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Campo Bom aprova Código de Proteção e Bem-Estar Animal

Redação / AG por Redação / AG
13 de outubro de 2025
em Política
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Campo Bom aprova Código de Proteção e Bem-Estar Animal

Briane Colissi/AG

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Lei aprovada por unanimidade define regras para tutela responsável, adoção e funcionamento do CEMPRA

A Câmara de Vereadores de Campo Bom aprovou, por unanimidade, na sessão de segunda-feira (6), o Projeto de Lei nº 066/2025, que institui o Código de Proteção e Bem-Estar Animal no município. A proposta, encaminhada pelo Executivo, estabelece diretrizes para a guarda responsável, o controle populacional e o combate aos maus-tratos, além de reorganizar o Centro Municipal de Proteção e Bem-Estar Animal (CEMPRA).

O novo Código é considerado um marco na política pública voltada à causa animal em Campo Bom. Ele define responsabilidades para tutores, protetores e para o poder público, além de regulamentar procedimentos como recolhimento, adoção, castração e atendimento veterinário de cães e gatos.

Entre as novidades, estão a padronização de documentos e protocolos de atendimento do CEMPRA, a definição de critérios de prioridade para castrações e a criação de mecanismos mais claros de fiscalização e penalização de maus-tratos. A lei também reforça o papel da Secretaria de Meio Ambiente como gestora do CEMPRA e prevê a integração com outras secretarias municipais nas ações de vigilância e controle de zoonoses.

A presidente da Câmara, vereadora Kayanne Braga (PDT), que atua há anos na defesa da causa animal, celebrou a aprovação da proposta.

“Acredito que um dos grandes avanços é trazer para dentro da lei a responsabilidade das pessoas que faltam com o papel de tutor responsável. Agora, quem agride ou abandona um animal e for identificado será responsabilizado, inclusive podendo ter multa inscrita em dívida ativa do município”, destacou.
“Também ajustamos os atendimentos do CEMPRA, deixando claro que a verba pública precisa ser respeitada dentro dos limites do orçamento municipal, como previsto na LDO e no PPA.”

A vereadora também explicou como será feita a fiscalização, resultado de uma articulação entre diferentes órgãos.

“Tivemos uma reunião no Ministério Público com a Brigada Militar, a Polícia Civil e a ONG Campo Bom pra Cachorro, onde definimos um passo a passo. A denúncia começa na Polícia Civil, que faz a primeira visita. Se houver necessidade de multa ou recolhimento, a ação é feita junto à Secretaria do Meio Ambiente e ao veterinário do município”, explicou.
“Em casos de flagrante, o município aplica a multa diretamente no CPF do responsável. Já quando uma ONG assume o animal, os custos são informados ao Ministério Público, que busca o ressarcimento do tutor na esfera judicial.”

O Código, além de fortalecer a proteção animal, também ganhou repercussão fora da cidade.

“Desde que anunciamos que ele estava tramitando na Câmara, recebemos pedidos de cópia de várias cidades do Rio Grande do Sul e até de Minas Gerais e São Paulo. A causa animal está muito conectada pelas redes sociais, e as enchentes acabaram aproximando ativistas de todo o Brasil. Esse código é um material completo e pode servir de referência para outros municípios”, contou.

Para Kayanne, a legislação campo-bonense reforça pilares que podem ser replicados em qualquer lugar.

“Educação, fiscalização, castração e punição, esses quatro pilares são fundamentais para a causa animal em qualquer cidade do país”, afirmou.

Com a lei aprovada, a vereadora destaca que o próximo passo é a implementação prática.

“Agora, queremos construir o cadastro de protetores, que será feito pela Secretaria do Meio Ambiente, e ampliar o trabalho de educação nas escolas. Também teremos a reforma do CEMPRA, que contará com recursos de emenda parlamentar. É mais um avanço importante para o bem-estar dos animais da nossa cidade”, concluiu.

O texto, aprovado por unanimidade, revoga legislações anteriores e moderniza as normas de proteção animal, oferecendo segurança jurídica e efetividade às ações municipais.

O prefeito Giovani Feltes já sancionou a lei, se tornando Lei Municipal nº 5.599/2025.

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➡️ Conferência Municipal de Saúde, acontece neste sábado, 20.

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  • Diante da previsão de queda acentuada nas temperaturas nos próximos dias, a Prefeitura de Campo Bom disponibilizará abrigo emergencial para pessoas em situação de rua nas noites desta terça-feira (16) e quarta-feira (17). O anúncio foi feito pelo secretário municipal de Desenvolvimento Social e Habitação, Gabriel Colissi.

A estrutura será instalada no Ginásio Municipal Karl Heinz Kopittke, onde serão oferecidos acolhimento, camas, cobertores, banho quente e refeições. A iniciativa busca garantir proteção e dignidade às pessoas em situação de vulnerabilidade durante o período de frio intenso.

A ação contará com o trabalho das equipes do Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS), que realizarão buscas ativas pelas ruas da cidade para orientar e encaminhar as pessoas em situação de rua ao abrigo.

A comunidade também poderá colaborar informando casos de pessoas que necessitem de acolhimento. Os contatos podem ser feitos junto à Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social e Habitação ou à Guarda Municipal, pelo telefone 153.

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  • Uma mulher de aproximadamente 50 anos foi encaminhada ao Hospital Lauro Reus após se envolver em um acidente de trânsito na tarde desta terça-feira (16), em Campo Bom. O caso ocorreu por volta das 16h53, na Rua Pastor Frederico, no Centro da cidade.

Conforme o Corpo de Bombeiros Militar, a ocorrência foi registrada inicialmente como suspeita de vítima presa nas ferragens após o tombamento de um veículo. Ao chegarem ao local, os bombeiros encontraram a condutora já fora do automóvel, retirada por populares que prestaram auxílio logo após o acidente.

Segundo informações, a motorista apresentava sinais de confusão e relatou não se lembrar do que havia acontecido. A suspeita é de que ela tenha sofrido um mal súbito enquanto dirigia. O veículo acabou colidindo contra outro carro que estava no local e, na sequência, tombou.

Apesar da gravidade da ocorrência, a mulher não apresentava ferimentos aparentes. Os airbags laterais do automóvel foram acionados durante o acidente, contribuindo para a proteção da condutora.

A equipe dos bombeiros realizou a estabilização do veículo, que permanecia tombado e apresentava risco de movimentação, além da avaliação inicial da vítima e da imobilização cervical preventiva. Posteriormente, ela foi encaminhada ao Hospital Lauro Reus para avaliação médica.

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  • AG CONTIGO | 16.06

➡️ UBS Paulista terá atendimento pediátrico noturno.

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  • COLUNA | ✍ @allandyegopimentel 

A recente decisão do Supremo Tribunal Federal, proferida na última semana, analisou um dos temas mais relevantes da Previdência Social nos últimos anos: a aposentadoria especial. Para quem não está familiarizado com o assunto, trata-se do benefício destinado aos trabalhadores expostos, durante sua vida profissional, a condições que colocam em risco sua saúde ou sua integridade física.
Em uma votação apertada, o STF declarou a inconstitucionalidade da exigência de idade mínima criada pela Reforma da Previdência de 2019. Uma exigência que, desde o início, foi alvo de inúmeras críticas por contrariar a própria finalidade do benefício.

Afinal, essa espécie de aposentadoria não surgiu como privilégio, mas sim como um verdadeiro instrumento de proteção ao trabalhador. Seu objetivo nunca foi apenas reconhecer determinado tempo de serviço, mas evitar que pessoas submetidas a agentes nocivos permanecessem expostas por períodos excessivos e sofressem prejuízos significativos à sua saúde e à sua qualidade de vida. Estamos falando de trabalhadores que convivem diariamente com ruídos intensos, produtos químicos, agentes biológicos e outras condições capazes de comprometer sua saúde ao longo dos anos.

Com a Reforma da Previdência de 2019, além do tempo mínimo de exposição, passou-se a exigir também uma idade mínima para a obtenção do benefício. Na prática, isso significava que muitos trabalhadores, mesmo após completarem os 15, 20 ou 25 anos de atividade especial exigidos pela legislação, precisavam continuar trabalhando em ambientes insalubres até atingir a idade necessária para se aposentar.
Foi justamente esse ponto que levou a questão ao Supremo. Para a maioria dos ministros, a exigência de idade mínima esvaziava a lógica protetiva da aposentadoria especial. Se o benefício existe para limitar a exposição a agentes nocivos, obrigar o trabalhador a permanecer por mais tempo nessas condições significava, em muitos casos, prolongar justamente o risco que a própria legislação busca evitar.

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Nos últimos anos, o câncer de intestino tem chamado cada vez mais atenção da população e dos profissionais de saúde. Considerado um dos tipos de câncer mais frequentes no mundo, ele desperta dúvidas, preocupações e, infelizmente, também muitos mitos relacionados à alimentação.
É comum encontrar informações que prometem prevenir ou até curar o câncer por meio de alimentos específicos, dietas restritivas ou receitas milagrosas. No entanto, a ciência nos mostra uma realidade diferente: não existe um único alimento responsável pelo surgimento ou pela cura do câncer de intestino. O que realmente influencia o risco da doença é o conjunto de hábitos que cultivamos ao longo da vida.
A alimentação tem um papel importante na prevenção porque o intestino está em contato direto com tudo o que consumimos. Dietas ricas em frutas, verduras, legumes, feijões, lentilhas e cereais integrais fornecem fibras e diversos compostos naturais que ajudam a manter o intestino saudável. As fibras, por exemplo, auxiliam no funcionamento intestinal e contribuem para o equilíbrio da microbiota, conjunto de microrganismos que habita nosso intestino e participa ativamente da saúde do organismo.

Por outro lado, estudos apontam que o consumo frequente de carnes processadas, como salsicha, linguiça, presunto, salame e bacon, está associado a um aumento do risco para câncer colorretal. Isso não significa que uma pessoa desenvolverá a doença por consumir esses alimentos ocasionalmente, mas reforça a importância da moderação e da construção de hábitos alimentares equilibrados.
Também é importante esclarecer que não existem alimentos milagrosos com capacidade comprovada de prevenir ou curar o câncer. Alho, cúrcuma, chás, sucos verdes e outros alimentos podem fazer parte de uma alimentação saudável, mas não substituem exames preventivos, acompanhamento médico ou tratamentos indicados pelos profissionais de saúde.

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  • EXCLUSIVO | ✍ @mairanpacheco 

Uma trajetória que começou em Campo Bom e atravessou continentes ganhou, em 2026, um capítulo inesquecível: a campo-bonense Camila Blos está entre os profissionais que participaram da produção do curta-metragem “A menina que chorava pérolas”, vencedor do Oscar na categoria de Melhor Curta-Metragem de Animação.

Radicada no Canadá desde 2001, Camila construiu uma carreira sólida nos bastidores do audiovisual. Ela se mudou para Montreal para estudar Administração de Empresas, após já ter realizado intercâmbio na França. Foi no país norte-americano que descobriu sua vocação para o cinema, iniciando de forma discreta em uma produtora especializada em documentários sobre povos indígenas. A partir dali, não parou mais.

Com passagens por diferentes produtoras e pela CBC, rádio pública do Canadá, Camila chegou à National Film Board (NFB), uma das instituições mais respeitadas do mundo na produção de documentários e animações, com mais de 80 anos de história e reconhecida por preservar a cultura e a memória canadense por meio do audiovisual.

No filme premiado, Camila atuou como coordenadora de produção, sendo responsável por áreas fundamentais como organização de filmagens, contratos, pagamentos, gravações de voz e toda a estrutura administrativa que permite que uma obra saia do papel. “Quando o cineasta chega com a ideia, a gente faz acontecer”, resume.

O curta “A menina que chorava pérolas” tem 17 minutos de duração e utiliza a técnica de stop motion, um processo artesanal em que marionetes são fotografadas quadro a quadro para criar movimento. O nível de detalhamento é tão alto que, em um bom dia de trabalho, a equipe consegue produzir cerca de dois segundos de animação.

A história acompanha um menino que observa, pela fresta da parede, a vida de sua vizinha, uma menina que, ao chorar, transforma lágrimas em pérolas, em meio a um ambiente marcado pela violência da madrasta. A narrativa delicada aborda temas como o primeiro amor, o encantamento e a sensibilidade diante do sofrimento alheio.

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