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Conheça o Negão: celebridade na web, ele tem “coleira assinada” e uma legião de protetores

Redação / AG por Redação / AG
21 de janeiro de 2020
em Comunidade
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Conheça o Negão: celebridade na web, ele tem “coleira assinada” e uma legião de protetores

Angélica Spengler/AG

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À primeira vista ele parece só mais um cão de rua, mas não se engane. Negão, um vira-lata peludo, dócil e brincalhão, leva uma vida dupla. Conhecido em Campo Bom, onde tem rotina tranquila como cão comunitário, ele possui há cerca de três anos “coleira assinada”, como vigilante, e é sócio minoritário em loja de roupas.
O ilustre campo-bonense, de 16 anos faz sucesso nas redes sociais. No Facebook, por exemplo, acumula 5 mil amigos que acompanham sua rotina através de postagens da sua “assessora pessoal”, Rafaela Vieira. A gerente de vendas de forma bem-humorada e com muitos vídeos e memes popularizou o fiel escudeiro. “Incialmente criei o perfil em outubro do ano passado para divulgar que o Negão havia sumido. Mas em menos de três dias já haviam mais de três mil solicitações de amizade. Sem falar nas curtidas e compartilhamentos das fotos”, relembrou Rafaela.

O vigilante nem tão vigilante assim

Todos os dias há três anos ele caminha doze quadras até o Centro para assumir os postos de trabalho. A rotina teve início em 2017, quando Negão conheceu a gerente de vendas. “Nos conhecemos quando me mudei para um prédio próximo a atual residência dele. No início ele me acompanhava por duas quadras. Até que um dia me seguiu até a loja”, relembra. Aos poucos Negão foi ganhando o coração das funcionárias do estabelecimento e de pessoas que circulam pelo Centro do município que não deixam faltar ração e água fresca. “Montamos um cantinho para ele na entrada da loja. Compramos uma caminha e manta, para que não sentisse frio durante o inverno, mas o que ele gosta mesmo são os bichinhos de pelúcia, o Ted e o Costinha”.

Mas apesar de toda fama e cuidado que recebe pelas ruas de Campo Bom, o cusco, sempre dono do próprio focinho, escolheu seus tutores. A casa para onde volta de segunda a sexta-feira após o expediente é da autônoma Elisete Kirsch,56, e do funcionário público Vanderlei Jorge Dietrich (Vital),54. “Colocava água e comida, mas até então ele não entrava no nosso pátio. Foi quando, há três anos em um certo domingo ficamos surpresos ao ver que ele entrou, muito depressivo, e deitou-se ao nosso lado. Demos-lhe água, comida e muito carinho. Ele ficou aquela noite, pela manhã pediu pra sair. Ficou dois dias fora, depois voltou. E assim ele fazia até que resolveu ficar definitivo, só que pela manhã ele saía e voltava às 18h. Ficamos acompanhando o trajeto dele até que descobrimos que ele permanecia em frente a uma loja durante o dia todo, como se fosse vigia do local”, relembra Elisete.

Estava formada a rede de apoio de Negão, que preserva sua independência, mas sempre volta para casa no final do dia. “Ele possui algo que não sei explicar. Até então eu não tinha visto nada parecido. Ele tem o dom de aproximar as pessoas. Procuramos dar a ele uma boa qualidade de vida, com amor e carinho. O amamos muito e esse amor é recíproco”, afirma a autônoma.

Vai a pé, de carona ou de taxi

No final de 2019 Negão foi diagnosticado com a síndrome da cauda equina, bastante comum em cães idosos e se refere a uma compressão das vértebras na parte final da coluna, próximo ao rabo, que causa dificuldade de andar. Embora a doença limite a locomoção do cusco, ele não falta ao trabalho, onde bate o cartão às 8h20min. Antes mesmo da loja abrir. “Ele sempre chega cedo e fica rosnando se me atraso. Como se estivesse me xingando”, releva Rafaela.

Para evitar que ele fique se arrastando pelas ruas da cidade, os “pais”, Elisete e Vital o levam de carro todos os dias antes do início do expediente e no final da tarde amigos o buscam ou dois taxistas se revezam para leva-lo para casa. “É meu amigo, vem “conversando” o trajeto todo, como se estivesse me contando como foi seu dia de trabalho. E ele já sabe, quando vê me carro já levanta e vem na minha direção. Sabe que está na hora de ir para casa”, comenta o taxista João Chaves, 58.

De acordo com Chaves até a clientela aumentou junto com a popularidade do amigo de quatro patas. “Eu gosto de animais e o Negão é diferente. Ele entende, olha nos olhos das pessoas. E agora quando as pessoas me ligam perguntam se sou o motorista do Negão”.

Festa de Aniversário

Em 2020 Negão completa 17 anos, e para comemorar os amigos humanos estão organizando uma grande festa e ocorrerá no dia 26 de julho, Dia dos Avós. “Como não sabemos o dia exato escolhemos a data porque ele é um vovô e queremos fazer uma ação para vovôs e vovós dos asilos de Campo Bom’, comenta Rafaela.

Os cartões para participar da festa, que serão comercializados à R$ 5,00, darão direito à dois cachorros- quente, um copo de refrigerante e quatro docinhos. “Vamos estar arrecadando doações de produtos de higiene e fraldas geriátricas que serão destinados às casas de idosos”.

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  • Campo Bom registrou na manhã desta terça-feira a primeira geada de 2026. Conforme informações do coordenador da estação meteorológica local, Nilson Wolf, a temperatura mínima no município chegou a 4,4°C.

O fenômeno marcou a manhã com paisagens cobertas por fina camada de gelo em áreas de vegetação e pontos mais abertos da cidade, reflexo da intensa queda nas temperaturas registrada nos últimos dias na região.

No ano passado, a primeira ocorrência de geada em Campo Bom havia sido registrada apenas no dia 24 de junho, quando os termômetros marcaram mínima de 4°C.

A chegada antecipada do fenômeno neste ano reforça a atuação da massa de ar frio sobre o Rio Grande do Sul, mantendo as temperaturas baixas principalmente nas primeiras horas do dia.

Imagens: Nilson Wolff | Coordenador da estação metereológica de Campo Bom

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  • COLUNA DA LIGA | ✍️ @martafuerstenau

A palavra relação significa, conforme o dicionário, uma ligação, vínculo ou conexão entre uma coisa e outra; uma correlação, e, ou uma associação.

Trazendo isto para as relações familiares, podemos pensar que as relações podem ser fonte de apoio ou mesmo de tensão, pois conexões e correlações se estabelecem a todo momento entre pessoas de diversas contextos e vínculos diferentes.
Não existe família sem falar em relações e também sem falar em desafios. O que, geralmente muda é como cada pessoa lida com isso.

Estamos no século XXI, que é marcado por grandes avanços tecnológicos, científicos e transformações globais. Vivemos hoje, em um mesmo ambiente no convívio entre pais, filhos e avós, os quais estão vivendo e interagindo mais tempo juntos, visto o momento mais longevo da humanidade. No entanto, cada uma destas gerações cresceu em contextos diferentes, o que pode ocasionar conflitos constantes. Mesmo as mudanças de fase da vida, como casamento, nascimento de filhos, adolescência, separações, envelhecimento… cada fase exige uma reorganização da família, e isso nem sempre acontece de forma tranquila.

Muitas dificuldades começam não pelo que é dito, mas por como é dito, ou pelo que fica não dito. Suposições, ironias e falta de escuta ativa criam ruídos que vão se acumulando. Algumas famílias evitam brigas a qualquer custo; outras vivem em confronto constante. Nem um extremo nem outro é saudável, o desafio é aprender a discordar sem romper. Fácil? Nem sempre, mas possível através da busca por este equilíbrio.

Para isso, valem alguns questionamentos: Quem decide? Quem cuida? Quem sustenta? Quando esses papéis não estão claros ou, eles mudam e ninguém conversa sobre isso, surge sobrecarga, ressentimento e sensação de injustiça. Já, a falta de limites pode gerar opiniões, decisões, falta ou invasão de privacidade. Limites excessivos podem afastar e esfriar vínculos.
Ao mesmo tempo, esperar que a família dê conta de tudo, ou seja, desde o apoio emocional, validação, perfeição, pode levar à frustração. Nenhuma relação supre tudo o tempo todo.

Leia o conteúdo completo em: www.agazetacb.com.br (LINK NA BIO)
  • Um incêndio destruiu completamente a casa de Dona Therezinha da Rosa Fagundes, de 87 anos, na manhã de domingo (10), no bairro Aurora, em Campo Bom. O fogo iniciou por volta das 11h e, conforme relatos de familiares, a suspeita é de que as chamas tenham começado em um fogão a lenha utilizado pela idosa.

A residência foi totalmente consumida pelo incêndio. No mesmo pátio existem outras duas casas, onde moram filhas e netos da moradora. Uma das residências ao lado teve as paredes atingidas e chamuscadas pelas chamas, mas o fogo foi controlado antes que se espalhasse ainda mais.

O Corpo de Bombeiros de Campo Bom atuou no combate às chamas com apoio da equipe de Novo Hamburgo. No local também haviam animais. Algumas galinhas morreram no incêndio, enquanto outras foram resgatadas pelos bombeiros, junto com os cães da família.

Na manhã desta segunda-feira (11), equipes da Prefeitura de Campo Bom realizaram a limpeza do terreno atingido pelo incêndio.

Agora, familiares organizam uma campanha solidária para ajudar Dona Therezinha. A neta, Ana Paula Fagundes, pede doações de mantimentos, roupas de cama, utensílios para casa, materiais para reconstrução do muro e grades da residência, além de ração para os animais. “Calçados ela usa número 38, roupa de cama como lençol e fronha. Ela tem cinco cachorros que estão sem ração e algumas galinhas que sobreviveram ao incêndio também precisando de ração. Ganhamos algumas doações de alimentos, mas o que vier ajuda muito”, relatou Ana Paula. Doações podem ser entregues na Rua Santa Rosa, 289.

Quem puder contribuir com qualquer valor pode realizar doação via Pix: Ana Paula Fagundes da Cruz
Chave Pix: 51982539032 (PicPay)

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  • AG CONTIGO | 11.05

➡️ Semana de baixas temperaturas no município. Agasalhe-se 🧤🧣🧥

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  • EXCLUSIVO | ✍ @mairanpacheco 

O que começa como uma necessidade individual pode se transformar em um movimento capaz de impactar toda uma comunidade. Em Campo Bom, foi assim que nasceu o Coletivo Movimento Acessível, a partir da vivência, da escuta e da vontade de fazer diferente.

As raízes do grupo remontam a 2018, quando as fundadoras Fernanda Cristina Falkoski e Nádia Oliveira deram os primeiros passos com o apoio do poder público, buscando visibilidade para a causa da surdocegueira. A mobilização resultou na criação da Semana Municipal da Pessoa com Deficiência, mas, mais do que uma lei, deu origem a algo maior: uma rede de apoio construída no dia a dia.

“Começamos de forma muito simples, com conversas, trocas e acolhimento entre famílias. Aos poucos, fomos percebendo que não estávamos sozinhos e que juntos poderíamos ir muito além”, relembra Fernanda.

Desde então, o coletivo cresceu. Ganhou forma, voz e, em 2025, formalização jurídica. Hoje, atua como uma entidade assistencial que promove oficinas inclusivas, atividades culturais, produção de materiais acessíveis e ações de capacitação, sempre com um princípio claro: tudo deve ser gratuito e acessível.

Mas talvez o maior diferencial esteja no cuidado com quem cuida. A rede “Cuidando de Quem Cuida” fortalece vínculos, oferece escuta e combate o isolamento enfrentado por muitas famílias.

“Nosso propósito é garantir que nenhuma pessoa se sinta invisível. A inclusão é sobre pertencimento, autonomia e dignidade”, afirma Fernanda.

Com o olhar voltado para o futuro, o Movimento Acessível busca agora parceiros para tornar realidade o sonho da sede própria, um espaço que reúna atendimento especializado, formação e inovação em tecnologia assistiva. Um passo a mais em uma caminhada que começou pequena, mas que hoje já transforma vidas.

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  • As belezas do Outono na nossa cidade 🍁🍂🧣🧤🧥

📷 Briane Colissi/AG

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