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Censo 2022 em Campo Bom: baixo número de profissionais recenseadores e falta de respostas ao questionário preocupam

Redação / AG por Redação / AG
28 de outubro de 2022
em Comunidade
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Censo 2022 em Campo Bom: baixo número de profissionais recenseadores e falta de respostas ao questionário preocupam
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Até o momento, apenas 21 dos 94 setores censitários do município foram concluídos

Qual a finalidade do Censo do IBGE? Em resumo, é uma pesquisa que se destina à contagem de pessoas para, de posse dos dados, pensar políticas públicas com precisão. É possível saber qual bairro tem número de crianças que justifica a construção de uma escola infantil ou qual região precisa de mais uma unidade de saúde. Um trabalho tão importante que, em Campo Bom, tem encontrado obstáculos para ser realizado.

O primeiro censo brasileiro foi realizado em 1872. Hoje, a pesquisa demográfica é feita a cada 10 anos, sendo que a última é de 2010. Em razão da pandemia, o levantamento ficou para 2022. Dois fatores preocupam o IBGE, entretanto, quanto a realização do Censo neste ano: as recusas ao questionário e a quantidade insuficiente de recenseadores. Os problemas afetam o país inteiro, mas são reproduzidos com grande força em Campo Bom.

Quase três vezes menos recenseadores do que o necessário

O IBGE aponta que, para percorrer todas as ruas da cidade, seria preciso 65 recenseadores – Campo Bom tem, hoje, apenas 17 aplicando o questionário. Dos 94 setores censitários do município, áreas territoriais indicadas pelo instituto, somente 21 foram concluídos (22,3%). A pesquisa deve ser finalizada até dezembro.

Cada campo-bonense é importante, inclusive para o repasse de verbas do governo federal

A projeção do IBGE é de que Campo Bom tenha, atualmente, pouco menos de 70 mil habitantes. O Censo 2022 vai confirmar ou apontar algo diferente disso. A precisão é importante para o repasse de verbas adequado da União.

O Município encontra-se muito próximo da troca de faixa no Fundo de Participação dos Municípios (FPM) do governo federal. Em caso de constatação de 71.317 habitantes ou mais, o coeficiente de participação da cidade sobe de 2,4 para 2,6, o que implica em maior capacidade de investimento em saúde e educação, por exemplo. Por isso, é importante responder o questionário.

Até agora, mais de 2,5 mil domicílios foram registrados como fechados no município, de acordo com o IBGE. Isso acontece quando o recenseador não é atendido por recusa ou ausência do morador. A população recenseada na cidade, por ora, é de pouco mais de 24 mil, aproximadamente 36% da projeção inicial (até 25/out).

As informações foram repassadas pelo IBGE na segunda reunião de planejamento e acompanhamento do Censo 2022, nesta quarta-feira (26), na Prefeitura.

Quero ser recenseador, o que devo fazer?

É só ir até o prédio onde antigamente funcionava o Ipasem, na Rua São Paulo, 317. É lá que o IBGE opera em Campo Bom. O atendimento é de segunda a sexta-feira, das 8h às 12h e das 13h às 17h. O interessado, antes de aplicar os questionários, passa por treinamento de três dias e meio.

Como confirmar se quem está na minha porta é realmente do IBGE?

O recenseador deve usar crachá com QR Code que permite a identificação profissional. Você também pode optar por perguntar o número de matrícula e validar no site do Censo 2022 (https://censo2022.ibge.gov.br/). Mais informações devem ser consultadas nas páginas oficiais do IBGE.

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  • A conta de luz dos gaúchos atendidos pela RGE, empresa do grupo CPFL Energia, vai ficar mais cara a partir desta sexta-feira (19). A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) confirmou um reajuste médio de 16,06% nas tarifas.

Na prática, isso significa que o valor pago todos os meses pela energia elétrica deve aumentar já nas próximas faturas. O reajuste não é igual para todos: consumidores residenciais terão um aumento médio de cerca de 14,97%, enquanto indústrias e grandes empresas, que utilizam alta tensão, terão alta ainda maior, chegando a cerca de 19%.

Segundo a Aneel, o aumento acontece principalmente por causa de custos que fazem parte da conta de luz, como a compra de energia, o uso das redes de transmissão e encargos do setor elétrico. Esses valores não são definidos pela empresa distribuidora e acabam sendo repassados ao consumidor.

Outro fator importante é a recuperação de valores que deixaram de ser cobrados nos últimos anos. Em 2024, após as enchentes que atingiram o Rio Grande do Sul, o reajuste foi adiado para evitar um impacto imediato na população. Agora, parte desses custos está sendo incluída nas tarifas atuais.

A RGE atende mais de 3 milhões de unidades consumidoras em centenas de municípios do estado, o que faz com que o reajuste tenha impacto direto no orçamento de grande parte das famílias gaúchas.

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  • AG CONTIGO | 17.05

➡️ Conferência Municipal de Saúde, acontece neste sábado, 20.

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  • Diante da previsão de queda acentuada nas temperaturas nos próximos dias, a Prefeitura de Campo Bom disponibilizará abrigo emergencial para pessoas em situação de rua nas noites desta terça-feira (16) e quarta-feira (17). O anúncio foi feito pelo secretário municipal de Desenvolvimento Social e Habitação, Gabriel Colissi.

A estrutura será instalada no Ginásio Municipal Karl Heinz Kopittke, onde serão oferecidos acolhimento, camas, cobertores, banho quente e refeições. A iniciativa busca garantir proteção e dignidade às pessoas em situação de vulnerabilidade durante o período de frio intenso.

A ação contará com o trabalho das equipes do Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS), que realizarão buscas ativas pelas ruas da cidade para orientar e encaminhar as pessoas em situação de rua ao abrigo.

A comunidade também poderá colaborar informando casos de pessoas que necessitem de acolhimento. Os contatos podem ser feitos junto à Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social e Habitação ou à Guarda Municipal, pelo telefone 153.

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  • Uma mulher de aproximadamente 50 anos foi encaminhada ao Hospital Lauro Reus após se envolver em um acidente de trânsito na tarde desta terça-feira (16), em Campo Bom. O caso ocorreu por volta das 16h53, na Rua Pastor Frederico, no Centro da cidade.

Conforme o Corpo de Bombeiros Militar, a ocorrência foi registrada inicialmente como suspeita de vítima presa nas ferragens após o tombamento de um veículo. Ao chegarem ao local, os bombeiros encontraram a condutora já fora do automóvel, retirada por populares que prestaram auxílio logo após o acidente.

Segundo informações, a motorista apresentava sinais de confusão e relatou não se lembrar do que havia acontecido. A suspeita é de que ela tenha sofrido um mal súbito enquanto dirigia. O veículo acabou colidindo contra outro carro que estava no local e, na sequência, tombou.

Apesar da gravidade da ocorrência, a mulher não apresentava ferimentos aparentes. Os airbags laterais do automóvel foram acionados durante o acidente, contribuindo para a proteção da condutora.

A equipe dos bombeiros realizou a estabilização do veículo, que permanecia tombado e apresentava risco de movimentação, além da avaliação inicial da vítima e da imobilização cervical preventiva. Posteriormente, ela foi encaminhada ao Hospital Lauro Reus para avaliação médica.

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➡️ UBS Paulista terá atendimento pediátrico noturno.

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  • COLUNA | ✍ @allandyegopimentel 

A recente decisão do Supremo Tribunal Federal, proferida na última semana, analisou um dos temas mais relevantes da Previdência Social nos últimos anos: a aposentadoria especial. Para quem não está familiarizado com o assunto, trata-se do benefício destinado aos trabalhadores expostos, durante sua vida profissional, a condições que colocam em risco sua saúde ou sua integridade física.
Em uma votação apertada, o STF declarou a inconstitucionalidade da exigência de idade mínima criada pela Reforma da Previdência de 2019. Uma exigência que, desde o início, foi alvo de inúmeras críticas por contrariar a própria finalidade do benefício.

Afinal, essa espécie de aposentadoria não surgiu como privilégio, mas sim como um verdadeiro instrumento de proteção ao trabalhador. Seu objetivo nunca foi apenas reconhecer determinado tempo de serviço, mas evitar que pessoas submetidas a agentes nocivos permanecessem expostas por períodos excessivos e sofressem prejuízos significativos à sua saúde e à sua qualidade de vida. Estamos falando de trabalhadores que convivem diariamente com ruídos intensos, produtos químicos, agentes biológicos e outras condições capazes de comprometer sua saúde ao longo dos anos.

Com a Reforma da Previdência de 2019, além do tempo mínimo de exposição, passou-se a exigir também uma idade mínima para a obtenção do benefício. Na prática, isso significava que muitos trabalhadores, mesmo após completarem os 15, 20 ou 25 anos de atividade especial exigidos pela legislação, precisavam continuar trabalhando em ambientes insalubres até atingir a idade necessária para se aposentar.
Foi justamente esse ponto que levou a questão ao Supremo. Para a maioria dos ministros, a exigência de idade mínima esvaziava a lógica protetiva da aposentadoria especial. Se o benefício existe para limitar a exposição a agentes nocivos, obrigar o trabalhador a permanecer por mais tempo nessas condições significava, em muitos casos, prolongar justamente o risco que a própria legislação busca evitar.

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Nos últimos anos, o câncer de intestino tem chamado cada vez mais atenção da população e dos profissionais de saúde. Considerado um dos tipos de câncer mais frequentes no mundo, ele desperta dúvidas, preocupações e, infelizmente, também muitos mitos relacionados à alimentação.
É comum encontrar informações que prometem prevenir ou até curar o câncer por meio de alimentos específicos, dietas restritivas ou receitas milagrosas. No entanto, a ciência nos mostra uma realidade diferente: não existe um único alimento responsável pelo surgimento ou pela cura do câncer de intestino. O que realmente influencia o risco da doença é o conjunto de hábitos que cultivamos ao longo da vida.
A alimentação tem um papel importante na prevenção porque o intestino está em contato direto com tudo o que consumimos. Dietas ricas em frutas, verduras, legumes, feijões, lentilhas e cereais integrais fornecem fibras e diversos compostos naturais que ajudam a manter o intestino saudável. As fibras, por exemplo, auxiliam no funcionamento intestinal e contribuem para o equilíbrio da microbiota, conjunto de microrganismos que habita nosso intestino e participa ativamente da saúde do organismo.

Por outro lado, estudos apontam que o consumo frequente de carnes processadas, como salsicha, linguiça, presunto, salame e bacon, está associado a um aumento do risco para câncer colorretal. Isso não significa que uma pessoa desenvolverá a doença por consumir esses alimentos ocasionalmente, mas reforça a importância da moderação e da construção de hábitos alimentares equilibrados.
Também é importante esclarecer que não existem alimentos milagrosos com capacidade comprovada de prevenir ou curar o câncer. Alho, cúrcuma, chás, sucos verdes e outros alimentos podem fazer parte de uma alimentação saudável, mas não substituem exames preventivos, acompanhamento médico ou tratamentos indicados pelos profissionais de saúde.

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