico de crimes. Um dos locais que são alvo é um galpão junto ao Parcão, onde moradores de rua se reúnem e pressionam a população do entorno.

A maioria dos moradores de rua é dependente química e conhecida das forças de segurança. “Somente a ação dos órgãos de segurança não basta. É necessário apoio psicológico, ação integrada com outras áreas e, em alguns, casos, internação compulsória, que deve ser autorizada por familiares”, explica.

Conforme a vice-prefeita Gênifer Engers, 44 pessoas em situação de rua estão cadastradas no CRAS (já foram 110) e recebem auxílio, como banho e alimentação. Pelos menos três já foram encaminhadas a empregos, mas permaneceram por pouco tempo. “Sabemos dos impactos à comunidade, estamos atentos a situação e estudamos ações”, informou.

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Moradora de Campo Bom desde 1983, a engenheira industrial química Vanda Ferreira Ribeiro tem se dedicado a um tema cada vez mais urgente: a poluição por microplásticos no meio ambiente. Atualmente em pesquisa de pós-doutorado na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), ela desenvolve uma análise com relação à presença dessas partículas no solo de áreas conhecidas da cidade, como o Parque do Trabalhador, o Parcão e a região onde o Arroio Schmidt encontra o Rio dos Sinos.

O objetivo é aproximar a ciência do cotidiano das pessoas. “Escolho locais que fazem parte da rotina da população para mostrar que o problema está aqui, perto de nós”, explica. A pesquisa, realizada há cerca de um ano, busca identificar microplásticos com tamanhos de até 0,2 milímetros, invisíveis a olho nu, mas com potencial de causar impactos ao meio ambiente e à saúde ao longo do tempo.

Os microplásticos são fragmentos menores que 5 milímetros, originados tanto da degradação de materiais maiores, como embalagens, fibras e pneus, quanto de produtos já fabricados em tamanho reduzido, como microesferas presentes em cosméticos. Segundo a pesquisadora, mesmo quando não são visíveis, eles continuam presentes e interagem com o meio ambiente. “A poluição não deixa de existir só porque não conseguimos enxergá-la”, destaca.

O estudo também está ligado à preservação dos banhados, áreas úmidas fundamentais para o equilíbrio ambiental. Esses locais funcionam como “esponjas naturais”, ajudando a reduzir alagamentos e armazenando carbono no solo, o que contribui diretamente no combate às mudanças climáticas. No entanto, no Vale do Sinos, mais de 70% dessas áreas já foram perdidas, e as que restam sofrem com a pressão da urbanização e o acúmulo de resíduos.

Além da pesquisa acadêmica, Vanda busca conscientizar a população sobre o descarte correto de resíduos e o consumo consciente. Para ela, pequenas atitudes fazem diferença no dia a dia. “Temos coleta de lixo, mas ainda falta a cultura de não jogar resíduos nas ruas. O que não é recolhido acaba nas bocas de lobo e segue para arroios, banhados e rios”, alerta.

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