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Coronavírus: O perigo também mora em casa

Redação / AG por Redação / AG
19 de junho de 2020
em Saúde
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Prefeitura implanta central de atendimento ao Coronavírus

Divulgação

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Ficar em casa não é garantia de estar imune à contaminação. É preciso mudar o padrão de comportamento, não receber visitas ou participar de festas

Difícil encontrar quem não saiba de alguém que se contaminou por coronavírus dentro de casa, como algumas celebridades já relataram. O vírus pode chegar pela manipulação de um produto de telentrega, pelo uso do elevador com alguém que esteja com o vírus, entre outras formas. O contágio domiciliar cresceu e em Campo Bom representa 62% dos 106 casos. Os jovens, na faixa de 20 e 30 anos, também estão tendo mais diagnóstico de Covid-19 na cidade o que fez a ocupação de leitos no Hospital Lauro Reus passar para 60% de sua capacidade nesta semana. São pessoas que trabalham, circulam mais pelas ruas e ao retornarem às suas casas podem levar o vírus a seus familiares. Conforme a Secretaria Municipal de Saúde, o perigo é que uma pessoa diagnosticada com Covid-19 tem o poder de contaminar outras três. “Precisamos ter a compreensão disso e mudarmos nosso padrão de comportamento. Isolamento domiciliar não é simplesmente não sair de casa, é também não receber visitas, não participar de aniversário, batizado, isso é o mais importante fazermos neste momento”, diz a secretária Suzana Ambros Pereira.

Ela reforça que é momento de união de todos. “Não se vence essa pandemia sozinho. Não é o Poder Público vencendo o coronavírus e sim a população como um todo vencendo o coronavírus. Se não tiver esse entendimento geral da população, a gente não vai conseguir superar essa etapa em que começam a aparecer os casos de maior gravidade”, afirma a secretária. O prefeito Luciano Orsi orienta que as medidas de prevenção devem ser redobradas. “Agora é a guerra. Se a gente não se cuidar, vai causar morte de pessoas que a gente ama, nossos familiares. Não podemos encher o hospital de gente e arriscar a vida. Pensem nas suas famílias que podem vir a falecer e se cuidem. É hora de mostrar responsabilidade, união para preservar vidas”, comenta Orsi.

FAÇA A SUA PARTE

Medidas a serem tomadas nas casas, segundo indicações da Organização da Mundial da Saúde (OMS), do Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC) e do Ministério de Saúde :

– Ao chegar em casa, estabeleça um espaço como “zona suja”, onde você vai retirar sapatos e roupas e colocar imediatamente para lavar.

– Deixe álcool gel disponível para uso já na entrada de casa.

– Higienize tudo (chaves, calçados, bolsas, celular)

– Ao receber encomendas de telentrega, use máscara e higienize embalagens.

– Em caso de paciente com Covid-19, manifestando sintomas ou não, este necessita permanecer em quarto isolado e ventilado. Em casas em que isso não é possível, os outros moradores têm que ficar a pelo menos um metro de distância.

– O portador deve dormir em cama separada e só pode se locomover para ambientes de uso comum, como cozinha e banheiro, com máscara cirúrgica.

– Não compartilhe nenhum utensílio, como copos, pratos ou talheres com o paciente.

– Limpe os móveis da casa frequentemente com água sanitária ou álcool 70%. Não esqueça de maçanetas, torneiras, vaso sanitário.

– Para atender o enfermo, deve ser escolhido um familiar com boa saúde e sem doenças crônicas. Quando estiver perto do doente, o cuidador deve utilizar uma máscara descartável e trocá-la sempre que ficar úmida. Nunca toque na máscara enquanto estiver perto do paciente.

– O cuidador e demais familiares devem evitar tocar olhos, nariz e boca com as mãos.

– Higienize as superfícies do quarto e do banheiro diariamente. Para limpar, use primeiro sabão ou detergente e depois um desinfetante.

– Recolha lixo, roupas, toalhas, lençóis e cobertores usando luvas de proteção. As peças devem ser lavadas separadamente com sabão comum e água, ideal é entre 60 e 90º C.

– Todos precisam limpar as mãos frequentemente, dando preferência ao papel toalha para secá-las. Se espirrar ou tossir, volte a higienizá-las — ou aposte no álcool gel.

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  • A conta de luz dos gaúchos atendidos pela RGE, empresa do grupo CPFL Energia, vai ficar mais cara a partir desta sexta-feira (19). A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) confirmou um reajuste médio de 16,06% nas tarifas.

Na prática, isso significa que o valor pago todos os meses pela energia elétrica deve aumentar já nas próximas faturas. O reajuste não é igual para todos: consumidores residenciais terão um aumento médio de cerca de 14,97%, enquanto indústrias e grandes empresas, que utilizam alta tensão, terão alta ainda maior, chegando a cerca de 19%.

Segundo a Aneel, o aumento acontece principalmente por causa de custos que fazem parte da conta de luz, como a compra de energia, o uso das redes de transmissão e encargos do setor elétrico. Esses valores não são definidos pela empresa distribuidora e acabam sendo repassados ao consumidor.

Outro fator importante é a recuperação de valores que deixaram de ser cobrados nos últimos anos. Em 2024, após as enchentes que atingiram o Rio Grande do Sul, o reajuste foi adiado para evitar um impacto imediato na população. Agora, parte desses custos está sendo incluída nas tarifas atuais.

A RGE atende mais de 3 milhões de unidades consumidoras em centenas de municípios do estado, o que faz com que o reajuste tenha impacto direto no orçamento de grande parte das famílias gaúchas.

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  • AG CONTIGO | 17.05

➡️ Conferência Municipal de Saúde, acontece neste sábado, 20.

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  • Diante da previsão de queda acentuada nas temperaturas nos próximos dias, a Prefeitura de Campo Bom disponibilizará abrigo emergencial para pessoas em situação de rua nas noites desta terça-feira (16) e quarta-feira (17). O anúncio foi feito pelo secretário municipal de Desenvolvimento Social e Habitação, Gabriel Colissi.

A estrutura será instalada no Ginásio Municipal Karl Heinz Kopittke, onde serão oferecidos acolhimento, camas, cobertores, banho quente e refeições. A iniciativa busca garantir proteção e dignidade às pessoas em situação de vulnerabilidade durante o período de frio intenso.

A ação contará com o trabalho das equipes do Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS), que realizarão buscas ativas pelas ruas da cidade para orientar e encaminhar as pessoas em situação de rua ao abrigo.

A comunidade também poderá colaborar informando casos de pessoas que necessitem de acolhimento. Os contatos podem ser feitos junto à Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social e Habitação ou à Guarda Municipal, pelo telefone 153.

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  • Uma mulher de aproximadamente 50 anos foi encaminhada ao Hospital Lauro Reus após se envolver em um acidente de trânsito na tarde desta terça-feira (16), em Campo Bom. O caso ocorreu por volta das 16h53, na Rua Pastor Frederico, no Centro da cidade.

Conforme o Corpo de Bombeiros Militar, a ocorrência foi registrada inicialmente como suspeita de vítima presa nas ferragens após o tombamento de um veículo. Ao chegarem ao local, os bombeiros encontraram a condutora já fora do automóvel, retirada por populares que prestaram auxílio logo após o acidente.

Segundo informações, a motorista apresentava sinais de confusão e relatou não se lembrar do que havia acontecido. A suspeita é de que ela tenha sofrido um mal súbito enquanto dirigia. O veículo acabou colidindo contra outro carro que estava no local e, na sequência, tombou.

Apesar da gravidade da ocorrência, a mulher não apresentava ferimentos aparentes. Os airbags laterais do automóvel foram acionados durante o acidente, contribuindo para a proteção da condutora.

A equipe dos bombeiros realizou a estabilização do veículo, que permanecia tombado e apresentava risco de movimentação, além da avaliação inicial da vítima e da imobilização cervical preventiva. Posteriormente, ela foi encaminhada ao Hospital Lauro Reus para avaliação médica.

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  • AG CONTIGO | 16.06

➡️ UBS Paulista terá atendimento pediátrico noturno.

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  • COLUNA | ✍ @allandyegopimentel 

A recente decisão do Supremo Tribunal Federal, proferida na última semana, analisou um dos temas mais relevantes da Previdência Social nos últimos anos: a aposentadoria especial. Para quem não está familiarizado com o assunto, trata-se do benefício destinado aos trabalhadores expostos, durante sua vida profissional, a condições que colocam em risco sua saúde ou sua integridade física.
Em uma votação apertada, o STF declarou a inconstitucionalidade da exigência de idade mínima criada pela Reforma da Previdência de 2019. Uma exigência que, desde o início, foi alvo de inúmeras críticas por contrariar a própria finalidade do benefício.

Afinal, essa espécie de aposentadoria não surgiu como privilégio, mas sim como um verdadeiro instrumento de proteção ao trabalhador. Seu objetivo nunca foi apenas reconhecer determinado tempo de serviço, mas evitar que pessoas submetidas a agentes nocivos permanecessem expostas por períodos excessivos e sofressem prejuízos significativos à sua saúde e à sua qualidade de vida. Estamos falando de trabalhadores que convivem diariamente com ruídos intensos, produtos químicos, agentes biológicos e outras condições capazes de comprometer sua saúde ao longo dos anos.

Com a Reforma da Previdência de 2019, além do tempo mínimo de exposição, passou-se a exigir também uma idade mínima para a obtenção do benefício. Na prática, isso significava que muitos trabalhadores, mesmo após completarem os 15, 20 ou 25 anos de atividade especial exigidos pela legislação, precisavam continuar trabalhando em ambientes insalubres até atingir a idade necessária para se aposentar.
Foi justamente esse ponto que levou a questão ao Supremo. Para a maioria dos ministros, a exigência de idade mínima esvaziava a lógica protetiva da aposentadoria especial. Se o benefício existe para limitar a exposição a agentes nocivos, obrigar o trabalhador a permanecer por mais tempo nessas condições significava, em muitos casos, prolongar justamente o risco que a própria legislação busca evitar.

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Nos últimos anos, o câncer de intestino tem chamado cada vez mais atenção da população e dos profissionais de saúde. Considerado um dos tipos de câncer mais frequentes no mundo, ele desperta dúvidas, preocupações e, infelizmente, também muitos mitos relacionados à alimentação.
É comum encontrar informações que prometem prevenir ou até curar o câncer por meio de alimentos específicos, dietas restritivas ou receitas milagrosas. No entanto, a ciência nos mostra uma realidade diferente: não existe um único alimento responsável pelo surgimento ou pela cura do câncer de intestino. O que realmente influencia o risco da doença é o conjunto de hábitos que cultivamos ao longo da vida.
A alimentação tem um papel importante na prevenção porque o intestino está em contato direto com tudo o que consumimos. Dietas ricas em frutas, verduras, legumes, feijões, lentilhas e cereais integrais fornecem fibras e diversos compostos naturais que ajudam a manter o intestino saudável. As fibras, por exemplo, auxiliam no funcionamento intestinal e contribuem para o equilíbrio da microbiota, conjunto de microrganismos que habita nosso intestino e participa ativamente da saúde do organismo.

Por outro lado, estudos apontam que o consumo frequente de carnes processadas, como salsicha, linguiça, presunto, salame e bacon, está associado a um aumento do risco para câncer colorretal. Isso não significa que uma pessoa desenvolverá a doença por consumir esses alimentos ocasionalmente, mas reforça a importância da moderação e da construção de hábitos alimentares equilibrados.
Também é importante esclarecer que não existem alimentos milagrosos com capacidade comprovada de prevenir ou curar o câncer. Alho, cúrcuma, chás, sucos verdes e outros alimentos podem fazer parte de uma alimentação saudável, mas não substituem exames preventivos, acompanhamento médico ou tratamentos indicados pelos profissionais de saúde.

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